O meu testemunho pessoal: fui praxado, praxei. Hoje sou anti-praxe.

Curiosamente, conheci a praxe como caloiro em 3 universidades diferentes.

Aveiro

Entrei na Universidade do Porto. Mas, nessa altura, as admissões não saiam online: eram afixadas num pavilhão da minha cidade-natal, Aveiro, onde grupos de trajados se acotovelavam para perceber se xs caloirxs encontravam os seus nomes nas listas, prontos a praxar – perdão: a fazer a faina, como lhe chamam, roubando a expressão a tão nobre arte aveirense.

Quando dei por mim, uma simpática “veterana” estava a pintar-me a cara com dizeres homofóbicos e a encher-me de farinha, sempre de sorriso na cara – eu feliz por ter entrado e, por isso, ter direito ao ritual; ela porque certamente não tinha mais nada de interessante para fazer na sua vida pessoal e naquele local havia muitx caloirx ignorante de que, segundo os códigos de praxe/faina/trote/bla, não podiam ser praxadxs por quem não fosse do seu curso e universidade.

A minha ansiedade e até algum medo misturavam-se com a excitação, que começou a decrescer quando fui levado com um grupo de caloirxs para a entrada de um centro comercial, colocado em roda e informado que teríamos que passar um pau de boca em boca, que ia ficando cada vez mais pequeno: nisto, uma caloira começa a chorar por não se sentir à vontade com o múltiplo contacto bocal e, após muita coacção, acabou por conseguir sair da roda. Tudo aquilo me fez pouco sentido. Enquanto nos diziam que não podíamos ser maricas, forçavam-nos a tocar com as bocas uns nos outros… Parecia mais uma actividade de pré-adolescentes hormonados do que um ritual de quem está para entrar na vida adulta. E, no geral, pareceu-me mais negativo do que positivo mas quis pensar que o problema fosse meu e que tivesse que fazer o esforço de me “integrar” – se toda a gente o fazia, talvez fosse eu quem estivesse a ver pela perspectiva errada…

550

Porto

Chegado ao Porto, decido voluntariar-me para ser praxado, porque mais nenhuma actividade de integração existia e, ao fim de alguns dias a deambular sozinho pela faculdade, pensei que pudesse tirar algum partido social da dita “tradição” (que no Porto nunca o foi) – até porque integrar-me no contexto de sala de aula era muito difícil, já que quase ninguém comparecia às mesmas no início do semestre, a fim de estarem presentes nos rituais de praxe.

Achei-a uma seca. Repetitiva e com falta de imaginação. Não me deixavam conversar com xs restantes caloirxs, nem olhar-lhes nos olhos. Porque éramos do curso de História fomos obrigadxs a saber de cor e salteado, repetindo, repetindo, repetindo (o quanto eu me lembrei da minha professora da primária, autoritária e que discriminava xs mais pobres, que se gabava de continuar a usar os mesmos métodos que seguia antes do 25 de Abril) as insígnias, as supostas origens históricas da praxe, canções a favor do curso e contra os outros, cantilenas sexistas, racistas e, sempre, vincadamente homofóbicas (por exemplo, o caloiro com traços mais femininos era sempre obrigado a colocar acessórios e roupas “de mulher” e a fazer performances em que insultava tanto as mulheres como os homens gay), outras peripécias pseudo-históricas e muitas outras inutilidades sobre a praxe. E eu questionava-me, afinal, onde estava a prometida integração se não podíamos sequer conversar e éramos repreendidxs  e humilhadxs apenas por nos olharmos? E lá repetíamos, repetíamos, repetíamos as inutilidades enquanto faltávamos às aulas.

foto98

Mas havia mais: como tinha sido o ano do atentado às torres gémeas, não nos faltaram “ataques aéreos” em que nos coagiam a atirar-nos com a máxima força de joelhos contra a gravilha, a calçada ou a lama, consoante os sítios por onde íamos passando. Uma ou outra vez foi apenas contra a relva (os novos teóricos pro-praxe dir-me-ão que só quando nos mandavam atirar na relva fofinha é que era praxe, das outras vezes todas foi abuso)…

Uma vez, quando já tínhamos passado mais de 10 minutos de cócoras a mando dxs trajantes, decido sentar-me por já não aguentar mais a dor nas costas. Qual não é o meu espanto quando são xs caloirxs que começam a exigir que me voltasse a acocorar, talvez porque imaginaram que pagariam todxs pela minha insolência ou simplesmente por já estarem transormadxs em escravos-felizes-empossados-de-capatazes, logo fazendo queixinhas aos morcegos que nos praxavam. Decidi que não estava para aturar mais aquilo e abandonei a praxe no final dessa tarde, à qual nunca mais compareci. Ninguém “da praxe” me coagiu nos dias seguintes mas também nunca mais me falaram. Hoje agradeço-lhes isso.

01PRAXIS_still-01_

Ainda no Porto, assisti, à noite, ao frio e à chuva, a um grupo de caloiros obrigados a despir-se da cintura para baixo, a rebolar no chão e depois uns nos outros. Dois que se recusaram levaram pancada de colher de pau na cabeça e foram destratados com todas as expressões homofóbicas que possam imaginar. Eu e amigxs tentámos impedir e fomos ameaçadxs. Insistimos e os trajantes começaram a incitar os caloiros para nos agredirem. Ameaçámos chamar a polícia e só quando já estávamos a preparar-nos para usar os telemóveis é que decidiram parar ou, pelo menos, mudar de sítio.

Coimbra

Por motivos (talvez) não ligados à praxe, mas em que a minha (des)integração com as pessoas do curso teve alguma influência, decido mudar de licenciatura. E vou para Coimbra: em Relações Internacionais, na Faculdade de Economia, não vi sinais de praxe (vim a saber que apenas se tinham realizado as chamadas “aulas fantasma” desde os 2 anos anteriores e “distribuição” de caloirxs por padrinhos/madrinhas) mas tive que fugir a várias tentativas de praxistas doutros cursos, nomeadamente de Economia, que teimavam em mostrar a sua suposta superioridade por frequentarem o curso mais antigo daquela faculdade, não olhando a meios para coagir – no bar da faculdade, por exemplo – caloirxs de outros cursos para frequentar a sua praxe. Numa das vezes, os caloiros que estavam comigo acederam à insistência e eu decidi experimentar ir também. Fomos levados até aos jardins, ladeados de uns quantos doutores. Ao fim de poucos minutos, ao ver um caloiro ser humilhado e porque já me doíam os joelhos de estar de quatro, fui percebendo que aqueles métodos ainda eram mais primitivos e desprovidos de imaginação do que no meu curso anterior. Decidi sair, sem avisar ninguém. Ao verem-me sair, foi curioso perceber que começaram a entoar uma lenga-lenga contra Relações Internacionais, instigando um caloiro meu colega a cantar contra o curso que ele próprio frequentava.

Chegado ao terceiro ano (primeiro em que se pode praxar em Coimbra), eu trajei. Xs avós quiseram pagar-me o traje, cheixs de orgulho pelo neto que conseguira aceder à universidade. Nunca trajei pelos rituais de praxe mas pelo significado que quis crer ter o traje de Coimbra: de solidariedade (quando o Estado Novo se recusou a assistir os ribatejanos nas grandes cheias de 69, centenas de estudantes – a maioria trajados – acorreram a ajudar), de contestação anti-fascista (crise académica de 69) e promotor da igualdade entre classes – porque ninguém se destacaria pelo que veste (agora discordo desta ideia porque o traje é caro, nem todxs xs estudantes o podem comprar, e porque cria diferenciação face a quem não pode ir à universidade). Para mim, e para a maioria dxs colegas de curso, trajar não era praxe: usávamo-lo apenas nas festas e jantares académicos e era quente, o que em Coimbra no inverno dava jeito.

Rapidamente percebi que a praxe em Coimbra é realmente diferente da dos outros locais: está por todo o lado, dura o ano todo, tem regras mais estritas (umas melhores e outras péssimas), mais pessoas a cumpri-las (nomeadamente as mulheres, que não podiam usar maquiagem nem acessórios – mas os homens [e mulheres, vá, que a gente deixa porque também quer usar] usavam óculos de sol).

Se, por um lado, na minha faculdade, nunca vi ninguém a ser sujx nem sequer a ser pintadx na cara (como tinha visto, por exemplo, em Aveiro – onde as tripas de peixe são “o must”), nem homens a praxar mulheres (o contrário acontecia por vezes), por outro, vi trupes que cortavam cabelos de caloiros e lhes batiam nos dedos das mãos até ficarem negras, só porque tinham saído à noite para se divertirem no seu primeiro ano de alguma liberdade fora de casa dos pais. Grupos desta gentalha moviam-se como bandos sombrios de morcegos pelas vielas da Alta de Coimbra, sempre seguindo estritamente o código da praxe, incluindo as torturas e estratégias de desconstrução identitárias – métodos estudados, aplicados e replicados em várias prisões políticas, desde a idade média até aos dias de hoje, nas piores ditaduras a subsistir no mundo.

A determinado momento, o Conselho de Veteranos decide emitir uma nova regra ou voltar a fazer vigorar uma (já não me recordo exactamente), dizendo que as mulheres tinham que parar de usar o colete do traje, o que, para além de ser em si discriminatório e sexista, fazia-me sempre pensar que a ideia era, apenas e só, a de que os seios das meninas-doutoras de 19-20 anos pudessem ficar mais à mostra, para deleite dos sebosos veteranos e duxes de 30 e muitos ou mais de 40 anos.

dux

Voltando um pouco atrás, eis que começa o meu terceiro ano lectivo. Tinha, na altura, a perspectiva que vejo muitas das pessoas actualmente a defender (naif, permitam-me dizer-vos): era contra os ditos abusos mas a propaganda pró-praxe era tão forte e hegemónica que eu dava o benefício da dúvida e achei que fosse possível fazer praxe boa, em vez de praxe má. Também com esta perspectiva os meus colegas de turma decidiram fazer praxe “a sério” “mas da boa” pela primeira vez no curso de Relações Internacionais, aproveitando uma recepção axs caloirxs organizada pela própria faculdade, desviando a seguir os caloiros para a dita praxe.

Tínhamos acordado que faríamos uma espécie de festival da canção, ensinaríamos a “tradição” – incluindo cânticos e dizeres acabados de inventar -, e faríamos uma espécie de jogo de estafetas. Eu inicialmente até fiz de cicerone, fazendo uma visita guiada aos vários pisos da faculdade, explicando onde eram os serviços e outras utilidades. Tudo decorria de forma “aparentemente” inócua. Mas, no início do tal festival, xs caloirxs, tímidxs e com a mesma imaginação que nós para aquelas andanças (nenhuma, portanto), não quiseram cantar. E ninguém dos trajados se predispôs a obriga-los. Não nos impusemos, sugeríamos apenas. Não nos quisemos colocar em poses autoritárias, nunca impedimos caloirxs de nos olhar directamente nem entre si: aquilo era, afinal, suposto ser só uma brincadeira. E, como tal, xs caloirxs sentiram-se no direito de não cantar. Não era, portanto, praxe – das que resultam, porque implicam sempre coacção –  e, por isso, não estava a funcionar.

De repente aparece uma “veterana” (expressão que, em Coimbra, significa ter mais matrículas do que os anos regulares do curso). Não trajada, exige que uma capa lhe fosse colocada aos ombros e começa aos berros, louca furiosa, obrigando xs caloirxs a olhar para o chão, a colocar-se de joelhos e dizendo que a partir dali tinham que nos obedecer. Nós nem soubemos bem o que dizer, não era nada daquilo que tínhamos pensado. Antes dela aparecer já equacionávamos até acabar ali o ritual e ir simplesmente beber copos. Mas ela estava indignada com tanta liberdade: vociferava contra xs caloirxs, contra xs doutorxs, contra o mundo que não se lhe submetia e isso era o sacrilégio mais herético de todo o sempre, para a praxe, para a tradição, para a honra das gerações passadas e vindouras. Xs caloirxs começavam a ficar assustadxs, as suas expressões passaram rapidamente do gozo connosco, a uma certa incredulidade, depois ao medo, e algunxs estavam prontxs a submeter-se à superior hierárquica.

dsc00220

Eu decidi sabotar! Vim por trás dxs caloirxs dizendo-lhes para recusarem as ordens. Elxs enfrentaram-na. Ela olhou xs restantes doutorxs em busca de apoio mas, como ninguém a seguiu na senda autoritária, insultou-nos ainda mais e foi-se embora, ainda a esbracejar, em raiva porque não pôde aliviar as suas frustrações-do-dia naquilo que lhe pareceram ser alvos fáceis, preparados previamente por outrxs para se lhe subjugarem. A praxe terminou ali e fomos beber copos.

Nunca mais praxei nem, que eu saiba, ninguém da minha turma o fez!

Porque me deixei praxar em 3 sítios diferentes?

Podeis estar a pensar legitimamente que me custou a aprender: iludi-me em Aveiro, desiludi-me no Porto, quis-me iludir novamente pelo ambiente hegemónico da praxe em Coimbra… Mas foi mais do que isto:

Quem me conhece sabe que sou e sempre fui uma pessoa de convicções fortes e que se sabe defender. Nunca deixei que me fizessem bullying no secundário ou básico. Porque deixei então que me praxassem? Mesmo que, em todos os casos, tenha sido por pouco tempo e tendo eu sempre recusado fazer coisas que não queria, durante os rituais… Apesar de ter feito coisas que hoje nunca faria (mas quis deixar-me imbuir pelo espírito, experimentar)…

Deixei que me praxassem e praxei uma vez porque era adolescente, pré-adulto e depois um jovem adulto que queria verdadeiramente integrar-se… Sou um ser social. Somos, certo? (E é mesmo um mito que só tenhamos essa necessidade enquanto jovens, apesar de ela ser ainda mais forte quando o somos.) Quando cheguei a Coimbra com 20 anos estava sozinho numa cidade que mal conhecia e onde sentia que tudo girava à volta da praxe. Irracionalmente, era levado a pensar que talvez fosse culpa minha se não me integrasse, se quase toda a gente o fazia daquela forma, se era a norma, eu deveria ser anormal (agora acho que quase toda a gente pensa como eu em vários momentos pensei, e deixam-se ir ficando e humilhando nestes rituais). E qual é x jovem ou adolescente que se quer sentir mais anormal do que já somos todxs? Ser discriminadx pela diferença? Quem gosta de ser impedido de estar num grupo – mesmo que estupidamente humilhado por ele? Num primeiro momento e muitas vezes para a vida, quase ninguém. (ver documentário no link, que confirma esta afirmação)

Se eu soube dizer Não, muitas pessoas (quase todas) que vi não o conseguiram. O medo tolhe-nos. As técnicas de despersonalização aplicadas na praxe e descritas nos seus códigos formais realmente funcionam. Eu, ainda assim, fui um privilegiado: para o Porto tinham ido algunxs amigxs que havia conhecido ainda no secundário e era com elxs que falava à noite do que tinha acontecido durante o dia na praxe – e que me ajudaram a despertar para as barbaridades das actividades a que tinha sido submetido; em Coimbra tinha a proximidade da família, que vivia em Aveiro, onde eu tive que continuar a pernoitar, por motivos económicos, durante toda a licenciatura.

Mas a maioria das pessoas não tem estes “privilégios”, vêm de longe ou estão socialmente isoladas, muitas vezes foram sofrendo humilhações ao longo da vida, pelxs colegas, pelxs professorxs, na família ou na escola ou no clube ou na rua… Foram-se habituando a elas… Nem toda a gente tem a mesma força que eu fui tendo (devia ter tido mais?). Nem têm que ter. Isso de que estamos sozinhos no mundo e temos que reagir a tudo sozinhxs e ser mais fortes do que toda a gente à nossa volta para vingar e, de preferência, passar por cima das outras pessoas para sermos bem sucedidxs, é uma finta do capitalismo neo-liberal para colocar as pessoas, subjugadas pelas elites, umas contra as outras. É cair na armadilha do “dividir para reinar” do darwinismo social.

O ser humano é uma espécie cooperante, colaborativa, e que só chegou ao estágio de civilidade onde nos encontramos porque actuou em parceria para atingir os mais importantes feitos, para conquistar os seus direitos, para se ir libertando dos grilhões da submissão servil. Também é capaz do pior. Mas, se vivemos numa sociedade que queremos moderna, evoluída, civilizada, é normal que tenhamos criado regras de convivência (e que as continuemos a criar) para que não nos andemos a matar, nem a violentar, nem a humilhar, nem a subjugar.

A teoria de que não se pode proibir nada – mesmo as piores atrocidades – porque isso vai contra liberdades e direitos individuais de alguns, ou porque o Estado que cria regras é sempre opressor (mesmo quando a proibição é relativa à possibilidade de anular liberdades de outrem) é o mesmo argumento que usavam os esclavagistas, que acenavam com os seus títulos de propriedade dos escravos exclamando peremptoriamente que lhes estávamos a roubar direitos e liberdades, ao libertar os seus cativos. É um argumento gasto e que não colhe simpatia nem a mim que sou libertário e tenho repulsa quase primária pelas proibições – mas depois respiro fundo, reflicto e Sim, faz sentido respeitarmos a Declaração Universal dos Direitos Humanos e até uma parte considerável da nossa Constituição – tão adulterada do seu espírito socialista inicial mas que conserva e até acrescentou recentemente conceitos de humanidade que considero básicos.

O contrário seria a barbárie, a lei dos que já são mais fortes, o aprofundamento ainda maior do fosso entre as elites e os mais pobres, dos monopólios, do capitalismo selvagem e, no limite (não muito longínquo), do fascismo. E eu luto diariamente para caminharmos no sentido contrário, apesar de sentir que por vezes remo contra a maré!

praxe03

Se o governo nos humilha diariamente – fazendo-nos crer que não temos direito a ter direitos, que não contamos para nada, que não somos ouvidxs nem tidos nem achadxs, tentando-nos reduzir à (des)qualidade de bestas, caloirxs no emprego e na vida – não caiamos na falácia de achar que isso é normal, aplicando-o às nossas relações pessoais e académicas. Fujamos disso. Combatamo-lo! Ao governo e a quem subjuga outras pessoas na sua vida, como na praxe. Saibamos ser conscientes e actuantes. Saibamos ser humanos!

Este testemunho é complementado pelo (e complementa o) meu artigo “Viva! Já criámos as leis anti-praxe!”, publicado na P3 do Público.

dsc00221

* Este artigo foi escrito utilizando o Acordo Queerográfico

Outros testemunhos relatados na imprensa nos últimos anos:

Praxe, polémica e violência, uma história com séculos

Caloiros agredidos em julgamento de praxe

Caloiros «assaltam» banco

Praxe suspensa em Coimbra após agressões a duas alunas

Braga: confrontos entre alunos da Católica e sem-abrigo

Relação de Évora condena praxes violentas

Praxe: Piaget condenado a pagar 38 mil euros a aluna

Cinco anos de prisão para veterano que violou “caloira”

Mãe de estudante morto suspeita que ele foi vítima de praxe

Provado que aluno morreu durante praxe

Praxe amedronta docentes da Universidade do Minho

340x255

Anúncios

Sobre João Labrincha

Agora escrevo no Botequim.info em http://botequim.info/author/jl4br1nch4/
Esta entrada foi publicada em 5dias. ligação permanente.

46 respostas a O meu testemunho pessoal: fui praxado, praxei. Hoje sou anti-praxe.

  1. Argala diz:

    A sério.. não te queres ir embora também?

  2. Zegna diz:

    Sou contra praxes sempre o fui , eu em 1994 NÃO fui praxado eu e outros poucos colegas no FCDEF , resistimos e não obtive-mos frente ……
    Não me identifico com qualquer praxe que exista . Minha filha não entra em PRAXES , porque tenho uma arma , uma pá e um alibi, ok? …….
    Se calhar este vai ser o caminho de muitos pais……chama-se a isto democracia.

    • Rafael Ortega diz:

      E se a tua filha QUISER entrar em praxes.
      Usas a arma, pá e alibi nela?

      Democracia é proibires a miúda de participar se quiser?

      Há com cada parolo…

      • Maria Manuela diz:

        Não era nela, idiota.

      • xoneka diz:

        Rafael Ortega, era escusado o insulto, nunca se deve descer ao nível de quem ameaça outros.
        Quanto ao utilizador Zegna, se calhar a sua filha até se poderá identificar com a praxe da faculdade em que andar, se calhar ela até apanha uma praxe em condições, se calhar ela não será tão agressiva como você parece ser e não ameaça ninguém e também não será ameaçada, se calhar ela até acaba por ser uma óptima praxista…. Agora tirando os “se calhar” de certeza que proibir não resolve nada, se ela quiser ela vai na mesma, ou vai andar 24h por dia atrás dela na faculdade? Se ela não quiser ir é simples, não vai, ela não é obrigatória em lado nenhum.

      • liliana diz:

        Rafael Ortega, come como kiseres e pensa como kiseres k ninguém ker saber do k fazes ou deixas de fazer… cada um é k sabe de si e dos seus

        • Rafael Ortega diz:

          liliana,

          se a filha do Zegna quiser ser praxada e praxar, ele proibe?
          cada um sabe de si já não serve nesse caso?

      • Zegna diz:

        A minha filha nao entra em praxes por vontade dela ou tens duvidas ? As praxes é para gente como tu , os parolos não aceitam praxes como eu , porque acima de tudo respeitam as pessoas e querem respeito , se houver quem não entenda isso os parolos revoltam-se e defendem-se ……como vês os parolos fazem moça……

        • xoneka diz:

          Se ela não entra em praxes por vontade própria não entendo onde está a sua preocupação…
          As praxes não são obrigatórias, só lá está quem lá quer estar.
          Se a praxe é tão má, as pessoas só têm que dizer que não e mais tarde ou mais cedo ela desaparece.

    • Maria G diz:

      Zegna, concordo inteiramente consigo. Também sou contra as praxes, totalmente. Vai sempre dar nisto. E agora andam aqui os praxões, a tentar desculpar as humilhações que provocam.
      Discordo é das restantes suas palavras. Acho que quem é contra, devia organizar “comissões anti-praxes” nas Universidades. Estas serviriam para os praxões , perderem a maior chantagem emocional que fazem, de que se não for-se praxado não se conhece ninguém, e fica-se sozinho. Fartei-me de ouvir isso, e caí eu mesma em algumas praxes.
      Estas comissões organizavam sessões de leitura, idas ao cinema , tertúlias , e outras ideias culturais que já li, para os estudantes se conhecerem, e tirarem o terreno aos praxões e praxonas. Espero que estas comissões culturais anti-praxe vão para a frente.

      • xoneka diz:

        Engraçado que na praxe fiz muitas tertúlias, levaram-nos a ver tunas, criaram grupos de estudo para nos ajudar, levaram-nos a dar passeios pelas zonas históricas do Porto e sempre que havia algum colóquio, convenção ou algo da nossa área de estudo sempre nos avisaram e vinham conosco. Começo a achar que a sua ideia de anti-praxe é muito parecida com a minha ideia de praxe.
        Foi enganada e entrou numa praxe?
        Então tenha cuidado porque se não sabe dizer não, então qualquer pessoa faz de si o que quiser. Sabe onde aprendi isso? Na praxe….
        Enquanto caloiro quem me praxou chegou a dizer barbaridades propositadamente(corrigindo-as a seguir claro) para nós dizermos não… Para até os mais introvertidos aprenderem que não se pode dizer sim a tudo.
        A praxe não é o que as pessoas pintam, pelo menos não é assim em todo o lado e tenho pena que as pessoas generalizem e falem logo como calha com qualquer pessoa que defenda a praxe.

        • Maria G diz:

          Xoneca, a tua defesa das praxes depois da morte de 6 pessoas, depois de imensas imagens de humilhação, não parece coisas normal. Não parece mesmo.
          Para mim quer dizer que há pessoas interessadas EM HUMILHAR alunos. Não me admira porque há gente interessada em explorar laboralmente outros.
          Por isso, todas as ideias para acabar com as praxes, são boas.

          • xoneka diz:

            A igreja católica matou muitos graças á inquisição e ainda hoje em dia se veem muitos mais casos de pedofilia por parte de padres do que qualquer crime relacionado com a praxe. No entanto estou longe de acreditar que toda a igreja é um conjunto de assassinos e pedófilos.
            Há casos pontuais de pessoas ligadas á praxe que cometeram crimes, como há em todo o lado, isso não implica que TODAS as praxes sejam iguais.
            Eu tive uma boa experiência de praxe, tenho pena que nem toda a gente tenha tido uma igual á minha, mas há mais dos que tiveram uma boa experiência do que os que tiveram uma má ou já ninguém aceitaria ficar na praxe.

          • João Labrincha diz:

            queres muito muito muito acreditar nisto, não é? a consciência “fica” mais limpa. mas é mentira! há milhares de pessoas coagidas a estar na praxe, a enorme maioria. só não vê quem não quer ver.

  3. Maria G diz:

    Coação, chantagem emocional, sei lá o que usam para fazer praxes.
    Para estar integrado hoje, para ser explorado amanhã, qual a diferença?
    Não vejo nenhuma. Devia ser proibido, limitado no tempo (2 dias máximo) para evitar disparates, etc.

    • xoneka diz:

      Não é usado nada, as pessoas vão se quiserem….
      Se não quiserem ninguém pode obrigar ninguém a nada e um adulto com capacidade de votar no governante do seu país também sabe se quer ou não estar na praxe.

      • Maria G diz:

        Pelos seus comentários se nota, que há quem tenha interesses em humilhar estudantes, quem tenha interesse em actos de violência, e depois chamam-lhes praxes.
        Usam a coação, a chantagem emocional, e depois dizem que ” vão de livre vontade.”
        Para estar integrado hoje, para ser explorado amanhã, qual a diferença?
        Devia ser proibido.
        O argumento mais usado é de “conhecerem os colegas”, de “Nao estarem sozinhos e sozinhas”, de ser “fácil conhecer raparigas” e outras coisas.
        Os que são contra as praxes, deviam organizar “comissões anti-praxes”, em que se promovesse conhecer colegas, sem usar as praxes.

        • xoneka diz:

          Eu, como muitos praxistas, preferia ser praxado sempre do que praxar.
          Só nisto se nota que não há interesse nenhum em humilhar bem como se nota que não há humilhação, pois se houvesse ninguém queria ser praxado.
          Devia ser proibido porquê?
          Porque há excessos por uma pequena parte?
          Nesse caso deveríamos acabar com a polícia e a política pois há alguns corruptos tanto num sítio como no outro. Deveríamos também acabar com a igreja católica porque também já houve, e vão aparecendo, muitos padres pedófilos.
          Humilhação? Isso é o que vejo na televisão em horário nobre enquanto há vozes a mandar pessoas para uma piscina em pleno inverno e a pores dispositivos a dar choques a pessoas enquanto a apresentadora se ri e chama mariquinhas ás pessoas quando berram de dor e pedem para não lhes darem choques. Mas se calhar até acha isso bem.
          Nunca ninguém me obrigou a nada na praxe, fiz o que quis, nunca obriguei ninguém a nada, só lá esteve quem quis e nunca ninguém foi impedido de sair quando quis.
          O que eu acho que deveria ser proibido era generalizações.
          Já que fala nos meus comentários o que tem a dizer deste : https://5dias.wordpress.com/2014/02/06/o-meu-testemunho-pessoal-fui-praxado-praxei-hoje-sou-anti-praxe/#comment-22232
          Já agora que fala em chantagem emocional, quando entrei para a faculdade não fazia ideia do que era a praxe e inicialmente até vinha com a ideia que passava por humilhação, pois era o que aparecia em todos os jornais, no entanto quando me inscrevi perguntaram-me se queria ser praxado ou não, disseram-me que o que aparecia nos jornais não tinha nada a ver com a realidade mas para eu tirar as minhas conclusões experimentando, se não quisesse experimentar, na boa, até me ajudavam no que fosse preciso na mesma, também me disseram que independentemente de ir á praxe ou não o traje era académico e que nada me impedia de usa-lo.
          Se isto é algum tipo de chantagem emocional deve ser de algum tipo especial do qual nunca ouvi falar.

          • Maria G diz:

            Bla bla bla. Tá tudo farto das desculpas dos praxões, das suas ameaças emocionais, das coações a maior de todas a que quem não aderir e não for praxado fica sem amigos. Espero que as comissões anti-praxes tenham sucesso. Que as ideias que tenham e não envolvam praxes tenham SUCESSO.
            Detesto praxes cada vez mais. A sua teimosia só me faz pensar que são mesmo horrorosas. E serão sempre.

          • Rafael Ortega diz:

            “a maior de todas a que quem não aderir e não for praxado fica sem amigos”

            repete tudo o que ouve ou é só burrinha?
            conheço n pessoas que não foram praxadas e que nem por isso deixaram de fazer amigos na Universidade.
            Mas é confortável acreditar que quem vai às praxes vai por alguma espécie de medo.
            Deve ser tramado baterem com o nariz no muro e perceberem que quem não quer pode ir embora e nada lhe acontece.

        • Rafael Ortega diz:

          “Devia ser proibido.”

          Vamos lá proibir tudo o que não se gosta.
          Eu não gosto de moelas. Vamos proibir as moelas.

  4. xoneka diz:

    Meu caro, fui praxado e praxei no Porto e pessoalmente já não me chego perto de nenhuma praxe há uns 2 anos, no entanto conheço uma boa parte dos caloiros e alunos do segundo ano do meu curso e nunca estive em nenhuma praxe com nenhum deles, aliás só sei que alguns andam na praxe porque ás vezes eles saem das zonas comuns da faculdade para ir para a praxe, mas só vão quando não estão a estudar, a única coisa que os vi prescindir para irem para a praxe foi jogos de cartas ou jogos de computador. Eu não sei como foi a sua passagem no Porto mas deve ter escolhido um curso muito chato para ninguém ir ás aulas.
    No meu curso ninguém falta a uma aula que seja por causa da praxe, pelo contrário, os próprios praxistas tiveram iniciativas de criar aulas de apoio para os alunos do primeiro ano que mais tarde tiveram anti-praxe a juntarem-se a dar essas aulas e nunca ninguém foi proibido de aparecer nessas aulas, tanto praxistas como anti-praxe iam a essas aulas tirar dúvidas e pedir ajuda nos trabalhos.
    Falando agora nos meus tempos de praxe, nunca fiz nada que não quisesse fazer, nunca me despi nem andei a rebolar semi despido… Para além disso nunca ninguém me mandou com uma colher de pau em lado nenhum… Enquanto caloiro nunca vi ninguém magoar-se nem andar ao frio, muito pelo contrário, sempre se preocuparam se estávamos bem.

    Já agora tenho a dizer que foi cúmplice de um crime, se viu alguém a bater em alguém com colheres de pau e só ameaçou chamar a polícia, o senhor foi cúmplice do crime deles pois assistiu a um crime e não chamou as autoridades competentes, é tão culpado como eles.
    A não ser que esta história seja uma invenção… É que é muito estúpido alguém levar porrada, ter testemunhas e não se ir queixar logo á polícia…. Só há duas hipóteses, ou gostou de levar porrada ou esta história é inventada.

    • João Labrincha diz:

      és triste e não leste o artigo até ao fim, porque se tivesses lido tinhas a resposta às tuas perguntas. se tu não assististe a coisas assim, tiveste sorte. mas pela forma retorcida como escreves só posso crer que mentes. mas ainda assim, se assistires ao documentário práxis verás que o que relato nem sequer é do mais grave que há na praxe. até porque já morreu gente, comprovadamente por causa da mesma (ver links).
      tu, cúmplice pela negação destes crimes, acusares-me de mentir e/ou de não ter tomado providências para terminar com aquela barbárie – coisa que fiz e mesmo que tivesse chegado a chamar polícia eles já tinham fugido e eu obviamente não sabia o nome de ninguém para os acusar, é só mesquinho e abjecto. e demonstra bem a mentalidade boçal dos praxistas como tu.

      • xoneka diz:

        Eu não disse que mentiu, e peço-lhe que me mostre a afirmação que fiz quanto a isso.
        Eu disse que era estúpido alguém levar porrada(os estudantes que diz terem levado porrada), ter testemunhas(você) e não se ter ido queixar á polícia. O senhor poderia até não conhecer quem eram mas quem estava a ser maltratado decerto sabia. Mas claro que para se defender tinha que distorcer o que disse.
        Agora pergunto eu, porque é que não saíram de lá? Porque se deixaram ser maltratados? Porque é que, após verem pessoas a assistir que os podiam ajudar a sair dali e ir a uma esquadra ou telefonar á polícia, não saíram de lá?
        Essa história está muito mal contada.

        Já agora, eu não o conheço de lado nenhum, daí não o tratar na segunda pessoa do singular nem o acusei de nada que não dissesse que tinha feito, era escusado acusar-me de eu ser cúmplice de algo que nunca assisti, algo que nunca se passou onde fui praxado e praxei enquanto por lá andei e que saiba também não aconteceu depois de deixar de praxar.
        Após toda esta agressividade e tratamento na segunda pessoa do singular para com alguém que não conhece vinda da sua escrita sou eu que posso dizer que acabou de demonstrar bem a sua boçalidade. Tenho pena que uma pessoa que fala assim com os demais tenha coragem para generalizar toda a praxe.

        • João Labrincha diz:

          1- compreendo que gostes de exigir que te tratem como doutor, é da praxe. mas eu trato toda a gente como igual, por tu. não gostas, vai queixar-te ao tribunal de praxe
          2- é ignóbil continuares a dizer que não disseste que menti ao mesmo tempo que dizes que contei mal a história. o que mais será preciso para encarares a evidência da tua contradição? um desenho?

  5. Rafael Ortega diz:

    “Apesar de ter feito coisas que hoje nunca faria (mas quis deixar-me imbuir pelo espírito, experimentar)…”

    Então deixa os outros experimentar, pá!
    Sempre com o fascismo na boca e depois queres proibir só porque não gostaste?

    Se calhar implicaram contigo por xcreverex à pita.

    • A Pita diz:

      ortega sua mula, se não sabes o que é o acordo queerográfico não venhas mandar postas de pescada dessas 😉 . e olha que esse acordo não me agrada, mas comentários despropositados e sexistas como o teu também não 😀

      • Rafael Ortega diz:

        “ortega sua mula, se não sabes o que é o acordo queerográfico”

        Pita, sua mula da estrebaria do lado, sei o que é. Só acho estúpido.

    • João Labrincha diz:

      obrigado por vires aqui confirmar tudo o que digo no artigo, com esse teu comportamento praxista, homofóbico, machista, insultuoso e humilhador. tudo numa só frase. parabéns!

    • Tatiana diz:

      Se fosses inteligente Rafael, vias que o texto foi escrito com um determinado acordo ortográfico (escolhido pelo autor)!! mas como só lês oa que te interessa não tens a minima ideia do que se trata…;)

      Estou completamente de acordo com este texto! muito bom… Compareci a praxe na 1º manhã do 1º dia, a partir daí, nunca mais!

  6. Joao Pereira diz:

    Que imbecilidade de história. Tirei uma licenciatura e um mestrado ambos em universidades públicas. Fui às praxes no primeiro dia de licenciatura .. foi engraçado, conheci uns tipos que depois fizeram comigo o curso de direito .. bebi uns copos e fui-me embora. Não voltei a falar com a malta das capas pretas .. regra geral eram uns campónios afiliados ao PCP .. não acrescentavam nada. Nunca ninguém me coagiu a nada. Vai quem quer. Se alguém não tem estrutura mental para dizer que não a um idiota com uma capa que nos diz para fazer flexões em pino ao mesmo tempo que se chafurda com a cara na lama, sinceramente também não tem estrutura mental para estar na faculdade e tem de rapidamente voltar para o secundário.

    Proibir praxes é meio caminho andado para elas se tornarem numa espécie de ritual secreto, 10x mais violento e perigoso.

    • liliana diz:

      Já existem praxes secretas, daí ter acontecido o k aconteceu, e quantas vezes acontece e não vem a público… não é de hoje k isso acontece, há sempre uns canalhas k levam tudo por maus caminhos….

      • Joao Pereira diz:

        Concordo. Hoje existem “algumas” praxes secretas .. a situação sinistra do Meco é disso bom exemplo. Se forem proibidas passam a ser todas secretas. Não é bom.

        • jeronimo diz:

          Se forem proibidas passam a ser todas secretas? Passa é a haver muito menos praxes, principalmente das humilhantes e violentas, pois se forem apanhados vão pagar na justiça.

          • Rafael Ortega diz:

            Sim, na América dos anos 20 se fosse proibido beber as pessoas também iam deixar, não é?

          • xoneka diz:

            Não se pode proibir as pessoas de se juntarem a fazerem o que bem lhes apetece, visto que na praxe não se pode obrigar ninguém a fazer nada. Se obrigassem a fazer fosse o que fosse, eu deduzo que um adulto, como todas as pessoas que entram na universidade são(que por sua parte estão contidas no grupo de pessoas com capacidade de escolha do seu próprio governante), saberia dizer não na hora e no caso de insistência saberia ir queixar-se ás autoridades competentes.
            Querer acabar com as praxes é querer acabar com a liberdade das pessoas de fazerem parte dela e isso é inconstitucional. Mais uma vez reforço que só está na praxe quem quer, se fosse obrigatória eu concordava logo em acabar com a obrigação pois sou completamente contra obrigarem as pessoas seja ao que for, exactamente por isso é que sou contra obrigarem as pessoas a acabarem com a praxe.

    • Tiago diz:

      Estava a ver que o patrão andava distraído e ninguém falava do PCP!

  7. Nuno Bettencourt diz:

    a tua história é a de muitos, incluindo a minha. A praxe é uma idiotice, e serve bem o propósito de uns quantos manterem um estatuto de superioridade por cinco anos. Bem, a besta de Coimbra já lá anda há pelo menos 20… A pergunta é básica: alguém para fazer amigos verdadeiros precisa de praxe? Alguém foi praxado quando entrou na primária? Alguém foi praxado quando entrou no secundário? Então porque carga de água esta asneirada da praxe na universidade? Começo a concordar com alguns que defendem que há realmente alguns que ganham com este “recrutamento”… as associações académicas e os seus obscuros dirigentes precisam de carneiros mansos bebedos e a gastarem o dinheiro dos papás… para alguns meterem esse dinheiro ao bolso…

  8. Ricardo diz:

    Parabéns pelo artigo, eu também já fui praxado (FEUP – Universidade do Porto), não gostei mas na altura por medo e também por ingenuidade acabei por alinhar numa coisa que para mim não parecia ter sentido nenhum e não era agradável. Quando deixei de ser caloiro pensei em seguir a minha vida normal de estudante e tentar esquecer os momentos passados mas depois acabamos sempre por dar de caras com aqueles rituais no inicio do ano e ao me deparar novamente com jovens que estavam na mesma situação em que eu já tinha estado, achei por bem que teria de fazer qualquer coisa e tornei-me um activista anti-praxe. Fico satisfeito por ver que continuam a existir pessoas que sentem empatia e não se deixam embrutecer pela maioria.

  9. Zegna diz:

    As praxes é para gente otária , gente com falta de personalidade ou gente cobarde. Fui sempre lutador pelos meus principios nao fiz praxe e sou totalmente contra praxes , sempre passei este pensamento durante os meu anos de faculdade aos outros estudantes , na faculdade nunca andei em rebanhos e muito menos a seguir pastores , andei sempre nas festas e nunca me impediram de nada , Esses “duxs”e “doutores” para mim e para outros eram invisiveis . A parvonia que se encontra em algumas universidades é o resultado da nossa sociedade que hoje encontramos , uma sociedade sem valores e sem etica .

    • xoneka diz:

      “andei sempre nas festas e nunca me impediram de nada , Esses “duxs”e “doutores” para mim e para outros eram invisiveis ”
      Exactamente, tem toda a razão.
      Com isto acabou de dar razão a toda a toda a gente que diz que ninguém obriga ninguém a lá estar e que estar ou não estar na praxe não afecta em nada ninguém.
      Logo não entendo o porquê de haver quem queira acabar com algo que passa ao lado de quem lá não quer estar.
      Mais uma vez repito são pessoas com poder de voto no seu governante que decidiram lá estar, não há crianças na praxe, só há pessoas adultas que viram como era e lá quiseram estar.
      Espero que qualquer pessoa que não concorde com a praxe simplesmente não se junte em vez de se comportarem como xenófobos.

      • João Labrincha diz:

        é mesmo negar o óbvio… a praxe é baseada na coacção! toda a gente já percebeu isso menos um grupo restrito de praxantes que continuam a colocar as suas palas para dormirem melhor de noite. nem as tragédias e mortes lhes abrirão os olhos?

  10. Pingback: Vigília na Lusófona pelo princípio do fim das praxes académicas | cinco dias

  11. Patty diz:

    mas sera que ainda ninguem daqui viu o relatorio da policia assim como não foi praxe a tragédia no meco?
    pois, isso a televisão não mostra. deixam-se enrolar pelo que os jornalistas vendem e acreditam em tudo..

Os comentários estão fechados.