Mandela

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It is perhaps difficult for white South Africans, with an ingrained prejudice against communism, to understand why experienced African politicians so readily accept communists as their friends. But to us the reason is obvious. Theoretical differences amongst those fighting against oppression is a luxury we cannot affor…d at this stage. What is more, for many decades communists were the only political group in South Africa who were prepared to treat Africans as human beings and their equals; who were prepared to eat with us; talk with us, live with us, and work with us. They were the only political group which was prepared to work with the Africans for the attainment of political rights and a stake in society. Because of this, there are many Africans who, today, tend to equate freedom with communism. They are supported in this belief by a legislature which brands all exponents of democratic government and African freedom as communists and bans many of them (who are not communists) under the Suppression of Communism Act. Although I have never been a member of the Communist Party, I myself have been named under that pernicious Act because of the role I played in the Defiance Campaign. I have also been banned and imprisoned under that Act.

It is not only in internal politics that we count communists as amongst those who support our cause. In the international field, communist countries have always come to our aid. In the United Nations and other Councils of the world the communist bloc has supported the Afro-Asian struggle against colonialism and often seems to be more sympathetic to our plight than some of the Western powers. Although there is a universal condemnation of apartheid, the communist bloc speaks out against it with a louder voice than most of the white world. In these circumstances, it would take a brash young politician, such as I was in 1949, to proclaim that the Communists are our enemies.

(Da defesa de Nelson Mandela no Supremo Tribunal de Pretória, 1964)

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19 respostas a Mandela

  1. JgMenos diz:

    Sem dúvida que, se não servem para mais nada, as técnicas e a experiência dos comunistas em minar e eventualmente destruir um poder instituído são de muito assinalável eficácia.
    Os missionários tiveram, salvaguardadas as proporções, um papel similar,
    São por isso compagnon de route de todos os que,. ambicionando o poder, acreditam poder derrotá-los na recta final.

    • João Vilela diz:

      Os fascistas como o JgMenos também mostraram bastante em derrubar poderes instituídos. Vide… Portugal, à cabeça.

    • Pode então daí concluir-se que Mandela e o ANC foram uns oportunistas que se aproveitaram dos «malandros» (mas eficazes…) comunistas.
      Uma interessante tese.

    • De diz:

      O que releva deste discurso irritado,agastado epidérmico e rancoroso de Menos é o respeitinho pelo “poder instituído”.
      Neste caso o do inqualificável apartheid…
      Ah as saudades do dito que perpassam pelos veros colonialistas.

      Entretanto suspeita-se que este documento histórico provoque azia não apenas em Menos…

  2. JgMenos diz:

    Como sempre DE dedica-se a idealizar personagens e por essa forma se dispensa de argumentar.
    Se Mandela foi comunista, muito desiludiu os comunistas, e seguramente não é exemplo que estes queiram propôr aos seus.

    • João Vilela diz:

      Mandela não foi comunista. O que o post diz não é isso. Agora, que reconheceu que os principais aliados internacionais do combate ao apartheid eram os regimes socialistas, isso é visível.

      • JgMenos diz:

        Como bem sabe na guerra pouco fria entre blocos, os regimes socialistas apoiavam tudo que fosse contra o bloco contrário e do mesmo modo procediam os opostos.
        E se uma facção armada é sempre um argumento de peso para promover negociações, os ocidentais dempre repudiaram o apartheid -… a universal condemnation of apartheid – mas nem por isso entendiam dever pegar-se fogo à região, e destruir o muito que foi feito e está hoje a ser usufruido em paz pelos Sul-Africanos com efeitos em toda a região.

        • João Vilela diz:

          Ou seja, o Ocidente achava que era preciso derrubar o apartheid, mas… devagarinho. Se calhar os negros deviam ter seduzido os líderes do Partido Nacionalista, com espectáculos de «table dance» por exemplo, obtendo com isso a sua liberdade.

          • JgMenos diz:

            Ou seja,…podemos divagar indefenidamente…

          • João Vilela diz:

            Ou podemos defender a sublevação dos oprimidos contra opressores racistas e fascistas. Do lado dos divagadores estão os que, na prática, não acham o racismo e o fascismo tão maus assim, contanto os negócios floresçam. Do outro, as pessoas que têm o mínimo de higiene moral.

          • De diz:

            Na mouche!

        • De diz:

          (já agora…
          “EUA só retiraram Mandela da lista negra de terroristas em 2008”)

          Foi a guerra fria então não foi?
          Simplesmente obsceno.

    • De diz:

      Há mais uma vez qualquer dificuldade que obsta a que Menos perceba o que se escreve.
      Vamos a ver.
      Não há qualquer idealização de qualquer personagem.
      Limitei-me a sublinhar o obsceno respeitinho pelo “poder instituído”.. Obsceno porque aplicado a uma sociedade como a da África do Sul.
      A irritação agastada epidérmica e rancorosa de Menos persiste.Poderia ao menos encontrar um pretexto concreto.Não este balbuciar tonto de quem atira ao lado sem sequer perceber o ridículo do seu procedimento.

      Uma outra questão que perpassa pelo comentário de Menos é a filiação partidária de Mandela.O espanto surge mais uma vez pela aparente incapacidade de compreensão de Menos sobre o texto aposto por João Vilela.Será que o leu mesmo?Já para não falar na ignorância patenteada por Menos sobre o percurso político de Mandela.

      A este propósito cito Rui Silva: num excelente comentário no Manifesto74::
      “O que quero fazer é, apenas e tão só, manifestar o meu mais profundo pesar pelo falecimento de um camarada de luta (de lutas). Um homem que, não sendo comunista, lutou ao lado dos comunistas sul-africanos, e que foi – para lá de uma personalidade ímpar – o nome colectivo de centenas de milhares de lutadores anónimos perseguidos, encarcerados, torturados e assassinados pelos círculos fascistas afrikaner”. – See more at: http://www.manifesto74.blogspot.pt/2013/12/memoria.html#sthash.gV4Z9jbT.dpuf

      • JgMenos diz:

        O que prespassa pelos meus comentários é reacção à ‘colagem’ dos comunistas a Mandela!

        Quanto à construção do meu perfil psico-ideológico, verifico que a adjectivação continua em bom progresso e fico à espera do anúncio de obra acabada…

        • De diz:

          Não!
          O escrito denuncia-lhe as manhas e os feitios.
          O ódio aos comunistas que, segundo o ruminar de Menos, “são muito eficazes a minar e a eventualmente destruir um poder instituído” é por demais evidente.Tal como é por demais clara a admiração de Menos pelos “poderes instituídos” alvo da tal guerra eficaz dos comunistas.
          Acontece que o poder instituído de que se fala é …o do apartheid.Foge-lhe o dedo para a defesa colonialista e depois tenta corrigir o carpir solidário com os racistas do poder instituído.

          Menos auto-denuncia-se e depois quer corrigir os seus mais fundos pulsares.

          Mas há mais. Socorre-se duma idiota tese da guerra entre os dois blocos para tentar sacudir o que é óbvio: O apoio dos países socialistas à luta contra o apartheid. E aqui mais uma vez deixa cair a máscara.Para esta cambada que utiliza como justificação pelo seu apoio ao racismo, o facto de outros apoiarem o lado oposto, a tal questão dos “direitos humanos ” é uma boa treta.O que conta afinal é outra coisa ou outras coisas: os negócios e o poder.
          Algo que já sabíamos há muito.Mas que não deixa se ser motivo de gozo ver tal confirmado no jargão pleonástico-malabarista de Menos.

        • De diz:

          Quanto aos “prespassos” de Menos, lastima-se mas mais uma vez parece que este não leu ou não percebeu ou não quis ler ou não conseguiu entender.( não,não são esboços para a obra pela qual Menos anseia, nas suas ânsias costumeiras de tentar desviar o que se discute)
          O excerto do texto de Rui Silva poder-lhe-ia ter sido útil.Tentemos outro exemplo
          :
          “Nelson Mandela não descartou nenhuma forma de luta, tendo sido com naturalidade que foi escolhido em 1961 para 1º Comandante da Lança da Nação, organização militar do ANC.

          Preso no final de 1962 foi condenado em Outubro de 1963 a prisão perpétua, acusado com mais sete companheiros de ter participado em mais de 150 acções de luta armada. Cumpriu 28 anos de prisão, a maior parte dos quais em regime de trabalhos forçados.

          A determinação e a firmeza com que defendeu os princípios das organizações em que militou e a que dedicou a vida tornaram-no o símbolo da luta do seu povo, e granjearam-lhe o ódio pessoal de governos imperialistas e reaccionários como os do Reino Unido, dos EUA e de Portugal – chefiado por Cavaco Silva, expresso nomeadamente na votação conjunta na Assembleia da ONU contra a libertação de Nelson Mandela, então já com mais de vinte anos de prisão cumprida. Se os EUA o classificaram como terrorista, em contrapartida os seus atributos de combatente conquistaram para a luta contra o apartheid a solidariedade da URSS e outros países socialistas e também dos povos do mundo que, por mais de uma vez, se mobilizaram massivamente para apoiar a luta do ANC e pela libertação dos seus presos, com destaque para a figura mundialmente admirada de Nelson Mandela.

          Libertado em 2 de Fevereiro de 1990, Nelson Mandela veio a ser o primeiro Presidente da República da África do Sul libertada do regime de apartheid.

          Embora seja certo que o fim da discriminação racial está ainda longe de significar o fim das injustiças, desigualdades e outras formas de discriminação no seu país, o enorme avanço que representou num longo processo de libertação e emancipação ainda a percorrer constitui uma das grandes epopeias de luta dos povos de todo o mundo, e a ela ficará sempre ligada figura heróica e moralmente exemplar de Nelson Mandela.”
          Os editores de odiario.info

  3. De diz:

    Mas se Menos não gosta de ouvir outrem a falar sobre Mandela que leia “Las 7 frases de Mandela que probablemente no encontrará en los medios de EE.UU.”…directamente do produtor…
    http://actualidad.rt.com/actualidad/view/113408-frases-mandela-no-encontrar-medios-eeuu#sthash.4bpoY9XJ.dpuf

    Eis três como amostra:
    Sobre la guerra de EE.UU. en Irak:
    “Si hay un país que ha cometido atrocidades inexpresables en el mundo es Estados Unidos. Ellos no se preocupan por los seres humanos”.

    Sobre Fidel Castro y la revolución cubana:
    “Desde sus primeros días, la revolución cubana ha sido una fuente de inspiración para todas las personas que valoran la libertad. Admiramos los sacrificios del pueblo cubano en el mantenimiento de su independencia y soberanía ante la cara de la viciosa y orquestada campaña imperialista para destruir la impresionante fuerza de la revolución cubana. ¡Viva la revolución cubana! ¡Viva el camarada Fidel Castro!”.

    Sobre Palestina:
    “La ONU adoptó una postura firme contra el ‘apartheid’ y en los últimos años se estableció un consenso internacional que ayudó a poner fin a este sistema inicuo. Pero sabemos muy bien que nuestra libertad no es completa sin la libertad de los palestinos”.

  4. JgMenos diz:

    Porque mereço levar com um jornal de actualidades em cima só porque considero um abuso e um total e cínico oportunismo a ‘colagem’ dos comunistas a Mandela?

    • João Vilela diz:

      Porque nem é um abuso nem é oportunismo nem é cínico. E quem lho diz não sou eu: é o próprio Mandela, no excerto da sua defesa constante deste post.

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