Thanks Madiba

No racismo só há dois lados. Mandela, foi e será para sempre uma referência na luta contra o apartheid.
Mas Mandela foi mais do que isso. Como recorda a nota de imprensa do PCP – partido que sempre esteve ao lado de Mandela na luta contra o apartheid – “Em 1962, Nelson Mandela foi preso, vindo a ser condenado a prisão perpétua. Em 1985 foi-lhe negada a liberdade condicional por se recusar a renegar a luta armada do seu povo contra o apartheid“.

Sim, porque por mais que o regime, com o vigoroso apoio de Renato Teixeira, se ufane em vampirizar a nossa memória importa destacar que ontem morreu um dos nossos, alguém que sempre encontrou solidariedade e camaradagem nos comunistas portugueses.
Aos que pululam pelas televisões dobrando a espinha para rescrever a história importa recordar, como fazem Daniel Oliveira, André Couto e Vítor Dias, que foi por decisão de Cavaco Silva que Portugal votou vergonhosamente contra uma moção que reclamava a sua libertação na ONU. No documento oficial da Presidência da República, Cavaco brinda-nos com conceitos por si desconhecidos como o de “coragem política” ou “estatura moral“. Já Passos Coelho goza com a memória de Mandela, declarando-o como líder da resistência não violenta ainda que, na realidade, o facto de não ter abdicado da luta armada lhe tenha costado anos de vida numa prisão.

Mandela podia ter feito mais, pode-se sempre fazer melhor. Mas reconheça-se-lhe a coragem política e a estatura moral – que cavacos e coelhos nunca terão – e o seu papel fulcral num dos mais importantes avanços civilizacionais do séc. XX.

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10 respostas a Thanks Madiba

  1. Anthony diz:

    Uma pequena nota para o nosso intelectual guardião da moral do povo: escreve-se “Madiba”.

  2. JgMenos diz:

    Já cá faltava a idiotice de fazer um paralelo entre partidos para quem o poder é algo a obter por destruição do existente e quem tem que gerir o poder estabelecido!

    ‘É um dos nossos’!
    Ridícula pertensão de quem nunca poderá reclamar-se da sabedoria e tolerância de que Mandela foi um expoente maior.

    • A.Silva diz:

      Cala a boca escroque.

      • JgMenos diz:

        Os controleiros ordenaram a apropriação do Mandela.
        A ti mandaram-te ladrar!
        A cada um segundo as suas capacidades…

        • De diz:

          Errado.
          As capacidades de quem vive das rendas não são capacidades.
          É gatunagem pura e dura.
          E Menos sabe-o

    • De diz:

      A incomodidade perante Mandela é patente.
      Cavaco também já passou por tal.Agora gere a situação da maneira que fazem os cobardes.
      Também há idiotice à mistura Mas isso deixemos a cargo do linguajar de Menos.

      O que perturba Menos:
      “Unam-se! Mobilizem-se! Lutem! Entre a bigorna que é a ação da massa unida e o martelo que é a luta armada devemos esmagar o apartheid!».

  3. Pingback: A libertação de Mandela e o fim do Apartheid. Como? Por quem? | cinco dias

  4. um anarco-ciclista diz:

    No fundo, no fundo, o que o Renato gostaria de ter escrito sobre o Mandela era o que postou sobre o Cunhal… “Nelson Mandela, um reformista sério e um honesto contra-revolucionário”.

    Mas prontos: Se realmente houvessem “tomates”, os RUBRAs já teriam feito a revolução…

    • Argala diz:

      “Nelson Mandela, um reformista sério e um honesto contra-revolucionário”

      Mas olhe que isso não estaria longe da verdade.

      • De diz:

        O problema são mesmos os tomates da rubra….
        O resto é o habitual zum-zum em processo de elaboração de listas rebolucionárias

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