No fundo não há muito a separar a Lúcia Gomes do Rui Faustino. Qualquer momento ou personagem histórica, do Cunhal ao Mandela, é bom pretexto para debater “o Renato”. A primeira saiu do 5dias sem razão aparente, o segundo tem pena de nunca ter tido o prazer de o poder ter feito. Mas sublinhem-se as diferenças. A primeira escreve porque gosta e não porque gosta de ser lida, já o segundo escreve para ser lido ainda que claramente não goste. Uma e o outro, engenho à parte, não me deviam dar tanta importância, ainda que eu, sabendo escrever e gostando de ser lido, receba com carinho cada uma das suas invectivas. Ambos estariam, em cacho, em Tshwane, algo que, estou certo, daria um selfie em tudo superior ao do Obama. Em todo o caso o pretexto é bom para recuperar qualquer uma das três teses gamadas pelo António Figueira. Bem sei que não puderam ir ao funeral mas para os representar condignamente valeu-lhes a prosápia do Manuel Almeida.
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O que eu gosto mesmo é dos feitos que me atribuis e da dimensão que lhes dás. Ainda que num mundo só teu, sinto-me sempre lisonjeada pelas tuas referências. Embora o único debate que jamais tive sobre ti tenha sido aqui, um post que só tinha mesmo o título de «o Renato» (e pouco mais haverá a dizer quando o nome já diz tanto ou tão pouco), folgo em saber a atenção que me devotas. Tudo o resto são só adereços do cenário. (não gosto de selfies, Renato, nem tão pouco tenho um telefone que dê para isso, devias saber).
E sabes bem a razão pela qual saí do 5 Dias. Eu e todos os outros que se me seguiram. Não entendo essa obsessão comigo.
Eu escrevo sobre A, tu escreves sobre mim. Eu escrevo sobre B, tu escreves sobre mim. Saberás tu o que é uma obsessão?
Ui, não me andas a ler com atenção. Escrevi na minha vida duas vezes sobre ti.
De resto, para que conste, gosto muito de te ler. Acho que és um «blogger» (desculpa a palavra mas não encontro outra) absolutamente extraordinário e muitíssimo inteligente. Provocador, claro (estará, e bem, no ADN), mas é essa a característica que me faz ler com regularidade os teus textos que são, mesmo que com eles não concorde, muito bons, assertivos e sarcásticos (vá, com excepção daqueles em que claramente o que te motiva é o ódio, aí o sentimento tolda-te a razão).
Mas não escrevo sobre ti. Isso não é verdade.
Tudo o resto é acessório. Gosto imenso de te ler.
E vou continuar a não escrever sobre ti. Mas confesso-me envaidecida quando me prestas tanta atenção.
Tens bom remédio para dispensar a atenção, uma vez que ela foi sempre reactiva. Basta que continues a ler tentando doravante não tresler.
Não, não, sigo-te atentamente e não tresleio.