cinco dias

Fraudbook ou Facefraud?

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O Obéissance Est Morte, blogue com pouco pais de dois meses de actividade, já foi censurado duas vezes no facebook, sendo que agora passou a constar da lista de endereços que a rede social identifica como Spam, desaconselhando a sua leitura.

Depois de visado pela rábula do Tiago F. Duarte – “A Revolução de 19-26 de Outubro de 2013”, agora foi a vez do João Menor, com a sua leak sobre o alegado diálogo entre o Daniel Oliveira, o Ricardo Araújo Pereira e o Rui Tavares: “Diálogo para o fim dos tempos”. O diálogo original, entretanto recuperado pelo Carlos Vidal, cuja adaptação do Menor terá ferido as susceptibilidades dos que ganham a vida a falar, só às vezes bem, dos outros, parece mesmo ter motivado uma denúncia dos próprios, algo que, a ser verdade, diz bastante sobre a sua capacidade de rir de si próprios.

Mas não é só o Obéissance Est Morte que tem vindo a ser visado. Páginas como o Política no Face, do Brasil, ou o Tugaleaks, qualquer uma delas com largas dezenas de milhares de pessoas associadas, foram simplesmente apagadas da rede, sem que para o efeito tenha sido dada nenhuma explicação que afaste o cenário da censura.

São cada vez mais os utilizadores censurados e castigados com sanções ou anulação de perfis – como de resto aconteceu ao João Menor – simplesmente por divulgarem imagens ou textos que defendam a legitimidade ilegal da emancipação, critiquem o capital-parlamentarismo ou professem que o combate ao fascismo económico deve ser feito recorrendo a todas as armas ao dispor da resistência. 

Conteúdos políticos, eróticos e agora, pasme-se, também humorísticos, estão debaixo de um crivo cada vez mais parecido com aquele que manteve Portugal no obscurantismo fascista durante mais de 40 anos.

Igualmente preocupante é a apatia. Chegará o dia em que o Facebook mais não fará do que permitir publicidade paga ou partilhas inócuas como as imagens da consoada ou o nascimento dos filhos, e nada parece estar a ser feito para criar alternativas. O WordPress, até ver, não se preocupa com o conteúdo dos blogues que suporta, mas até quando durará essa postura? Quanto tempo mais vamos ficar à espera de criar alternativas ou de reforçar as existentes? Que sentido tem, enquanto dura a apatia, ser conivente com a denúncia de perfis alheios que aqui e ali nos ferem o ego e questionam a grandiloquência dos manifestos de turno? Sobrará vergonha àqueles que, tendo a SIC, o Público ou o MEO para se defenderem e atacarem quem bem entendem, parecem preferir preocupar-se com os devaneios criativos de um qualquer João Menor?

  

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