Seminário | Pensamento Crítico Contemporâneo e Violência

Tano

 

SEMINÁRIO ‘PENSAMENTO CRÍTICO CONTEMPORÂNEO E VIOLÊNCIA’

FÁBRICA DO BRAÇO DE PRATA | 7 DE DEZEMBRO

Organização: Unipop e revista Imprópria
Inscrição: 5 euros (só a frequência no seminário) ou 10 euros (inclui um exemplar de um dos três primeiros números da revista Imprópria). Inscrição através de transferência bancária para o NIB 0035.0127.00055573730.49, seguida de envio de comprovativo para o e-mail cursopcc@gmail.com). Lugares limitados.
Almoço: a Fábrica terá disponível almoço. Quem estiver interessado em almoçar deverá confirmar no e-mail de inscrição do seminário.
O tema da violência política regressou ao centro do debate, em particular na sequência de um conjunto de confrontos em diversas manifestações nos últimos três anos. A eficácia, mas também a legitimidade, do recurso à violência na luta política, e em especial no que se refere ao questionamento teórico e prático do monopólio da violência por parte do Estado, constitui uma clara linha de divisão numa discussão que está longe de estar fechada. Tendo como principal objectivo lançar uma discussão abrangente sobre o tema da violência, a sua relação com a acção política, a sua dimensão histórica e social, bem como a forma como atravessa os campos da literatura e do cinema, a revista Imprópria publicou no seu n.º 3 um dossiê sobre o tema. Neste seminário, a Unipop e a revista Imprópriapretendem prosseguir este debate, convocando o contributo teórico de um conjunto de autores que, de uma forma ou de outra, tem tratado o tema na sua obra.
PROGRAMA

Mesa 1: 10h-13h

Elias e o Processo Civilizacional – Fernando Ampudia de Haro (CIESI-IUL e Universidade Europeia)

O Estado de Excepção, de Carl Schmitt a Giorgio Agamben – António Fernando Cascais (CECL FCSH-UNL)

Poder e Guerra em Amílcar Cabral – José Neves (IHC FCSH-UNL, Unipop)

Comentador: José Luís Garcia (ICS-UL)

 

Mesa 2: 14h30-17h30

Fanon, Guerrilha e Libertação Nacional – Manuela Ribeiro Sanches (CEC FL-UL)

Violência, Revolução e Contra-revolução: a Década de 68 em Itália e na Alemanha – José Nuno Matos (ICS-UL, Unipop))

Zizek e a Violência – André Barata (UBI)

Comentador: Nuno Ramos de Almeida (Jornalista)

 

Mesa 3: 18h-19h

Debate final, com todos os participantes

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2 respostas a Seminário | Pensamento Crítico Contemporâneo e Violência

  1. É a violência negociável – tudo se tornou negociável e isso inclui a polícia, ou as polícias num contexto em que se assiste à quebra do monopólo estatal da violência- até onde vai a violência tornar-se uma mercadoria (?) a banalização da violência afecta a sua eficácia simbólica face à ascenção de um complexo estatal militar que prescinde de parte das suas funções -das menos repressivas tornando obsoleta a “petty bougeoisie”de estado para gozo de um estado mais autoritário com o apoio concentrado de uma burguesia transancionalizada.

  2. Argala diz:

    “A eficácia, mas também a legitimidade, do recurso à violência na luta política, e em especial no que se refere ao questionamento teórico e prático do monopólio da violência por parte do Estado, constitui uma clara linha de divisão numa discussão que está longe de estar fechada.”

    Discutir a eficácia da “violência” talvez tenha algum interesse, a legitimidade não. E para discutir a eficácia do confronto directo, exigiam-se vários paineis onde essas experiências, na Europa e não só, fossem analisadas. Este é um daqueles temas que ninguém quer pegar, nem com pinças, porque a malta tem medo de tirar conclusões.. não vá o diabo tecê-las..

    “Artigo 325º
    Alteração violenta do Estado de direito
    1 – Quem, por meio de violência ou ameaça de violência, tentar destruir, alterar ou subverter o Estado de direito constitucionalmente estabelecido é punido com pena de prisão de 3 a 12 anos.
    2 – Se o facto descrito no número anterior for praticado por meio de violência armada, o agente é punido com pena de prisão de 5 a 15 anos.
    3 – No caso previsto no número anterior a pena é especialmente atenuada se o agente, não tendo exercido funções de comando, se render sem opor resistência, ou entregar ou abandonar as armas antes ou imediatamente depois de advertência da autoridade.

    Artigo 326º
    Incitamento à guerra civil ou à alteração violenta do Estado de direito
    1 – Quem publicamente incitar habitantes do território português ou forças militares, militarizadas ou de segurança ao serviço de Portugal à guerra civil ou à prática da conduta referida no artigo anterior é punido com pena de prisão de 1 a 8 anos.
    2 – Se o facto descrito no número anterior for acompanhado de distribuição de armas, o agente é punido com pena de prisão de 5 a 15 anos.”

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