Orgulho e Preconceito

A prova, para mim, de que continuamos a viver num país de preconceito e discriminação é perceber que a maioria d@s amig@s que sei serem homossexuais não está a postar nem a replicar artigos sobre a questão da adopção/co-adopção nem outros relacionados com sua orientação sexual. O medo de serem descobertxs e discriminadxs no trabalho – e perderem o emprego, na família – e serem expuls@s de casa, na sociedade em geral – e começarem a ser olhadxs de lado, passando pelos risinhos nas costas e acabando no bullying e no suicídio, provocam um pânico de tal maneira forte que são incapazes de fazer activismo pelos seus próprios direitos.

E a vergonha que aconteceu anteontem no parlamento apenas veio reforçar este sentimento. As pessoas com orientação não-heterossexual viram-se enxovalhadas na sua dignidade. A sua integridade foi posta em causa e, com isso, a integridade da nossa República e do nosso estado de direito que comprovou, pelas mãos deste governo austeritário, que não existe para proteger @s cidad@s mas para os humilhar, tudo fazendo para nos decepar qualquer sentimento de humanidade, tentando-nos reduzir, a todas e todos, de todas as orientações, etnias, credos ou ideologias, à condição de sub-humanos escravo-precári@s deprimidxs e vergad@s à elite capitalista-fascista do século XXI.

No entanto, fiquei feliz por ver a actuação das bancadas parlamentares da esquerda, nomeadamente fiquei bem surpreendido com a do PCP. Ainda existe esperança. Saibamos manter-nos unid@s, auto-crític@s e respeitadores das diferenças e o futuro será nosso, de novo, em breve!

Fiquei feliz pela onda de reacções, em redes sociais, blogues, comentários na comunicação social… Se por um lado, em algumas pessoas, ainda persiste uma certa linha de pensamento opressor católico-nazi mentecapto e básico – de pessoas que, a terem oportunidade, enviariam para campos de concentração as pessoas que são simplesmente diferentes delas – por outro, vejo florescer a inteligência dos argumentos a favor da diversidade e dos Direitos Humanos, a favor da dignidade humana!

O mundo, realmente, pula e avança! 🙂

Constituição da República Portuguesa

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* Este artigo foi escrito utilizando o Acordo Queerográfico

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Sobre João Labrincha

Agora escrevo no Botequim.info em http://botequim.info/author/jl4br1nch4/
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46 respostas a Orgulho e Preconceito

  1. Rui Moringa diz:

    “certa linha de pensamento opressor católico-nazi mentecapto e básico”.
    Nesta frase está muito daquilo que diz combater-PRECONCEITO.
    Sou católico e não sou nem mais nem menos que Vexa. perante a Lei.
    O que é que a tal co-adopção ter a ver com os católicos.? Ou com o tal pensamento católico ou lá o que isso for?
    Valha-me Deus…

    • João Labrincha diz:

      não disse que todxs xs católicxs pensem assim. espero que não se identifique mas tem que admitir que a cúpula da igreja (que é, ela própria um regime ditatorial – monarquia absolutista – e que teve relações históricas de parceria com os nazis) advoga abertamente a homofobia e é assumidamente a favor da discriminação pela orientação sexual, nomeadamente sendo contra o casamento e a (co-)adopção. não percebo onde esteja a dúvida, sinceramente. talvez não esteja é habituado a que as pessoas usem palavras não-eufemisticas para descrever as atitudes da igreja que diz seguir, porque ainda há muito medinho do confronto com uma instituição tão poderosa. mas eu não tenho!

      • Vai com os porrcos diz:

        Boa.Bem respondido!

      • A.R.A diz:

        JOAO LABRINCHA

        Compreendo e aceito a luta contra a discriminação da orientação sexual, nomeadamente num país (ainda) acente em moldes culturais machistas em que eu proprio, humildemente confesso, não sou imune pois sou fruto da minha educação.

        Posto isto, queria levar a questão para além dos direitos inquestionaveis do artigo 13º visto acreditar que, mais uma vez, se começa a fundamentar uma ideia pelo telhado pois se no presente casais hetero esperam e desesperam nos corredores da burocracia para serem pais, tornar a lista de espera mais extensa antes de uma reformulação incisiva do sistema de adopção e co-adopção, é institucionalizar ainda mais as crianças que, tambem elas, desesperam por um lar,por uma familia, seja de que natureza for.

        A.R.A

    • Pois... diz:

      Se sabe lêr e não é HIPÓCRITA diga-me, sendo Cristão porque me descrimina… ( Não praticante, mas com MORAL… 🙂 )
      Porque razão quer colocar a discussão ao nivel “religioso” quando falamos de coisas que nem a NATUREZA se lembrou?!
      PALHAÇO, anda cá, que aqui TOMBAS FEIO e com as tuas próprias palavras… 🙂
      Ora o artigo 13 aqui é de azar mesmo… No seu entender a Constituição só lhe serve, selectivamente… E essa é a brecha que os otarios como tu não vê, mas já eras! 😉
      É só “ESPERTOS” como os cães de PAvlov, Inteligentes são coisas que vos passam ao lado… Diz Hegel… 🙂
      E cada vez mais… 🙂
      Dito isto “Adopção Homosexual” acho muito bem, não me digas é o que os meus filhos podem achar disso… Lá chegaremos! 🙂

    • Vai com os porrcos diz:

      Quando é q desenfastia e nos premeia com os seus posts desassombrados.De qq modo,Samuel,os meus respeitosos cumprimentos e admiração.

  2. É importante neste momento ter aliadxs contra a injustiça e o preconceito, agora supores que esse dever moral tem de vir das pessoas não-heterossexuais, porque as toca a elas é no mínimo ingénuo e coloca a responsabilidade do lado do oprimido.
    Daqui a pouco vamos voltar ao velho cliché que todas as minorias oprimidas são de esquerda – quando sabemos que não são (na sua maioria), e que há pessoas LGBT’s que votam contra a adoção, e algumas que até participaram nesta proposta de referendo. Como em tudo, a lógica das nossas decisões tem muitos fatores, e o que se deve combater é as injustiças, e não a irmandade identitária.
    Agora prevermos as ações de cada um/a a partir da sua orientação sexual (como se esse fosse o fator decisivo), é um bocado “esteriotipante” – isso fazem os homofóbicos, quando dizem que alguém não pode adotar por ser gay.

    Mas se isto serve para colocar em causa a integridade do Estado de direito, ao menos nem tudo é mau, que sirva para alguma coisa.

  3. Vai com os porrcos diz:

    sIM.e, DEPOIS É VÊ-LAS/VÊ-LOS A VOTAR na reação,sem dó nem piedade….Olhem , o portas…Da-se!

  4. JgMenos diz:

    Nem sabia que eramos tão iguais…só que é quanto a direitos e deveres perante a lei.
    E quando a lei põe quotas para as mulheres, logo saio constitucionalmente prejudicado!!!!.
    E se as bolsas são para doutorados? Nada para o meu lado!
    E por aí fora…

    • De diz:

      Como ?
      A forma cobarde como alguém defende a discriminação. Refugia-se nas quotas e nos doutorados.Duma forma canhestra que mal esconde os seus propósitos de xenófobo machista

      Sabe o que faz e porque o faz.Ainda sem coragem para mostrar a sua verdadeira face

      • JgMenos diz:

        A tua dependência da liturgia das palavras é um caso patológico.
        Fazia esse artigo – fica-lhe bem ser o 13 – melhor figura se se limitasse a dizer «Todos os cidadão são iguais perante a lei», mas os abrilescos quiseram meter de calçadeira o responso da igualdade para conforto das almas e perturbação dos espíritos.
        O resultado é haver milhentas leis a diferençar o que é diferente, dizendo no preâmbulo que é para sermos mais iguais, quando começaram por dizer em grande detalhe, que já o eram em absoluto!
        Quando a dialéctica é mera retórica.

        • De diz:

          Menos pode tentar tudo o que quiser.
          Mas o ódio a Abril aparece-lhe pelos poros.Ele esquece-se que a Constituição tem a legitimidade que a constituição fascista que Menos defendia nunca teve.Ele não gosta dos termos em que esta está redigida e qual touro enraivecido investe contra o texto constitucional.

          Ele esquece-se que pode esbracejar o que quiser.Mas ali está,preto no branco que:
          “1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.

          2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.”

          Preto no branco que não pode haver discriminação em função da ascendência, sexo,raça, língua, origem, religião, instrução,situação económica, orientação sexual.Para impedir que alguns pulhas possam pôr em questão a igualdade perante tais critérios assim explicitados,Para que não se refugiem apenas no “perante a lei.Para que não venham com o estribilho tão em voga pelos neoliberais das diferenças entre os seres ,como justificação para todas as arbitrariedades, :

          E também preto no branco … a retórica fascista está proibida

        • De diz:

          Mas percebe-se essa tentativa “singélica” de Menos e o seu “todos os cidadãos são iguais perante a lei”.
          Lei?Leis?As publicadas pela canalha que nos governa, que tem o recorde de anti-constitucionalidades algumas das quais por ferirem a igualdade dos cidadãos?

          .Percebe-se o objectivo. Também os nazis escreveram preto no branco a desigualdade rácica nos seus manuais legislativos.E todos eram sujeitos de forma igualitária a tal legislação.Todos iguais perante a lei que instituía a desigualdade.
          O mesmo se passa em Israel nos nossos dias, que teima em imitar os seus antigos verdugos. Preto no branco institucionalizada a desigualdade e o racismo, a que todos por igual têm que obedecer.

          Percebe-se mesmo a ideia.

        • De diz:

          Já agora aqui há uns meses um tipo escrevia assim neste mesmo blog:
          “Quanto à igualdade, são palavras que só têm um lugar e um tempo: a França do sécXVIII e o sonho ignaro do Bom Selvagem.”

          O mesmo tipo que escrevia em letra de forma a seguinte afirmação:
          ” bem fez Salazar, enquanto a História esteve do lado dele, de aplicar o princípio à comunada!

          Pois esse tipo que assim defendia a igualdade de todos perante a lei não é outro senão o Jgmenos.O tal que rosna contra os “abrilescos”.E que perante a manápula de salazar levantada na saudação fascista dirá apenas que isso é compreensível.É apenas o respeito da lei então vigente por sua exª o senhor presidente do conselho.
          Foi o que fez Menos mais o seu inestimável papá.

    • De diz:

      Uma pequena nota:
      Mais ainda para o lado do Menos?
      “Os 85 mais ricos do mundo têm tanto como a metade mais pobre
      Portugal é assinalado como um dos países onde o peso dos rendimentos dos mais ricos no rendimento total mais que duplicou nas últimas décadas.”

      A política da direita. Sempre. Eis os resultados da governação da canalha

      É mesmo preciso um outro mundo.Mandar de vez para o estrume este capitalismo nojento e abjecto

      • JgMenos diz:

        Ó ignorante! Ó cassete partida! Ó mãe e pai dos povos!
        No capitalismo a acumulação de capital é feita em poucos, inevitávelmente! Se fosse em muitos não havia acumulação nenhuma.
        Se fosse o Estado a acumular, logo os políticos davam a comer aos correlegionários – a vanguarda que te fascina quando lê os mesmos responsos e cultiva os teus modos – ou distribuiam para comprar votos – como essas pobres almas que não conseguem ser vanguardas como ‘debe de ser’!
        Uma coisa te posso garantir: os ricos não comem o que ganham e muito menos o que têm; e é essa a sua utilidade!

        • De diz:

          Menos esbraceja e fala em nome dos acumuladores do capital,Mas fá-lo particularmente irritado ,
          Pudera,.A miséria do capitalismo posta a nú é algo que ele, Menos ,não pode aceitar
          E ei-lo que, entre os eflúvios alcoolícos a que se remete quando se sente desmascarado, proclama agastado o direito dos mais ricos (58) terem tanto como metade da população da terra.Pelo meio sorri, boçal,esfrega as mãos,dá graças aos deuses e agita os braços de forma grotesca pelo acumular da riqueza nos seus mandantes de que ele extrai a devida compensação.Em Portugal pois então.

          Há algo de animalesco neste babar contínuo de quem defende tal estado de coisas.Não se sabe o que mais admirar: se o rastejar perante o capital,se a insensibilidade de energúmeno, se a rasquice de linguagem,se a atitude de capo.

          Hoje soube-se que Branquinho ,um da sua laia,um dos que dá de comer aos acumuladores do capital,um gajo do PSD e de puta do de direita troglodita está metido nos esquemas habituais a que o capitalismo nos habituou-Em benefício dos lucros privados.Um fdp da espécie que Menos serve, e de que é conivente.

          Um dos amantes do capital

          • JgMenos diz:

            Ah! Ah!…Ah! Divertidíssimo! Eu é que estou irritado? Nem um pouquinho.
            Tu é que perdeste a cabeça, de todo!!!! Que linguagem! Que fulgor!
            Diz-me cá, quem é que manda nos exércitos e nas polícias? São esses 85 mecos ou são os titulares dos Estados?
            Quem faz leis, lança impostos, nacionaliza e privatiza?
            Tudo o que tens na cabeça é um universo de repartição pública com horas certas para café, bolo e má língua!

          • De diz:

            Digo cá?
            Tu?
            Tens?

            Menos? Mas a bebedeira ainda não lhe passou?
            Dobre a língua… a familiaridade boçal ainda não lhe é admitida.A distância de coisas como menos é um imperativo higiénico.E a bebedeira cozida ou não, não o autoriza a tais cenas

            Pois por mais que Menos tente e lastime…quem manda no mundo mesmo é o capital.
            85 gajos tem tanto como metade da humanidade.E vem Menos naquele estilo menor defender os ditos cujos. E afirmar que quem manda nos exércitos, nos polícias são os titulares dos estados?

            Deve estar a mangar ou pensa que está a debater na esquina do prostíbulo da helena matos,de que é frequentador habitual?
            A dependência do poder político perante o poder económico é tal que até a Igreja católica já a denunciou.Claro que Menos tem a concepção do cardeal cerejeira e…
            .
            O Estado como entidade mítica e anódina?
            Um exemplo concreto, prático, rotineiro e que deixará Menos à beira de um ataque de nervos:
            O estado fascista serviu para a acumulação do capital nas mãos escolhidas dos gordos e pútridos patrões do regime.
            Eram eles os donos de Portugal
            http://www.donosdeportugal.net/
            Donos de Portugal é um documentário de Jorge Costa sobre cem anos de poder económico. O filme retrata a protecção do Estado às famílias que dominaram a economia do país, as suas estratégias de conservação de poder e acumulação de riqueza. Mello, Champalimaud, Espírito Santo – as fortunas cruzam-se pelo casamento e integram-se na finança. Ameaçado pelo fim da ditadura, o seu poder reconstitui-se sob a democracia, a partir das privatizações e da promiscuidade com o poder político. Novos grupos económicos – Amorim, Sonae, Jerónimo Martins – afirmam-se sobre a mesma base.

            Sempre foi assim.Em Portugal a concentração dos rendimentos nas mãos de cada vez menos resulta directamente da submissão do poder político ao económico.
            O resto é a patranha habitual dum tipo que tenta esconder ao que vem e o que faz.

            Uma sociedade em que 85 têm tanto como metade da humanidade?
            Já não há que hesitar. É preciso um modelo de sociedade não governada por meia dúzia que se sentem mais iguais do que outros.Em que os 85 mais ricos do mundo detêm uma fortuna equivalente às 3,5 mil milhões de pessoas que compõem a metade mais pobre do mundo.Uma sociedade assim não presta .Uma sociedade assim conduz ainda a mais miséria,fome, desemprego, guerra,Uma sociedade assim só mesmo defendida por gente sem quaisquer escrúpulos. Sem quaisquer peias morais ou éticas.Sem qualquer sombra de humanidade.

          • JgMenos diz:

            A mim incomoda-me que haja pobres.
            À menina (?) incomoda-a que haja ricos!
            E o linguajar … assim imagino seja a conversa de tasco, que não frequento.
            Passe bem.

          • De diz:

            Pois é. É como o algodão.Não engana
            E a irritação de Menos patenteia-se de forma assaz transparente pelas trocas de sexo que executa quando confrontado com a sua própria figurinha.O habitual.

            O mais do resto é o resto do mais.
            O lugar-comum dos incómodos pelos ricos e pelos pobres.Ignorante qb, repete o que vai ouvindo aqui e ali, deturpando o sentido das coisas de acordo com as suas convicções ideológicas.
            Fala na concentração do capital no capitalismo que louva e premeia e que expressa daquela forma sui generis.Vejamos. Um indivíduo como Menos transpira e sua e range os dentes sempre que ouve falar de Marx ( quem quiser que leia os disparates e os insultos ao filósofo).Não saberá que Marx foi o primeiro a declarar que a concentração do
            capital é uma tendência central e fundamental do capitalismo.Cita um legado de Marx sem sequer o saber. As leituras apressadas e o posicionamento moral e ideológico dão nisto.
            Torna-se assim patética a sua “preocupação” com os pobres.A concentração do capital em tão poucas mãos tem o seu reverso evidente no atirar para a miséria um cada vez maior numero de pessoas.A hipocrisia tem desta coisas. Garret dixit:”E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar a miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico? “E continuava: “cada homem rico, abastado, custa centos de infelizes, de miseráveis.”

            Só mesmo evidente má fé e um extremismo de direita soez permite vir defender que os ricos sejam cada vez mais ricos.

            O tasco frequentado pelo Menos é o tasco dos que tudo têm . Da qualidade de um passos ou de um portas ou de um cavaco.Ou desse marques mendes agora apamhado com a mão na botija.
            É o tasco dos exploradores e seus capatazes

          • JgMenos diz:

            Marx «o primeiro a declarar que a concentração do capital é uma tendência central e fundamental do capitalismo.»
            Não insulte o homem com semelhante lapalissada!!!
            .
            Nota: sem ofensa, só no feminino encontrava justificação para tanto dislate emocional. Uma vez que me diz ser menino, conformar-me-ei com esse meu erro de análise; lamentávelmente, a emocionalidade era a minha mais favorável hipótese.

          • De diz:

            O “passe bem” de Menos tem as pernas curtas.É como o orçamento rectificativo de 2014.Tem a duração prevista que leva um aldrabão a tentar corrigir os disparates e os danos auto-infligidos.
            🙂

            Porque o pobre Menos deve estar perturbado com a referida “lapalissada”.Apanhado em contra-mão com as suas alarvidades contra Marx confrontadas com a referência aos trabalhos deste, mais não resta do que o habitual.A fuga,Claro que fuga cobarde pois “esquece-se”. das suas palavras de fundamentalista troglodita sobre tudo o que diga respeito ao Marxismo.Temos assim também um aldrabão ao quadrado.E fraudulento.

            Mas a coisa continua.Perante as questões substantivas, Menos prefere discutir supostas lapalissadas e falar em meninos e meninas.Mais uma vez a fuga.Mais uma vez o silêncio perante a sua vergonhosa apologia da concentração do capital.Impele-o a sua ideologia criminosa e o abocanhar do bolo .Um aldrabão ao cubo. E mais alguma coisa

          • De diz:

            (Há menos de um mês:
            Menos, Marx e a colher.de pau
            https://5dias.wordpress.com/2013/12/26/o-lixo-a-quem-de-seu/

            este tipo faz tudo, mesmo tudo , como propagandista do regime. Sem quaisquer escrúpulos)

          • JgMenos diz:

            Quousque tandem abutere, De, patientia nostra?

            O que é que tem Marx a ver com os ‘marxistas’ que fizeram do seu pensamento pau para toda a colher, e sempre com ele mexem e remexem uma ‘sopa’ de ideias e situações do séc XIX?

          • De diz:

            Lol
            Nem Cícero salvará este adorador dos mercados, do capitalismo e de salazar que tudo faz para:esconder duas coisas:
            -O verdadeiro objectivo deste debate.
            -A sua cobardia perante os factos.Afirma o coitado, acoitado perante os factos:que Marx não tem nada a ver com o marxismo.O verdadeiro intérprete das suas ideias é ele, Menos, um tipo salazarento que tem o desplante de defender a política pidesca do fascismo.Cito-o ipsis verbis::””Quanto a ‘safanões a tempo’ parece-me uma boa técnica educacional”

            Há mais.

            Tal qual o marques mendes que debitava a cada passo “o mercado” e os “treteiros” e “os piegas” e “os que andaram a viver acima das suas possibilidades”.
            O mesmo paleio.os mesmos objectivos .os mesmos fins,
            O mesmo vómito infecto

            Agora Menos poderá continuar a sua idolatria dos que acumulam o capital.
            Ele fez a sua opção.Uma opção miserável.Uma opção à altura dos que nos governam e à altura dos que nos governaram antes de Abril de 74.

          • De diz:

            Mais outra pérola “marxista” de Menos, expelida num local onde se acoita com alguns da sua laia, naquele jeito propagandista à moda de goebbels.
            ““Canalhada subsidiada e malcriada a pedir umas porradas para saberem comportar-se com civilidade – lado retribuição justa!”

            Esta e a verdadeira face de Menos.De vez em quando descai-se.Pelo meio falará da igualdade e da sua noção da igualdade.Expelirá o seu ódio a Abril e à CRP, enquanto elogiará a constituição fascista de 1933.
            E aguardará a hora dos chacais

  5. Sérgio Antunes diz:

    Não conheço os teus amigos homossexuais, mas talvez eles não tenham pachorra para estas afectações linguísticas absurdas e estas tentativas histéricas de apropriação. Os homossexuais não precisam da tua autorização para viver em conjunto ou ter filhos – nem do seu chefe, nem da sua família, nem de ninguém. O pânico é o teu, de quem precisa de empolar a opressão dos outros para poder viver a sua vida burguesa e confortável com uma sensação de compensação. O referendo não vai passar, e mesmo que passe, é certamente uma ordinarice. Mas a opressão tem sempre duas faces. Os que perseguem os homossexuais, e os que lhes exigem visibilidade.

  6. João diz:

    Então qual a surpresa relativamente ao PCP, pode-se saber?

    • João Labrincha diz:

      Notícia de 2012-02-24: “O parlamento rejeitou, esta sexta-feira, dois projetos do BE e dos Verdes para permitir a adoção por casais homossexuais, numa votação em que a maioria dos socialistas votaram a favor e, no voto contra, apenas houve unanimidade no PCP.”

      • João diz:

        Mas não será surpresa se conhecer a história das posições do PCP. Recorde esta intervenção do Bernardino há menos de um ano, e particularmente o último parágrafo:

        “Foi o PCP que apresentou a iniciativa que veio a dar origem, no já longínquo ano de 1999, à consagração explícita na lei de direitos para os casais em união de facto, fossem de sexo diferente ou de pessoas do mesmo sexo. Foi o PCP que, desde a primeira lei sobre a procriação medicamente assistida, propôs sempre (infelizmente sem sucesso ainda), que as mulheres sós pudessem recorrer a estas técnicas. O PCP votou a favor da consagração legal do casamento entre pessoas do mesmo sexo, convicto da adequação e oportunidade desta alteração, aliás confirmada pela aceitação social generalizada da sua aplicação.

        Em relação aos projetos em presença:

        Votaremos hoje favoravelmente o projeto de lei de alguns deputados do Partido Socialista que visa consagrar a possibilidade de co-adoção pelo cônjuge ou unido de facto do mesmo sexo. Trata-se afinal de fazer corresponder a uma relação afetiva e familiar real, e consistente a sua consagração jurídica plena, correspondendo aos anseios de muitas famílias que, estando nesta situação, temem pelas consequências de uma qualquer situação de infortúnio daquele que já tem responsabilidades parentais sobre a criança. Trata-se, como justamente afirma o preâmbulo deste projeto, de “prevenir um colapso injusto, emocionalmente irreparável e insustentável do ponto de vista do superior interesse da criança.”.

        O projeto formula corretamente os parâmetros desta co-adoção, designadamente quanto à sua irrevogabilidade e à condição de inexistência de um segundo vínculo de filiação.

        Não reconhecer esta questão seria dar crédito a teorias sobre os alegados ou possíveis efeitos perniciosos da educação de uma criança por casais de pessoas do mesmo sexo, teorias de que discordamos e que nunca foram para nós fundamento de análise nesta matéria. Reforçamos essa convicção neste dia internacional contra a homofobia. E mais ainda rejeitamos que a prisão, a condenação e a morte sejam aplicadas ao direito de livre orientação sexual que a nossa Constituição consagra.

        A questão da adoção (e por consequência a do recurso à PMA) por casais de pessoas do mesmo sexo, foi a única em que até agora não assumimos um voto a favor, deixando contudo sempre claro que o nosso voto contra não correspondia a uma rejeição definitiva desta aspiração, mas sim à convicção de que era ainda insuficiente o amadurecimento na sociedade desta questão.

  7. Carlos Carapeto diz:

    Não estou a perceber patavina deste chinfrim que para aqui vai. Cada cabeça sua sentença.

    Afinal o que está em causa. É satisfazer os interesses e as opções de um determinado grupo social ou defender os legítimos direitos da criança ? Até aqui ninguém se dignou falar da “vitima” .

    Por isso mesmo causa-me fastio ter que assistir a este tipo de debates medíocres. Por todo o lado que nos voltamos assistimos ao mesmo esgrimir de argumentos. Uns que sim outros que não.

    Nem a tutela de animais de estimação deve ser tratada com tamanha leviandade.

    Eu que pouco mais sei fazer que apertar porcas e parafusos (afrouxar também) entendo que em primeiro lugar se devia discutir o que é melhor para a criança.

    O que está em causa é a vida de um ser humano, tratasse de assegurar o desenvolvimento saudável e harmonioso de alguém que não tem qualquer capacidade de decisão sobre o seu próprio futuro. A criança.

    Por isso mesmo desafio aqueles que consideram que a adoção (seja por quem for) é a forma mais indicada que permite à criança crescer num meio propicio ao desenvolvimento pleno da sua personalidade, que exponham os seus argumentos a justificar essa via.
    Aos que estão contra lanço o mesmo repto, por favor digam as razões porque discordam.
    A uns e a outros desejo lembrar que a resolução da problemática das crianças em risco não se esgota apenas no pressuposto do assunto em discussão.
    Existem outros meios que também oferecem garantias seguras à vida da criança.
    Os países devastados na IIGG ficaram com milhões de órfãos, os mais bem preparados socialmente souberam resolver esse drama sem implicar riscos futuros na vida dessas crianças.

    Haja vontade de todos ( e empenho de quem governa) de certeza que também somos capazes de resolver esse “problemazinho” que temos dentro de casa.

    • A.R.A diz:

      CARLOS CARAPETO

      Ainda não tinha visto o seu post e por isso acabei de escrever algo semelhante no que toca a parte verdadeiramente mais interessada, a criança institucionalizada.
      Agora não consigo entender qual a justificação que procura naqueles «…. que consideram que a adoção (seja por quem for) é a forma mais indicada que permite à criança crescer num meio propicio ao desenvolvimento pleno da sua personalidade …»?

      Atentamente, aguardo.

      A.R.A

      • Carlos Carapeto diz:

        Agora não consigo entender qual a justificação que procura naqueles «…. que consideram que a adoção (seja por quem for) é a forma mais indicada que permite à criança crescer num meio propicio ao desenvolvimento pleno da sua personalidade …»

        Camarada A. R. A.

        Se tens dificuldade em compreender , aconselho que releias aquilo que escrevi .

        “Por isso mesmo desafio aqueles que consideram que a adoção (seja por quem for) é a forma mais indicada que permite à criança …………” .

        Com este (seja por quem for) quero dizer precisamente que desejo que se discutam todas as alternativas viáveis sem exclusão de partes. E não o que está a acontecer, aquilo que tenho assistido até aqui é ao confronto de dois grupos com pontos de vista e interesses antagónicos.

        Discute-se de tudo menos saber se existem outros modelos que também possam contribuir na resolução deste problema e ainda menos se discute os legítimos direitos do protagonista principal.

        Por isso mesmo lancei o desafio aos que estão a favor e aos que estão contra (esta lei) que apresentem as razões porque o fazem.

        Isto porque considero uma perversão moral estar a discutir-se somente as ambições e os desejos dos adultos, abstraindo completamente os direitos de quem não tem qualquer capacidade de decisão sobre o seu próprio destino, a criança, um ser indefeso na fase primitiva de formação da sua consciência.

        Se querem discutir o assunto com honestidade, comecem por centrar a discussão em torno da criança. É isto que quero dizer.

        E mais; as tribos consideradas selvagens dispensam mais respeito às suas crianças que nós os civilizados dispensamos às nossas.

        Cumprimentos
        Carlos Carapeto

      • JgMenos diz:

        Estamos muito perto de um acordo, provavelmente com alguma boa vontade…
        A parvoeira da igualdade, porque sim, é que leva a esta militância idiota de decretar igualdades onde elas não existem nem podem estabelecer-se sem ficções ofensivas de outros direitos.
        Por mim não haveria co-adopção nenhuma, mas posso facilmente admitir que o ‘viúvo’ de um casal homo possa concorrer à adopção de criança que consigo co-habitasse, e o tribunal decidiria se as circunstâncias o justificavam.

        • De diz:

          Não,de facto não passa.
          A expressão “parvoeira da igualdade” é o suporte ideológico bem entranhado na vaga neoliberal que busca no neo-darwinismo a justificação para a “parvoeira da desigualdade”.Assim se tenta justificar um mundo desigual,em que 85 pessoas têm tanto como metade da população mais pobre do planeta.
          Tão profundamente ideológico , que vemos Menos sacrificar a sua homofobia e racismo,tentando magnânimo algum acordo, para salvaguardar tal princípio capital.

          Há três notas que importa salientar:
          A primeira é uma frase batida, mas magnífica, que surgiu exactamente para desmascarar o paleio da desigualdade, por decreto da natureza ou por decisão divina. A frase é “Todos iguais,Todos diferentes”.Tão verdadeira que até hoje provoca tanto mal-estar nalguns e, frequentemente, é alvo de mutilações por parte das hordas xenófobas.

          A segunda é que debaixo do pano polido se esconde mais coisas do que se pretende.Assim os “viúvos” referidos por Menos refletem o “esquecimento” por completo da existência de outro género. A formatação misógina, homofóbica e racista tem destas coisas

          A terceira é que, do mesmo modo que tal esquecimento é por demais significativo, também o é este discurso altamente clarificador de Menos, escrito em Julho do ano passado::
          “Nunca a bicharia me incomodou demasiado, salvo o prejuízo de algumas lésbicas perdidas para o meu género.
          Mas confesso que me vêm progressivamente irritando desde que se resolveram declarar ‘normais’
          Mas como toda a merda que infringe normas é tida por progresso, há que aturar toda esta treta de fazer igual o que é diferente”

          Deixemos para lá a grosseria inqualificável que faz lembrar coisas bem sinistras.Assinalemos que mais uma vez surge a diferença como leit motiv.Mas o que nos deve colocar em alerta máximo é a confissão pública e o desplante como Menos classifica outros/as como não “normais”.
          A porta aberta para todas as discriminações.E escancarada de par em par para toda a extrema-direita

          E agora a isto, juntemos as tentativas de modificar o texto constitucional à medida dos conceitos de “normalidade” de Menos.

          • Jgmenos diz:

            Já não me lembrava desse esclarecido pronunciamento, mas confirmo.
            Espero quie me dê o prazer de prefaciar o que suspeito venha a ser uma antologia do horror homofóbico ou algo perto disso…

          • De diz:

            Prefaciar? Horror homofóbico?
            Mais uma pequena manobra de fumo e de diversão. Um pouco pelintra mas mais uma vez não pode passar impune.
            Sejemos mais claros: a tentativa de insutar Abril mais o ódio à Constituição, no caso concreto o artigo 13º (curiosamente até perante esta numeração Menos não contém os seus instintos) emparelha bem com a classificação de “não norma” de acordo com os altos critérios de Menos.

            A igualdade foi negada aos negros até há bem pouco tempo nos EUA.Era-lhes negado tal porque eram considerados sub-humanos.A igualdade era guardada para os cidadãos de corpo inteiro , “sem anormalidades rácicas”
            A “igualdade” defendida por Menos, naquela forma singela que parece tirada dos escritos dos neoliberais trogloditas que pululam nos meios de comunicação, casa-se bem com os propósitos desta gente.
            Da “não normalidade” passar-se-á para a contestação da igualdade (coisa sobejamente conhecida entre os amigos de Menos).
            E se necessário fôr, alguns ‘”safanões a tempo’ parecerão a Menos “uma boa técnica educacional” Porque para ele,a “Canalhada subsidiada e malcriada” (está) a pedir umas porradas para saberem comportar-se com civilidade.

            (Entretanto como machista a lembrar os chulos, reivindicará umas tantas lésbicas em risco de serem perdidas para o género ( ?) de Menos.
            Até nisto o que sobra é a mais grosseira boçalidade)

          • JgMenos diz:

            Essa fixação na igualdade atinge o paroxismo da mais extrema crueldade.
            Lamentar que haja lésbicas é coisa ruim?
            Para além da natural frustação dos machos, não lhe parece trágico que alguém viva no corpo errado?

          • De diz:

            Igualdade?
            Fixação?
            Corpo errado?
            Mas este tipo anda aqui a fazer o quê? A pensar que somos todos parvos?

            Qual paroxismos qual carapuça.Escrito em letra de forma aqui em cima e que Menos teima em “esquecer”:
            “Todos iguais,todos diferentes”
            Em contraponto à palavra de ordem neoliberal filo-fascista de tentar mostrar as diferenças como motivo para justificar todas as desigualdades.
            (Este é um dos leit motivs de menos.Sorry mas não passa.A denúncia dos fanáticos extremistas como Menos é um dever)

            “Frustração dos machos”?
            Menos pensa que está nos copos com os amigos ou no círculo suspeito dos amigos do papá.Ainda ao nível da zoologia primata

            “Alguém viva no corpo errado”?
            Aqui a boçalidade alia-se à ignorância.Mas quem lhe disse a ele que quem assume outra orientação sexual quer necessariamente um outro corpo?A confusão científica a que se junta o mais primário desconhecimento.O que está errado e o que está certo no limitado horizointe de Menos passa sempre pela “prisão”
            Uma pena.

            Por isso também é tão importante o artigo 13º da CRP. que gera tanto ódio e ranger de dentes

  8. JC diz:

    Que palhaçada é essa de escrever com x e com @? Fdx, tratem-se.

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