Declaração do IDC sobre Gaza

10563055_10204771774884048_1335898282060089210_n“O Internacional Dockworkers Council (IDC) condena veementemente os ataques de Israel em Gaza, exige o fim imediato da ofensiva militar por parte do exército israelita e a intervenção do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas para pôr fim ao conflito.

O uso desproporcionado de força e a intensa intervenção militar lançada a partir do dia 8 de Julho de 2014, pelo governo Israelita, alegadamente em resposta ao disparo de foguetes por parte dos militantes palestinianos do Hamas, serviu de pretexto para a sua ofensiva terrestre na Faixa de Gaza, tem tido como alvo civis palestinianos, sendo que mais de 200 palestinianos já foram mortos e há mais de 1.400 feridos registados*. Sem sombra de dúvida a população da Faixa de Gaza, sujeita à escassez e à deterioração das condições de vida, é mais uma vez vítima de violência indiscriminada por parte do governo de Israel, com dezenas de milhares de pessoas deslocadas para o norte de Gaza.

A partir do IDC denunciamos a ocupação da Palestina por Israel e as agressões sofridas nas áreas da Cisjordânia, Jerusalém e Gaza. Apelamos para a mobilização da comunidade internacional e para um cessar-fogo que permita negociações de paz abrangentes e justas – incluindo o respeito pelas fronteiras de 1967, a retirada das tropas israelitas dos territórios palestinianos e o fim do bloqueio a Gaza.

Pelo IDC

Nota: Na próxima sexta-feira, dia 1 de Agosto, está marcado um dia de protesto internacional em defesa da Palestina e pelo fim do massacre em curso na Faixa de Gaza. Mais informações aqui, aqui ou aqui

* Números registados no início da operação. Hoje, infelizmente, manifestamente ultrapassados.

Publicado em 5dias | Deixe o seu comentário

Médicos e cientistas europeus chocados com agressão militar israelita a civis

Gaza

24 médicos e cientistas do Reino Unido e de Itália denunciam a agressão militar israelita em Gaza, numa carta ao The Lancet, publicada no dia 22 de julho. O texto explica muito bem a situação que se vive na Gaza cercada e bombardeada.

“Somos médicos e cientistas, que passamos a nossa vida a desenvolver meios para cuidar e proteger a saúde e as vidas. Também somos pessoas informadas; ensinamos a ética das nossas profissões, conjuntamente com o conhecimento e a prática. Todos trabalhámos em Gaza e conhecemos há anos a sua situação.

Baseando-nos na nossa ética e prática, denunciamos o que testemunhamos na agressão a Gaza por Israel. Pedimos aos nossos colegas, velhos e jovens profissionais, que denunciem esta agressão israelita. Desafiamos a perversidade de uma propaganda que justifica a criação de uma urgência para mascarar um massacre, uma suposta “agressão defensiva”. Na realidade, trata-se de um ataque implacável de duração, extensão e intensidade ilimitadas. Queremos referir os factos tais como os vemos e as suas implicações nas vidas das pessoas.

Estamos chocados pelo ataque militar a civis em Gaza sob o pretexto de castigar os terroristas. Este é o terceiro ataque militar em grande escala a Gaza desde 2008. De cada vez, o número de mortes confirmadas refere-se principalmente a pessoas inocentes de Gaza, em particular mulheres e crianças, sob o pretexto inaceitável de Israel erradicar os partidos políticos e a resistência à ocupação e ao cerco que impõe.

Esta ação também aterroriza aqueles que não são diretamente atingidos e fere a alma, a mente e a resiliência da geração jovem. A nossa condenação e aversão são agravadas ainda mais pela negação e proibição de Gaza receber ajuda externa e suprimentos para aliviar as terríveis circunstâncias.

O bloqueio a Gaza está mais apertado desde o ano passado e tem um custo mais gravoso para a sua população. Em Gaza, as pessoas sofrem de fome, sede, poluição, escassez de medicamentos, eletricidade e de todos os meios para obter um rendimento, não só por serem alvejadas e bombardeadas. Crise de energia, escassez de gasolina, escassez de água e comida, vazão de esgoto e sempre a diminuição dos recursos são catástrofes provocadas directa e indirectamente pelo cerco.

O povo da faixa de Gaza está a resistir a esta agressão, porque quer uma vida melhor e normal e, mesmo quando chora de tristeza, dor e terror, rejeita uma trégua temporária que não oferece uma oportunidade real de um futuro melhor. Uma voz no meio dos ataques em Gaza é de Um Al Ramlawi que fala por todos em Gaza: “Eles estão a matar-nos a todos, de toda a maneira — ou uma morte lenta pelo cerco, ou uma rápida pelos ataques militares. Nós não temos nada a perder — devemos lutar pelos nossos direitos, ou morrer ao tentar.”

Gaza tem sido cercada por mar e terra desde 2006. Qualquer indivíduo de Gaza, incluindo pescadores, que se aventure além de 3 milhas marítimas da costa de Gaza, arrisca-se a ser baleado pela marinha israelita. Ninguém de Gaza pode sair pelos dois únicos check-points, Erez ou Rafah, sem permissão especial dos israelitas e dos egípcios, o que é difícil de obter para muitos, se não impossível. As pessoas de Gaza não podem ir para o estrangeiro para estudar, trabalhar, visitar famílias ou fazer negócios. Feridos e doentes não podem sair facilmente para obter tratamento especializado fora de Gaza. Foram restringidas as entradas de alimentos e medicamentos em Gaza e muitos produtos essenciais para a sobrevivência foram proibidos.

Antes do presente ataque, os produtos médicos armazenados em Gaza já estavam no nível mais baixo de todos os tempos devido ao cerco. Esgotaram-se agora. Da mesma maneira, Gaza é incapaz de exportar os seus produtos. A agricultura tem sido severamente prejudicada pela imposição de uma zona-tampão, e não podem ser exportados produtos agrícolas devido ao bloqueio. 80% da população de Gaza é dependente das rações de comida da ONU.

Muitos dos edifícios e da infraestrutura de Gaza foram destruídos durante a operação Chumbo Derretido, em 2008-09, e os materiais de construção foram bloqueados, de modo que escolas, casas e instituições não podem ser correctamente reconstruídas.

As fábricas destruídas pelos bombardeamentos raramente foram reconstruídas, acrescentando o desemprego à miséria.

Apesar das condições difíceis, o povo de Gaza e os seus líderes políticos actuaram recentemente para resolver os seus conflitos “sem braços nem danos” através do processo de reconciliação entre as facções, os seus líderes renunciando a títulos e posições, para que um governo de unidade pudesse ser formado, abolindo a política factional que existe desde 2007. Esta reconciliação, embora aceite por muitos na comunidade internacional, foi rejeitada por Israel. O actual ataque israelita cortou esta oportunidade de unidade política entre Gaza e a Cisjordânia e separou uma parte da sociedade palestiniana, destruindo a vida do povo de Gaza. Sob o pretexto de eliminar o terrorismo, Israel está a tentar destruir a crescente unidade palestiniana. Entre outras mentiras, é afirmado que os civis em Gaza são reféns do Hamas, quando a verdade é que a faixa de Gaza está cercada pelos israelitas e egípcios.

Gaza tem sido bombardeada continuamente durante os últimos 14 dias, seguindo-se agora a invasão terrestre por tanques e milhares de tropas israelitas. Mais de 60.000 civis do norte de Gaza foram intimados a deixar as suas casas. Estas pessoas deslocadas internas não têm para onde ir uma vez que o centro e o sul de Gaza estão também sujeitos ao bombardeamento de artilharia pesada. Toda Gaza está a ser atacada. Os únicos abrigos em Gaza são as escolas da Agência da ONU para os refugiados (UNRWA), abrigos incertos já alvejados durante a operação Chumbo Derretido, onde muitas pessoas morreram.

De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza e o escritório da ONU para a coordenação de assuntos humanitários (OCHA), até 21 de julho 149 dos 558 mortos em Gaza e 1.100 dos 3.504 feridos eram crianças. Os que estão enterrados sob os escombros ainda não estão contados. Enquanto escrevemos, a BBC noticia o bombardeamento de um outro hospital, que atingiu a unidade de cuidados intensivos e salas de cirurgia, com mortes de pacientes e funcionários. Há agora receios relativamente ao principal hospital Al Shifa. Além disso, a maioria das pessoas estão psicologicamente traumatizadas em Gaza. Qualquer pessoa com mais de 6 anos já viveu o seu terceiro ataque militar por parte de Israel.

O massacre em Gaza não poupa ninguém e atinge deficientes e doentes em hospitais, crianças brincando na praia ou em cima do telhado, com uma grande maioria de não-combatentes. Hospitais, clínicas, ambulâncias, mesquitas, escolas e edifícios de imprensa têm sido todos atacados, com milhares de casas particulares bombardeadas, o fogo claramente direcionando para alvejar famílias inteiras e matá-las dentro das suas casas, privando as famílias de suas casas ao mandá-las sair uns minutos antes da destruição. Uma área inteira foi destruída em 20 de julho, deixando milhares de pessoas deslocadas sem tecto, ao lado de centenas de feridos e matando pelo menos 70 — isto é muito além do propósito de encontrar túneis. Nenhum destes são objetivos militares. Estes ataques visam aterrorizar, ferir a alma e o corpo das pessoas e tornar-lhes a vida impossível no futuro, assim como também demolindo as suas casas e proibindo os meios para reconstruir.

É usado armamento conhecido por causar danos a longo prazo na saúde de toda a população; em particular armamento de não fragmentação e bombas de ponta-dura. Vemos armamento de precisão a ser usado indiscriminadamente em crianças e vemos constantemente que as chamadas armas inteligentes falham a precisão, a menos que elas sejam deliberadamente usadas para destruir vidas inocentes.

Denunciamos o mito propagado por Israel de que a agressão é feita com a preocupação de poupar as vidas de civis e o bem-estar das crianças.

O comportamento de Israel insultou a nossa humanidade, a nossa inteligência e dignidade, bem como a nossa ética profissional e os nossos esforços. Até mesmo aqueles de nós que querem ir e ajudar são incapazes de chegar a Gaza devido ao bloqueio.

Esta “agressão defensiva” de duração, extensão e intensidade ilimitadas tem de ser travada.

Além disso, se o uso de gás for confirmado, isto é inequivocamente um crime de guerra, pelo qual, antes de mais nada, sanções graves terão de ser tomadas imediatamente sobre Israel, assim como a ruptura de qualquer comércio e acordos de colaboração com a Europa.

No momento em que escrevemos, são relatados outros massacres e ameaças sobre o pessoal médico nos serviços de urgência e o impedimento da entrada de comboios de ajuda humanitária internacional. Enquanto cientistas e médicos, não podemos ficar em silêncio enquanto este crime contra a humanidade continua. Instamos os leitores a também não ficarem em silêncio. Gaza presa no cerco está a ser morta por uma das maiores e mais sofisticadas máquinas militares modernas. A terra está envenenada por detritos de armas, com consequências para as gerações futuras. Se aqueles de nós capazes de se exprimir não o fazem e não tomam uma atitude contra este crime de guerra, também somos cúmplices da destruição das vidas e das casas de 1,8 milhão de pessoas em Gaza.

Registamos com consternação que apenas 5% dos nossos colegas académicos israelitas assinaram um apelo ao seu governo para parar a operação militar contra Gaza.

Somos tentados a concluir que, à excepção desses 5%, o resto dos académicos israelitas é cúmplice do massacre e da destruição de Gaza. Vemos também a cumplicidade dos nossos países na Europa e América do Norte neste massacre e a impotência mais uma vez das instituições e organizações internacionais para parar este massacre.”

Fonte (e signatários): The Lancet: Leading doctors and scientists denounce Gaza violence http://www.thelancet.com/gaza-letter-2014

Comité de Solidariedade com a Palestina https://www.facebook.com/ComitePalestina palestinavence.blogs.sapo.pt

Publicado em 5dias | Deixe o seu comentário

PROFESSORES: Big Brother is watching you?

big-brother-poster-feature Crato

Um episódio particularmente surreal passou-se comigo no dia da prova a 22 de Julho em Viseu. Quando um polícia estava a passar a multa (sem qualquer pré-aviso) a um colega nosso por ter no seu carro apitado perto das salas onde se realizava as PACCs, ao tentar, juntamente com mais professores, interceder a favor do nosso colega junto do polícia, a dado momento o polícia vira-se para mim e diz algo como:

- O André sabe que estiveram a fazer barulho à vontade à frente da escola mas buzinar no carro não podem.

Surpreendido pelo facto do polícia saber o meu nome, disse (ainda em tom de brincadeira):

- O sr. agente sabe o meu nome, estou a ver que sabe muita coisa…

Ao que o polícia responde:

- Sei isso e sei muito mais. Sei que não é a primeira vez que veio a Viseu.

Aí respondo já com um semblante mais pesado:

- Desculpe mas é a primeira vez que venho a uma manifestação a Viseu, as outras vezes foi por motivos pessoais…

Nesse momento o polícia (provavelmente percebendo que já teria falado demais) fica completamente atrapalhado e tenta mudar de assunto.

Felizmente várias pessoas estavam ao meu lado nesse momento e puderam ouvir na íntegra esta conversa… Ou seja, é verdade que já vários colegas me tinham avisado (na brincadeira ou não) que eu nos últimos meses (devido à luta dos professores) devia estar “a ser mais vigiado do que o 1º Ministro”… mas uma coisa é suspeitarmos outra é termos a confirmação que estamos a ser vigiados (o meu telemóvel já há uns meses que faz uns barulhos e ecos suspeitos). Torno esta situação pública para que pelo menos o nosso povo comece a saber e a perceber no tipo de sociedade em que já estamos a viver… onde começam a proibir direitos civis elementares (reuniões sindicais dentro das escolas, etc) e vigiam quem luta nomeadamente em defesa da Escola Pública mas a banqueiros e políticos corruptos nunca parecem vigiar, de outra forma não desapareceriam milhares de milhões de euros que tanto faltam na Saúde e Educação Pública…

Perguntam-me se não tenho medo? O meu maior medo é deixar uma sociedade cada vez mais sem direitos para os nossos filhos. E acredito profundamente que se juntarmos forças por nós e pelos nossos filhos nenhuma nova ou velha ditadura vencerá.

Publicado em 5dias | 1 Comentário

Professores: UM POR TODOS E TODOS POR UM!

Um por todos

UM POR TODOS E TODOS POR UM! A esmagadora maioria dos professores em Portugal actuou assim a 22 de Julho de 2014 na 2ª PACC:
1) Na cidade de Viseu, um colega ao protestar contra a prova apitou com o seu carro no local mais próximo possível das salas onde decorria a PACC e foi logo multado (sem qualquer aviso prévio) pela polícia. Logo de seguida, professores do Movimento Boicote&Cerco fizeram uma proposta de solidariedade e todos os professores que estavam no protesto contribuíram dentro das suas possibilidades para que o colega não tivesse que pagar a multa sozinho (o que foi conseguido e até superado)…
2) Vários professores de Coimbra (já que não houve nenhuma PACC em Coimbra) deslocaram-se 180 Km nos seus carros para juntar forças aos protestos dos nossos colegas de Viseu (a contribuição anterior foi tão generosa que o dinheiro que sobrou do pagamento da multa ainda permitiu pagar as viagens de todos os carros). Há mais exemplos de deslocações semelhantes de colegas um pouco por todo o nosso país;
3) Apesar de todas as intimidações, polícia, ilegalidades graves dos 4 000 professores contratados chamados a esta prova, cerca de 33% não compareceram e muitos dos que compareceram não a realizaram por protesto (o número de provas anuladas e zeros será muito significativo, que o Ministro Crato tenha a coragem de divulga-los) e cerca de 95% dos colegas chamados a vigiar não aceitaram fazê-lo (a 18 de Dezembro e a 22 de Julho). Se continuarmos assim até quando aguenta o Crato?

André Pestana

Publicado em 5dias | 1 Comentário

As verdades que Nuno Crato não diz na televisão

nuno-crato-sic

As verdades que Nuno Crato não diz na televisão:

  1. Que no início deste ano lectivo pretendia que a PACC tivesse duas componentes: geral e outra mais específica/científica (dependendo da área de cada professor);
  2. Que no início também pretendia aplicar a PACC a cerca de 46 000 professores contratados;
  3. Após fortes demonstrações de protesto dos professores (por fora das tradicionais formas de luta), a partir de 2 Dezembro o governo afinal “já só considera fundamental” aplicar aos contratados com menos de 5 anos (cerca de 13 000 professores) para tentar “dividir para reinar”. Estes contratados que devido às suas políticas (des)educativas se encontram no desemprego (em 97%);
  4. Na véspera de 18 de Dezembro, o Ministério disse que a maioria dos professores concorda com a prova e garantia que tudo vai correr na normalidade;
  5. A 18 de Dezembro a união entre uma forte greve (cerca 95% de adesão) e um forte boicote sobretudo dos professores contratados leva a que apenas cerca de metade (6000 professores) realizasse a prova;
  6. Crato promete nova PACC em Janeiro mas tribunais suspendem-na até à Primavera;
  7. Crato tenta “jogar tudo” para ter a submissão total da classe docente a esta nova prova a 22 Julho já sem componente específica/científica (marcação com apenas 3 dias úteis de antecedência em período de férias, proibição de direitos cívicos mínimos como por exemplo reuniões sindicais nas escolas, coloca polícias em todas as escolas, tenta ameaçar e intimidar professores vigilantes e contratados, não se cumprem os requisitos mínimos de números de vigilantes por sala,etc) mas mesmo assim dos 4 000 professores contratados chamados a realizar a prova, cerca de 1400 não compareceram, dos que comparecerem muitos entregaram em branco ou anularam a prova como forma de protesto e mais de 95% dos vigilantes, pelo menos nas escolas onde se permitiu reuniões sindicais, se recusou a vigiar outros colegas…Concluindo (por muito que lhe custe) dos 46 000 professores a quem pretendia submeter esta prova no início deste ano lectivo apenas conseguiu “aplicar” a cerca de 8 000 (aproximadamente 15%). No entanto destes 8 000, muitos compareceram nos dias da prova mas dentro da sala não a realizaram em protesto e a ultra minoria  (menos de 10%) que a realizou foi sem condições de equidade. Porque o Nuno Crato não divulgou o número de provas anuladas ou zeros da 1ª chamada? De referir também que cerca de 95% dos professores chamados a vigiar outros colegas recusaram-se a fazê-lo por 2 vezes…;
  8. O mesmo argumento que o levou a fazer esta nova PACC (alegadamente garantir que todos os professores contratados que não tinham feito a prova em Dezembro por motivos alheios à sua vontade) terá que o levar a fazer uma nova prova para pelo menos os mais de 100 professores contratados que, mais uma vez, não puderam realizar a prova por motivos alheios à sua vontade (pelo menos nas 2 ou 3 escolas (e não apenas 1 como afirmou) onde não se realizaram provas por falta de vigilantes (Escola Secundária Oliveira do Douro, Escola de Sto André e Escola de Sto António as duas Escolas no Barreiro);
  9. Nas outras escolas ocorreram as provas mas sempre com graves irregularidades (prova a circular na net durante a sua realização, provas a começarem às 11h30 em vez das 10h30 estipuladas para todo o país, barulho nas salas, número insuficiente de vigilantes, directores que vigiaram em refeitórios, polícias nas escolas e nas salas, professores contratados que nem sequer lhes explicaram porque não foram chamados para esta prova, etc);
  10. Assumir que é um Ministro sem educação (apenas ao serviço de interesses privados) e mentiroso compulsivo (recordam-se quando também mentiu em inícios de Setembro quando afirmou que os contratados estavam desempregados porque não tinham concorrido aos 2 000 horários disponíveis…). Neste momento continua a mentir quando tenta cantar vitória precisamente agora quando ficou evidente que a esmagadora maioria dos professores não concorda com esta ignóbil prova e que toda a sociedade já percebeu que está envolta em graves trapalhadas e ilegalidades (apenas alguns comentadores “pagos a peso de ouro” pelo Poder tentam defender o indefensável).

André Pestana

(membro do Movimento Nacional de Professores Boicote&Cerco: https://www.facebook.com/groups/464249357012999/)

Publicado em 5dias | Deixe o seu comentário

O massacre continua…

Gaza

O país mais militarizado do mundo (Israel) continua a atacar e a testar novas armas no território mais densamente povoado do mundo (Faixa de Gaza). Nem as crianças escapam… e os governantes do Mundo “livre”?

http://mirelamonte.tumblr.com/post/91991843448/doctors-spooked-by-israels-mystery-weapon

http://videos.tf1.fr/jt-20h/2014/enfants-tues-a-gaza-le-bombardement-filme-par-une-equipe-de-tf1-8453439.html

Publicado em 5dias | 21 Comentários

Quais as reais consequências de NÃO FAZER e FAZER esta prova?

Eis a prova que sou professor +

Nesta intensa batalha contra a PACC naturalmente o Ministro Crato e os seus “agentes” (ex: alguns directores) tentam a todo custo diminuir a nossa luta, nomeadamente desprezando leis/regras (ex: esta marcação repentina da nova PACC) e tentando incutir o medo entre nós (sobrevalorizando as supostas consequências dos professores que, mais uma vez, prometem lutar e boicotar esta prova).

Afinal quais são as reais consequências para os professores contratados com menos de 5 anos que não fizerem a prova?
1) A esmagadora maioria desses colegas (cerca de 97%) já se encontra desempregado. Ou seja, não será a não realização da PACC que os colocará no desemprego. Quem tem colocado esses milhares de colegas no desemprego são estas políticas (des)educativas impulsionadas neste momento pelo Ministro Nuno Crato;
2) Mesmo que a luta seja derrotada (e isso não está garantido como se demonstrou no passado dia 18 de Dezembro) no máximo a real consequência é não poder durante 1 ano candidatar-se na realidade ao… desemprego (se este Ministro e estas políticas não forem derrotadas será uma garantia para ainda mais que 97% dos colegas chamados a realizar a PACC porque a dispensa de professores ainda irá aumentar mais);

3) A nossa consciência/dignidade; porque saberemos que, pelo menos enquanto dura uma intensa luta contra esta ignóbil PACC, lutámos a sério contra esta humilhação (lembram-se das imagens de 18 de Dezembro de colegas a chorar e a sentirem-se completamente humilhados por terem feito a PACC?). É claro que na altura poucos colegas contratados tinham consciência da capacidade de luta que permitiu vencer, contra quase todas as expectativas, no dia 18 de Dezembro. Hoje sabemos que é possível e vale a pena lutar!

Mas também é fundamental lembrar que também há consequências para quem fizer a prova:
1) Estaremos a desrespeitar todo o nosso percurso académico e profissional (todas as avaliações, estágios educacionais, exames, provas, etc) ao longo de vários anos;
2) Desrespeitaremos também todo o esforço/investimento que os nossos familiares fizeram para a nossa longa formação;
3) Estaremos também a reforçar o Ministro Crato e todos os seus ataques à classe docente e à Escola Pública. E isso é que coloca milhares de nós no desemprego (e não a realização ou não duma prova) e paradoxalmente outros de nós sobrecarregados de trabalho nas escolas. No dia 22 de Julho não é apenas a PACC que está em causa… Se todos fizerem a prova, sairá reforçada a política global deste Ministro e isso terá como consequência directa ainda mais desemprego em particular para os colegas contratados com menos de 5 anos (ou seja, o desemprego nos contratados com menos de 5 anos será praticamente de 100%). O que revela que na realidade praticamente 100% desses colegas ficarão no desemprego mais um ano (fazendo ou não fazendo a prova)…
Concluindo, apelamos a que todos os professores e toda a sociedade solidária a participar nesta luta na próxima terça, a partir das 8h à frente das escolas onde está prevista a prova.

Quantos professores a 17 de Dezembro (na véspera da nossa 1ª vitória contra a PACC a 18 de Dezembro) acreditavam na sua força e capacidade de vencer? Agora não podemos mesmo deixar passar esta nova PACC feita em “cima do joelho”, desconsiderando completamente a vida pessoal dos professores (ex: colegas que já tinham compromissos na próxima semana). Não podemos aceitar vigiar outros colegas (há reuniões sindicais marcadas nas escolas por isso todos têm a falta justificada, os sindicalizados e não sindicalizados, ao abrigo da lei sindical, ou seja nem sequer nos descontarão no vencimento como aconteceria se fosse greve) e não podemos também realizar esta prova que nos pretende humilhar a todos (hoje os contratados depois todos os professores). Todos os colegas têm que se juntar a esta luta, incluindo os que já realizaram a prova em Dezembro e se sentiram espezinhados… os que estão já estão de férias porque certamente haverá uma escola em luta por perto (ex: no Algarve) onde se pode juntar. Um Ministro que nos desconsidera (e nos tenta dividir) reiteradamente merece uma união sem precedentes.

Acredita colega (contratado com mais ou menos de 5 anos, que fez ou não fez a PACC, do quadro, aposentado,etc), não estás sozinho e és fundamental para a vitória nesta próxima batalha. Se esta PACC passar agora, depois tentarão impor uma prova a TODOS os professores (incluindo os do quadro) e depois será muito mais difícil ganhar… Agora é momento do tudo ou nada porque se vencermos novamente o Crato já não terá outra data possível neste ano lectivo. Sozinhos e desunidos somos fracos mas juntos somos invencíveis: UM POR TODOS E TODOS POR UM! https://www.youtube.com/watch?v=KRbnDG2DiJg

André Pestana

Professor contratado com mais de 5 anos de serviço (mas que nunca se inscreveu na prova) e que continua desempregado por causa destas políticas (apesar de ter concorrido).

p.s. Mais informações importantes (reuniões de preparação do Boicote&Cerco por todo o país e escolas onde faremos os protestos, etc): https://www.facebook.com/groups/464249357012999/

 

Publicado em 5dias | 5 Comentários