Entrevista a editor de site de Esquerda na Ucrânia. Questões sobre a “Contra-revolução” de Euromaindan.

Num dos vários artigos (aqui) sobre a crise Ucraniana coloquei uma entrevista a um activista anti-fascista preso pela junta de Kiev. Abaixo está o link para uma outra entrevista, desta feita a um editor de um site de Esquerda da Ucrânia…

Editor of Ukranian leftwing site: “The enemy is within”

Na entrevista é discutida a natureza e base sociológica do movimento “maindan” que levou os Nazis+Oligarcas+Lacaios da UE e NATO ao poder. Os protestos contra a junta no Sudeste do país. O clima que se vive na zona ocidental e que tipo de actividade a Esquerda tem aí…. Na zona Ocidental a Esquerda está remetida ao underground, porque os Nazis não toleram qualquer actividade conotada com “Comunismo”… É neste clima que estão programadas eleições para 25 de Maio.

Mas enfim, a verdade é que muita gente, inclusive de Esquerda, teve (e tem) posições ambíguas quanto à Junta Fascista e o movimento de massas que a defende. Mas, passado mais de um mês do golpe de estado, quando já foi assinado o acordo com o FMI e divulgado o pacote de austeridade a ele associado (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) impõe-se fazer um certo balanço.

  • Quais as principais propostas e as principais exigências do movimento Euromaindan?
  • Que lideres apoiaram o movimento e que lideranças emergiram desse movimento?
  • Que tipo de Governo surgiu e foi aprovado numa assembleia em maindan por esse movimento?
  • Que outras formas de poder e que outras organizações ganharam protagonismo na sequência da “Revolução/Contra-Revolução/Golpe”?
  • Que medidas e políticas tem esse governo tomado?
  • Que espaço o movimento abriu para a Esquerda, Sindicatos e outras organizações progressistas fazerem política?
  • Em que medida as organizações populares progressistas, a consciência dos trabalhadores e os movimentos de trabalhadores beneficiaram ou avançaram com este movimento?
  • Agora que foi acordado um plano draconiano do FMI que movimentos e forças na Ucrânia se opõe a esse acordo?
  • Que tipo de contestação nas zonas onde o movimento Euromaidan foi mais forte tem havido ao ascenso do Nazismo e ao governo da NATO+UE+FMI?
  • Que movimentos têm combatido na Ucrânia o avanço do Nazismo e o governo de Oligarcas e lacaios da NATO+UE+FMI? Que posição deve ter a Esquerda perante esses movimentos no Sudeste? Que papel tem a Esquerda local nesses movimentos e como é que isso se compara com a situação da Esquerda no Ocidente?

O movimento de maindan foi um movimento de massas e com apoio popular genuíno, disso não tenho dúvidas. Mas, também Hitler chegou ao poder com apoio de um movimento de massas e a Vendeia foi um movimento popular genuíno…

No entanto, há quem tenha destas tiradas:

Estamos ao lado dos que, na praça Maidán, gritam: Unidade! A Ucrânia é indivisível! A Crimeia é a Ucrânia! Estamos ao lado, na Crimeia, das minorias tártara e ucraniana, que lutam contra o separatismo reaccionário.(…)
Neste sentido, a tarefa mais urgente do momento é a luta pela expulsão do invasor russo e a defesa da soberania e da unidade territorial da Ucrânia. Nesta luta, o movimento de massas ucraniano só deve confiar na força de sua própria mobilização. (aqui)

Confesso que até simpatizo (simpatizava?) com o movimento que publicou este texto, mas há coisas que pura e simplesmente não se podem deixar passar em branco… estar ombro a ombro com Nazis e capangas da NATO+UE+FMI é uma delas… Quando pela primeira vez desde a segunda guerra mundial temos um governo com ministros Nazis, as ruas dominadas por gangs paramilitares nazis, virem dizer que a principal tarefa é combater o “imperialismo russo” é muito, muito grave… e em nome de quê? De uma “Revolução” que teve como resultado o quê? e beneficiou quem? Onde é que está a tal “praça maidan” agora que o FMI entrou em força?  A exigir a cabeça dos manifestantes que no sudeste do país lutam contra a junta fascista e o FMI?

Seria bom todos pensarmos nestas perguntas que aqui deixei, eu de certeza que o farei…

 

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60 respostas a Entrevista a editor de site de Esquerda na Ucrânia. Questões sobre a “Contra-revolução” de Euromaindan.

  1. Censurado diz:

    Ó Francisco, já foste ao barbeiro fazer um corte de cabelo à Kim Jong-un?
    É que o regime norte coreano agora impõe um corte de cabelo de Kim Jong-un a todos os homens: http://visao.sapo.pt/coreia-do-norte-impoe-corte-de-cabelo-de-kim-jong-un-a-todos-os-homens=f774587#ixzz2xQuiljSX

  2. Nuno Cardoso da Silva diz:

    Francisco,

    A Europa vendeu-se aos interesses dos americanos, e o interesse da América é exercer de forma absoluta o poder sobre a totalidade do planeta. Fazes bem em denunciar todos os atropelos, mas só se deixa enganar quem quiser. A solução é simples: a Europa precisa de dirigentes que sirvam a Europa e os europeus e não a América e os americanos. A Europa precisa de estabelecer uma aliança estratégica – económica e política – com a Rússia, e de abandonar a NATO, mero instrumento de controlo dos europeus por parte da América. A Europa precisa de se democratizar, e isso estaria ao nosso alcance se quiséssemos utilizar o nosso voto em 25 de Maio para isso. Todos nós temos a obrigação de saber isto, mas quantos serão coerentes, quando fizerem a cruzinha no boletim de voto?…

    • turko diz:

      Suponhamos que ganhávamos,o que seria? É óbvio,que o resultado não seria respeitado. É assim,para a Venezuela,para a Ucrânia,para a Síria,El Salvador,Chile,….
      A Oligarquia/Cleptocracia global está-se c****** para a democracia.Se ganhar tudo bem,se perder tb tudo bem-faz golpes de estado.Só qdo haver uma guerra mundial é q poderá haver oportunidade para tudo se baralhar e,talvez nascer uma nova sociedade…

    • Penso que o Nuno toca aqui num ponto fundamental que o Francisco talvez não tenha enfatizado suficientemente nos seus textos: o papel estratégico dos Estados Unidos em tudo o que está a acontecer na Europa em geral e, agora, na região da Ucrânia em particular. Contrariamente à Rússia, que está longe de possuir um projecto de expansão imperial e cujo jogo geoestratégico é, basicamente, defensivo e visa proteger as posições que conquistou na sua área regional de influência, o objectivo da oligarquia político-financeira-militar norte-americana continua a ser a da hegemonia imperial sobre a totalidade do sistema-mundo, ou seja, estabelecer uma ordem mundial unipolar com que sonhou após a queda da URSS e o fim da Guerra Fria, projecto que, entretanto, embateu na emergência de novos actores mundiais como a China e na recuperação, embora muito parcial, do poderio russo sob a iniciativa de Putin. Faço notar que não me move qualquer simpatia pelas políticas deste último. Mas não deixo de constatar que elas contrariam um programa norte-americano que já se encontra desenhado há mais de 20 anos.
      Pensei escrever aqui um “post” sobre isto – que tentaria complementar várias coisas que o Francisco tem dito nas suas análises. Nesse texto falaria da estratégia norte-americana para o controlo dos recursos energéticos do Leste europeu, especialmente os da Rússia e da Ucrânia. E falaria também do modo como os Estados Unidos patrocinam hoje golpes que visam derrubar regimes hostis aos seus interesses, cavalgando descontentamentos sociais genuínos e movimentos de rua de que se apropriam para colocar aí os seus peões – que sejam de extrema-direita ou neonazis é absolutamente indiferente para as finalidades norte-americanas. Verifico, porém, que outros, melhor do que eu e com mais conhecimentos, têm avançado com abordagens que ajudam a perceber o papel dos Estados Unidos em toda esta história mal contada, papel obviamente escamoteado por uma comunicação social rendida ao pensamento único. Deixo aqui uns links esclarecedores:

      http://www.informationclearinghouse.info/article37878.htm

      http://www.globalresearch.ca/us-control-over-ukraine-and-the-encirclement-of-russia-a-longstanding-strategic-objective/5373701

      http://www.globalresearch.ca/the-neoliberal-neo-nazi-coup-in-ukraine/5373232

      http://www.globalresearch.ca/ukraines-gold-reserves-secretely-flown-out-and-confiscated-by-the-new-york-federal-reserve/5373446

      https://jonrappoport.wordpress.com/2014/03/06/ukraine-the-end-game/

    • Carlos diz:

      Essa de que a Europa se vendeu aos Americanos, é um bocado básica demais, e como tal contra pruducente para se retirar ilações sérias.
      Estes problemas na Ucrânia começaram quando foi rejeitado um acordo com a União Europeia. Foi aí que começou todo o problema. A Europa tem potencias, empresas gigantescas, de que se destaca a Alemanha, a França e a Inglaterra.
      A toika que nos tolhe é composta por 2/3 de europeus, e isso não pode nem deve de forma alguma ser posto de lado, nem o problema do Euro, nem nada disto.
      Quando colocar essa hipotese de aliança com a Rússia, tem que se ter todas as forças capitalistas europeias em atenção.

  3. ASD diz:

    A NATO irá colapsar pois toda a gente sabe que é um trigre de papel.

    Em caso de guerra convencional, as forças russas demorariam menos de 1 semana a ocupar toda a Europa Ocidental.

    Não vale a pena perder tempo com a NATO e com a UE.

    Essas instituições vão colapsar em breve visto que já nem as populações as apoiam.

  4. Deixo aqui outro link, desta feita para um dos nossos melhores bloggers nacionais, que faz aqui uma análise que subscrevo quase totalmente:

    http://politeiablogspotcom.blogspot.pt/2014/03/voltando-ucrania.html

  5. Também vale a pena ler os artigos deste senhor, que teve uma evolução curiosa: de responsável pela “reaganomics” até à posição (actual) de crítico radical da política imperialista dos Estados Unidos e dos seus satélites: http://www.paulcraigroberts.org/2014/03/29/western-looting-ukraine-begun-paul-craig-roberts/

    • Oliveira e Costa farto de trabalhar... diz:

      Bem,absorto,sempre podes ir passar férias a Kiyv num ambiente descontraído, com uma estrela de 5 pontas e outra de 6 pontas e,vais ver o gozo que te vai dar estares in loco,nos amanhãs que cantam.
      Realmente, a petulância + ignorância, dá no que dá….
      A Catalunha/País Basco, o quê???????
      Abraço a esse potentado e grande patriota do oliveira costa,dias loureiro.
      Da-se!

      • imbondeiro diz:

        Passar umas descansadas feriazinhas em Kiev entre gente amiga e dar um saltinho à Crimeia para comer um bifinho tártaro com molho… turco. Isso é que era! Ah, como é bom sonhar!!!

  6. Argala diz:

    Francisco,

    A despropósito. O Syrian Electronic Army roubo várias facturas que mostram o que a microsoft cobra ao fbi pela nossa informação. Tudo aqui.

  7. A.Silva diz:

    O MAS, mais uma vez de braço dado com o imperialismo e as forças mais retrógadas que por ai andamm, é na Ucrânia é na Siria…

    • Argala diz:

      O MAS está completamente desmascarado. Depois de andarem a passear por Lisboa com as bandeirinhas do mandato francês da Síria, agora falam em “revolução ucraniana”. Aqueles textos são demasiado estúpidos para serem a sério.. ali há história..

      • Carlos Carapeto diz:

        “Negar o que se passou em Auschwitz tem exactamente a mesma gravidade de tentar desvalorizar, relativizar ou negar Kengir.”

        Anda por aqui um MAS que foi capaz de escrever isto.
        É preciso ser-se dotado de uma dose excessiva de demagogia para fazer uma afirmação destas. É de uma abjeção desmedida.

        Kengir foi um campo de criminosos de guerra dos pais e avós ( Banderistas da OUN-UPA) desses canalhas nazis que usurparam recentemente de forma ilegitima o poder em Kiev. Sim; aqueles neonazis que lá estão agora a fazer acordos com os imperialistas da NATO sem qualquer mandato do povo Ucraniano.

        Para quem não sabe é conveniente esclarecer quem foi que primeiro glorificou os prisioneiros desse campo.

        Nada menos que o distinto “democrata” A Soljenitsin em o “Arquipelago de GULAG” . Aquele que escreveu no mesmo livro ” a cena mais chocante que vi durante a guerra e que me marcou para resto da vida, foi ver um jovem prisioneiro Alemão vestido com umas calças do exercito Soviético, nu da cintura para cima a ser vergastado por os seus captores”

        O canalha traidor não se lembrou dos mais de dois milhões de prisioneiros de guerra Soviéticos mortos às mãos dos nazis nos campos de concentração?

        Mais ainda; o mesmo Soljenitsin que em 1975 foi a Espanha “avisar” dos perigos que os Espanhóis corriam com o fim do regime Franquista.

        O MAS é constituido por um grupinho de pequeno burgueses de fachada Trotskista que costumam fazer das jornadas de luta dos trabalhadores um trampolim para se promoverem (destribuir propaganda politica).

        Há por aí mais bicharocos desses acoitados noutras “tocas”.

        • imbondeiro diz:

          Ainda ontem lia, a desoras, como sempre, um livro de um inglês, Michael Jones de seu nome, intitulado “Total War – From Stalingrad To Berlin”. Como o título indica, é a narrativa da recuperação e da contra-ofensiva que levou o Exército Vermelho até Berlim. Li, estarrecido, os relatos em primeira mão dos soldados judeus soviéticos que, sendo naturais da Ucrânia, ao avançarem, expulsando as forças nazis da sua terra natal, julgavam ir reunir-se às suas famílias que tinham ficado nas suas aldeias, vilas e cidades ocupadas. Não encontraram vivalma: tinham sido todos assassinados.
          Há por aí muita gente que pensa que o Mundo começou no exacto momento em que ela nasceu. Erro crasso que contamina toda e qualquer leitura que se possa fazer de todo e qualquer fenómeno político hodierno. A História tem um peso colossal na memória dos povos e o povo Russo não é excepção. Pelo contrário: ele tem o lastro de 27 milhões de vidas a pesar-lhe na memória.
          Putin, ou outro qualquer dirigente russo digno desse nome, fosse ele vermelho, amarelo, branco ou cor-de-rosa às bolinhas azuis, nem no dia do Juízo Final deixaria os descendentes daqueles que foram os ajudantes (fervorosos ajudantes, não o esqueçamos) da besta nazi chegarem próximo das fronteiras da Federação Russa. O resto são circunlóquios de gente que olha (?) para a História com uma tesoura numa mão e com um tubo de cola na outra mão, cortando e adicionando aquilo que lhe convém, no momento em que lhe convém, com isso pretendendo atingir os seus próprios (mas muito altruístas, pois claro…) objectivos.
          Saudações.

  8. Carlos Carapeto diz:

    Quero dar os parabens ao Franciso por conseguir dar forma e qualidade ao debate.

    Está a ficar muito esclarecedor este espaço de opinião.

    Sobre o mesmo tema (Ucrânia). deixo aqui mais uma opinião de alguém que nada se identifica com a esquerda, mas que faz uma analise muito clarificadora das origens da crise.

    http://blog.alexandredelvalle.com/archives/452-Les-racines-geopolitiques-de-la-crise-ukrainienne-et-de-la-brouille-russo-occidentale.html#extended

    • imbondeiro diz:

      O problema de muito boa gente que por aqui, há bem pouco tempo atrás, dizia cobras e lagartos dos “posts” do Francisco é que a realidade tem a dinâmica do relâmpago: agora, é a própria UE que aconselha muita calma aos nazis que, até há uns dias, dizia… inexistentes. Aliás, um desses notórios nazis teve o seu inexistente cadáver filmado e fotografado depois de ter sido despachado desta sua inexistente vida para a suprema inexistência que é a vida no outro mundo ( sem razão nenhuma da novel e mui “democrática” polícia ucraniana que lhe proporcionou a esburacada passagem para o Além, pelos vistos, pois tudo o que da avantesma se disse – aqui e em outros lados – não passava de propaganda pró-russa de “putinnófilos” ensandecidos). Entretanto, e mudando de coordenadas geográficas ( mas mexendo na mesma matéria, suportando o mesmo cheiro e execrando moscas similares) é o próprio ex-primeiro-ministro líbio que vem dizer, da segurança do exílio, aquilo que qualquer mortal com dois neurónios entre as orelhas desde o início já sabia ser o previsível resultado das benfeitorias da NATO: o seu país é uma inexistência como tal e a despedaçada Líbia transformou-se num inferno de senhores da guerra que pilham, violam, prendem, torturam e matam a seu belo-prazer. É caso para recorrermos à filosofia scolariana e nos perguntarmos: “…E o burro sou eu!!!”

  9. Carlos Carapeto diz:

    A descrição dos acontecimentos do presente na Ucrânia têm vindo a ser denunciados de forma explicida por o Francisco.
    Quem são os principais protagonistas e aquilo que está realmente em jogo também tem sido feito de uma forma nitida e bastante perceptivel ( com elevado nivel pedagógico).

    Agora o mais importante talvez era saber como se chegou a esta situação.

    Existe pouca informação disponivel sobre o grau de desenvolvimento da Ucrânia em 1991. Mas há porta que pode ser aberta nesse sentido. A Ucrânia no tempo da União Soviética era a terra prometida para qualquer cidadão do país. Toda a gente desejava ir trabalhar e viver na Ucrânia.

    O Centro e Leste da Ucrânia eram as regiões mais desenvolvidas e industrializadas da União Soviética a par do médio Volga e Urais.

    Existe pouca informação acerca do património (social, industrial, cientifico etc) que a Ucrânia herdou da URSS.

    Mas analisando o PIB desse tempo e fazendo uma comparação com a penuria em que o país se encontra hoje , chegasse facilmente a uma conclusão do descalabro provocado por o capitalismo.

    Até talvez para se poderem tirar conclusões mais próximas dessa realidade, basta consultar a informação disponivel que existe sobre os estragos provocados na economia e sociedade Russa com as privatizações selvagens dos anos 90.

    E nessa área há por aí alguma informação.

    Como por exemplo: “O Grande Salto Atrás” de Henri Alleg. “Madrugada Sombia” de David Satter. “Casino Moscovo” de Matthew Brzezinski.

    Existem outras obras de historiadores Russos que não se encontram traduzidas.

    ” A Historia da Rússia de 1917 a 2009″ Dos professores da universidade MGU (Lomonossov) Alexandr Barsenkov e Alexandr Vdovin.

    Todos estes autores com maior ou menor detalhe descrevem aquilo que foi a disputa entre as mafias no saque aos bens coletivos depois da destruição da URSS.

    Na Ucrânia esta situação atingiu niveis de maiores proporções..

    Há um camarada muito bem informado acerca do descalabro generalizado que o capitalismo provocou nos países que faziam parte da URSS.

    Atrevo-me a colocar aqui o seu nome. Miguel Urbano Rodrigues. Um profundo conhecedor da sociedade Soviética. E não só!

    Voltando à Ucrânia, e para concluir: Não basta denunciar a situação presente, temos que não dar tréguas àqueles que contribuiram para que se chegasse a este ponto.

    Responsabiliza-los e desacreditá-los. Assestar golpes demolidores quando aparecem hipocritamente a tentar resolver uma situação por eles criada.

    O capitalismo é parte e não solução da penúria que a Ucrânia mergulhou. E de todos os países de leste sem exceção.

    .

    • imbondeiro diz:

      Obrigado pelas dicas de leitura, caro Carlos Carapeto. A aprender, a aprender, a aprender sempre também se faz a luta.

    • A.R.A diz:

      Carlos Carapeto
      De tudo o que por aqui li até ao momento, ninguém uma vez que seja, mencionou o que pensará a maioria do povo ucraniano que passou de marioneta de Putin a brincadeira falica da grande maquina trituradora do poder ocidental, que se lembrou de mostrar a Putin quem é que afinal tem o “falo” maior do capitalismo.

      Entretanto anda todo um país a beira de um fraticidio incitado por minorias separatistas patrocionadas por ambos os lados.

      Ostrovski com «Assim Foi Temperado o Aço» mostra como se faz um Estado Revolucionario acente em muitos jovens Pavel capazes de lutarem até mesmo quando suas condições não mais o permitam, com coragem, confiança, garra, vontade e o mais que fosse necessário para que sua missão seja cumprida em pról de um país despojado da sua identidade bilinguistica.

      A Esquerda teria um papel fulcral nesta Ucrania a beira de uma guerra civil caso chamasse para si a congregação da voz de um povo disperso por facções radicais a soldo de outrém. Nunca como agora faria tanto sentido revisitar Ostrovski com o seu Pavel para relembrar as gerações vindouras Ucranianas que nem o El Dorado vem do ocidente nem da mafia russa encabeçada por putin … pois eles (Ucranianos) estão sentados em cima do seu El Dorado e que é por isso mesmo que tanta “gente” os tenta olvidar de tal evidencia.

      Cumprimentos
      A.R.A

      • Francisco diz:

        “ninguém uma vez que seja, mencionou o que pensará a maioria do povo ucraniano”, MAS TU TÁS TE A PASSAR Ò QUÊ!!!!!!!!!!
        ARA, tu leste os n textos que aqui escrevi sobre o assunto???????? Neste link podes encontrá-los todos, lê e depois quero ver se tens a lata de dizer isso.
        Todos estes textos, de uma forma ou outra, abordam as “problemáticas” que tu levantás-te, mas acho que este é o que explicitamente mais responde aos teus anseios (que até percebo): https://5dias.wordpress.com/2014/03/18/crimeia-junta-se-a-russia-e-agora/

        Desabafo…
        eu nos meus textos procurei sempre focar-me na dinâmica do terreno, nos movimentos populares que nos locais moldaram/moldam os acontecimentos… Procurei dar informação dos conflitos sociais dentro da Ucrânia… é com bastante espanto que vejo muita gente nestes comentários (muitos até de “Esquerda”) repetidamente criticarem os meus textos porque “só me foco na questão geo-política” ou porque “estou a favor do Putin”… Muitos dos que dizem estas coisas são provocadores reaccionários, estou-me a cagar para esses vermes. Mas, lá está, tb me parece que há malta de esquerda, bem intencionada, que faz essas criticas também… Ou não leram os textos e têem reacções pavlovianas ou então estão demasiado colonizados pela propaganda imperial… Não sei bem qual é o teu caso ARA…

        • A.R.A diz:

          FRANCISCO

          A maioria do povo ucraniano não tem voz que o identifique por muito que o Francisco queira partilhar os seus gritos com um qualquer “TAS TE A PASSAR”!
          Essa maioria não tem acesso a redes sociais para se expressar nem tão pouco demonstrou durante o cerco da praça da independencia que a sua vontade era um ensejo nacional pois não fosse o golpe das “ruas”, legitimo, é certo, mas de dubias vontades e objectivos, como por aqui tem sido demonstrado, e ninguém falaria deste protetorado estrategico russo.

          O Francisco é que me dá a entender que o inimigo do seu inimigo seu amigo é e, assim sendo, perde-se numa formula que nos leva sempre a lado nenhum. Putin é um deslumbrado do capitalismo e haje como um qualquer mafioso aquando da chegada de um outro rival pela disputa territorial.
          Já a UE & EUA olham para a Ucrania como quem olha para um frango pronto a comer, acenando com milho mas escondendo o cutelo. (Nós temos estado a ser comidos … e ha quem ainda afirme que estamos no bom caminho!)

          Pelo meio estão 44 milhões de pessoas …

          Agora, personalizando a coisa, deixe-me dizer-lhe o seguinte:
          – Se quiser desabafar, leia 1º quem lhe escreve, mas leia com olhos de ler para não enveredar nesses seus desabafos Kafkianos que consegue vislumbrar “metamorfoses” onde nem sempre elas existem.

          ps- Ah! Escusa de “gritar” coisas que eu leio razoavelmente bem!

          A.R.A

        • imbondeiro diz:

          Há malta que se confunde, caro Francisco: face a um perigo tremendo e muito real que pede conhecimento, mobilização e acção conjunta com objectivos muito claros e pragmáticos, prefere apontar o cano da espingarda a inofensivos alvos impossíveis de atingir. Trocando a coisa por miúdos: face ao perigo nazi/fascista que é imediato e que, a cavalo na NATO, está prestes a pôr fim ao mais longo período de paz que a Europa conheceu, há quem ponha Putin e a NATO no mesmo saco. E pouca diferença faz para a elucidação de tal gente que lhe esfreguemos na cara um mapa com a localização das actuais bases da NATO, pois ela já escolheu a sua verdade. E o que é a sua verdade? A sua verdade mais não é do que a mentira e a desinformação aceites de olhos vendados.
          Eu, naquilo que me toca, já fiz, de há muito, a minha escolha: prefiro cheirar momentaneamente a merda de Putin a eternamente comer a merda dessa organização criminosa e estadocídia que é a NATO. Há quem – mesmo depois da Jugoslávia, mesmo depois do Kosovo, mesmo depois do Iraque, mesmo depois do Afeganistão, mesmo depois da Líbia, mesmo depois do Egipto, mesmo depois da Síria, mesmo depois do golpe-de-Estado nazi/fascista/cleptocrata em Kiev – assim não pense. Como há quem pense que Putin nada fez de substantivamente útil ao traçar uma clara linha de limite às criminosas acções da NATO. Para essas pessoas, as concretas acções no terreno nada contam; o que conta, e isto enquanto fazem vista grossa à terrível tempestade que se adensa no horizonte, são os sonhos lindos de uma revolução a haver num imaginário país das maravilhas. Já alguém afirmou que todos os monstros se geram no sono da Razão. Eu, humildemente, à máxima acrescento: há quem, por estes nossos tempos, ande a dormir acordado.

          • A.R.A diz:

            IMBONDEIRO

            Com esta frase, resume o seu pensamento:
            «a minha escolha: prefiro cheirar momentaneamente a merda de Putin a eternamente comer a merda dessa organização criminosa e estadocídia que é a NATO» ou seja, continuando a sua senda por metafora « prefere ser atropleado por um Lada do que por um Mercedes Benz»!

            Será que alguma vez lhe escorreu na “alembradura” uma 3ª hipotese … e que tal não ser atropelado?

            O PCP de A.Cunhal fez a revolução continua com propaganda subversiva durante o periodo da ditadura que ainda hoje dá frutos pela estabilidade que o eleitorado comunista lhe confere.

            Tire as suas ilações e “esfregue-se” em mapas …afins.

            A.R.A

          • imbondeiro diz:

            Não havendo quadradinho de “responder”, aqui vai, ainda que correndo o risco de parecer que estou respondendo a mim próprio.
            Comecemos pelo essencial: essa agressividade sem ponta de verve literária esconde muito mal, caro ARA, o seu facciosismo, o qual, diga-se de passagem, fazendo muito mal à gente de esquerda que aqui comenta, nenhum dano causa à gente de (extrema) direita que por aqui se arrasta. Esta última gente é só o outro pólo que consigo se junta na terra que vos é comum: a terra dos ceguinhos à realidade. O senhor já deve ter idade, penso eu, para saber que o fervor obtuso se não substitui à inteligência, sendo esse fervor, quando muito, o coveiro de todas as saídas políticas viáveis para a pré-catrástofe que se vive nesta Europa (e não só…). Tivesse o senhor mais ductilidade ideológica e saberia que a “metáfora” pilhei-a eu a um senhor chamado Vo Nguyen Giap, homem maior ainda hoje vivo do alto dos seus provectos cento e dois anos. E esse, ao contrário de certos inflamados revolucionários de pacotilha que hoje são a dar com pau por estas e por outras bandas, percebia alguma coisita de estratégia, fosse ela militar ou fosse ela política, e de rigor e perseverança revolucionárias . E não consta que alguma vez se tenha deixado atropelar fosse por um Citroen, por um Ford, por um Mitsubishi, por um Lada ou por outra treta de carrinho metafórico qualquer.
            E, para concluir, um conselho sem ponta de acrimónia: tenha mais educação, homem, e não falte ao respeito a quem lho não negou a si. E olhe que a ordinarice, ao contrário do que possa pensar, nada tem de revolucionária.

          • A.R.A diz:

            IMBONDEIRO

            Ordinarice e falta de respeito?

            Diga como e quando se sentiu lesado que eu farei o meu Mea Culpa conforme o seu auto. Agora que faço mal a Esquerda e que o faço de forma pouco “poetica” é um absurdo tão grande que não tenho como lhe responder. Fiquei siderado pela sua “sensibilidade”.

            Contudo é verdade que sou faccioso pois nunca me escorre defender outra coisa que não seja paz, pão, saude e educação… seja em Portugal ou na Ucrania.

            Agora se acha que as minhas intervenções são puniveis por delito de opinião, lamento, mas enquanto não levar com o lápis azul vai sempre saber de forma directa e em 1ª mão o que penso … com todo o respeito, claro!

            Pois que siga com os improperios que quiser com a verve que tão simpaticamente partilhou porque eu venho para aqui debater e não para ter “likes” ou lá o que isso seja só para ser mais um da malta.

            Sou um comuna no verdadeiro sentido “perjurativo” da palavra pois terei sempre um irritante … mas a acrescentar.

            «Não caminhes a minha frente, posso não querer seguir-te. Não caminhes atrás de mim, pois não posso guiar-te. Caminha apenas a meu lado ….»

            Albert Camus

          • A.R.A diz:

            IMBONDEIRO
            Pronto, pronto, não se amofine pois esta visto que quando lhe estala o verniz a verve passa a vernaculo num apice mas apenas uma pequena ressalva no seu “escorreito” … digamos especial, raciocinio pois não me pinte pela metade, visto que não me contento por metades quanto mais ser “idealizado” por meio-qualquer coisa.Faça a coisa pelo todo que serei tudo isso e muito mais porque a verdade núa e crua é que eu, na sua “cabecinha”, serei tudo aquilo que bem quiser!

            Ah! Tenha tento na “lingua” quando “convida” alguém a esfregar-se em algo, não vá esse alguém sentir-se sensibilizado com o seu convite e lembrar-se de lhe esfregar … grosseirices míopes, enviesadas e obtusas como resposta ao seu repto, o que não foi o caso mas o carissimo lá saberá onde lhe doeu!

            “Obrigadinho” pelo seu tempo dispensado em me responder (a letra!) e mais não escrevo para não ferir a sua mui especial sensibilidade.

            ps- Camus enchoriçado a martelo é um prato soberbo para info-excluídos … quer mais ou ficou empanturrado?

      • Francisco diz:

        Se leres os meus textos vais compreender a minha posição e aquilo que tenho defendido, se nem os lês nem vale a pena debater, é um diálogo de surdos e eu não estou para isso. Lê o que eu escrevi (está nos links da minha resposta acima) e depois falamos.

        • A.R.A diz:

          FRANCISCO

          Eu li os seus escritos, compreendo e aceito os mesmos visto que o mesmo sentido “contra-revolucionario” fez e faz escola em Portugal porque, se calhar, não houve um acerto de contas a altura dos acontecimentos de Abril.

          Mas o mesmo “entendimento” pelos vistos não foi reciproco visto que o Francisco não percebeu nada do que eu lhe partilhei. Partiu para uma ofensiva bacoca com um proposito pre-definido e preconceituoso.
          Eu apontei para uma especie de pré-PREC na Ucrania como uma das possiveis saidas para uma Ucrania realmente livre das grilhetas de outrém. A resistencia activa na acção tambem se faz com pedagogia …

          Talvez não lhe fizesse mal algum saber um pouco acerca do que foi A.R.A e qual o seu papel de resistencia anti-fascista.

          • Francisco diz:

            Ok, mas onde na Ucrânia é que há esse pré-PREC??? Só se for na zona sudeste onde ainda este fim de semana houve novos protestos contra a junta fascista de Kiev. Mas parece que há gente que esquece essas movimentações, em que há amplo espaço para a Esquerda se afirmar e tentar contruir o tal PREC Ucrâniano… E pior, ao mesmo tempo que esquece essas movimentações, baba-se toda com a fronda reacionária-fascizante financiada pelo imperialismo da UE+NATO+FMI que varreu o ocidente da Ucrânia… Uma fronda reaccionária que colocou no poder de estado os lacaios do imperialismo e nas ruas deu o poder aos gangs neo-nazis…

          • Carlos Carapeto diz:

            camarada A. R. A..

            Tem cuidado com esse tipo de disparates. Qual pré-PREC na Ucrânia qual carapuça.

            Não achas que se o povo da Ucraniano tivesse capaciadde e condições para se libertar dos grelhões do capitalismo selvagem que o tem oprimido nestes ultimos vinte anos já o tinha feito?

            Tens consciência da miséria que lá vai?

            Porra; não me venhas romantismos bacocos.

            És tão instruido e ignoras que o empobrecimento do povo é o terreno fertil onde prosperam as forças mais sombrias do capitalismo e do fascismo?

          • imbondeiro diz:

            Olhe, caro senhor: se vossa excelência é meio-comuna, comuna-por-inteiro, comuna-e-meio ou comuna-elevado-ao-cubo, a coisa pouco me interessa, pois eu não entro em campeonatos, sejam eles de “pureza marxista” ou de outra natureza qualquer. Quanto à boa educação: “alembradura” terão aqueles com quem vossa senhoria costuma acamaradar, pois eu, como qualquer pessoa que se dá ao respeito, tem o raciocínio para ler a realidade. Quanto a “escorrências” (que bela que é a escatologia!) tem-nas, ao pensar, quem tem o organismo virado ao contrário, se é que me entende, o que não é o meu caso. Se é o seu, não é problema que me atormente e consuma os dias.
            Quanto a ser um “comuna”, no sentido pejorativo ou noutro sentido qualquer, por ter sempre um “irritante” “mas” a acrescentar, não se sobrevalorize, homem, não se sobrevalorize: o seu “mas” não é “irritante”; ele é, pura e simplesmente, grosseiro, míope, enviesado e obtuso. Mas é aqui que se cumpre, mais uma vez, uma das leis desta vida: um grosseirão (seja ele de esquerda, do centro ou de direita) jamais saberá distinguir aquilo que é a grosseria. E a grosseria é, para mim, bastante mais impeditiva na eleição das minhas afinidades para com os outros do que as naturais diferenças ideológicas que separam gente que sabe ser educada. Não é uma questão de classe, sabe? É uma questão de sensibilidade, sensibilidade essa que é coisa que prezo ainda mais nos outros do que em mim
            Que passe o senhor muito bem.

            P.S. – Obrigadinho pela citação (um tanto enchouriçada a martelo, diga-se de passagem) do Camus, mas, agradecendo, declino o literário tira-gosto, pois não é autor que eu frequente muito.

          • imbondeiro diz:

            Não sabe Vossa Excelência que a presunção é pecado capital em padres e,,, em “comunas” (o termo é seu)? Ó homem, o senhor não se enxerga?! Aquilo que o senhor é está bem evidente naquilo que escreve e, acima de tudo, na forma como o escreve. E quanto a info-exclusão, há uma outra exclusão anterior a essa (e bem pior que ela, digo eu), pois é bem sabido que a citação (a mais das vezes a despropósito) é a sempiterna bengala intelectual (?) dos semi-analfabetos. Passe bem.

          • A.R.A diz:

            IMBONDEIRO
            Incrível a sua via mui sui generis de raciocínio (? ) em tentar caracterizar, de modo tão caricato e sofrível, quem lhe põe a descoberto essa sua latente incapacidade narcisa em debater ideias contrarias a sua.
            Quando assim é, opta por um discurso fraco e previsível desprovido de conteúdo onde o único interesse a registar (daí eu insistir nesta troca de galhardetes) é o facto de presumivelmente o fazer com o intuito em divertir, perdão, de me divertir. Lá esta … é a presunção a vir ao de cimo só para lhe fazer a vontade!

            Esta sua ultima intervenção então é a cereja no topo do bolo! Sendo eu um confesso e orgulhoso comunista, como é evidente, já me chamaram de tudo … de comuna que dá picas aos velhinhos a soviético que come criancinhas ao peq.almoço mas de padre?

            Olhe, o meu bem haja por mais esta gargalhada … e por isso vou-lhe fazer a vontade em partilhar mais uma citação desta feita popular:
            «Rir é sempre o melhor remedio» … e os “comunas” adoram rir, sabia?

  10. A.R.A diz:

    FRANCISCO

    O resultado do Caos por encomenda tem um proposito especifico no terreno, a manipulação dos media almeja um objectivo assim como facilmente compreendemos que a actual função dos governos e entidades intra e supra institucionais designa-se cada vez mais em seguir directrizes impostas pelo grande capital.

    O que se passa na Ucrania é uma formula gasta e pouco original e, não obstante a necessidade na denuncia, que o Francisco faz tão acaloradamente, num mundo cada vez mais global, os problemas dos outros tornam-se, indirectamente, os nossos problemas a medio/ longo prazo.
    Quero com isto dizer que esvaziar a luta da Esquerda Ucraniana numa guerrilha fraticida resume o conflito a um saco de gatos tão conveniente para os senhores da sombra.

    Não obstante de me manter a par do conflito, ainda hoje saiu a noticia de mais uma morte de um oficial ucraniano ás mãos de militares ou para-militares russos, gostaria de ver o Francisco expor um post elucidativo acerca das causas/ manutenção do conflito/ quem lucra com o conflito. Talvez então podessemos em conjunto identifcar melhor onde na Ucrania se poderia dar esse pré-PREC.

    • Francisco diz:

      “Talvez então podessemos em conjunto identifcar melhor onde na Ucrania se poderia dar esse pré-PREC.”
      Caríssimo não tenho feito outra coisa nos inúmeros textos que escrevi. Não é apoiando as massas reaccionárias de Maindan, os gangs neo nazis e o imperialismo que de certeza as classes trabalhadoras vão sair beneficíadas. Não há certezas históricas e a situação a vários níveis é trágica, ponto final. Em 1941 pouco havia a fazer pela classe trabalhadora Alemã a não ser invadir e esmagar a Alemanha Nazi, ou o A.R.A. acha que o Nazismo iria acabar como???????????
      Neste momento, na Ucrânia, os movimentos que lutam contra a junta fascista no sudeste do país são onde a Esquerda deve estar e, mesmo o separatismo é preferível ao controlo nazi-imperialista.

      • absurdo diz:

        “mesmo o separatismo é preferível ao controlo nazi-imperialista.”

        Entre uns imbecis ucranianos e uns mafiosos russos, o Francisco prefere os últimos?
        Sério?
        E os ucranianos, o que preferirão? Ou não terão voz na matéria, ficando esta para os iluminados, que sabem o que é bom para eles?
        As “massas reacionárias” até poderão ser reacionárias – pelo menos para si… – mas não deixam de ser massas, como você mesmo diz, e quiseram livrar-se de um governo que foi perdendo legitimidade.
        As mesmas massas, estas nacionais, não têm conseguido fazer o que aquelas fizeram, e não vejo que as nossas sejam mais reacionárias, apenas mais ineptas e menos decididas, porque a ilegitimidade do governo é a mesma.

      • A.R.A diz:

        FRANCISCO
        O que lhe tenho vindo para aqui a partilhar vai no intuito de o ver explorar outras agressões bem mais incisivas num país de enormes potencialidades em riquezas naturais e de enorme importancia ao nivel geo-politico principalmente para uma Russia pois é sabido que 75% do seu gas exportado para a UE passa por territorio Ucraniano e qual era o seu intuito na criação da tal Comunidade Economica Euroasiática anunciada para 2015.

        Já ouviu falar em Victoria Nuland ( subsecretária de Estado dos Estados Unidos) e soube o teor da “confissão” desta (com o uso dos serviços seus órgãos de espionagem (NSA e CIA) feita durante uma palestra organizada pela petroleira Chevron onde afirma sem pudor que os EUA investiram cinco bilhões de dólares em partidos e grupos de oposição ucranianos para eles defenderem uma maior integração com o Ocidente e organizarem os protestos contra o governo? Que Vitali Klitschko, o campeão de boxe, foi financiado em milhões de € pelo partido da Sra. Merkel? Que Aleksandr Muzychko, chefe da Organização Fascista Ucraniana, recebe “incentivos” de grupos cooperativos do grande capital? Yulia Timoshenko, destaca-se, com as privatizações a ela “encomendadas” como sendo proprietária da principal distribuidora de gás assim como sua família e sócios são donos de grandes empresas no sector industrial, e financeiro, na maioria ex-estatais (O ex-primeiro ministro Pavlo Lazarenko, também membro do Partido Pátria, após vários golpes, chegou a ser preso na Suíça e condenado por lavagem de dinheiro e fraude nos Estados Unidos)?

        Enfim, era por aqui que gostava de o ver explorar o conflito ao invés de o confinar, sistematicamente, ás acções dos “neo-nazis imperialistas”.

        • Francisco diz:

          Pois, muito disso está em referências que fui colocando ao longos dos textos e parece-me que vai ao encontro do que aqui tenho escrito… n percebo onde está a discordância

          • A.R.A diz:

            FRANCISCO

            A minha discordância nunca foi com o conteúdo dos escritos mas pela forma como estes sempre foram apresentados. Limitar a ideia do conflito aos «nazis-imperialistas» de modo repetitivo é olvidar um todo para o qual só se faz enfoque para uma parte do problema … a infantaria de criminosos sob a égide de um ressurgimento fascista na ucrania.

            Não, também não é de menosprezar os efeitos destrutivos de tal canalha mas o meu propósito é apontar mais acima. Quem alimenta estes cães de fila e qual o seu papel nesta trapalhada?
            É por aí … a objectividade no destrinçar o novelo manipulador do grande poder cooperativo que alimenta a confusão aumentando a ignorância do povo pondo em pratica uma Teoria de Choque ao ponto que cada ucraniano passe a viver num constante estado de dormência e passividade como uma pandemia de vitimas com o síndroma de Estocolmo.

            Mas se não entendeu ainda, deixe estar, talvez seja eu que esteja com problemas de expressão.

  11. Carlos Carapeto diz:

    Por razões pessoais tive que me ausentar daqui por uns dias, mas pelos comentários que encontrei ainda cheguei a tempo de responder à replica que o camarada A. R. A. me dirigiu, assim como a outros comentários .

    Camarada A. R.A. se não reparaste devias ter reparado que comecei com esta frase.

    “Agora o mais importante talvez era saber como se chegou a esta situação. ”

    Com isto era minha intenção começar a discutir de forma séria e objetiva o que aconteceu e porque aconteceu (na Ucrânia).

    Mas tu comportaste-te como uma galinha perante uma montanha de trigo, esgravata e espalha tudo para comer apenas um grão.

    Portanto, pela perceção que tens das coisas a desgraça da Ucrânia e do seu povo resume-se à insignificância do argumento de um filme?

    Não há que apurar as causas e identificar os responsáveis que provocaram o desastre?

    Depois deixas escapar de forma sub-reptícia que quem está contra o imperialismo só pode estar ao lado de Putin.

    Já aqui o escrevi; as vitórias de Putin pouco ou nada vão melhorar as condições de vida da maioria do povo Russo, em particular os trabalhadores, e a nós absolutamente nada. No entanto já as derrotas do imperialismo podem significar uma grande conquista para os povos do mundo.

    Por outro lado fico perplexo com a tua preocupação acerca daquilo que pensa a maioria do povo Ucraniano.

    Essa maioria com que te “preocupas” pensa da mesma maneira que pensam os Portugueses, Haitianos, Húngaros, Romenos no momento de votar. Quanto mais a miséria e a exploração os assola mais se inclinam para a direita.

    Camarada A. R. A. .

    Já por várias ocasiões trocamos impressões e debatemos ideias, procurei sempre ser consensual com aquilo que defendias muito embora discorda-se, mas desta vez estás a extravasar, na medida em que aquilo que afirmas não tem nenhuma correspondência com a realidade.

    E a realidade é esta.

    O que era a Ucrânia em 1991? Como se encontra hoje? O que foi que causou o desastre da economia Ucraniana e consequentemente atirou a maioria do povo para a penúria em que está a viver?

    Quem foram os responsáveis?
    Foram as receitas económicas criminosas impostas por o capitalismo, e o dinheiro que disponibilizaram às mafias para roubarem aquilo que pertencia ao povo, fruto do seu trabalho durante 70 anos.

    Foi o povo Ucraniano, os trabalhadores que construíram aquilo que existia em 1991.

    Por isso o capitalismo na Ucrânia, ou em qualquer outro país Socialista não começou do ZERO. Tinham tudo para progredir e desenvolver-se.

    Pouco conheço da realidade Ucraniana, mas conheço da Rússia. E mencionei aquele HOMEM no comentário anterior por saber que é um profundo conhecedor dessa situação.

    Foi o único que vi denunciar o roubo e a rapina feita aos trabalhadores depois do desmembramento da URSS.

    Foi ele que denunciou perante as camaras da televisão Portuguesa a venda da refinaria de Kuibychev (hoje Samara) por 135 milhões de dólares ? e que em menos de um ano foi cotada em bolsa por 6 mil Milhões.

    A entrega de uns papéis sem qualquer valor (vaucher) que distribuíam por os trabalhadores com o objetivo de privatizar as empresas, por não haver interessados, de seguida o Estado retirava os apoios e as empresas fechavam deixando milhares de pessoas na miséria. Depois a empresa eram vendida ao desbarato e com o dinheiro de uma máquina o comprador pagava o investimento.

    Foi esse homem que denunciou o escândalo do envio para a Rússia de milhares de toneladas de rações de combate que tinham sobrado das tropas Americanas na guerra do Golfo, para distribuir por a população faminta Russa em 1992, assisti a esse acto humilhante.

    Conheci um oficial da marinha Soviética que se recusou aceitar essa comida. Disse-me; prefiro passar fome que comer das mãos dos meus inimigos. Esse homem em 1998 quando a economia Russa colapsou trouxe-o para Portugal.

    Outros exemplos que conheci.

    As fábricas da Avto GAZ em Gorki onde trabalhavam mais de 80 000 pessoas ainda hoje não se sabe por quanto foi vendida.

    Os estaleiros Lenine no Volga em Sormovo, os maiores estaleiros de construção de embarcações fluviais da URSS, foram privatizados e de seguidas encerrados, deixando milhares de trabalhadores na miséria.

    maior fábrica de vidros ( Borskii Stekolhonii Zavod) para veículos da URSS em Bhor na margem esquerda do Volga em frente a Gorki ( hoje Nijninovgorod).

    A fábricas de instrumentos cirúrgicos em Vorsma, tiveram o mesmo destino.

    Camarada A.R.A. nunca assisti da tua parte preocupares-te com o retrocesso colossal que o capitalismo provocou nos antigos países Socialistas, pelo contrario tens sempre uma critica disponível para dirigires ao que consideras o “fracasso” do comunismo.

    É lamentável!

    Mas por outro lado animam-me as boas noticias que estou a receber de Lugansk. A Ucrânia já está a ser libertada.

  12. A.R.A diz:

    CARLOS CARAPETO

    Filme??? Se nunca leste o livro … devias; se calhar as tuas respostas deixavam de ser montanhas a parirem ratos em catadupa pois quem vê filmes sobre livros (nem sabia que tinham feito um filme) esta a vislumbrar a ideia de outrem sobre os escritos do autor original perdendo muito da mensagem.
    Camarada, também não falámos assim tantas vezes para já teres a pretensão de saber como penso pese embora que já te “elucidei” o bastante para saberes nunca serei consensual quando discordo … devias experimentar, camarada, a isto chama-se coerência.

    «Não há que apurar as causas e identificar os responsáveis que provocaram o desastre?»
    Claro que sim e tem sido esse o meu discurso com o Francisco mas cabe ao povo Ucraniano escolher o seu caminho embora o modo como este tem sido trilhado só com a pedagogia das massas é que será possível algo distinto ao que lhes tem sido proposto: Putin é fome o Ocidente é miséria.

    Sim, é verdade que sou bastante exigente com as derrotas do comunismo pois acredito no comunismo como a candeia para um mundo cada vez mais desigual e foi exatamente essa falta de escrutínio exigente que foi a grande causa da sua queda pois deixou para trás a constante do vanguardismo revolucionário para abraçar um sistema onde uns se destacavam mais iguais que outros, virando chacota ao renunciar a responsabilidade de mudar o sistema socioeconómico global sem recorrer a guerras mas sim porque assim o povo o abraçaria livremente.

    Sabes qual foi a maior facada no peito? Foi um amigo meu por altura da queda do muro dizer que acreditava no comunismo … não acreditava era na humanidade! Percebes o conteúdo filosófico desta frase … camarada?

  13. Khe Sanh diz:

    Camarada A. R . A. .

    Que interesse há em saber se o teu heroi Pavel é uma figura mitica de um livro, de um filme, de uma novela ou até de uma história popular?

    Não deixa de ser uma fantasia criada por a inspiração de um construtor de sonhos!

    A realidade é outra coisa bem diferente. A realidade foi a capacidade de um povo mobilizado e organizado em torno dos seus lideres ter conseguido transfomar um país atrasado, ainda submetido ao feudalismo, na segunda maior potencia mundial em pouco mais de duas decadas, contando apenas com os seus próprios meios e recursos, não escravizando nem rapinaram outros povos.

    Essa realidade provou que com o esforço e a vontade do povo se consegue criar uma sociedade mais justa e desenvolvida.

    Essa realidade demonstrou que camponeses que eram soldados rasos na I GG podem ascender ao generalato e esmagarem no campo de batalha os filhos da mais alta ariscrocracia , preparados nas melhores academias militares do mundo.

    Como foi o caso de Ivan Boldin o estratega da Operação Bagration, e muitos outros generais Soviéticos.

    Essa realidade ensinou também que os operários podem crriar metodos de produção que nas sociedades burguesas estão reservadas às elites. Alexey Stakhonov.

    Essa realidade preparou e enviou para o espaço uma operária textil.

    Nessa realidade construida e dirigida por os trabalhadores, não havia qualquer distinção entre os seus cidadãos. Todos tinham os mesmos direitos.

    Não trocamos impressões muitas vezes, mas foram as suficientes para comprender que pretendes ter uma ideologia à medida dos teus sonhos.

    “Foi um amigo meu por altura da queda do muro dizer que acreditava no comunismo … não acreditava era na humanidade”.

    O teu amigo disse isso certamente porque não sabia que a “utopia” comunista é obra dos homens que não desistem de lutar por uma sociedade mais justa.

    • A.R.A diz:

      Khe Sanh

      Camarada … não les-te pois não? Então não te ponhas a alvitrar sobre algo que desconheces.
      Mas como parece que não és o unico faço uma sinopse do mesmo para que descubram as semelhanças entre o então e o tema do post.

      O livro data de 1932 e o romance de Ostrovski mescla-se com a do proprio heroi romanceado (Pavel) persistente na defesa das conquistas do governo soviético durante a Guerra Civil. As dificuldades e tensões de sua vida simbolizam a história da classe operária russa, servindo de propaganda da máxima de que “os comunistas possuem uma vontade inquebrantável” durante o periodo da Rússia de 1917, com as mobilizações, a greve geral e a vitória bolchevique.
      Posterior à vitória, vem a Rússia do “comunismo de guerra” : uma verdadeira luta pela sobrevivência do novo regime e em seguida, vêm os longos debates dos comunistas a respeito dos caminhos para a construção do socialismo.Dez anos depois, o país transforma-se numa grande potencia industrial, capaz de derrotar os nazis na II Grande Guerra. Neste contexto social, o trabalho de educação política ganha novas dimensões ao serviço de uma unica missão, incutir os novos valores da nova ordem: o surgimento do realismo socialista.
      Este livro é uma das manifestações mais conhecidas desse processo, tanto dentro da URSS, como no exterior da mesma.
      (Assim como seu personagem principal, Ostrovski também lutou pela causa: escreveu seu livro – uma obra colocada a serviço da causa soviética -apesar de uma séria doença que lhe impedia os movimentos e causava cegueira.)

      O aço temperado com a luta contra a espoliação …

      Com mais esta prova de ignorancia receio que camaradas mais novos, de tão impreparados ideologicamente, não tenham, a longo prazo, a mesma vontade inquebrantavel, que os seus antepassados na luta, ao erguerem a rubra bandeira e compreenderem efectivamente o significado da Internacional.

      Por fim, nunca trocámos opiniões mas se o quiseres fazer não insistas na impreparação. Informa-te antes de debater pois sem uma solida formação ideologica é que poderás almejar ser progressista na pratica daquilo em que acreditas e é por isso mesmo que volto a reafirmar aquilo que tanta celeuma criou em uns quantos camaradas: A verdadeira luta do povo Ucraniano (ou outro qualquer) deve ser levada a cabo ombro a ombro com a pedagogia ideologica do mesmo.

      Cumprimentos
      A.R.A
      ps- Olha novamente com um olhar auto-critico para o meu (teu) ultimo paragrafo e perceberás que a ilação a retirar da frase não é bem essa.

  14. imbondeiro diz:

    Para o Excelentíssimo A.R.A.
    Os (a palavra é sua, que não minha) “comunas” adoram rir? Que bom para si, pois excusa de perder tempo e dinheiro a comprar séries dos Monty Python: olhe-se ao espelho, abra a boca e o fartote de riso está garantido. Ou então faça uma antologia dos escritos que por aqui tem bolsado e utilize-a como livro de cabeceira e terá um soninho revigorantemente bem disposto. Vossa Excelência terá entendido alguma coisa do que eu anteriormente escrevi ou tudo o que sai do seu enquadramento intelectual(?) e ideológico (?) “prêt-a-porter” e “tudo-em-um” é coisa que o senhor não atinge? Ó homem, é desnecessário enlear-se mais no seu pícaro raciocínio acerca do que eu não escrevi (a sua agudez intelectual é tão grande que me leu – LOL! – a chamar-lhe “padre”!): o que eu escrevi (e o como o escrevi) aí está para todos os circunstantes aquilatarem do carácter abrangentemente risível das suas inenarráveis e destemperadas respostas.
    Vossa Excelência é um daqueles casos que me faz acreditar que neste Mundo há, ainda, um último reduto de igualdade: é que o senhor é o exemplo vivo de a obtusidade ter sido quase tão bem semeada à esquerda ( à sua esquerda, que não à minha, safa!) quanto à direita.

    • A.R.A diz:

      IMBONDEIRO

      Não sei se é da primavera mas a suas respostas estão cada vez mais impregnadas com aquele cheiro tão “caracteristico” dos Imbondeiros em flor e com tanta sinaletica interrogativa fico sem saber se estou a falar com alguém ainda na fase dos porquês ou se é uma maleita propria da P.D.I mas uma certeza destaca-se: O Imbondeiro tem um exclusivo de Esquerda. Hilariante!

      Já foram tantos os improperios com que me brindou que já merecia que eu descesse ao seu nivel para lhe retribuir á letra com a mesma vulgaridade mas … não consigo, afeiçoei-me tanto aos seus momentos de “stand up” que entrar por esses caminhos era tirar-lhe protagonismo e nisso presto-lhe a minha homenagem a essa sua “virtuosidade”. Sim, lá me contento em rir também de mim próprio e, como de costume, sai mais uma citação :

      “Quando alguém não consegue rir de si mesmo, é hora dos outros rirem dele.”
      ―Thomas Szasz

      Por ultimo, o Imbondeiro pelo meio de tantas “piadas” chegou alguma vez a partilhar alguma coisa “seria”? É que realmente não ponderar sequer que não existe qualquer distinção entre a NATO e a Russia de Putin, (pois este ultimo nada tem a ver com o que foi, isso sim, o fiel da balança, com o ido “Pacto de Varsovia”) é o mesmo que falar com uma parede. Eu tendo partilhado essa ideia o Imbondeiro virou-se para a “piada”. Que posso eu fazer mais ao não ser … rir da sua condição de “parodiante”?

      Mas continue o Excelentissimo a brindar-nos com o seu modo tão “revigorante”!

    • A.R.A diz:

      IMBONDEIRO

      Só mais uma coisinha … a minha aversão a Putin advem do facto dele próprio ser um fascista semi-encaputado e para melhor o exemplificar nada melhor do que revelar alguns excertos do seu discurso durante o Dia do Defensor da Patria:
      «(…) Nós somos um povo-vencedor, isso está em nossos genes, em nosso código genético, se transmite de geração em geração. Agora também venceremo(…) (…) Isto nos fará bastante mais fortes. Pedimos que não olhem para o estrangeiro, que não corram para a esquerda, para o lado, que não atraiçoem a Pátria, mas que fiquem connosco trabalhando para o país e para o povo, que amem o país tanto quanto eu, de todo o coração.(…)

      Percebe agora os porquês do meu discurso ou prefere continuar a comédia ….

      • imbondeiro diz:

        Ena!!! Duas rerspostazinhas? Homem, poupe o teclado: ainda não entendeu que eu estou-me perfeitamente borrifando para a sua muito “sui generis” abordagem política ao assunto em questão? A coisa atingiu, em si, o ponto culminante da alienação confusionista com a qual não é possível pactuar: entre o fascista “semi-encaputado (sic)” Putin e os netinhos do filantropo nazi Stepan Bandera não há diferenças?!!! Pois… Ora mais vale um bom desengano do que andar enganado toda a vida e o senhor já não engana ninguém. Faça o favor de continuar, com mais ou com menos risota, a farsa dos seus argumentos circulares. E faça-me, por obséquio, um último favorzinho: vá Vossa Excelência chamar “parodiante” a gente que lhe dê confiança para isso, certo? Como já anteriormente referi, o seu problema essencial é o da falta de educação e esse seu problema consubstancia-o o senhor no pior de todos os insultos: o de, ao mesmo tempo que se acha um génio(?!!!), julgar serem todos os outros viventes uns asnos. Enxergue-se, homem, enxergue-se…

      • imbondeiro diz:

        E… deixe-me cá adivinhar, esse discurso fê-lo o Vladimir Putin de cima de um palanque e com uma braçadeira estampada com uma suástica, não? É bem verdade que cada um vê o que quer onde bem quer, quando a coisa convém ao suave discorrer da retórica, pois nessa vasta terra que é a redonda periferia do umbigo de qualquer vivente tudo é possível. O diabo é a chata da realidade…

  15. Pingback: Ucrânia, começou a GUERRA CIVIL | cinco dias

  16. Roman Glukh diz:

    Nazismo e nacionalismo para esquerda da ucrania e da russia é e sempre tinha mesmo significado.Esquerda de Ucrania não tem nada ver com esquerda de Portugal,não tem comparaçao.

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