A “Fraude” do PISA e outras histórias. Nova Revista Rubra

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O PISA é um instrumento de medir a redução da educação total, polivalente, dos trabalhadores, a uma educação para tarefas/competências no quadro da divisão do trabalho. Portugal está melhor no PISA do que a Suécia porque a Suécia não aceitou fazer dos seus jovens, futuros trabalhadores, uma força de trabalho sem uma visão ampla de conjunto. O cheque ensino na Suécia é minoritário. Bolonha foi feitar para produzir mais rapidamente concorrência no mercado de trabalho (um número de desempregados formados). A falácia dos rankings, entre outros temas estão abordados neste número especial da Revista Rubra, coordenado pelo Pedro A. Ferreira e pelo Pedro Bravo, que entrevista 3 dos mais destacados pensadores da educação da actualidade, Gaudêncio Frigoto, Roberto Leher e Teresa Seabra.

A educação ao serviço dos baixos salários fez de Portugal um sucesso no PISA. E dos jovens portugueses futuros trabalhadores com escasso raciocínio abstracto, indiferenciados, e incapazes de trabalhar sem um gerente que domina o processo de trabalho a controlá-los. Conseguem fazer – bem e cada vez melhor uma tarefa específica – e cada vez têm menos domínio sobre o conjunto do trabalho onde estão envolvidos.
A Rubra é uma revista trimestral, de que sou directora, e faz amanhã 6 anos, ao lado e com o pensamento crítico. A sua redacção conta hoje com 30 pessoas que fazem a revista em regime exclusivo de voluntariado. Pelo prazer de ajudar a pensar o mundo. E mudá-lo.
Pode-se adquirir a revista em bancas de rua no Carmo, na Livraria Letra Livre, na Calçada do Combro, e pela internet. revistarubra@gmail.com, http://www.revistarubra.org.

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4 respostas a A “Fraude” do PISA e outras histórias. Nova Revista Rubra

  1. Luis Moreira diz:

    Fui administrador de várias empresas (pequenas, médias e grandes) industriais e posso garantir-lhe que hoje há muito mais controlo da produção pelos trabalhadores do que quando passavam o dia agarrados a uma máquina. E trabalhavam ao ritmo dessa máquina. Mas nos gabinetes de investigação nunca se saberá isto. Que a tecnologia liberta os trabalhadores do trabalho escravo.

    • Luis Moreira, a tecnologia liberta. Mas a tecnologia associada ao capitalismo, em vez de gerar mais liberdade, permitir que todos trabalhem menos e melhor, «liberta» muitos do emprego, fabrica desempregados em massa e mantém o horário de trabalho nas mesmas 8 horas de trabalho ou muito mais de há 150 anos. E nas novas fábricas do mundo, na China, na Índia ou na Indonésia (para falar apenas das maiores) a divisa «Arbeit macht frei» colocada às portas dos infernos nazis, não destoaria muito face ao «estilo de vida» que ali é proporcionado aos trabalhadores.

    • Caro Luís Moreira,

      O uso de novas tecnologias não implica, na maioria dos casos, maior complexidade dos postos de trabalho. A imensa maioria dos novos empregos criados na última década, no mundo, é de baixa ou nula qualificação. Acredite que os gabinetes de investigação estão a trabalhar sobre isto.

  2. silva diz:

    A falta de justiça no despedimento coletivo ilegal do Casino Estoril.
    O 25 Abril foi para alguns e não para o povo !!!!!!!!
    Não acredito na palavra dos governantes deste país, muito menos em direitos e deveres.
    A causa desta crise,tem a sua existência precisamente na falta dos direitos e deveres, e não é uma doença exclusiva do nosso país, pois alastra-se ao mundo inteiro.

    Falando do nosso país, e a revolta que está dentro de mim, pois estou desempregado, por culpa de uma justiça que não tem direitos nem deveres.

    Quando temos um 1º ministro que não cumpre com as promessas eleitorais, que constantemente desvaloriza os direitos constitucionais, neste caso em que gaveta estão os direitos e deveres do maior cargo da nação. Mais grave ainda esta gente que governa, nunca produziu nada para este país, roubam ao país o direito, de uma reforma justa de um salário justo, faltando com o dever de cumprir com a sua palavra.

    No meu caso estou desempregado, precisamente por falta do direito e dever que a justiça devia ter para com o cidadão.
    Que culpa tenho eu, que esta empresa que fatura milhões, estando rodeada dos melhores gabinetes de advocacia e tendo grandes amizades com o mundo da politica, contornam os tais direitos e deveres, fazendo passar para o exterior,como sendo boas “famílias” que detêm o poder,económico, social e politico.
    Sabendo nós que essa “nobreza,” não lhes vem delas mesmas, mas da submissão e da passividade de outros, por não terem os mesmos direitos,mas sim muitos deveres.

    E não venham com a história, que a maioria do nosso povo não sabe quais os direitos e seus deveres, para com ele e os outros.
    O problema é que não é o cidadão comum, que falta a esse cumprimento, e pior ainda não dá o exemplo.

    Lembrando o exemplo:

    Operação furacão.
    Operação sucateiro.
    O caso dos sobreiros.
    Freeport.
    O caso Casa Pia.
    O caso OnGoing.
    O caso BPP.
    O caso BPN.
    Os submarinos.

    Para terminar, acredito que um dia e não vai ser neste século, todas as pessoas, tenham a verdadeira justiça, paz social e educação,porque os direitos e deveres estão constitucionalizados dentro de nós após a nascença.

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