Um milhão, novecentos e trinta e sete mil e trezentos euros

É quanto vai sair do erário publico (ou seja, do nosso bolso) para esta palhaçada.

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10 respostas a Um milhão, novecentos e trinta e sete mil e trezentos euros

  1. JP diz:

    Rafael, faça umas contas:

    1. Sobre o valor dos automóveis o estado não paga IVA (menos 23%);
    2. O estado cobra Imposto Sobre Veículos;
    3. O estado cobra imposto único de circulação (como os carros são a gasóleo o IUC é agravado);
    4. O estado cobra imposto sobre combustíveis;
    5. O estado cobra taxas ambientais (no próprio ISV, nos pneus e nos óleos);
    6. O estado cobra taxas na inspecção obrigatória (daqui a uns anos);
    7. O estado cobra despesas de legalização;
    8. O estado cobra despesas de matrícula;
    9. O estado cobra imposto de selo;
    10. O estado cobra IRC à empresa vendedora e a todos os prestadores de serviços da cadeia de valor;
    11. O estado vai cobrar multas e coimas (dependem do condutor);
    12. O estado ainda vai cobrar pelo estacionamento nas cidades (parquímetros).

    No final disto tudo ainda acha que é o estado quem perde mais?

    • Todas essas contas podem – e devem – ser feitas, mas no meio da «poeira» dessas contas todas passamos de lado em relação ao problema fundamental aqui em causa:
      A COBRANÇA DE IMPOSTOS!…
      A «nossa» rede fiscal é uma rede muito peculiar «apanha – ou procura apanhar – “sardinhas” e “carapaus” mas deixa escapar «baleias e “tubarões”».
      É que as “baleias” e “tubarões” deste mundo da economia (mal) globalizada, não se deixam seduzir – estão MUITO acima disso – por «Audi’s» ou outros “incentivos” â não evasão fiscal.

    • Rafael Fortes diz:

      no fundo, no fundo era melhor o estado sortear umas notas de divida…

  2. Vigilante diz:

    Se esses 1 937 300€ gerarem um acréscimo superior a 1 937 301€ em receita fiscal, o que faria? Revogava a medida?

    • Rafael Fortes diz:

      devem gerar, devem…

      • Censurado diz:

        Se esta medida gerará um saldo positivo para o Estado só o tempo o dirá.
        Mas é mais provável que esta medida resulte, do que uma economia marxista gerar prosperidade e bem-estar para os seus cidadãos…

        • Rafael Fortes diz:

          pois eu cá acho que é uma cena a modos que pró pop-chunga novo rico, isso de dar carros de alta cilindrada…

  3. imbondeiro diz:

    É por estas e por outras que aqui o blogue é cada vez mais apontado por muito ponderados comentadores como um “case study” de facciosismo rubro-pirotécnico… Então, as boas almas filantrópicas que nos governam tentam puxar o país para cima e o Rafael Fortes (seu celerado!) ainda diz mal? Reconsidere, por favor, a sua opinião, emende-se e recite, compungido e até à exaustão, o colectivo mantra hipnótico da Nação: RECUPERAÇÃO DA ECONOMIA!!! E que coisa há de melhor para recuperar a economia nacional que enfiar dinheiro numa empresa (ser uma empresa de “amigos” isso, agora, não interessa nada…), comprando-lhe os sorteáveis bólides e com isso salvando, estou disso certo, imeeeeeeensos empregos? Que coisa nos pode dar mais satisfação, sendo nós solidários membros da UE, que ajudar uma europeia economia em dificuldades como a anémica economia alemã comprando-lhe uns quantos “Audi”? E sabendo os nossos queridos e sábios grandes líderes que nem só de grande fartura de pão vive o Homem, que mal há em acrescentarem à imensa fartura do cereal o seu “quantum satis” de circo ao fornecerem-nos a todos umas vistosas orelhinhas de burro que farão as nossas grandes e folgazãs delícias mal olhemos uns para os outros, enquanto, desconfiadamente, nos roemos por dentro com a invejosa suspeita – “Não queres lá ver que é a este magano (ou magana) de orelhas de asno que vai sair aquele maquinão”? Ó Rafael Fortes, não seja bota-abaixista, homem! Por favor…

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