Real politik

10345849_10152470956391060_8661122387934774226_n http://www.youtube.com/watch?v=g9if_MVl45Q http://www.youtube.com/watch?v=77A1oUn146w “Além da controvérsia criada em torno de Conchita Wurst, a Eurovisão ficou ainda marcada por uma questão política, com a Rússia de um lado e a Ucrânia do outro. Não terão havido quaisquer atritos entre as gémeas russas Tolmachevy e a ucraniana Mariya Yaremchuk, mas a sua participação ficou marcada pela actual crise na região. Durante as suas actuações, as irmãs Tolmachevy receberam em alguns momentos apupos de membros do público, o que levantou dúvidas sobre se a classificação russa seria afectada pela anexação da Crimeia por Moscovo e pela posição anti-gay que recentes decisões governamentais têm assumido a partir do Kremlin. Na atribuição de pontos pela Ucrânia, as gémeas ficaram em terceiro lugar, atrás da Polónia (primeiro lugar) e da Arménia (segundo). Já a Rússia, colocou a Ucrânia na terceira posição e a Bielorrússia e Azerbaijão nos primeiros lugares, países habitualmente aliados da Rússia na Eurovisão e no campo político. Na classificação geral, a Ucrânia ficou em sexto e a Rússia em sétimo. A controvérsia subiu de tom depois da organização do festival ter decidido que os votos da Crimeia seriam contados como votos da Ucrânia, por causa nos códigos telefónicos nacionais.” [Público – “Conchita Wurst, “a senhora de barba”, venceu o festival da Eurovisão” | foto via Brighton and Hove Pride]

Sobre João Labrincha

Agora escrevo no Botequim.info em http://botequim.info/author/jl4br1nch4/
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19 respostas a Real politik

  1. Paulo Martinho diz:

    Comento sem ter lido o artigo pelo que não sei de que trata, comento imediatamente pela força da imagem – Gosto da proposta desta gaja/o – a feminilidade pode ter barba. Acho altamente artístico/político ou político/artístico a imagem desse homem/mulher ou dessa mulher/homem ou outra hipótese que desconheço. Gosto das energias que solta esta imagem, e não me refiiro às sexuais, acho muito interessante como esta pessoa nascida no género masculino aborda a sua identidade. O mesmo para José Castelo Branco – independentemente dos aspectos particulares do nosso exemplar público de transsexualismo (?) – ou apenas uma das possíveis hipóteses de se viver o género masculino e sem amputação nem culpa (aparente).

  2. imbondeiro diz:

    Falar de manobras de manipulação política a propósito do festival cantigueiro da Eurovisão é uma redundância. Que dizer de um festival europeu que integra essa nação europeia que é… Israel?
    Quanto às propaladas posições anti-gay do Kremlin, elas têm sido habilmente manipuladas pelo Ocidente – com imenso êxito, diga-se – para fazer entrar no barco da histeria anti-russa a “comunidade gay” (seja lá o que isso constitua) e conseguir levar, até com o concurso de gente dita “de esquerda”, a água ao moinho triturador de todo e qualquer país que lhe faça sombra. O que, depois das lições líbia e síria, não deixa de ser pasmoso.
    Quanto à Conchita Wurst, ela/ele/ou o que quer que seja só vem confirmar uma coisa: a mediocridade despeja com igual liberalidade as benesses da sua farta cornucópia sobre toda e qualquer opção sexual. Mas esta é só a minha opinião, claro está, e para os gostos, como dizem os “nuestros hermanos”, existem as cores.

    • LGF Lizard diz:

      O Ocidente nem precisa de manipular nada. As elites russas e os seus políticos é que fizeram (e continuam a fazer) o trabalho de abrir o buraco para se enterrarem.
      Os russos não foram obrigados pelos ocidentais a publicar legislação anti-gay.
      Quanto a Israel…. quando no Médio Oriente, um israelita puder ir cantar a Riade, Damasco, Beirute ou Teerão sem ser linchado, talvez possamos “expulsar” Israel deste festival.
      Bem, mas a Arménia participa… o Arzebaijão também… Marrocos idem. Evidentemente, só Israel é que incomoda as virgens ofendidas.
      Se bem que o concurso é para os países que participam da EBU (European Broadcasting Union) e não dos países da Europa.

      • imbondeiro diz:

        Olhe, meu caro Lizard, vamos lá com calma : não pense que por eu ter concordado consigo uma vez vamos, doravante, passar a ser grandes compinchas. Adiante…
        Primeiro: pois… nisto de “buracos”, há buracos e há buracos… e há vistas de falcão que, subitamente, se transformam em vistas de toupeira – o Putin é o “Torquemada da Comunidade Gay Mundial”, mas a mesma vista que tão bem o vislumbra já nada enxerga quando se vira para a democrática Arábia Saudita que condena à decapitação os… homossexuais. E eu até gostava, só para desenfastiar, de ver as “Pussy Riot” a actuar, sem convite nem permissão, na Basílica de S. Pedro, pois desconfio que a barafunda policial e judicial que se seguiria a tal actuação é que seria o verdadeiro espectáculo. É que nisto de visões, como já lá dizia o pobre de Nazaré, há quem veja o argueiro na vista do outro, mas não enxergue a trave que na sua existe.
        Segundo: a sua dor pelos impedimentos territoriais das Calas e dos Carusos israelitas tem bom e rápido remédio, mas para isso terá de convencer os seus amigos de Telavive a pararem com o genocídio e o “apartheid” com que vêm brindando os seus vizinhos árabes, e em particular os Palestinianos, desde 1948.
        Terceiro: a mim já me chamaram muita coisa, mas “virgem”, e, ainda para mais, “ofendida”? Ó caríssimo Lizard, isso não serão os ares ali da Serra de Aire que, com a aproximação do 13 de Maio, lhe estão a causar algo resfriado com o seu sintomático estado febril? Ponha-se a pau, amigo, ponha-se a pau, pois, não tarda nada, ainda começa a ver santinhos de Santa Comba Dão a levitarem sobre esquálidas azinheiras… Ó homem, vá mas é tomar um “Panadol”. Santas melhoras é o que este seu criado lhe deseja.

        • imbondeiro diz:

          “(…) lhe estão a causar algum resfriado… Assim é que é.

        • LGF Lizard diz:

          Bem, a diferença é que a Rússia se auto-intitula como democracia, enquanto que a Arábia Saudita não tenta disfarçar o que é.
          A bem dizer, a legislação anti-gay russa seria ilegal e inconstitucional em qualquer país europeu ocidental. Não ver isso é confrangedor.
          Nem a Rússia ganha alguma coisa com isto. Não é por haver legislação anti-gay que deixam de haver gays na Rússia. Pela mesma razão não deixam de haver gays no Irão ou na Arábia Saudita, embora os padres islâmicos os possam matar à vontade sem que isso chateie muito a malta anti-imperialista que apoia o Irão.
          Pegando noutro tópico do seu comentário, preferia as Femen em vez das Pussy Riot.
          Mas isso são gostos….. e gostos não se discutem.

          • imbondeiro diz:

            A Federação Russa É uma democracia. Já quanto à Arábia Saudita, não deixa de ser estranho que o reino wahabita seja, não sendo uma democracia, o “compagnon de route” das “democracias ocidentais” na longa cruzada para a instauração da “democracia” no Iraque, no Afeganistão, na Líbia, na Síria… Aplicar-se-á aqui o velho ditado “Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és? E, em caso de resposta afirmativa, quem confessará amizades pouco higiénicas e quem dirá a quem o que efectivamente é?
            Quanto à suposta legislação anti-gay russa: passar-lhe-ia pela cabeça cognominar a não aceitação pela Assembleia da República Portuguesa da adopção por casais homossexuais de “legislação anti-gay”? Pois é… mudam-se as coordenadas geográficas, mudam-se os objectos de anátema.
            No que a gostos musicais me diz respeito, e para lhe ser sincero, olhe: não sou apreciador nem de uma coisa nem de outra.

        • LGF Lizard diz:

          Qual genocídio e qual apartheid? Os israelitas são mesmo incompetentes, nem um genocídio em condições conseguem fazer.
          Desde 1948:
          Quantos milhões de palestinianos foram mortos? 0
          Quantas centenas de milhares de palestinianos foram mortos? 0
          Quantas dezenas de milhares de palestinianos foram mortos? 0
          Um genocídio sem mortos?
          Ou muito me engano ou o conflito israelo-palestiniano não se enquadra na definição de “genocídio”.
          Genocídio é como sucedido no Ruanda em 1994. 800 mil pessoas mortas num curto espaço de tempo.
          Nada disso aconteceu no conflito israelo-palestiniano. Então qual a razão da absurda qualificação de “genocídio”?
          Só se for pelo que os palestinianos desejam fazer aos israelitas, não muito diferente da “Solução Final”.
          Quando se fala nos refugiados palestinianos, igualmente se terá de falar nos refugiados judeus.
          750 mil palestinianos foram expulsos de Israel para os países árabes.
          900 mil judeus foram expulsos dos países árabes para Israel.
          A tragédia aconteceu aos dois lados, não só a um.
          Quando os palestinianos aceitarem fazer a paz com Israel e esquecerem de vez a ideia de uma “Palestina judenfrei”, então estarão abertas as portas da Paz.

        • LGF Lizard diz:

          E mais: apartheid é o que é feito aos israelitas.
          Os países árabes membros da EBU recusam-se a participar no Eurofestival se os israelitas participarem. Parece que os israelitas os contaminam com Peste Negra ou parecido….
          Apartheid a sério é o que é feito nos países árabes sem que isso chateie a malta progressista.
          No Irão, só muçulmanos podem ser eleitos Presidentes da República. O horror que seria se um não muçulmano iraniano (como os Bahais ou os judeus) fosse eleito…
          Na Arábia Saudita, a zona de Meca é interdita aos untermechen não-islâmicos.
          E nem é bom falar nos direitos das mulheres. Parece que por aquelas bandas, a mulher é propriedade do homem….
          Nem sequer falo dos direitos dos homossexuais. Porque isso é coisa que eles de facto não têm. Apenas têm direito a uma forca, se forem apanhados.
          Mas OK, a malta progressista acha que só vale a pena ir-se manifestar contra o “apartheid” israelita ou então contra os imperialistas americanos. Selectividade…..

          • imbondeiro diz:

            Em Israel, um muçulmano pode ser presidente do país? Esquece-se o senhor convenientemente que Israel é hoje o único país do Mundo a ter como critério de nacionalidade a raça? Esquece-se o senhor que os árabes que vivem em Israel são tratados como pessoas de terceiríssima classe? E a que propósito vem esse lembrete acerca da Arábia Saudita? Não estará a confundir as minhas opiniões com outras que me não dizem respeito e jamais por mim foram expressas? E desde quando me leu aqui a defender a moral integrista muçulmana do clero iraniano?
            Confundir uma temática confessional como a de Meca e das suas interdições ritualistas com a categorização racista nazi de “untermenshen” não lembra ao mais imaginoso dos mafarricos. Nem ao mais ignorante deles, acrescente-se. E, já que fala em interdições, não quererá o caro senhor consorciar-se com uma judia ortodoxa? É que as há bem bonitas, mas o diabo é um homem “gentio” chegar-lhes… Vá-se lá saber qual a razão… E que tal esperar pela tardinha, pegar num tapetinho e ir entoar “Allahu akbar!” juntinho ao Muro do Templo em Jerusálem? Acha que seria bem recebido e manteria a sua boa saúde por mais um segundo que fosse?
            Quanto a imperialistas americanos: o que eu gostei de ver ( e foi o senhor que trouxe à liça o paradigmático e sempre de muita serventia retórica – pelo menos para muitos ocidentais – caso ruandês, o que não deixa de ser curioso para quem é europeu e na Europa vive, essa mesma Europa que viu o assassinato em massa ser transformado, por europeíssimas mãos e por europeíssimos cérebros, numa – coisa única no Mundo – proveitosa indústria, há não mais de setenta anos) esse criminoso de guerra e genocida que é Paul Kagame ser recebido com elevadíssimas honras de Estado pelo excelso democrata que é Barack Obama. Será esse mais um caso em que cabe a certeira aplicação do anexim “Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és”? Ou será a objectiva paga de velhos e bons serviços a quem pelos excelsos democratas do Ocidente suja as mãos de sangue, enchendo-lhes, no processo, os bolsos de fartos proveitos?

  3. Joana diz:

    “terão havido quaisquer atritos”. Francamente!!!!

  4. Argala diz:

    Ahhh já passámos para este ponto. Então tomem lá Ekaterina Gubareva, Ministra dos Negócios Estrangeiros da República Popular de Donetsk.

  5. José António Jardim diz:

    O Labrincha substituiu a “doutoura historiadora” R.Varela no moribundo 5 dias?

  6. Tiago diz:

    Confundir um país com os seus governantes é uma estratégia de extrema-direita. A Rússia não é homofóbica, no máximo é a sua elite, o sonho molhado de todos aqueles que durante décadas sonharam com o fim da URSS para o regresso ao “capitalismo de rosto humano”. Agora não gostam da fruta?

  7. João Labrincha diz:

    Reblogged this on Ar Salgado.

  8. Pingback: Mensagem às pessoas comunistas sobre Direitos Humanos de pessoas queer | cinco dias

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