Amanhã, todos ao Sindicato dos Estivadores!

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O Sindicato dos Estivadores organiza amanhã, Quarta-Feira, às 18h00, na sua sede (Rua do Alecrim, nº25, 1ºAndar), um debate a partir da visualização do vídeo “A Guerra dos Portos”.

A sessão é gratuita, aberta a todos os interessados.

“A guerra dos Portos” é o resultado de uma recolha de entrevistas a vários estivadores europeus sobre o movimento internacional de solidariedade com o porto de Lisboa, que lutavam pela renegociação do contrato colectivo de trabalho e pela reintegração de 47 estivadores despedidos ilegalmente.

Apresentação em português:
http://5dias.wordpress.com/2014/04/07/a-guerra-dos-portos-the-war-of-ports/

Apresentação em Inglês, Francês e Castelhano:
http://5dias.wordpress.com/2014/04/09/a-guerra-dos-portos-the-war-of-the-ports-la-guerre-des-ports-la-guerra-de-los-puertos/

Evento no Facebook

Publicado originalmente no blogue O Estivador.

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Ideias recessivas

Mais uma ideia recessiva – a hipótese deste Governo taxar produtos “nocivos para a saúde”. O IVA é um imposto que não devia existir – é um imposto regressivo, paga mais quem ganha menos. Mas é um imposto intolerável quando diz respeito a comida. Prejudicial para a saúde dos portugueses é deixarem de comer peixe grelhado com arroz de grelos e comerem pão com alface e atum. A base da alimentação de quem trabalha é cada vez mais trigo, leite e açucar e não é porque os portugueses são ignorantes. É porque a relação tempo/energia/preço nesses alimentos faz com que sejam mais baratos. Mesmo que depois se gaste 12% dos custos do Estado com saúde a tratar diabéticos. 23% de Iva para se sentar à mesa e almoçar é nocivo. Nocivo para a saúde, nocivo para o emprego, arrasando com pequenos negócios de família e nocivo para o prazer de viver. Como os lugares de trabalho, com o desemprego galopante, se tornaram espaços de exaustão, medo e competição (conhecidos popularmente por cansaço, stress e inveja), a mesa com os amigos era para muitos o momento melhor do dia. Um Governo que fecha restaurantes à mesma velocidade com que regressa a marmita, é nocivo, claro.

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Morreu ex-pugilista “Hurricane”

Rubin “Hurricane” Carter, o ex-pugilista norte-americano que passou 20 anos preso depois de um julgamento considerado racista, e inspirou o músico Bob Dylan a escrever a canção “Hurricane” morreu hoje em Toronto, no Canadá.

“Repousa em Paz Rubin, a tua luta está terminada, mas não será esquecida”, pode ler-se na página Internet da associação de defesa das vítimas de erros judiciários (AIDWYC), da qual “Hurricane” Carter foi director executivo entre 1993 e 2005.

Apesar de se ter declarado sempre inocente, Rubin Carter, afro-americano, foi condenado duas vezes, em 1967 e 1976, pela morte de três brancos num bar de New Jersey em 1966.

A canção Hurricane na versão da brasileira Cida Moreira:

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O “monstro” da deflação

Generalizaram-se os comentários na imprensa liberal sobre o risco de deflação na Europa. Este risco de “deflação” traduzido signfica que vem aí uma nova crise, em termos muito simples, não compensa colocar os produtos no mercado à venda porque o seu lucro médio cai. Andamos há 1 ano e meio a escrevê-lo. Da última crise foi assim: deflação na produção (e não necessiramente no preço), queda da taxa média de lucro, propriedade desvalorizada, Banca em pré falência, Estado imprime dinheiro para salvar estes capitais, a dívida passa de 70% para 130% do PIB. Primeiro o Estado tinha que salvar a Banca porque “sim”, 6 meses depois, no início de 2009 o discurso mudava: “os portugueses viveram acima das possibilidades”. A taxa média de lucro já foi recuperada (os afogados de 2008 há muito saíram da crise, são agora parte dos 870 milionários), a Banca está a abarrotar de capitais que não investe, coloca-os na dívida, que é sustentada pelos cortes de pensões e salários. Empurrar um morto vivo – o pujante capitalismo português – só é possível matando as pessoas de exaustão ou salários abaixos da sobrevivência. Mas é possível. A regressão histórica é sempre possível e não depende só de quem quer ver os seus capitais protegidos da temida deflação, depende da resistência de quem não aceita os cortes nos salários e pensões. São dois lados em conflito e na luta, literalmente, por ver quem vai ganhar. Porque é óbvio que o pacto keynesiano, em que ambos se mantinham a crescer – salários e lucros – morreu. Tão óbvio quanto escrevemos e dissémos há 1 ano e meio que 1 ano e meio depois a Europa ia enfrentar o “monstro” da deflação…

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António Araújo, crítico de livros

Renato Teixeira: “O debate de ideias não é compatível com a trapaça. Depois de ler a “crítica” do António Araújo ao último livro da Raquel Varela – História do Povo na Revolução Portuguesa 1974-1975 – não ficamos a saber muito do livro mas ficamos a saber tudo o que precisamos sobre o agora famoso assessor de Cavaco Silva. A mentira, a trapaça, a falsificação, não abrem nenhum caminho na luta política e lamentavelmente apenas deixam transpirar o indisfarçável pavor a tudo o que conteste a tese oficial sobre a história – do povo e não só – do 25 de Abril de 1974″.

O que escreve António Araújo:

“Com escassas páginas sobre a Reforma Agrária”

O que está no livro:

Um capitulo inteiro dedicado à reforma agrária, intitulado “A terra a quem a trabalha. A reforma agrária na Revolução”.

O que escreve António Araújo:

“Raquel Varela defende o «pacto social» e as marcas que dele ficaram inscritas na Constituição da República”.

O que está no livro:

O livro termina com uma critica ao Pacto Social. É, de resto, uma das teses centrais o livro.

O que escreve António Araújo:

Escuta-se o depoimento de uma mulher pobre, «de lenço na cabeça», que vivia num bairro da lata e se queixava de, na barraca onde vivia, não ter onde «fazer as suas necessidades», algo que a historiadora interpreta como uma «alusão a sexo» (p. 54).

O que está no livro:

Uma senhora de um bairro de barracas a saudar a revolução porque vivia assim:

«Tenho 5 filhos, todos com grande necessidade, tamos todos juntos a dormir na cama, pais, filhos, não se distinguir, um homem a querer fazer as suas necessidades [alusão a sexo] e ter que se esconder de um filho, uma mulher a querer fazer as suas necessidades e esconder-se de um filho, acho que isso…que já é muito que dizer…».

Interpreta? Será que António Araújo nos quer convencer que a senhora e o marido queriam urinar na cama às escondidas do filho?

O que escreve António Araújo:

“Salgueiro Maia e muitos outros tentaram tirar a população do Quartel do Carmo para a ‘proteger’, temendo confrontos” (p. 122). Não se compreende o alcance das aspas irónicas: efectivamente, Salgueiro Maia, como mandam os manuais de operações e o elementar bom senso, procurava que os civis não se vissem envolvidos num eventual fogo cruzado entre as tropas leais ao regime e os militares do MFA.”

O que está no livro:

A frase completa escrita pela autora, cuja citação é cortada por António Araújo, é: “Salgueiro Maia e muitos outros tentaram tirar a população do Quartel do Carmo para a «proteger», temendo confrontos (ainda não se sabia como terminaria o golpe)”.

As aspas são naturalmente usadas porque são uma citação, a que a autora acrescenta o contrário do que afirma António Araújo, ou seja, que era normal aquele apelo uma vez que desconhecia-se ainda o desfecho do golpe.

O que escreve António Araújo:

Por outro lado, teria sido importante que a autora definisse o objecto e o perímetro da sua investigação, ou seja, que concretizasse o que entende por “povo”. Na ausência dessa caracterização prévia (…)

O que está no livro:

“Porém, dúvida que se ergue de imediato: não é o povo, todo o povo de um país? Não, as people’s histories são a história, se quiserem, do povo revolucionário, rebelde, resistente, dos que desafiam a ordem estabelecida, que em geral é uma desordem de desemprego, subnutrição, analfabetismo e ignorância, repressão aos trabalhadores, conscrição para a guerra…”

Há quem veja no povo uma multidão espontânea e desorganizada e quem olhe para a classe trabalhadora sem se perder em conceitos como “multidão”, privilegiando a história das organizações de base dos trabalhadores, as quais estão intimamente ligadas ao papel dos dirigentes e dos partidos políticos, cuja análise, não sendo neste livro feita de forma exaustiva, é fundamental para explicar a dinâmica de qualquer processo revolucionário.

Publicado por Renato Teixeira aqui

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MUDANÇA – A menina dança?

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A MENINA DANÇA?

Na Alemanha, Sigmar Gabriel (SPD, sociais-democratas como o PS) e Angela Merkel (CDU, conservadores, como PSD-CDS) dirigem um governo de «grande coligação».

 

 

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MUDANÇA – como em França?

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COMO EM FRANÇA?

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Manuel Valls (primeiro-ministro do PS): «Cura de austeridade»: 50 mil milhões de ‘poupanças’ no Estado social, incluindo o montante das reformas, os complementos de reforma geridos por organismos públicos, os abonos de família ou as ajudas à habitação social que ficam congelados até Outubro de 2015 (até ver).

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