Sondagens não me alegram…

… mas se fosse outra força política a triplicar os resultados das últimas eleições ou se essa força política estivesse com 1,5% das intenções de voto, não se falava noutra coisa. Assim, ficam-se pelo cinzento: “PS mantém a liderança nas intenções de voto“.

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31 respostas a Sondagens não me alegram…

  1. Nuno Cardoso da Silva diz:

    Tenho uma vaga suspeita de que uma parte importante dos 17,2% representa um voto de protesto. Não é credível que tanta gente se tenha convertido ao marxismo-leninismo do PCP, pelo que é uma forma de dizer “Basta!” Se entretanto aparecer uma outra alternativa à esquerda, não me admiraria se uma parte desses 17,2% se passassem para outras bandas. Cá estaremos para ver…

    • Tiago Mota Saraiva diz:

      E eu tenho uma vaga suspeita que o NCS comenta profissionalmente em blogues.

    • A.Silva diz:

      Pois é cardoso da silva, assim tu explicas a necessidade que certa gente tem de criar “pifias” organizações ditas de esquerda.

      • Nuno Cardoso da Silva diz:

        O BE pretendeu – e esteve a caminho de o conseguir – ser a voz de uma esquerda que não se pode rever num P.ex-S. e não sente a menor nostalgia pelos Gulags. Infelizmente o BE tem gente de fraca qualidade política e perdeu-se em fantasias que só interessavam a uns poucos. Por isso está-se a esboroar. O LIVRE pode vir a ocupar esse espaço, e se conseguir conquistar um mínimo de sustentabilidade em termos de apoio, poderá não só liquidar o que resta do BE como atrair os descontentes que agora iriam votar no PCP como forma de travar o descalabro do governo de direita. O LIVRE, ao contrário do BE, tem princípios radicalmente de esquerda – e de uma esquerda francamente libertária, o que não é costume entre nós -, mas não se deixa tentar por receituários fixos e datados. Pode devolver à esquerda a capacidade para governar (à esquerda!), coisa que nem o BE nem o PCP parecem querer. Volto a dizer, vamos esperar para ver, mas tenho alguma esperança.

    • De diz:

      A vaga suspeita de Cardoso da Silva.

      Um trilhar permanente pelo anti-comunismo primário. Fala contra o marxismo-leninismo.Foi candidato por um partido marxista-leninista- maoista.
      Nos intervalos escreve missivas a Portas com as suas devidas sugestões.

      Sobra isto.

    • proletkult diz:

      É. E os “votos” nessa “alternativa à esquerda” seriam o quê? Votos úteis? Ou que muita gente se teria convertido à jardinagem e à cultura de papoilas?

      • Carlos Carapeto diz:

        Papoi´lhas, é com as finanças.

        O governo arranja um destino mais honroso para os trabalhadores Portugueses.

        Os homens convertem-se em assalariados rurais, fazendo concorrencia aos Romenos e Tailandeses no Alentejo.
        Já as mulheres com cursos universitários vão em debandada para o Algarve usurpar o lugar às empregadas de limpesa do Leste, Africanas e Brasileiras.

        Por ser quase ao pé da porta conseguem fazer o serviço mais baratucho, têm essa vantagem em relação aos imigrantes.

    • loureirofantasia diz:

      Ora aqui está a prosápia dum convertido ao Terrorismo Social,o mesmo é dizer ao fascismo.Não vivemos em Democracia.O que dizer das guerras de invasão/destruição de países estruturados, de Gulags na querida Europa onde se pratica a Tortura Mais Avançada pelos gringos-é isto de Democracia , Sociedade Avançada????Europa Ocupada e criada.NCS ,continuamos à beira da grande guerra e poderá ser incinerado no sofá a vomitar a sua nhanha ao serviço dos Criminosos .A 3 de Setembro esteve por pouco….mas,a ‘europa’ continua no caminho da confrontação,seu porco fascista de merda.

      • Nuno Cardoso da Silva diz:

        A elegância dos raciocínios (?) e das expressões de alguns dos meus concidadãos sempre me fascinaram… É o perfume da cloaca elevado à categoria de pensamento… Merece uma tese de doutoramento…

      • Carlos Carapeto diz:

        loureirofantasia.

        A prebenda é para mim? Se é para mim, então recomendo calma!

        Não percebeu que o recado é a resposta ao que o PROLEINKULT escreveu sobre os votos na esquerda?

        Sei muito bem o lugar que me pertence dentro deste sistema impiedoso que esmaga quem produz a riqueza e exclui quem não pode trabalhar.

  2. Cinzento e preto. Tal como na ditadura de Salazar e Caetano, pois tal como a antiga união nacional provocou esse tal cinzento e preto, esta nova união nacional, com o ps à proa, conseguiu o mesmo efeito, preto e cinzento, ou vice-versa.

  3. m. diz:

    Bem, o meu voto – posso afirmá-lo porque a mim me diz respeito – no Partido Comunista Português/Partido Ecologista os Verdes (CDU), não se trata de um voto de «protesto», de maneira nenhuma. Não me «converti». Constatei tarde e a más horas, estarmos a ser governados por banqueiros privados, bancos de investimento, por um sistema financeiro e por um mercado global «que literalmente mata», mesmo na práctica, e perante o qual se encontram rendidos e deslumbrados o PS, PSD e o CDS.

    Custou-me bastante chegar a esta conclusão porque me parecia demasiado IGNÓBIL e MÓRBIDA. Mas lá cheguei, infelizmente. Legalizar o «matar», o «assassinato», apontar uma arma para o suicídio, empurrar outras pessoas para a rua, para a fome, para a pobreza, nunca será comigo.

    Custou-me mesmo chegar a esta conclusão e, nesse sentido, não se trata de um voto de «protesto». Voto na CDU para não ser conivente e deliberadamente «matar» pessoas, que é o que se tem passado em Portugal e por toda a Europa.

    NOTA IMPORTANTE: Mais ainda, tendo sido educada segundo a Doutrina Católica, conheço os Mandamentos da Lei de Deus. O 5º Mandamento é “Não matarás”.

    Todavia, não me parece que seja preciso religiões ou doutrinas para se ter «formação humana».

    • JP diz:

      Seja muito bem vindo m.
      Vai ver que não se arrepende…

    • Estimada «m.», tem toda a razão…
      Entretanto eu gostaria mesmo era que os bispos e padres responsáveis por todas as paróquias deste país explicassem aos fiéis (em todas as suas prédicas») o significado profundo dos parágrafos 88 e 106 da Enciclica «Quadragesimo Anno» (de 1931!…) a qual está cada vez mais actual.
      Aqueles parágrafos constituem uma crítica severa do predomínio da “banca” e da “actividade financeira” e a defesa clara e inequívoca do planeamento da economia por parte da autoridade pública.
      No caso do parágrafo 106 (referindo-se à ditadura da “banca”) é assim:
      «106. Essa ditadura está sendo exercida com toda a força por aqueles que, dado o facto de terem e controlarem completamente o dinheiro, controlam também o crédito e governam os empréstimos de dinheiro. Assim sendo, regulam o fluxo, por assim dizer, do sangue da vida através do qual vive todo o sistema económico, e têm tão firmemente nas suas mãos a alma, por assim dizer, da vida económica que ninguém consegue respirar contra a sua vontade».
      É uma tradução «frouxa» da versão em Inglês…
      «106. This dictatorship is being most forcibly exercised by those who, since they hold the money and completely control it, control credit also and rule the lending of money. Hence they regulate the flow, so to speak, of the life-blood whereby the entire economic system lives, and have so firmly in their grasp the soul, as it were, of economic life that no one can breathe against their will.»

      • Mas assim todos os padrecos tinham que protestar contra a sua própria igreja. É que os bancos mais poderosos estão nas mãos da igreja católica. Bancos, e editoras porno, e outros tráficos.

    • JgMenos diz:

      Bemvinda à Igreja do Paraíso na Terra, ‘m’.
      Despe-te de bens materiais e vive o exaltante mundo da igualdade, sob a superior orientação dos camaradas dirigentes.
      Para além dessa segura felicidade neste mundo, quando te passares para o outro mundo não sentirás qualquer diferença substancial, salvo a perda daquele mal-estar no estômago a que os más-línguas capitalistas chamam fome, mas que não passam de recidivas do consumismo ancestral.
      E prepara-te também para suspender o 5º mandamento, porque as coisas podem complicar-se, porque há muitos pecadores neste mundo e os camaradas dirigentes podem precisar que os evangelizes com alguma determinação.

      • De diz:

        Tudo isso para defender o status quo.
        Com a repelente teoria que a fome não passa de recidiva do consumismo ancestral.
        Um pouco canalha confesse-se.Tal como a vaga tentativa de evangelização a que Menos é devoto

  4. José Corvo diz:

    Andam por aí muitos comentadores profissionais à solta em busca de tacho nas Secretarias de Estado.
    Preferir o PCP não quer dizer adesão ao Marxismo Leninismo mas apenas como dizia Picasso ter ido para o Partido Comunista foi como se tivesse ido à fonte.

    • Nuno Cardoso da Silva diz:

      Quem apoiar o PCP pode não ser marxista-leninista nem estar de acordo com o que ele significa. Mas o PCP e os seus dirigentes são, e actuam de acordo com esse manual da opressão mal disfarçada. Depois não venham queixar-se de que não sabiam…

      • De diz:

        Eis o que está cá afazer o Nuno Cardoso da Silva.Aquilo mesmo qu eo A.Silva denunciou.

        Talvez o tente mais um cursozito sobre o tema?

        Um manual de opressão de acordo com o marxismo-leninismo-maoismo libertário.Se possível com vista sobre a cidade mas sobretudo que se aviste quem está no palco ou queira estar.
        🙂

      • Carlos Carapeto diz:

        Lá vem o professor anarquista outra vez com as suas lições de teratologia Marxista/Leninista.

        E quais são as queixas ou o arrependimentos futuros daqueles que vão votar no PCP?

        E será que os que votam nos outros partidos estão de acordo com o significado das suas politicas?

        Acha que quem votou no atual governo não tem razões para se arrepender?

        Resumindo; quem se distrair votar no PCP fica preso num emanranhado de Silvas, N C. Antecipadamente já está a tentar erguer um muro de propaganda.

        Troque de horóscopo, esse só faz previsões Salazarentas.

        • Nuno Cardoso da Silva diz:

          O meu argumento é que enquanto for minoritário o PCP finge que respeita as regras da democracia burguesa para não assustar o cidadão comum. Se fosse maioritário outro galo cantaria, mas as políticas que então fossem seguidas pelo PCP podiam deixar em estado de choque os idiotas úteis que tivessem ajudado o PCP achegar ao poder. E enquanto minoritário, o PCP não pode ter respostas para os problemas de um sistema capitalista burguês. E por isso prefere não ser arrastado para a governação. Votar no PCP como voto de protesto? Talvez. Mas cuidado para não colher as tempestades que daí poderiam decorrer.

          • Tiago Mota Saraiva diz:

            “enquanto for minoritário o PCP finge que respeita as regras da democracia burguesa”

            Na verdade é isso que importa preservar, não é NCS?

          • Nuno Cardoso da Silva diz:

            Para mim, não é. Há democracia fora das regras do sistema burguês. Mas a vossa táctica é a de dar a impressão que se acomodam muito bem dessas regras, para não assustar os eleitores. Só que, ao contrário da que eu defendo, a vossa “democracia” era capaz de estar recheada de “gulags”…

          • De diz:

            Cardoso da Silva não se veda.
            “Os idiotas uteis” assim classifica quem possa “ajudar” o PC.
            E como , segundo o que diz, este partido não pode ter resposta para os “problemas de um sistema capitalista burguês”…
            Temos que entre os idiotas úteis e a inutilidade afirmada do PC , sobra apenas o porfiado esforço do ex-candidato marxista-leninista-maoista , também correspondente do Portas e igualmente professo seguidor da ideologia da não ideologia a fazer aquilo que ele quer mesmo fazer
            O que é perfeitamente legítimo mas…se possível sem máscara.

            Não classifiquemos da mesma forma grosseira, boçal e utilitária, a utilidade de Cardoso da Silva na sua quase que quotidiana tarefa
            🙂

  5. Fernando Brites diz:

    Concordo com o NCS em parte. Não me parece que a solução seja a criação de outro partido à esquerda, apesar das plataformas, mas lá que o PCP beneficiou da fragmentação do BE, isso já me diz algo

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