Se for pelas crianças, pode ser. Pelos homossexuais, valha-nos deus, nem pensar.

Eu sou intolerante com a intolerância: é tempo de apontar os dedos a quem atenta contra o direito constitucional (e humano) da igualdade.

 

gay+couple[1]

A filósofa Hannah Arendt explica que, quando as elites pensantes (e nestas incluo os nossos deputados – mas não todos) têm atitudes autoritárias ou discriminatórias, logo os fascistazinhos de esquina se sentem legitimados a sair da toca. Envergam a espada ideológica de uma suposta cruzada em nome da sociedade que, dizem, desmoronará caso o superior interesse da criança seja maculado pela proximidade de alguém com uma orientação não-heterossexual. Agem segundo o que acreditam ser o seu dever, cumprindo ordens superiores (divinas, em algumas das suas alucinações pseudo-religiosas), movidos pelo desejo de ascender na carreira profissional-política, como o jota Hugo Soares ou, simplesmente, por desejarem notoriedade na comunicação social ou no seu bairro. A isto chama-lhe banalização do mal. (ler este meu artigo completo no P3 do Público, aqui)

Sobre João Labrincha

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30 respostas a Se for pelas crianças, pode ser. Pelos homossexuais, valha-nos deus, nem pensar.

  1. LGF Lizard diz:

    É chegada a altura de todos serem iguais perante a lei, independentemente das suas opções politicas, religiosas, clubisticas, sexuais, condição económica, status social, ou outras opções de vida quaisquer.

  2. Joao Pereira diz:

    Bela foto a escolhida….

  3. Nunca aceitarei que os que são diferentes queiram ser iguais. Se desejam ser diferentes, tudo bem, é problema deles. No entanto, subjaz uma imensa hipocrisia na maioria destes discursos pró-gay, sobretudo no que toca ao envolvimento de crianças, uma vez que todas as medidas são reivindicadas para satisfazer os adultos com o mais profundo desprezo pelos reais interesses das crianças. Mais grave ainda, esse facto nunca é sequer assumido.Pelo contrário, todos o escondem, o que retira credibilidade a quem tal defende. As pessoas são livres de defenderem o que quiserem, mas o mínimo que se lhes exige é que assumam de facto. E isso eles(elas) nunca o farão porque sabem lá no íntimo que algo não bate certo.

    • João Labrincha diz:

      1- ninguém deseja/escolhe ser gay. ninguém deseja/escolhe ser gay. ninguém deseja/escolhe ser gay. ninguém deseja/escolhe ser gay. ninguém deseja/escolhe ser gay.
      quantas vezes mais vais precisar que se repita para perceberes?
      2- desprezo pelos seres humanos, crianças ou adultos, é tudo o que eu leio no teu comentário. a começar pelo desprezo pela minha opinião, ao nem sequer te dignares a ler o meu artigo até ao fim. caso tivesses lido, terias vergonha de escrever o que aqui escreves.

    • OPortasEhBarron diz:

      Eu sou e tenho orgulho em ser heterossexual! Assim, como respeito outras formas de seres sexuados.Tem sido assim desde o inicio da Humanidade.
      Só posso estar com o Labrincha
      E , pensando o q são alguns casais hétero para com seus filhos….

  4. Nuno Cardoso da Silva diz:

    Respeito o direito de qualquer pessoa agir de acordo com as suas tendências/preferências sexuais. Desde que não envolvam terceiros que para isso não são ouvidos nem achados. Mas ninguém me queira convencer que a homossexualidade é “normal”, porque não é. Não só não é “norma” como é biologicamente inutil. A natureza inventou o sexo para promover a procriação, não para satisfazer os impulsos românticos de ninguém. Como o sexo entre pessoas do mesmo género não pode promover a procriação, ele é biologicamente inútil. Mas isso não significa que discriminemos contra os homossexuais, no que quer que seja que apenas a eles diz respeito. Apenas a eles.

    • João Labrincha diz:

      ninguém deseja/escolhe/prefere ser gay. ninguém deseja/escolhe/prefere ser gay. ninguém deseja/escolhe/prefere ser gay. ninguém deseja/escolhe/prefere ser gay. ninguém deseja/escolhe ser gay. ninguém deseja/escolhe/prefere ser gay. ninguém deseja/escolhe/prefere ser gay. ninguém deseja/escolhe/prefere ser gay. ninguém deseja/escolhe/prefere ser gay. ninguém deseja/escolhe ser gay. ninguém deseja/escolhe/prefere ser gay. ninguém deseja/escolhe/prefere ser gay. ninguém deseja/escolhe/prefere ser gay. ninguém deseja/escolhe/prefere ser gay.

      (faço como se fazia no tempo do fascismo: repetir, repetir, repetir para “aprender”. porque me parece que algumas pessoas escolhem este tipo de método e mentalidade como únicos para encarar a vida, as outras pessoas e a empatia pelas mesmas. pode ser que assim resulte)

      anormais são pessoas como o Nuno, que escolhem categorizar tudo o que existe pela sua utilidade biológica (digo isto porque, felizmente, não são muitas). suponho, portanto, que nunca faça sexo com x parceirx a não ser para procriar, o que deve ser um grande tédio… e isso explica muita coisa.

      usando a tua linguagem, digo-te que a natureza também “inventou” a homossexualidade, tanto nos seres humanos como nos animais. é “norma” elxs existirem, como sabes que sempre existiram.

      se professas que não se deve discriminar homossexuais, então não o faças, como estás a fazer.

      a menos que queiras manter a coerência do teu argumento e me digas que os casais estéreis também devem ser impedidos de adotar…

  5. João diz:

    Esta discussão até pode ter algum interesse. Mas pouco, convenhamos.

  6. Nuno Cardoso da Silva diz:

    João, contra factos não há argumentos. Se fôssemos todos homossexuais a espécie extinguia-se. Logo a homossexualidade é biologicamente inútil. E se uma criança beneficia da presença de uma figura masculina e de uma figura feminina para o seu desenvolvimento psíquico, é isso que se deve promover. Tudo o que divirja desse modelo deverá sempre ser considerado apenas como último recurso. Seja a adopção por apenas uma pessoa, seja a adopção por duas pessoas do mesmo sexo. E neste último caso deverá sempre considerar-se o risco para a estabilidade da criança do caracter preconceituoso da nossa sociedade. E não vale a pena dizer que as pessoas não devem ser preconceituosas, porque na realidade o são. E isso tenderá a repercutir-se negativamente na criança. Sabendo isso a adoção por casais do mesmo sexo terá necessariamente que ser uma excepção. Isto é o que o bom senso aconselharia, mas nesas questões há de tudo excepto bom senso.

    • João Labrincha diz:

      O argumento de proteger as crianças contra o preconceito foi durante muito tempo usado para impedir casamentos (e procriação) entre pessoas de etnias diferentes. Ainda hoje umx negrx não se poderia casar e ter filhos com brancxs se se aplicasse essa “proteção” que defendes. A mesma coisa se aplicaria no caso do divórcio.

      Além disso, no caso da coadoção estamos a falar de famílias que já existem, com crianças que sempre foram criadas por homossexuais e não existem evidências de qualquer deformação de personalidade, pelo contrário. Colocar a manutenção destas famílias como último recurso, pois depreendo que, institucionalizá-las ou colocá-las à guarda de tios, primos ou outros familiares heterossexuais distantes seriam, para ti, opções priotitárias, é, para mim, inconcebível.

      “Crianças de casais homossexuais desenvolvem-se como as outras”
      “Revisão de literatura científica revela que casais de lésbicas, em certos aspectos, até exercem melhor a parentalidade.” Artigo no Jornal Público de ANA CRISTINA PEREIRA 13/03/2014 – 21:04

      Tudo o resto, nomeadamente o que chamas bom senso, é só preconceito.

      • Nuno Cardoso da Silva diz:

        João, o preconceito racial quase que desapareceu, e nós vemos todos os dias casais/pares de pessoas de etnias diferentes sem que isso provoque a menor reação. E num casal etnicamente diverso, há uma figura masculina e uma figura feminina, o que significa que a criança está inserida num agregado familiar que favorece o desenvolvimento da criança. Não é por isso comparável. Mas se um dia a nossa atitude geral para com os homossexuais evoluir no sentido da aceitação sem reservas, provavelmente uma boa parte das minhas objeções desaparecerão, embora não a que está ligada ao benefício para a criança de uma presença masculina e de uma presença feminina. Se todos, inclusive os homossexuais, pusessem o interesses das crianças em primeiro lugar, provavelmente nem seria necessário ter este debate. Infelizmente a questão da coadoção ou da adoção por homossexuais tem mais de ideológico do que de preocupação com o bem estar das crianças.

        • pppp diz:

          “preconceito racial quase que desapareceu” – quase é de facto uma quase boa quanticação. Em certos aglomerados de pessoas, não desapareceu nada, e a merda que pensas em relação aos gays, muitos milhões pensam em relação a uniões inter-raciais humanas

          “se um dia a nossa atitude geral para com os homossexuais evoluir no sentido da aceitação sem reservas” – a minha não chegou a mudar, porque não tenho esse preconceito desde que ganhei consciência do que se passa à minha volta (não sou assim tão velho). Falta a tua atitude de aceitação sem reservas, para se generalizar ainda mais

          A natureza vai continuar a fazer homosexuais, heterosexuais e assexuados (entre muitas horas variantes), da mesma forma que vai continuar a fazer preconceitosos, reacionários, ignorantes e tacanhos – tudo poderá sempre acontecer em termos biológicos

          As crianças têm é de ter amor, carinho, atenção, e algum dinheiro – é este o interesse principal da criança, é isto que a beneficia, e pode ser proporcionado por lares constituídos por:
          – avó sozinha
          – o tio e a tia juntos
          – amigo do pai divorciado
          – institução de caridade
          – a mãe
          – a mãe e o pai
          – um homem e outro homem, que se amam
          (fico-me por estes, porque são as situações de que conheço casos directamente)

          Há quem não tenha conhecimento de que existem milhares de crianças que “informalmente” (certas pessoas diriam até “ilegalmente”) foram criados por casais do mesmo sexo, e estão tão bem e tão mal como outros quaisquer tipo de casais

          As vezes antes da estupidez, está a ignorância (só às vezes)

          Quem se opõe à co-adopção não procura o benefício da criança, mas sim a gratificação do seu preconceito

          • Nuno Cardoso da Silva diz:

            O ardor da resposta faz-me duvidar do rigor do raciocínio. “Eu conheci um fascista que era uma óptima pessoa e até dava esmola aos pobrezinhos”, não chega para achar que o fascismo é uma óptima coisa. Não tenho dúvidas de que há pares homossexuais que seriam capazes de educar e formar primorosamente uma criança, sem que ela fosse vítima dos preconceitos da sociedade. Mas duvido que fosse essa a regra.

          • Nuno Cardoso da Silva diz:

            O que eu queria dizer era que a excepção não faz a regra e acabei por utilizar uma comparação imbecil. Acontece a qualquer pessoas e peço desculpa pelo disparate.

  7. José diz:

    As relações consensuais entre adultos apenas a eles dizem respeito.

    Em relação à adopção já não é assim. Porque envolve uma terceira pessoa incapaz de se pronunciar em relação ao que serve melhor os seus interesses.
    Por mais que se insista não existe qualquer “direito” em adoptar uma criança se fosse um cão talvez…mesmo um homem e uma mulher podem não reunir as condições para adoptar e serem vedados da mesma.

    Portanto a adopção é uma instituição que existe para servir os interesses das crianças e nunca o de adultos. Normalmente requisitos para solicitar a adopção eram bastante genéricos e apenas mudaram após a aprovação do casamento gay precisamente para evitar o absurdo de uma criança ser registada como tendo “dois pais” e foi apenas por isso que se aceitou a legalização do casamento gay porque ficou implícito que a adopção não estaria contemplada. Presumo que para os João Labrincha a noção de compromisso em política não tenha qualquer valor…. E se queira agora passar pela porta do cavalo aquilo que não foi assumido.

    Valeu a tentativa mas apenas confirmou que os argumentos da adopção gay são fraquinhos assentes em sentimentalismo barata e na já mais que conhecida vitimização gay….

  8. Kavernista diz:

    Hitler era gay e nem por isso foi um exemplo para a juventude de sua época.

    • João Labrincha diz:

      Era? Não sei. Mas os pais dele eram heterossexuais e nem por isso criaram um filho exemplar, pelo contrário.

      Isto para dizer que o problema não está na orientação sexual mas sim no carácter de cada pessoa! Mas a lei actual e algumas pessoas ainda acham que o problema é a orientação sexual…

      Mas é só uma questão de tempo até que se faça justiça e se dignifiquem famílias, adultos e crianças. Estou certo disso!

      • libertário diz:

        Nós não podemos tratar de forma igual aquilo que é diferente. E diferente aqui não é ser nem pior nem melhor do que ninguém. É diferente. Ponto!

        Claro que ninguém escolhe ser gay. Acredito que será algo que ou nasce ou se desenvolve na pessoa. Ninguém é gay por uma questão de moda, ou por ser do contra, etc.
        Acho que o estado não deveria ter referendado o casamento homosexual, porque não faz sentido eu ter o poder de decidir sobre algo que não me afecta de todo e que me dá um poder enorme sobre o futuro das vidas dos homosexuais.

        Neste caso assistimos dos dois lados a um jogo muito interessante. Ninguem fala do objectivo final que é a adopção. Todos falam da co-aopção. Do lado dos “anti”, este referendo busca sobretudo o voto contra a adopção, enquanto que a co-apoção irá passar. Do lado dos “pró”, fala-se da co-adopção porque se sabe muito bem que a questão da adopção seria chumbada directamente neste momento. Mas esse é o objectivo final. Podem contar a história que quiserem, podem pintar o cenário de cor de rosa mas, todos sabemos que a ambição final é poderem adoptar.

        É tudo barulho, para não se discutir o tema de fundo. A co-adopção vai passar fácil. A adopção não acredito.

        E aí reside o ponto fulcral: eu não quero nem aceito (se ganharem “prós” não terei outro remédio senão aceitar) que o estado trate, permita, defenda uma impossibilidade biológica. Essa impossibilidade por ser facilmente contornável (inseminação artificial, barriga de aluguer, etc) mas não com o patrocinio do Estado.

        Um gay não escolhe ser gay. Um heterosexual tambem não. Mas essas orientações, esses gostos, têm consequências. Um delas é o facto de os gays não gerarem vida. Outra é a de que o heterosexuais geram.

        Neste caso, acredito que ambas sejam orientações naturais, mas o resultado não é nem pode ser o mesmo.

        Isto no fundo é como o preconceito racial falado atrás. Após anos e anos de repressão ou preconceito, a partir do momento em que se criam mecanismos de protecção/ aceitação a estes grupos, a tendência é quererem sempre mais.

        Hoje em dia o racismo de pretos (negros é tão mas tão racista) contra brancos nos EUA é uma evidência.
        Da mesma forma, os gays vão querer sempre mais e mais e mais.

        É necessário criar uma linha. E a adopção está do lado de lá dessa mesma linha.

        Cumprimentos,

  9. Vítor Coimbra diz:

    Ainda não li o seu artigo no Público, mas prometo ler. Para já felicito-o pela citação da filósofa Annah Arendt, não esquecendo, porém, que a filósofa em causa é apenas uma liberal dentro do liberalismo político. O que haveria ela de dizer se visse a práxis política destes neoliberais de meia tijela? Uma outra questão em que discordo um pouco (só um pouco), de si: quando diz que é intolerante para com os intolerantes. Pois bem, até com esses (intolerantes) devemos ser tolerantes, mas há limites a partir dos quais não é mais possível ser tolerante.

  10. Muito mau ter lido o seu artigo em mixordês.

  11. imbondeiro diz:

    Nesta história toda, só uma coisa me faz extrema confusão: ele há malta que à segunda, terça e quarta-feiras, quer ser diferente dos outros; já às quintas, sextas, sábados e domingos, quer ser-lhes igualzinha. E não falo aqui de co-adopção (aí, e naquilo que toca à minha humilde opinião, não há discussão): falo de adopção. Sejamos honestos: voluntária ou involuntária (deixemos a questão de lado) a assumpção de uma vida a dois com uma pessoa do mesmo sexo acarreta, inevitavelmente (excluindo a inseminação artificial no caso de casais homossexuais femininos – e essa inseminação por alguma razão é adjectivada de “artificial”), a esterilidade. Fazer reverter para a sociedade como um todo a responsabilidade de preencher uma lacuna que advém de uma nossa escolha é algo que é próprio de gente que adopta em relação às inevitáveis consequências das suas opções a mesma alegre inimputabilidade que é apanágio de criancinhas de tenra idade. E, por favor, não me venham com o argumento das criancinhas amontoadas nos “orfanatos”, pois ele não passa de manobra de diversão para fugir à evidência que ninguém, por parte de uma certa esquerda, quer ver e assumir.
    Alargando o escopo da discussão, ele há gente que, desde há muito, fez da “revolução societária” o alfa e o ómega da sua acção política dita “à esquerda”. Essa “revolução” é para eles a condição “sine qua non” da evolução progressista das mentes e das sociedades, o trampolim para o “grande salto em frente” da Humanidade. Mas há algo na coisa que não bate certo. Exemplificando: aqui há uns tempos, vendo eu o “PoliticKing” da Russia Today, fiquei boquiaberto com a leveza com que um de dois comentadores presentes no programa, um Democrata norte-americano, passou das lamentações acerca da frouxa prestação de Obama na questão Ucraniana (para ele, havia que bombardear a Rússia, pois ela, lamentavelmente, havia perdido o “medo” dos EUA) para a defesa apaixonada da muito progressista causa do casamento homossexual e da adopção por casais do mesmo sexo. Mas, lá bem no fundo (ou nem tanto), o meu estranhamento é que deveria ser considerado excêntrico: que outra postura havia eu de esperar por parte de quem confunde a esfera estritamente privada com a esfera ostensivamente pública? Ou, exprimindo a coisa de um outro modo, nada nos assegura que quem é extremamente progressista em termos de costumes (ou diga sê-lo) o seja também em termos exclusivamente político-ideológicos e económicos. Fazer tal confusão, constituir tal premissa como alicerce (ainda que parcial) da acção política , é promover a erosão e, em última instância, condenar à impossibilidade toda e qualquer mudança efectiva do nosso palco comum: a sociedade. Mas há quem alegremente o faça.

  12. imbondeiro diz:

    E, já agora que se está com a mão na massa, uma coisa eu pergunto: se ultrapassamos preconceitos de género, porque não ultrapassamos o preconceito de número? Porque cargas de água não há-de um mortal ou uma mortal poder casar-se com dois (ou mais…) seres humanos de quem gosta? Claro que muito boa gente muitíssimo progressista e altamente tolerante ficaria com pele de galinha só de pensar na possibilidade… E eu pergunto: porquê? Qual o fundamento para não discutir tal assunto? É que não me parece que os humanos nasçam naturalmente monógamos, sendo a monogamia, na nossa sociedade, uma imposição cultural. Assim sendo, não devemos nós escavacá-la a portentosos golpes do vigoroso e mui em moda camartelo progressista e politicamente correcto? Tal ainda não ter acontecido será uma questão de muito burguês pudor e haverá uma linha para além da qual se acabam os “progressismos”? Ou a nossa muito querida sociedade burguesa estará, pura e simplesmente, a preventivamente blindar aquilo que nenhum casamento ou adopção clonados dos modelos heterossexuais põe ou porá alguma vez em causa: a suave transmissão aos descendentes do património financeiro familiar? Pois…progressistas… “ma non troppo”

    • Maria Araujo diz:

      Ao imbondeiro ,a sua resposta sarcástica deixou-me rir com muita vontade, pois achei de uma grande pertinência…….Na realidade o tema nunca se esgotaria a bel prazer do ser humano!!!!!! Eu tenho opinião e não sou imparcial! Portanto atrevo-me a dizer que o casamento foi instituido para união de pessoas de sexo diferente,para defesa da prole, quanto ás pessoas que se unem a outras do mesmo sexo, inventem outro nome para estarem juntas e não utlizem o termo casamento para a sua união isso é um aproveitamento daquilo em que não professam, serem hetererosexuais !!!! podem unir se civilmente como sócios, nunca como casados, e muito menos terem filhos. “Pois …. progressistas”

      • João Labrincha diz:

        Não sei em que ano a Maria vive. Certamente que num bem recuado, lá para a Idade Média. Porque, tanto quanto sei, em 2014 homossexuais já podem unir-se como casadxs.
        Quanto a professar… LOL…. desculpem mas nem consigo argumentar, de tão ridícula que é a expressão, só me consigo rir! LOL

      • E casar-se também só pode ser na igreja não?! E provavelmente também é preciso pedir autorização aos pais, e ao padre.

        Deixe de rezar ao pequeno-almoço, e ir aos jantares do ppd e do ps. Pode ser que lhe ajude.

        E veja lá se o santo padre a deixa fazer sexo noutra posição que não seja a do missionário.

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