Ai Portugal, Portugal

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“NY Times” compara situação do burro mirandês à dos portugueses. Todo um povo enxovalhado e comparado a um burro.

Secretário de Estado português foi à Grécia e saiu de lá como…”o alemão”. Bruno Maçães recusou uma frente de países do Sul. Imprensa grega ficou surpresa com a proximidade à posição alemã. Um governo de vende pátrias,  com a espinha dobrada, completamente subserviente ao Imperialismo Alemão.

Dumping social. Primeiro-ministro belga dá exemplo de portugueses mal pagos. A solução seguida, tornar Portugal a China da Europa… China, não nos iludamos, é mesmo o Bangladesh ou pior

Número de emigrantes em 2012 é o maior de sempre. Mais do que nos anos 60. A juventude escorraçada do seu próprio país.

Portugueses pagam para a Martifer utilizar Estaleiros de Viana do Castelo. 609 trabalhadores despedidos na véspera de Natal, toda uma cidade e região que é martirizada, a indústria nacional estraçalhada… por cegueira ideológica de direita ultra liberal e para fazer mais um negócio à BPN.

Foi até aqui que nos conduziu esta comissão liquidatária que se intitula de governo de Portugal. Isto é Passos e Portas no poder. Isto é uma maioria, um presidente e um governo de direita no poleiro.
Inimigos do povo e vende pátrias é o que são! Seja por onde der é preciso tirar esta gente do poder. Mais do que um direito, é um dever!

 

O João faz uma síntese brilhante. À Esquerda, quem não perceber o que está escrito abaixo, não percebe grande coisa…

A verdadeira mudança, a ocorrer, não será desencadeada à escala europeia, ao contrário do que insistem muitos europeístas. Terá de ocorrer, dada a lógica do desenvolvimento desigual e combinado, pelas periferias, país a país, ali onde a crise económica e social se faz sentir com uma intensidade impar e onde o esfarelamento das soluções políticas convencionais é plausível a prazo. Mais tarde ou mais cedo, aí será eleito um governo que tenha a coragem de um acto soberano democrático, recusando a chantagem austeritária e desobedecendo às regras europeias que bloqueiam tudo menos o neoliberalismo. Aí sim, as coisas começarão a mudar na escala de que a Europa ainda é feita, por contágio político e por acção inconsciente das forças económicas. O melhor é então agir como se tudo dependesse dos que aqui vivem, sem esquecer as articulações possíveis com outros na mesma situação, mas sem ilusões sobre a sobreposição da escala, internacional, das solidariedades mais ou menos abstractas com a escala, nacional, onde ocorrerão as mudanças concretas.

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Uma resposta a Ai Portugal, Portugal

  1. Argala diz:

    Um volte-face interessante de sociais-democratas honestos, como o Daniel Oliveira e o João Rodrigues. Essa abstração ignóbil da “revolta europeísta”, que ignora os marcos autónomos da luta de classes, é não perceber nada de coisa nenhuma. A ideia de “mudar a UE por dentro” (quem é que hoje não se ri?) era apenas uma forma de dar de comer a alguns reformistas.

    Mas a honestidade não pode parar, e tem que ir até às últimas consequências. Agora têm que nos explicar, os mesmos honestos sociais-democratas, como sair desta camisa de força sem a rasgar, isto é, sem uma autêntica revolução. Problemas muito práticos tais como: reindustrialização, construção de uma nova pauta alfandegária, regresso ao escudo e nova política monetária, criação de mecanismos que contenham a fuga de capitais, procura de novos parceiros comerciais face à possibilidade de sanções, reorganização das nossas relações bancárias internacionais. E isto é a ponta do iceberg, e já tudo questões complicadas de resolver, que implicam necessariamente o questionamento da propriedade privada para qualquer solução viável, assim como o repúdio da dívida pública e da dívida bancária ao exterior.

    Cumprimentos

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