Ninguém pára estes administradores de sucesso


Este sábado o meu artigo no i foi escrito a partir das declarações à RTP de José Clemente, director do Serviço Urgência na Hospital Garcia de Orta EPE. Entretanto, foram-me chegando outras curiosidades deste hospital de sucesso.
Joaquim Daniel Lopes Ferro, licenciado em Direito – mas com uma habilidade para administração hospitalar nata que lhe permitiu ingressar imediatamente no meio dos hospitais sendo empossado como administrador responsável pelo serviço de pessoal e pela área de gestão de doentes no Hospital de Pulido Valente (segundo este curriculum online) – é o actual Presidente do Conselho de Administração, substituindo um ex-deputado do PS demitido. Mas Daniel Ferro não administra apenas hospitais, também opina publicamente sobre as políticas na área da saúde em total sintonia com o governo – dizendo, por exemplo, que não é necessário o novo Hospital do Seixal – como presta/prestou assessoria a entidades privadas como o Grupo Português de Saúde, desse universo fantástico que foi o BPN.
Mas a coisa, não fica por aqui. Ainda há dois anos, o PCP local denunciava que o próprio havia emitido uma nota interna para os serviços a dar orientações para que fossem dadas 17 altas por dia. Fica a dúvida a quantas altas diárias estarão os médicos do Garcia da Orta obrigados, actualmente?

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13 respostas a Ninguém pára estes administradores de sucesso

  1. JgMenos diz:

    Todos os condimentos essenciais da crónica de sacanagem: frases soltas, ligações perigosas e corrupção política.

    • De diz:

      Todos os condimentos essenciais da crónica da sacanagem: ligações perigosas, corrupção política.
      Eis o panorama da governação da direita e da extrema-direita em Portugal.
      (Menos nem se atreve a desmentir tal.Apenas tenta da forma sublimiar falar em “frases soltas” num processo que tem tanto de desculpabilização de colega de rumo,como de cobardia).

      • JgMenos diz:

        Sabes alguma coisa do que seja a Direita?
        Não tenhas a ridícula pretensão que se resume a não adoptar o léxico dos esquerdalhos!
        PS: quando nada de consequente se diz, nada há a desmentir.

        • De diz:

          Eis o panorama de Menos:
          -Alccolizado ou pensando que está a falar como falava com os colonizados lá em África?
          (Resta uma hipótese que ficará para depois)
          – O desmentido de Menos resume-se a uma palavra de ordem, coom que tenta proteger o “amigo”. O coitado nem se apercebe que o texto do Tiago é duma clareza notável.O coitado nem consegue defender os pulhas nomeados para o efeito para fazerem o trabalho de pulhas.O curiculum dum dos seus deve deixá-lo à beira de um ataque de desvelo oficioso.Os piegas para Menos são todos os que trabalham, enquanto os serventuários do regime são merecedores de todo o carinho.

        • De diz:

          Mas o que entende um indivíduo de direita (já lá vamos) por “não consequente”?
          Tudo o que ponha em causa o perfil sinistro, anti-democrático e desumano dessa mesma direita.
          Como por exemplo:
          -“Utentes desesperam nas urgências do Hospital Garcia de Orta”
          -À frente do S Urgências de tal hospital está um tipo que, e vou citar o Tiago:”o caos que se vivia nas urgências do hospital que dirige não se devia a uma ruptura decorrente dos cortes que o governo impôs. Instado a aventar causas para o problema, o director do serviço acossado culpou os velhos por se sentirem doentes e os jovens médicos por demorarem muito tempo com os doentes. Disse-o certamente por outras palavras, temperadas por um bom lugar de remuneração acrescida, mas foi este o sentido da sua intervenção. Curiosamente (ou talvez não) a entrevista depois de ser muito partilhada nas redes sociais saiu dos arquivo online da RTP.”
          -O presidente do conselho de administração do mesmo hospital é um caso típico de um boy da direita dos interesses.Saído de um universo dos aldrabões de feira, pago a peso de ouro para fazer o “serviço” à custa da saúde das pessoas, tem também outra particularidade que deixa feliz o Menos As suas relações com os negócios privados da saúde.Só por isso Menos teria que vir à liça defendê-lo naquele estilo de propagandista do regime.
          Porque é bom não esquecer que este boy de serviço queria 17 altas por dia. Não era o estado de saúde dos doentes que o incomodava.Era a limpeza das enfermarias e os números a apresentar aos chefes. O “serviço” é para mostrar, custe o que custar.
          Também os capos de outrora faziam tudo mas mesmo tudo para apresentar uma boa folha serviçal

          • JgMenos diz:

            Se a estupidez pagasse imposto, o défice já era!
            A cena das urgências:
            Se for à urgência com uma unha encravada o tempo que lá vou estar depende seguramente do nº de casos urgentes que lá apareçam; podem ser horas ou dias. Mas a cretinice dominante quer saber nada de casos, quer saber de estatísticas para sustentar que ” a direita está a destruir o SNS”: Quando fui a uma urgência ultrapassei uma rapariga que ‘há três meses tinha um impressão num olho’ – naquele dia resolveu-se a ir à urgência! Culpa do Governo!
            As altas:
            Mas se as estatísticas dizem a um administrativo que o nº de baixas requeridas ronda as 17 por dia, o que implica que o objectivo a alcançar é ter 17 altas por dia, logo temos o maior escandalo; estão a destruir o SNS!!!!

            Acresce que os terteiros esquerdalhos – tipo DE – têm por regra que ninguém se balda, que ninguém dorme no ponto, que todos os trabalhadores se esforçam à exaustão, que o utente é gente com o maior discernimento e civilidade – tudo é culpa da direita, da troika, e da mãezinha de todos eles!
            TRETEIROS e ESTÚPIDOS!

          • De diz:

            -Menos está particularmente irritado.De repente ei-lo piegas, a choramingar pelo governo,pela direita,pelo “administrativo” (dá gozo a forma como ele designa o boy maior de serviço ,serviçal menor no sistema, mas muito bem pago de acordo com o esquema).

            A irritação de Menos provêm do desmentido directo da sua afirmação de”não consequência”?Veremos que há algo mais do que esta simples contastação.O incómodo pelo facto de nos referirmos ao seu ídolo de pata levantada, qual vulgar imitador de Mussolini ou de Hitler ,terá contribuído para o despautério ?

            Menos fala no imposto , na estupidez e no défice.O posicionamento ideológico de Menos quer-nos fazer crer que o problema do país se resume ao défice e aproveita todas as ocasiões para o mostrar.Com esta sua afirmação Menos demonstra duas coisas: que a sua pequena manobra não consegue passar impune; e que o seu aquilatar da mais valia da sua estupidez está de certeza sobrevalorizado

          • De diz:

            Menos prossegue depois num tom comicieiro semi-histérico, falando no seu percurso pessoal de idas à urgência.Que fique registado que nada temos com as unhas encravadas do dito cujo e da sua necessidade de cuidados médicos urgentes Nem das suas ultrapassagens urgentes de raparigas que pelos vistos terão casos menos urgentes que as urgências de Menos.

            Não cabe aqui avaliar o que se passa no universo pessoal do citado nem da urgência relativa das suas urgências.Tal é algo que deve ser apreciado no quotidiano dos serviços médicos dirigidos para o efeito. A demagogia bacoca sobre o tema não passa disso mesmo e não deve merecer mais do que o seu eficaz desmascaramanto

          • De diz:

            Chama logo a atenção neste comentário de Menos a forma empolada como tenta esconder-se atrás dos “casos” específicos, em contraponto ao que designa por dados estaísticos.
            A direita neoliberal e pesporrenta tem destas coisas.Quando perante números concretos foge. Não gosta destes.Tem-lhes pavor.Porque caem por terra logo os slogans propagandísticos e reverberadores dos media amestrados a que essa mesma direita recorre em contínuo.

            O que está em causa são as condições oferecidas aos utentes pelo SNS, uma das grandes conquistas da Revolução.É a avaliação das disposições tomadas pelo poder político para dar cumprimento à Constituição, neste caso concreto ,ou para boicotar e torpedear tal objectivo. É o perceber o que se faz , como se faz e porque se faz. É o ver mais longe do que o dedo semi-histérico de Menos a apontar para a sua unha e conseguir perceber em que estado está a saúde dos portugueses e as condições em que se encontra o SNS.E quem são os responsáveis pela situação em que vive a saúde.

            E choca o desprezo de Menos perante a realidade denunciada pelas vozes que trouxeram a lume o acontecido no Hospital Garcia da Orta .Choca ainda mais a forma revestida de ódio como classifica os doentes ( “o utente é gente com o maior discernimento e civilidade” dirá de forma ´sinistramente irónica).E como trata da mesma forma os trabalhadores da saúde ( e torno a citar o mesmo Menos:”ninguém se balda, ninguém dorme no ponto, todos os trabalhadores se esforçam à exaustão”).
            Em contraponto registe-se o tom desculpabilizador, cúmplice, quase ternurento como em primeiro lugar protege o boy de serviço ( “administrativo” dirá , tentando ocultar e evitar o termo administrador ).E como continua com o seu manto protector a defender o governo, a direita, de facto os verdadeiros responsáveis por esta verdadeira política de terrorismo social

          • De diz:

            Deixemos para lá os termos”treteiros” e “esquerdalhos” com que Menos adorna o seu discurso. A última palavra faz-me até lembrar o termo”reviralhos” utilizado por alguns dos próceres do fascismo e aplicado a todos os que lutavam contra a ditadura.

            Atentemos antes nesta frase de Menos, que mais uma vez cito ipsis verbis:
            “Mas se as estatísticas dizem a um administrativo que o nº de baixas requeridas ronda as 17 por dia, o que implica que o objectivo a alcançar é ter 17 altas por dia”

            As estatísticas dizem que o número de baixas requeridas…?Requeridas?As estatísticas “requerem” um número de baixas?E estas são justificativas para dar um equivalente número de altas?É assim que funciona o universo destes neoliberais desumanos?É desta forma que vêm o universo de quem está doente, numa macabra matemática de somar e diminuir?
            Em vez de se tentar assegurar cuidados de saúde para quem precisa e durante o tempoo que se precisa, estas coisas defendem um universo de torneiras e escoadoros por onde fazem passar os doentes e os cidadãos?
            É desta forma macabra que vêm a saúde?É por este prisma que o dito “administrativo” faz o seu “trabalho” logo secundado por um Menos em regime apologético?
            Mas isto é o modelo de sociedade que queremos? É sto que queremos para Portugal e para os nossos filhos?Isto é o que o capitalismo se nos oferece hoje?

            Entretanto vemos a riqueza dos 58 mais ricos do mundo equivaler à de metade da população mais pobre da terra.E para nosso espanto vemos alguns néscios a defender tal estado de coisas.

            Não vale a pena falar em mais nada (por agora) .A referência à mãezinha por parte de Menos é apenas a certificação do concomitante mau gosto do cavalheiro em causa

        • De diz:

          Mas há mais uma questão. Menos fala em direita, no léxico e no desconhecimento que possa ter sobre o que é a direita.
          De repente Menos está apoquentado.Está piegas. O treteiro que usa a palavra treteiro, como os treteiros gostam de usar, está preocupado com o facto de se poder pensar mal da direita,Adivinha-se a lágrima a correr-lhe na face do dito.

          Pode Menos estar descansado.A direita dos interesses é bem conhecida por todos nós.De D.Miguel até ao extremista de direita, o salazar, aquele que levantava a pata no ar ao estilo do Duce e de Hitler.Continuando na direita que nos tem governado há mais de 35 anos e que continua a ser o que é.A direita ao serviço do grande capital e com um clássico objectivo a atingir: a exploração do ser humano e a concentração da riqueza nos grandes interesses económicos.
          A direita dona de Portugal.De que há aí um documentário que retrata bem a família do Menos.Se bem que o retrato esteja de facto incompleto

          • JgMenos diz:

            Pró lixo com o prolixo!
            Nem dá para ler tanto responso.

          • De diz:

            É o habitual, 🙂
            Menos calunia uns e protege outros.Fá-lo em jeito de slogan minimalista, como mandam os preceitos propagandisticos na moda.
            Face à argumentação foge.Detesta factos e números, embora faça o seu.

            É o habitual

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