EUA: desde 1846 a violar a soberania

A lista, incompleta mas mesmo assim extensiva, (encontrada aqui) serve para obviar a profunda hipocrisia dos defensores da soberania ucraniana frente à invasão russa. Quando comparada com a lista que o Pedro Correia publica aqui, concluimos que os russos, no que toca à invasão de países soberanos, são umas meninas de coro comparados com os EUA.

Adenda: Uma lista mais completa pode ser encontrada aqui.

  1. 1846/1848 – México – Por causa da anexação, pelos EUA, da República do Texas;
  2. 1890 – Argentina – Tropas desembarcam em Buenos Aires para defender interesses econômicos americanos;
  3. 1891 – Chile – Fuzileiros Navais esmagam forças rebeldes nacionalistas;
  4. 1891 – Haiti – Tropas debelam a revolta de operários negros na ilha de Navassa, reclamada pelos EUA;
  5. 1893 – Hawai – Marinha enviada para suprimir o reinado independente e anexar o Hawaí aos EUA;
  6. 1894 – Nicarágua – Tropas ocupam Bluefields, cidade do mar do Caribe, durante um mês;
  7. 1894/1895 – China – Marinha, Exército e Fuzileiros desembarcam no país durante a guerra sino-japonesa;
  8. 1894/1896 – Coréia – Tropas permanecem em Seul durante a guerra;
  9. 1895 – Panamá – Tropas desembarcam no porto de Corinto, província Colombiana;
  10. 1898/1900 – China – Tropas ocupam a China durante a Rebelião Boxer;
  11. 1898/1910 – Filipinas – Luta pela independência do país, dominado pelos EUA (Massacres realizados por tropas americanas em Balangica, Samar, 27/09/1901, e Bud Bagsak, Sulu, 11/15/1913; 600.000 filipinos mortos;
  12. 1898/1902 – Cuba – Tropas sitiaram Cuba durante a guerra hispano-americana;
  13. 1898 – Porto Rico – Tropas sitiaram Porto Rico na guerra hispano-americana, hoje ‘Estado Livre Associado’ dos Estados Unidos;
  14. 1898 – Ilha de Guam – Marinha desembarca na ilha e a mantêm como base naval até hoje;
  15. 1898 – Espanha – Guerra Hispano-Americana – Desencadeada pela misteriosa explosão do encouraçado Maine, em 15 de fevereiro, na Baía de Havana. Esta guerra marca o surgimento dos EUA como potência capitalista e militar mundial;
  16. 1898 – Nicarágua – Fuzileiros Navais invadem o porto de San Juan del Sur;
  17. 1899 – Ilha de Samoa – Tropas desembarcam e invadem a Ilha em conseqüência de conflito pela sucessão do trono de Samoa;
  18. 1899 – Nicarágua – Tropas desembarcam no porto de Bluefields e invadem a Nicarágua (2ª vez);
  19. 1901/1914 – Panamá – Marinha apóia a revolução quando o Panamá reclamou independência da Colômbia; tropas americanas ocupam o canal em 1901, quando teve início sua construção;
  20. 1903 – Honduras – Fuzileiros Navais desembarcam em Honduras e intervêm na revolução do povo hondurenho;
  21. 1903/1904 – República Dominicana – Tropas atacaram e invadiram o território dominicano para proteger interesses do capital americano durante a revolução;
  22. 1904/1905 – Coréia – Fuzileiros Navais dos Estados Unidos desembarcaram no território coreano durante a guerra russo-japonesa;
  23. 1906/1909 – Cuba -Tropas dos Estados Unidos invadem Cuba e lutam contra o povo cubano durante período de eleições;
  24. 1907 – Nicarágua – Tropas invadem e impõem a criação de um protetorado, sobre o território livre da Nicarágua;
  25. 1907 – Honduras – Fuzileiros Navais desembarcam e ocupam Honduras durante a guerra de Honduras com a Nicarágua;
  26. 1908 – Panamá – Fuzileiros invadem o Panamá durante período de eleições;
  27. 1910 – Nicarágua – Fuzileiros navais desembarcam e invadem pela 3ª vez Bluefields e Corinto, na Nicarágua;
  28. 1911 – Honduras – Tropas enviadas para proteger interesses americanos durante a guerra civil invadem Honduras;
  29. 1911/1941 – China – Forças do exército e marinha dos Estados Unidos invadem mais uma vez a China durante período de lutas internas repetidas;
  30. 1912 – Cuba – Tropas invadem Cuba com a desculpa de proteger interesses americanos em Havana;
  31. 1912 – Panamá – Fuzileiros navais invadem novamente o Panamá e ocupam o país durante eleições presidenciais;
  32. 1912 – Honduras – Tropas norte americanas mais uma vez invadem Honduras para proteger interesses do capital americano;
  33. 1912/1933 – Nicarágua – Tropas dos Estados Unidos com a desculpa de combaterem guerrilheiros invadem e ocupam o país durante 20 anos;
  34. 1913 – México – Fuzileiros da Marinha invadem o México com a desculpa de evacuar cidadãos americanos durante a revolução;
  35. 1913 – México – Durante a revolução mexicana, os Estados Unidos bloqueiam as fronteiras mexicanas;
  36. 1914/1918 – Primeira Guerra Mundial – EUA entram no conflito em 6 de abril de 1917 declarando guerra à Alemanha. As perdas americanas chegaram a 114 mil homens;
  37. 1914 – República Dominicana – Fuzileiros navais da Marinha dos Estados invadem o solo dominicano e interferem na revolução em Santo Domingo;
  38. 1914/1918 – México – Marinha e exército invadem o território mexicano e interferem na luta contra nacionalistas;
  39. 1915/1934 – Haiti – Tropas americanas desembarcam no Haiti, em 28 de julho, e transformam o país numa colônia americana, permanecendo lá durante 19 anos;
  40. 1916/1924 – República Dominicana – Os EUA invadem e estabelecem governo militar na República Dominicana, em 29 de novembro, ocupando o país durante oito anos;
  41. 1917/1933 – Cuba – Tropas desembarcam em Cuba e transformam o país num protetorado econômico americano, permanecendo essa ocupação por 16 anos;
  42. 1918/1922 – Rússia – Marinha e tropas enviadas para combater a revolução bolchevista. O Exército realizou cinco desembarques, sendo derrotado pelos russos em todos eles;
  43. 1919 – Honduras – Fuzileiros desembarcam e invadem mais uma vez o país durante eleições, colocando no poder um governo a seu serviço;
  44. 1918 – Iugoslávia – Tropas dos Estados Unidos invadem a Iugoslávia e intervêm ao lado da Itália contra os sérvios na Dalmácia;
  45. 1920 – Guatemala – Tropas invadem e ocupam o país durante greve operária do povo da Guatemala;
  46. 1922 – Turquia – Tropas invadem e combatem nacionalistas turcos em Smirna;
  47. 1922/1927 – China – Marinha e Exército mais uma vez invadem a China durante revolta nacionalista;
  48. 1924/1925 – Honduras – Tropas dos Estados Unidos desembarcam e invadem Honduras duas vezes durante eleição nacional;
  49. 1925 – Panamá – Tropas invadem o Panamá para debelar greve geral dos trabalhadores panamenhos;
  50. 1927/1934 – China – Mil fuzileiros americanos desembarcam na China durante a guerra civil local e permanecem durante sete anos ocupando o território;
  51. 1932 – El Salvador – Navios de Guerra dos Estados Unidos são deslocados durante a revolução das Forças do Movimento de Libertação Nacional – FMLN – comandadas por Marti;
  52. 1939/1945 – II Guerra Mundial – Os EUA declaram guerra ao Japão em 8 de dezembro de 1941 e depois a Alemanha e Itália, invadindo o Norte da África, a Ásia e a Europa, culminando com o lançamento das bombas atômicas sobre as cidades desmilitarizadas de Iroshima e Nagasaki;
  53. 1946 – Irã – Marinha americana ameaça usar artefatos nucleares contra tropas soviéticas caso as mesmas não abandonem a fronteira norte do Irã;
  54. 1946 – Iugoslávia – Presença da marinha ameaçando invadir a zona costeira da Iugoslávia em resposta a um avião espião dos Estados Unidos abatido pelos soviéticos;
  55. 1947/1949 – Grécia – Operação de invasão de Comandos dos EUA garantem vitória da extrema direita nas “eleições” do povo grego;
  56. 1947 – Venezuela – Em um acordo feito com militares locais, os EUA invadem e derrubam o presidente eleito Rómulo Gallegos, como castigo por ter aumentado o preço do petróleo exportado, colocando um ditador no poder;
  57. 1948/1949 – China – Fuzileiros invadem pela ultima vez o território chinês para evacuar cidadãos americanos antes da vitória comunista;
  58. 1950 – Porto Rico – Comandos militares dos Estados Unidos ajudam a esmagar a revolução pela independência de Porto Rico, em Ponce;
  59. 1951/1953 – Coréia – Início do conflito entre a República Democrática da Coréia (Norte) e República da Coréia (Sul), na qual cerca de 3 milhões de pessoas morreram. Estados Unidos são um dos principais protagonistas da invasão usando como pano de fundo a recém criada Nações Unidas, ao lado dos sul-coreanos. A guerra termina em julho de 1953 sem vencedores e com dois estados polarizados: comunistas ao norte e um governo pró-americano no sul. Os EUA perderam 33 mil homens e mantém até hoje base militar e aero-naval na Coréia do Sul;
  60. 1954 – Guatemala – Comandos americanos, sob controle da CIA, derrubam o presidente Arbenz, democraticamente eleito, e impõem uma ditadura militar no país. Jacobo Arbenz havia nacionalizado a empresa United Fruit e impulsionado a reforma agrária;
  61. 1956 – Egito – O presidente Nasser nacionaliza o canal de Suez. Tropas americanas se envolvem durante os combates no Canal de Suez sustentados pela Sexta Frota dos EUA. As forças egípcias obrigam a coalizão franco-israelense-britânica, a retirar-se do canal;
  62. 1958 – Líbano – Forças da Marinha invadem apóiam o exército de ocupação do Líbano durante sua guerra civil;
  63. 1958 – Panamá – Tropas dos Estados Unidos invadem e combatem manifestantes nacionalistas panamenhos;
  64. 1961/1975 – Vietnã. Aliados ao sul-vietnamitas, o governo americano invade o Vietnã e tenta impedir, sem sucesso, a formação de um estado comunista, unindo o sul e o norte do país. Inicialmente a participação americana se restringe a ajuda econômica e militar (conselheiros e material bélico). Em agosto de 1964, o congresso americano autoriza o presidente a lançar os EUA em guerra. Os Estados Unidos deixam de ser simples consultores do exército do Vietnã do Sul e entram num conflito traumático, que afetaria toda a política militar dali para frente. A morte de quase 60 mil jovens americanos e a humilhação imposta pela derrota do Sul em 1975, dois anos depois da retirada dos Estados Unidos, moldou a estratégia futura de evitar guerras que impusessem um custo muito alto de vidas americanas e nas quais houvesse inimigos difíceis de derrotar de forma convencional, como os vietcongues e suas táticas de guerrilhas;
  65. 1962 – Laos – Militares americanos invadem e ocupam o Laos durante guerra civil contra guerrilhas do Pathet Lao;
  66. 1964 – Panamá – Militares americanos invadiram mais uma vez o Panamá e mataram 20 estudantes, ao reprimirem a manifestação em que os jovens queriam trocar, na zona do canal, a bandeira americana pela bandeira de seu país;
  67. 1965/1966 – República Dominicana – Trinta mil fuzileiros e pára-quedistas desembarcaram na capital do país, São Domingo, para impedir a nacionalistas panamenhos de chegarem ao poder. A CIA conduz Joaquín Balaguer à presidência, consumando um golpe de estado que depôs o presidente eleito Juan Bosch. O país já fora ocupado pelos americanos de 1916 a 1924;
  68. 1966/1967 – Guatemala – Boinas Verdes e marines invadem o país para combater movimento revolucionário contrário aos interesses econômicos do capital americano;
  69. 1969/1975 – Camboja – Militares americanos enviados depois que a Guerra do Vietnã invadem e ocupam o Camboja;
  70. 1971/1975 – Laos – EUA dirigem a invasão sul-vietnamita bombardeando o território do vizinho Laos, justificando que o país apoiava o povo vietnamita em sua luta contra a invasão americana;
  71. 1975 – Camboja – 28 marines americanos são mortos na tentativa de resgatar a tripulação do petroleiro estadunidense Mayaquez;
  72. 1980 – Irã – Na inauguração do estado islâmico formado pelo Aiatolá Khomeini, estudantes que haviam participado da Revolução Islâmica do Irã ocuparam a embaixada americana em Teerã e fizeram 60 reféns. O governo americano preparou uma operação militar surpresa para executar o resgate, frustrada por tempestades de areia e falhas em equipamentos. Em meio à frustrada operação, oito militares americanos morreram no choque entre um helicóptero e um avião. Os reféns só seriam libertados um ano depois do seqüestro, o que enfraqueceu o então presidente Jimmy Carter e elegeu Ronald Reagan, que conseguiu aprovar o maior orçamento militar em época de paz até então;
  73. 1982/1984 – Líbano – Estados Unidos invadiram o Líbano e se envolveram nos conflitos no país logo após a invasão por Israel – e acabaram envolvidos na guerra civil que dividiu o país. Em 1980, os americanos supervisionaram a retirada da Organização pela Libertação da Palestina de Beirute. Na segunda intervenção, 1.800 soldados integraram uma força conjunta de vários países, que deveriam restaurar a ordem após o massacre de refugiados palestinos por libaneses aliados a Israel. O custo para os americanos foi a morte 241 fuzileiros navais, quando os libaneses explodiram um carro bomba perto de um quartel das forças americanas;
  74. 1983/1984 – Ilha de Granada – Após um bloqueio econômico de quatro anos a CIA coordena esforços que resultam no assassinato do 1º Ministro Maurice Bishop. Seguindo a política de intervenção externa de Ronald Reagan, os Estados Unidos invadiram a ilha caribenha de Granada alegando prestar proteção a 600 estudantes americanos que estavam no país, as tropas eliminaram a influência de Cuba e da União Soviética sobre a política da ilha;
  75. 1983/1989 – Honduras – Tropas enviadas para construir bases em regiões próximas à fronteira invadem o Honduras;
  76. 1986 – Bolívia – Exército invade o território boliviano na justificativa de auxiliar tropas bolivianas em incursões nas áreas de cocaína;
  77. 1989 – Ilhas Virgens – Tropas americanas desembarcam e invadem as ilhas durante revolta do povo do país contra o governo pró-americano;
  78. 1989 – Panamá – Batizada de Operação Causa Justa, a intervenção americana no Panamá foi provavelmente a maior batida policial de todos os tempos: 27 mil soldados ocuparam a ilha para prender o presidente panamenho, Manuel Noriega, antigo ditador aliado do governo americano. Os Estados Unidos justificaram a operação como sendo fundamental para proteger o Canal do Panamá, defender 35 mil americanos que viviam no país, promover a democracia e interromper o tráfico de drogas, que teria em Noriega seu líder na América Central. O ex-presidente cumpre prisão perpétua nos Estados Unidos.
  79. 1990 – Libéria – Tropas invadem a Libéria justificando a evacuação de estrangeiros durante guerra civil;
  80. 1990/1991 – Iraque – Após a invasão do Iraque ao Kuwait, em 2 de agosto de 1990, os Estados Unidos, com o apoio de seus aliados da Otan, decidem impor um embargo econômico ao país, seguido de uma coalizão anti-Iraque (reunindo além dos países europeus membros da Otan, o Egito e outros países árabes) que ganhou o título de “Operação Tempestade no Deserto”. As hostilidades começaram em 16 de janeiro de 1991, um dia depois do fim do prazo dado ao Iraque para retirar tropas do Kuwait. Para expulsar as forças iraquianas do Kuwait, o então presidente George Bush destacou mais de 500 mil soldados americanos para a Guerra do Golfo;
  81. 1990/1991 – Arábia Saudita – Tropas americanas destacadas para ocupar a Arábia Saudita que era base militar na guerra contra Iraque;
  82. 1992/1994 – Somália – Tropas americanas, num total de 25 mil soldados, invadem a Somália como parte de uma missão da ONU para distribuir mantimentos para a população esfomeada. Em dezembro, forças militares norte-americanas (comando Delta e Rangers) chegam a Somália para intervir numa guerra entre as facções do então presidente Ali Mahdi Muhammad e tropas do general rebelde Farah Aidib. Sofrem uma fragorosa derrota militar nas ruas da capital do país;
  83. 1993 – Iraque – No início do governo Clinton é lançado um ataque contra instalações militares iraquianas em retaliação a um suposto atentado, não concretizado, contra o ex-presidente Bush, em visita ao Kuwait;
  84. 1994/1999 – Haiti – Enviadas pelo presidente Bill Clinton, tropas americanas ocuparam o Haiti na justificativa de devolver o poder ao presidente eleito Jean-Betrand Aristide, derrubado por um golpe, mas o que a operação visava era evitar que o conflito interno provocasse uma onda de refugiados haitianos nos Estados Unidos;
  85. 1996/1997 – Zaire (ex-República do Congo) – Fuzileiros Navais americanos são enviados para invadir a área dos campos de refugiados Hutus;
  86. 1997 – Libéria – Tropas dos Estados Unidos invadem a Libéria justificando a necessidade de evacuar estrangeiros durante guerra civil sob fogo dos rebeldes;
  87. 1997 – Albânia – Tropas invadem a Albânia para evacuar estrangeiros;
  88. 2000 – Colômbia – Marines e “assessores especiais” dos EUA iniciam o Plano Colômbia, que inclui o bombardeamento da floresta com um fungo transgênico fusarium axyporum (o “gás verde”);
  89. 2001 – Afeganistão – Os EUA bombardeiam várias cidades afegãs, em resposta ao ataque terrorista ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001. Invadem depois o Afeganistão onde estão até hoje;
  90. 2003 – Iraque – Sob a alegação de Saddam Hussein esconder armas de destruição e financiar terroristas, os EUA iniciam intensos ataques ao Iraque. É batizada pelos EUA de “Operação Liberdade do Iraque” e por Saddam de “A Última Batalha”, a guerra começa com o apoio apenas da Grã-Bretanha, sem o endosso da ONU e sob protestos de manifestantes e de governos no mundo inteiro. As forças invasoras americanas até hoje estão no território iraquiano, onde a violência aumentou mais do que nunca.
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68 respostas a EUA: desde 1846 a violar a soberania

  1. anonimo diz:

    “… os russos, no que toca à invasão de países soberanos, são umas meninas de coro …”
    Dito assim, as invasões de países soberanos pelos russos são desculpáveis. E ainda têm muito crédito até passarem a ser “indesculpáveis.”. Força, Putin, avança!

    • Censurado diz:

      É enternecedora esta atracão fatal que a malta de extrema-esquerda tem pelos líderes autoritários… Basta que sejam anti-americanos para terem automaticamente a sua bênção!

      • Rafael Fortes diz:

        É isso mesmo…enquanto escrevo posts normalmente contemplo um busto inspirador em bronze do paizinho dos povos…

      • BinObama diz:

        Sim,oh fascista de merda.
        Quanto aos snipers que matam os ‘bravos’ da ‘oposição’ e a policia-já é velha.Tem-se passado ,o mesmo na Venezuela.Arranjem ,outra…
        Com que então a corja democrática ,já nem eleições respeita e,vai bem com fascistas e anti semitas e com al-qaedas.Em grande-Viva a democra cia .

  2. imbondeiro diz:

    Palavras para quê?

  3. absurdo diz:

    Sem querer desmentir essa lista, não compreendo o que se pretende com a mesma: apoiar a acção imperialista russa? Desculpá-la?
    A Rússia é um dos impérios mais antigos e mais bem sucedidos da história, continuou quando criaram a URSS – sempre sobre a hegemonia da Rússia – e os americanos teriam muito que trabalhar para alguma vez chegarem aos calcanhares da Rússia…

    • Rafael Fortes diz:

      “A lista, incompleta mas mesmo assim extensiva, (encontrada aqui) serve para obviar a profunda hipocrisia dos defensores da soberania ucraniana frente à invasão russa. ” Não serve para apoiar nada, serve para denunciar hipocritas

      • anonimo diz:

        Para além da hipocrisia que pretende denunciar, depreendo do seu post que concorda que houve violação da “soberania ucraniana frente à invasão russa”?

      • Joao Pereira diz:

        Rafael, aproveite e denuncie também os milhares de jovens americanos que atravessaram o Atlântico e perderam a vida nas praias de França para nos libertar do jugo de um genocida.

        • José Carvalho diz:

          E João Pereira, denuncie também os milhões de russos, jovens, menos jovens e crianças que perderam a vida para no final darem “uma ajudinha” a libertar-nos do mesmo jugo. O “Resgate do Soldado Ryan” é um bom filme, mas o “Stalingrad” do realizador Joseph Vilsmaier é melhor ainda. Contudo teve muito menos espectadores (e representa apenas o início do contra-ataque russo até à entrada em Berlim). Agradeço muito aos americanos o papel que desempenharam na Segunda Guerra Mundial, mas, ao contrário de muitos, não esqueço o contributo dos russos. Esses muitos nem sequer sabem do papel dos russos na libertação da Europa, já que Hollywood gosta muito de mostrar apenas o lado ocidental da moeda. Deixando por hora os entretantos da história de permeio, nesta história que estamos a escrever no momento actual não existem inocentes americanos nem russos ou bons e maus, apenas hipócritas de mãos sujas de sangue (do permeio) de ambos os lados. Inocente é o povo que já morre e morrerá mais ainda se a história se voltar a repetir. E não esqueçamos que, se as armas nucleares marcaram o fim da Segunda Guerra Mundial, podem marcar o inicio da terceira.

    • Antónimo diz:

      Absurdo é querer compara os calcanhares russos com os sangrentos calcanhares americanos no lapso temporal em que os EUA existem. É fazer as contas e não ser hipócrita.

    • Carlos Carapeto diz:

      “absurdo diz:
      e os americanos teriam muito que trabalhar para alguma vez chegarem aos calcanhares da Rússia…”

      Não seja desonesto. Não fica bem a ninguém a desonestidade.

      A não ser que consiga provar aquilo que escreve?

      Se se está a referir à expansão territorial, primeiro devia saber que a maioria dos países Europeus se expandiu anexando território. Portugal, Espanha França, Inglaterra, Itália e por aí fora.
      Aquilo que são hoje os EUA foi uma colonização , onde foi praticado o maior genocídio da história da humanidade.

      Voltando à Rússia. A conquista de território foi feita nos mesmos moldes, dos demais países. Mas como uma diferença.
      Primeiro; Não neste caso não houve extermínio de tribos, genocídios e deslocações massivas dessas populações .
      O caso dos Tártaros da Crimeia e dos Tchetchenos depois da IIGG, isso é outra história.
      Mas se tiver o atrevimento de abordar isso terá que me explicar porque razão não foram também deportados os Alanos, Inguchetios, , Kalmikes, Tártaros (percebeu? Tártaros) de Kuban, Kabardinos etc. Povos esses que também estiveram submetidos á ocupação Alemã durante a guerra.
      Segundo: os hábitos, costumes tradições, lingua desses povos foram preservados e onde essa condição não foi respeitada no tempo dos Czares, foi devolvida quando os comunistas tomaram o poder em 1917.

      A maioria dos povos que fizeram parte da URSS ou pertencem hoje à Federação Russa, continuam a manter a sua culturas ancestral e a população tem aumentado na mesma proporção dos Eslavos. Muitos desses povos dispõem de governos autónomos. Sabia?

      É precisamente isso que não pode dizer dos Índios nos EUA, que foram levados até quase à extinção, e hoje vivem nas reservas como gado a servir de promoção (propaganda) turistica.

      Sobre esta questão muito mais havia para dizer.

      Quanto a invasões está tudo dito no artigo do Rafael.

      • Censurado diz:

        “Aquilo que são hoje os EUA foi uma colonização , onde foi praticado o maior genocídio da história da humanidade.”

        Falta de rigor ou simples patetice?

        Primeiro, 80-90% das mortes na população indígena no continente americano não foram o resultado de guerra ou massacres. Foram causadas por doenças que vieram da Europa. Foi uma consequência não prevista e que muito poucos historiadores consideram ter sido intencional.

        Segundo, os EUA ocupam uma parte percentualmente pequena do continente americano. Atribuir aos EUA responsabilidade pelo “maior genocídio da história da humanidade” é de uma falta de rigor atroz.

        Terceiro, o maior genocídio da história da humanidade foi o Holocausto. E o segundo foi o Holodomor (Ucrânia).

        • imbondeiro diz:

          O maior genocídio da História foi aquele praticado pelo Rei dos Belgas, Leopoldo de seu nome, no Congo: saldou-se em 8 milhões de mortos. E a sua ignorância é tanta que nem sabe que, logo a seguir à “Shoa”, levam a palma o genocídio levado a cabo no Cambodja pelos Khmer Rouge (dilectos amigos dos EUA, apodados por Reagan de “freedom fighters”) e o Genocídio Arménio praticado pelos Turcos. A História é o que é, e coisa que ela não é, de certeza absoluta, é o espelho da ignorância presumida.

        • imbondeiro diz:

          Essa sua postura faz-me lembrar a daqueles fundamentalistas cristãos que, se vissem Jesus de Nazaré voltar à Terra, o apredejariam até à morte como apóstata por ele se não rever no Cristianismo ( note-se que o Nazareno era judeu, levava a Lei mosaica muitíssimo a sério e não consta que alguma vez se tenha autodenominado de “cristão”, embora haja quem disso se não dê conta). Assim está o senhor: não havendo, hoje em dia, um único académico sério dos EUA, que tenha por objecto de estudo os povos nativos do seu país, que negue o facto de ter sido cometido um genocídio (consciente, premeditado e visando atingir determinados fins) desses povos, eis que o senhor defende e desvaloriza as acções daqueles que nem os próprios descendentes já defendem. No seu evangelho, a recompensa de um dólar por cada escalpe de índio deve fazer as vezes de uma inócua actividade cinegética e o velho adágio “The sole good indian is the dead indian” deve passar por uma cândida graçola de rapazolas.

        • Carlos Carapeto diz:

          Como já afirmei aí para trás, não pretendo competir em olimpiadas macabras. para ver quem matou mais que quem.
          Entendo que todas as vitimas merecem o mesmo respeito.

          “Falta de rigor ou simples patetice? ”

          Melhor que ninguém sabe a cara que vê quando se mira ao espelho.

          Isso mesmo e a maioria dessas doenças não foram provocadas intencionalmente.

          Quando eram colocadas próximo das aldeias indigenas as roupas infetadas com o virus do sarampo e da varíola qual era a intenção?

          Portanto os Historiadores é que são mentirosos? Então mostre a sua “verdade” .

          É preciso ser-se cruel e desumano para ter coragem de tentar desacreditar factos que estão devidamente documentados e a realidade está aí para prová-lo.

          Qual a população India hoje nos EUA? Em que condições vivem?

          Não perco tempo a discutir com bárbaros que para fazer valer os seus pontos de vista politico/ideologicos tentam negar aquilo que os próprios participantes nesses actos não conseguiram apagar.

          Aqui está uma dessas “mentiras” que o incomodam!

          http://www.iscap.ipp.pt/cei/E-REI%20Site/1Artigos/Trabalhos%20estudos/Maria%20Jose%20Gomes%20-%20Genocidio%20indios%20nativos%20da%20america%20do%20norte.pdf

          Quanto ao Holodomor uma construção fabulosa saída da propaganda de Goebells, publicitada por W R Hearst, continuada por Conquest, Service, Montefiori.

          Será que aqueles que defendem o Holodomor são mais verdadeiros que estes que coloco aí por baixo?

          http://rationalrevolution.net/special/library/tottlefraud.pdf

          http://www.historiographie.info/holodomor08.pdf

          http://blogs.mediapart.fr/blog/jcg/211110/holodomor-une-campagne-anti-sovietique

          http://www.hist-socialismo.com/docs/Holodomor_LacroixRiz.pdf

          http://www.odiario.info/?p=1464

          Não é a mim que vai ter que desmentir. É aos que escreveram o que está aí por cima.

          Estão aí as respostas. O “terror” provocado por os comunistas é uma forma acobardada da direita tentar branquear e desviar as atenções dos crimes do Nazismo.

          Quanto aos numeros, se é para competir vamos a isso.

          A fome na India Britânica ultrapassou os 26 milhões de mortos (sem contar com grande fome de Bengala) Escrito por um históriador Americano. O mesmo historiador atribue a Estaline 20 milhões de mortos mesmo com os que punidos por ter participado na guerra ao lado de Hitler.

          Não se julguem os donos da verdade, porque não tem dono.

      • Manuel diz:

        “Primeiro; Não neste caso não houve extermínio de tribos, genocídios e deslocações massivas dessas populações .”

        Holomodor e deportação dos tártaros da Crimeia não contam, é isso?

        • Carlos Carapeto diz:

          Sabe ler? Se não sabe vista um bibe e vá para a escola!

          Escrevi isto.

          “Mas se tiver o atrevimento de abordar isso terá que me explicar porque razão não foram também deportados os Alanos, Inguchetios, , Kalmikes, Tártaros (percebeu? Tártaros) de Kuban, Kabardinos etc. Povos esses que também estiveram submetidos á ocupação Alemã durante a guerra.”

          E sabe qual era a população de Tártaros do Kuban em 1945? No principio da decada de 30 quando a região de Kuban passou para jurisdição da Federação Russa eram pouco menos que três milhões, enquanto na Crimeia rondavam os 200 000.

          Entre a Crimeia e Kuban existe um pequeno estreito que é menos de metade da distancia entre Lisboa e o Barreiro.

          Consegue explicar porque foram uns deportados e não foram os outros?

          Responda. Se não souber explicar as razões porque isso aconteceu, não se meta em assuntos para que não está habilitado discutir.

          Leu em qualquer pergaminho nazi que foi assim, e não consegue ir mais além.

          E os Tártaros não vivem só na Crimeia e em Kuban.

    • OBAMA HUSSEIN diz:

      Pois,deves saber bué da histórias.700 bases espalhadas pelo mundo é mesmo um IMPÉRIO,OH ESTÚPIDO ATREVIDO!

  4. Carlos Machado diz:

    Um mal não justifica outro!

    • Carlos Carapeto diz:

      “Carlos Machado diz:
      Março 5, 2014 às 4:55 pm

      Um mal não justifica outro!”

      Nem se está a pretender tal. É apenas para lembrar que todas as vitimas devem merecer o mesmo respeito.

      Ou haverá umas vitimas mais importantes que outras?

      E depois quem desejar ser honesto deve ser capaz de começar por tratar as questões por a sua ordem de grandeza, motivações e crueldade.

      Justifica-se?

  5. Antónimo diz:

    Esse Pedro Correia era um que escrevia notícias opinososas sobre o PCP chamando ortodoxo a Vítos Dias e que depois foi ser assessor do Miguel Relvas enquanto ministro de Passos Coelho?

  6. ansomilo diz:

    Um currículo invejável de invasões a países soberanos, umas para substituir democracias por ditaduras (Chile), outras para sacar os recursos naturais (Iraque), é esta a política dos emigrantes nos EEUU, pois o seu verdadeiro povo (Índios) estão em reservas, oprimidos e humilhados na sua própria terra. Lindo exemplo este de um conjunto de falhados que deixaram o seu país de origem à procura da terra das oportunidades e o seu propósito é tomada à força de outros Estados, principalmente quando os afrontam.

    • Censurado diz:

      “um conjunto de falhados que deixaram o seu país de origem à procura da terra das oportunidades”

      Esse “conjunto de falhados” conseguiu, em menos de 2 séculos, dar mais contributos para o bem-estar de todos os povos do mundo que a maioria das restantes nações somadas em 2000 anos…

      • Carlos Carapeto diz:

        Acertou.

        Por exemplo em Hiroxima e Nagasaki num sopro deitaram abaixo num sopro os destroços dos bombardeiros anteriores. Uma grande ajuda aos Japoneses.

        No Vietname fertilizaram os campos e as florestas com agente laranja e desfolhantes.

        Na América Latina levaram a prosperidade e a abundancia de um extremo ao outro.

        Transformaram o Afeganistão no maior campo de concentração para mulheres da história da humanidade.

        Iraque para haver menos concorrencia por comida contribuiram para a redução de um milhão de bocas.

        Na Líbia igual, e como o dinheiro em livros escolares é um desperdicio de , destruiram escolas e reduziram a população à miséria. mas os poços de petróleo estão bem guardados.

        Espalham contributos e bem-estar gratuitamente por todos os cantos do planeta.

  7. RC diz:

    Vamos ver se entendo a moral deste post. O meu vizinho de cima bate na mulher todos os dias. O vizinho de baixo bate na mulher uma vez por mês. Logo, concluímos que o vizinho de baixo, no que toca a bater na mulher, é uma menina de coro comparado com o vizinho de cima, .

    • Rafael Fortes diz:

      Não é bem isso. é mais do género, o vizinho do 1º andar dá cargas de porrada de meia noite todos os dias à mulher, aos filhos, aos primos e a quem se atreva a contrariá-lo e depois vai para o café dizer que é uma vergonha que o vizinho do 2º andar tenha dado dois estalos ao filho…

    • Carlos Carapeto diz:

      E quem assiste a um crime sem o denunciar passa a fazer parte dele.

      O dever de quem tem conhecimento de agressõs seja a mulheres crianças ou qualquer outra pessoa indefesa.
      Primeiro; é socorrer a vitima.

      Segundo; denunciar o agressor às autoridades, se o não fizer passa a ser um criminoso igual a quem pratica o crime.

      É precisamente aquilo que os participantes do debate estão fazendo. Denunciar os crimes e as agressões praticadas por os Americanos ao longo da sua curta história..

      E quem não está de acordo só tem que refutar as provas que são apresentadas.

  8. JgMenos diz:

    Em que caso, recente, resultou a alteração de fronteiras do país invadido?
    E convém notar que falharam a invasão do Ruanda, o que foi um grande mal!
    Além do mais a Rússia não invadiu coisa nenhuma; o que se vê na televisão são os membros da Federação dos Clubes de Caça e Pesca da Crimeia!

    • Carlos Carapeto diz:

      E o Kosovo? O Iraque? O Afeganistão? A Líbia? Iraque? Sahara Ocidental? Mali?

      São instancias de férias?

      Será que este gajo não tem um espelho?

      • imbondeiro diz:

        Não tem espelho nenhum… O que ele tem são umas lentes cor-de-rosa e um raciocínio toldado pela mais velha das escolas filosóficas: o Confusionismo.

  9. Censurado diz:

    Os EUA, apesar de serem uma nação relativamente recente, têm um longo historial de ingerência em outros países, sem dúvida.
    Porém, certamente por pudor, o Rafael Fortes furtou-se a contabilizar as mortes e repressão directamente provocadas pelos respetivos regimes. Se o fizesse, veria como a Rússia ganharia, e por larguíssima margem.

    • Rafael Fortes diz:

      Olhe que não. Faça a contabilidade de mortos derivadas das intervenções armadas dos EUA desde que caiu o muro e pense outra vez…

      • Censurado diz:

        Se os EUA são um país independente desde 1776 então porque é que se cinge apenas ao período 1989-2014?

    • Carlos Carapeto diz:

      Não pretendo disputar contabilidades macabras, mas se conseguir disponibilizar alguns numeros, eles que venham.

  10. LGF Lizard diz:

    Mais de metade destas “invasões e ocupações” nada mais foram do que simples operações de retirada de civis de países em conflito. Logicamente, não são invasões no sentido do termo e nem sequer deveriam estar nesta lista.
    Apoiar o imperialismo “bom” dos russos contra o “imperialismo” mau dos americanos é, pura e simplesmente, uma treta.
    E já agora, por onde anda o CPPC, que tanto se gaba de “lutar pela paz”? Como foram os amigos russos a invadir….. estão caladinhos que nem ratos.
    Hipocrisia pura.
    Agora, revejam bem a lista. Contêm muitos erros factuais…

    • Carlos Carapeto diz:

      Se é assim nada como apresentar a lista das invasões e agressões dos Soviéticos. Percebe-se muito bem que o alvo é esse.

      • LGF Lizard diz:

        Ora deixa cá ver:
        Polónia (1918-21), China (1934), Espanha (1936-39), China (1937), Japão (1939), Finlândia (1939-40), Estónia (1939-41), Letónia (1939-41), Lituânia (1939-41), Polónia (1939-41), Roménia (1939-41), Bessarábia e Bukovina do Norte (1940), Irão (1941), Finlândia (1941-44), Hungria (1944-45), Roménia (1944-47), Bulgária (1944-47), Polónia (1944-47), Noruega (1944-46), Checoslováquia (1945), Estónia (1944-1991), Letónia (1944-1991), Lituânia (1944-1991), Alemanha (1945-1947), Áustria (1945-55), Manchúria (1945-46), Japão (1945), Ilhas Kurilas (1945-actualidade), Coréia (1945-48), Bloqueio de Berlim (1948), Guerra da Coréia (1950-53), RDA (1953), Polónia (1953), Hungria (1956), China (1968), Checoslováquia (1968), Guerra do Vietname (1964-75), Afeganistão (1979).
        Já devolveram à Finlândia, à Polónia, à Roménia, à Alemanha, ao Japão e à China as terras roubadas? Isto sem contar com as conquistas imperiais russas nos séculos XVIII e XIX no Cáucaso…

        • Rafael Fortes diz:

          lista mais parva…é que não merece outro comentário…

          • LGF Lizard diz:

            “Lista mais parva”… normalmente é assim, a verdade incomoda…. e muito.
            Como alguém disse, gosto de esmagar patifes. E a verdade serve muito bem para isso.
            Os camaradas Rafael Fortes e Carlos Carapeto perderam uma excelente oportunidade para ficarem calados.
            Sabem perfeitamente os telhados de vidro que a URSS/Rússia tem neste aspecto.
            Numa palavra, patético.

        • Carlos Carapeto diz:

          Este gajo não tem trambelho.

          É pá não te envergonhas de escrever parolices destas?

          Não se lembrou de Hitler. Era bem capaz de acrescentar como mais uma vitima dos Soviéticos.

          Ele não é parvo. É um demagogo intratável.

          • LGF Lizard diz:

            Bla, blá,blá… whiskas saquetas.
            Desmentir a lista é coisinha que nem tentam….
            A verdade doí…..

        • imbondeiro diz:

          Essa sua lista, ao misturar alhos com bugalhos, é bem o espelho da confusão que lhe reina na cabeça. O que pretende o senhor ao amalgamar casos de efectiva ingerência armada com outros que, nem na mais delirante das imaginações, nem de longe se lhe aproximam? O que faz aí nessa sua lista o “Espanha, 1936-1939”? Quer o senhor dizer que o esforço material e humano da URSS para travar o avanço nazi-fascista da Legião Condor e do Corpo Expedicionário Italiano, que afinaram no terreno espanhol as boas tácticas que viriam a aplicar na II Guerra Mundial, foi algo de criminoso? E esse seu “Japão, 1939”, refere-se ele ao travar das hordas do Exército Imperial Japonês que entravam pelo Leste da URSS por um oficial que, para muito desagrado seu, imagino, gravaria para sempre o seu nome nos anais da história militar, o Marechal Jukov? E essas suas referências à Coreia e ao Vietname, querem elas dizer que os milhões de Coreanos e de Vietnamitas que morreram nas lutas de libertação dos seus países eram, bem vistas as coisas, todos… russos? Vossa excelência confunde-se em metade do que escreve. E, na outra metade do que redige, mostra cristalinamente a sua profunda ignorância. Para que aquilate a extensa “agressão armada” da URSS ao Vietname, deixo-lhe aqui a referência de duas obras, ambas de académicos dos EUA, que mostram, à evidência, a barbaridade da profunda intervenção soviética nesse país: “Ho Chi Minh – A Life”, de William J. Duiker; “Giap – The general who defeated America in Vietnam”, de James A. Warren. Não há tradução portuguesa, mas tal não deve ser obstáculo de maior para um americanófilo de rija cepa como o senhor… Goze muito e… “fiat lux”!… se for possível…
          Todas as nações deste Mundo têm na sua História momentos lamentáveis, mas. para inscrever os EUA indelevelmente nas páginas da infâmia mundial, bastam dois nomes: Hiroshima e Nagasaki. Que o senhor o não perceba diz mais acerca de si do que acerca da realidade que nos envolve. Felizmente.

          • LGF Lizard diz:

            E que tal desmentir a lista? Ou é mentira que a URSS apoiou militarmente a Espanha, a Coréia do Norte e o Vietname do Norte, com homens e material de guerra?
            Se a vossa lista mete todo o tipo de intervenção, é justo que a minha lista inclua também todo o tipo de intervenção.
            A vossa hipocrisia é chamar os americanos de imperialistas por intervir e depois negar que os russos/soviéticos sejam imperialistas quando estes fazem exactamente a mesma coisa.

          • imbondeiro diz:

            Já que o quadradinho do “Responder” não consta no final da sua resposta, vejo-me obrigado a ripostar ao seu comentadeiro dislate dando a impressão de que respondo a mim próprio. Olhe, caríssimo “Lizard”: eu podia perder tempo a tentar explicar-lhe, por escrito, umas quantas coisas. No entanto, não tendo eu já (com muita pena minha…) 16 aninhos, não me assiste já a paciência de outrora, nem, tão pouco, tenho hoje a postura juvenilmente tola de achar que a vida é eterna e de que o seu tempo pode ser futilmente esbanjado com tentativas de mudar, pelo diálogo, minerais mentalidades que nunca mudarão. Acrescente-se que compreendi há um tempinho que o senhor tem a plasticidade e a agudez intelectuais de uma amiba. Só assim se pode enquadrar a pérola sapiental que é esse seu repto para eu desmentir a sua listinha de revisionistas patranhas com botinhas cardadas de fora. Um, perdoe-me o vernáculo, autêntico monte de merda (o seu inteligente repto) culminando um enorme monte de esterco (a sua inteligentíssima e historicamente correctíssima listinha). E eu, meu caríssimo “Lizard”, tenho para mim que o facto de a caca cheirar mal tem nele contida toda uma lição que nos é dada pela Mãe Natureza: não se cheira, não se toca e muito menos se vasculha naquilo que fede.

          • LGF Lizard diz:

            Já se percebeu, caro imbondeiro, que não consegues desmentir a lista pela simples razão que ela é indesmentível. Aconteceu. Qualquer tentativa de revisionismo é inútil.
            Quanto ao quadradinho de responder, pergunte ao dono do site. Talvez ele saiba o porquê. Parece que certas respostas que incomodam são censuradas…
            O seu comentário também não tem o quadradinho de responder.

  11. Gambino diz:

    A tua lista tem imensos problemas…!
    A comparação com a União Soviética é descabida, na medida em que esta só foi fundada em 1917, o que exclui cerca de metade da tua lista de intervenções americanas. Feitas as contas, deve ficar ela por ela.
    Depois, a IIª Guerra Mundial vem na tua lista, o que já por si é verdadeiramente surpreendente, e com o texto “os EUA declaram guerra ao Japão em 8 de dezembro de 1941 e depois a Alemanha e Itália, invadindo o Norte da África, a Ásia e a Europa”. É para rir ou é revisionismo nazi?
    O que dizer da pseudo operação militar para libertar os reféns da embaixada no Irão!!!

    Eu estou muito longe de ser pró-americano, mas parece-me que esta lista é feita por e para meninos de coro.

    • Rafael Fortes diz:

      A lista, com os seus defeitos, foi retirada tal qual está no site original. Mesmo que a lista fosse iniciada em 1917, os EUA nesta lista incompleta “contaria” com 54 intervenções que violam a soberania, e se é verdade que elas não estão discriminadas segundo uma logica politica mas sim uma lógica de intervenção em termos de verdadeiro/ falso, não é menos verdade que a lista não contempla todas as intervenções indirectas na América Latina – para dar um exemplo – através do treino militar e comando de operações das agencias de inteligencia…

      • Gambino diz:

        A lista teria que começar em 1917 e acabar em 1990. Acredita que os resultados não seriam muito diferentes, especialmente se as operações dos aliados na IIª Guerra Mundial, a libertação de reféns e a presença de conselheiros militares forem consideradas violações à soberania. O mesmo argumento pode ser utilizado em relação à União Soviética se, por absurdo, o apoio aos movimentos de libertação africanos for considerado uma violação da soberania, É precisamente isso que a lista faz quando se refere à libertação da França, da Bélgica e da Holanda, ocupadas pelos nazis, como invasões e violações da soberania.A utilização da lógica verdadeiro/falso numa matéria destas é sempre política.

        • Carlos Carapeto diz:

          Movimentos de libertação Africanos, o nome diz tudo. Libertação, porque eram colonizados, e com a preciiosa ajuda dos Soviéticos, conseguiram livrar-se do jugo do Colonialismo Europeu.

          Ou será que algum país Africano colonizava algum canto da Europa?

          A Europa foi ocupada por os Nazis o que é diferente de colonizar.

          E quem deu o corpo ao manifesto na luta contra os nazis na Europa, maioritariamente foram os comunistas.

          Não meta os pés por as mãos.

  12. Um mal não justifica outro! Aposto que se fizerem uma lista para Portugal, aí desde 1128, mais coisa, menos coisa, ela ainda vai ser mais comprida.😀 Pelo mesmo raciocínio, nem Portugal, nem os portugueses se devem manifestar em defesa da soberania ucraniana frente à invasão russa. Tudo defeitos da nossa «inducação» que não ensina certas coisas às pessoas, desde pequeninos. O Rafael tem toda a razão. O que escreveu «serve para denunciar hipócritas».

    • anonimo diz:

      “O que escreveu «serve para denunciar hipócritas».”
      De ambos os lados? Ou, suprema hipocrisia, só há hipócritas de um lado?

    • opassosehcorrupto diz:

      Invasão?qual invasão?Ah!,os fascistas empregaram snipers assassinandos os otários úteis e as forças da ordem democráticas .Sim , foi uma invasão de mercenários e agentes da CIA.Não se esqueçam que a coisa está a aquecer,pq desta vez não se vão estar a cagar no sofás como na Líbia…. e,depois,pode ser que os povos corram com a vossa classe esmagada nas paredes,oh porco!

  13. JgMenos diz:

    A Metrópole russa avança na mobilização dos seus colonos que maioritáriamente se sentem ligados à Mãe-Pátria!
    É o troco do Kosovo e um hino aos nacionalismos…a prazo vai dar merda!

    • Carlos Carapeto diz:

      Consegues dizer quem são e onde stão esses colonos Russos?

      Não sabes que vivem mais ucranianos na Russia, que Russos na Ucrânia?

  14. Nascimento diz:

    Resumindo e baralhando: Bem podem limpar todos as manitas á parede.
    A verdade é que são estrumeira.O resto é treta.Quanto se trata de massacrar…

  15. LGF Lizard diz:

    É engraçado ver a repulsa e o ódio que os comunistas sentem pelos nazis…. coisa que não acontece quando negoceiam e partilham a Europa entre eles.
    Aí são muito amiguinhos… a ocupar e a saquear os outros.

    • Carlos Carapeto diz:

      Os comunistas são quem tem mais razão para odiar os nazis. Porque foram as maiores vitimas. Os Soviéticos em particular

      Que partilha da Europa ?

      Referes-te ao tratado de Munique assinado em 29/09/1938 ?

      Ou a isto:

      http://es.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADnea_Curzon

      Talvez aqui explique melhor?

      http://www.mariosousa.se/Tratadodenaoagressao.html

      Fala-me da Ucrânia.

      O que era a Ucrânia em 1991?

      Qual era o nível de desenvolvimento, economico, social e tecnologico?

      O que é a Ucrânia passados vinte anos?

      Quem foi que levou o país à desgraça que se encontra?

      Saquear quem? Quantas empresas (multinacionais) tinha a URSS a operarar fora das suas fronteiras?

      • LGF Lizard diz:

        Pacto de Não-Agressão assinado entre a Alemanha e a URSS, com o anexo secreto que dividia a Europa oriental. A invasão soviética da Polónia, Estónia, Lituânia, Finlândia, e Roménia é baseada nessa partilha da Europa.
        Deveria saber esta pequena lição de História. Basta de revisionismos!

  16. imbondeiro diz:

    É extremamente interessante analisar o que por aqui se vai escrevendo. Ele há de tudo: desde as bocas acéfalas dos fascistas escondidos com botas cardadas de fora, até às inteligentes pícaras posturas a la “Lazarilho de Tormes” na sua versão tuga, muito menos literata e muito mais grunha, do “eu-só-cá-vim-ver-a-bola-e-cá-para-mim-estes-gajos-são-todos-iguais-(e-eu-é-que-sou-bom). Pois… É este o lindíssimo resultado de anos e anos de alienação e de ignorância militantes. Quando se acha tudo igual, qualquer opção é irrelevante. Se qualquer opção é irrelevante, de nada nos serve a inteligência e o livre-arbitrio e o melhor será dar férias perpétuas a esse órgão que se tornou um peso morto – o cérebro. Afinal de contas, se nos comportamos como criancinhas de colo cuja memória e conhecimento não recuam aquém das últimas 24 horas, o que nos interessa verdadeiramente é o mamar do sustento do tenro corpinho e não o treino do intelecto e o seu efectivo uso. É claro que pode dar-se o caso desagradável de termos um despertar apocalíptico do nosso pueril e descansadinho soninho: é que, na Ucrânia, existem actualmente 24 centrais nucleares iguaizinhas àquela de Chernobyl. Mas isso nada tem connosco, pois não? Elas ficam lá tão longe… Pois…

  17. Censurado diz:

    Após Hitler ter entrado em Paris recebeu um telegrama de felicitações… de Estaline.

    • Carlos Carapeto diz:

      Foram jantar juntos os dois nessa noite.

    • imbondeiro diz:

      Pois… Parafraseando, com a devida vénia, o caro Carlos Carapeto, parece que o Adolfo e o Zé foram jantar juntos nessa mesmíssima noite, mas o bom do Adolfo só depois de Estalinegrado é que se apercebeu de que as velinhas e a música de balalaika durante o jantarinho (um ambiente cheio de romantismo sugerido pelo camarada Zé…) traziam água no bico. A assadura foi de tal ordem, que o desgraçado do Adolfo só se livrou das excruciantes dores quando estoirou os javardos miolos a tiro de Walther PPK, já o Exército Vermelho se chegava ao seu “bunker” para lhe entregar, em mão, um lindo “bouquet” de rosas enviado pelo camarada Zé em agradecida memória do parisiense jantarinho.
      Já agora, a talho de foice, visto que o caro senhor tem tão boa memória, e juntando o útil de não termos de nos deslocar ao agradável de ficarmos cá pelo rectângulo (coisa que, como sabe, não calha em sorte a muita gente nos dias que vão correndo) não quer ter a gentileza de me relembrar qual foi o único país da Europa que pôs a bandeira a meia-haste quando se deu o passamento do filantropo austríaco? Tenho a vaga ideia que o seu nome começa por P e de que o apelido do cavalheiro que punha e dispunha na altura começava por S…

  18. rickvillaz diz:

    Pedro Salazar…kkk

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