Sair do sofá

Ontem à noite estava um frio de rachar em Lisboa, os polícias – numa manifestação convocada pelos seus sindicatos – estavam nas ruas de S. Bento e a maioria dos trabalhadores em casa. Eu arrastei-me até à Aula Magna para assistir a discursos que não esperava tão inflamados. Analisando exclusivamente a retórica de ontem, estamos à beira da guerra civil. Mas este texto não é sobre a noite de ontem.
Não questiono a legitimidade da Raquel Varela escrever este texto e, até concordo com um ou outro ponto, questiono o estatuto de superioridade sobre o qual se coloca e o populismo que dele resulta.
Na Aula Magna esteve gente que não conta para nada de interessante – que estava em contactos sociais para entrar nas próximas listas do centrão – mas, na sua maioria, estava gente que não reconheço da televisão. Gente que até pode ser aquilo que se entendeu chamar classe média, mas que passa por inúmeras dificuldades – quero lá saber se são novos ou velhos, isso deixo para os analistas políticos da burguesia se entreterem.
Mas o texto da Raquel Varela tem a particularidade de procurar confundir as manifestações de sindicatos com o que se passou na Aula Magna, o que não é apenas populismo, mas uma acção política destrutiva que reconheço num ou noutro actor que se posiciona à esquerda e que é sempre carinhosamente mediatizado.
O Rui Tavares, critique-se ou não, já explicou publicamente para onde quer ir oferecendo o corpo às balas com coragem.
À Raquel Varela apetece-me dizer que hoje as escadarias da Assembleia da República estão livres e talvez fosse a hora de, com os trabalhadores que tão bem conhece, passar das palavras aos actos.

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38 respostas a Sair do sofá

  1. Vasco diz:

    Ela é Doutora “por extenso” – como uma vez a li sobre o colectivo da Rubra, esse proto-partido do proletariado – e não se mete nessas caldeiradas. Analisa, teoriza sobre a revolução – os outros que a façam. Tem uma carreira académica em que pensar. Lado a lado com os seus aliados do anticomunismo militante. Não conta para nada.

  2. I.Tavares diz:

    Mesmo a propósito. Parabéns

  3. V. diz:

    Finalmente alguém chama os bois pelos nomes. Se a esquerda mais esquerda que a própria esquerda, epítomo da esquerda, tão esquerda tão esquerda que até a sair da cama de manhã o primeiro pé a tocar no chão é o esquerdo, discorda da via parlamentar e democrática para a resolução dos problemas (posição perfeitamente legítima, diga-se), então que reúna as suas tropas e tome o palácio de inverno de uma vez por todas.

    Ah, já sei, “não estão reunidas as condições históricas”… Brest Litovsk, Raquel, Brest Litovsk, como ouvi da tua boca há uns anos numa qualquer RGA. Até hoje continuo à espera dos dois passos em frente.

  4. Tiago diz:

    Por uma questão de honestidade intelectual, porque a Sr. Raquel Varela mente de forma consciente, fica aqui o link para o discurso do PCP na conferência: “http://www.pcp.pt/p%C3%B4r-fim-ao-pacto-de-agress%C3%A3o-e-aos-seus-resultados-dram%C3%A1ticos-para-o-povo-e-para-o-pa%C3%ADs-0”

  5. João diz:

    Também eu tenho visto com tristeza e desalento que a Raquel Tavares é cada vez mais – e só isso – um queque da esquerda caviar, com estudos. Inconsequente, muito académica (e eu sou insuspeito de menorizar o papel do conhecimento, já que tenho por hábito dizer no meu círculo de amigos que as Universidades deviam estar abertas tanto tempo como as urgências hospitalares e por razões similares) e palavrosa, mas sem acrescentar nada ao concreto dos nossos dias.

  6. Tiago diz:

    Uma vez que os anti-sectários censuram comentários, gostava de fazer duas perguntas partindo das seguintes premissas:

    1. Existem em Portugal, pelo menos 2 pessoas que conhecem em rigor como fazer uma revolução, um tal Renato e a Raquel Varela;
    2. Estas personagens criticam tudo o que o PCP faz;
    3. Estas personagens acham que o PCP impediu uma revolução em Portugal em 74/75;
    4. Existe um partido (MAS) e um colectivo (Rubra) que são os fieis depositários da verdade revolucionária.

    Perguntas:

    1. Porque raio é que não fazem nada?
    2. Porque é que a vossa acção é vender jornais e revista em manifestações?

    Dúvidas finais:

    1. O que vos impede de agir, de fazer a revolução criando para isso o autêntico partido revolucionário?
    2. Porque é não são capazes de mobilzar os trabalhadores?
    3. Porque é, os vossos aliados de classe organizados, se estão nas tintas para os que vocês dizem?
    4. Porque é que um grande revolucionário arranja tempo de antenas em todos os canais, faz colóquios com oportunistas com o Sr. Paulo Morais e tem como editor dos seus livros uma das grandes multi nacionais do ramo?

    Por favor, clarifiquem a minha mente deturpada por pensamentos burgueses!

  7. João diz:

    Expectável, mas pobre. É o tipo de crítica ad hominem que a RV cedo reconheceu e denunciou, e como leitor do 5 Dias, denuncio também. Porque a esse argumento “ético” nada há a responder, visto que para ser polícia do próximo já bastam os que por aí andam, mesmo se insurrectos. Vivemos todos no sistema capitalista, e reconhecer o divórcio entre palavras e actos é um mero acto de sanidade, não é arma contra ninguém. Se a revolução acontecer, esteja lá a RV ou não, o seu contributo é muito bem vindo, e sobre ele nada disse: a divisão mantém-se entre a burguesia e os trabalhadores, sendo que os primeiros pretendem reconstituir sozinhos o mecanismo representativo dos segundos. Quanto à manif dos polícias, eu não quero acreditar que é uma exibição proletária furtiva, mas a forma da intimação está bem achada.

    • De diz:

      Antónimo utilizou há dias um palavrão sobre a censura desbocada de Varela.E acrescentava ” Raquel Soliloquia e para ficar a ver alguém a brincar sozinha, tenho sites melhores”
      https://5dias.wordpress.com/2013/11/17/das-liberdades/#comments

      Mais haveria a dizer sobre o tema.Mas estas posturas de uma ou outra prima dona, tentando acantonar o debate onde lhes interessa são afinal uma outra manifestação censória.Curiosamente os exercícios mais sérios de lhe desmontarem os textos são sistematicamente silenciadas.Resta esta fuga onde cobardemente se esconde e aonde alguns vão procurar consolo
      Porque o que está aqui em causa não é apenas o “singelo divórcio entre palavras e actos”.Vai mais fundo e escava mais fundo.
      E era o que mais faltava se não se denunciassem as ronhas e os métodos.

      (Curiosamente no mesmo post que citei,há um comentário de Serras pereira em que ele profetiza o destino “democrático” de Varela.Revelador de Pereira e do olhar que alguns bons samaritanos esparramam sobre a dita.E não será só ele, como denuncia ( e muito bem, pese a caritativa defesa sobre a crítica ad hominem) o Tiago aí num post mesmo acima

  8. operation wolf diz:

    O que é confrangedor para n dizer ridículo é sabermos que este post e esta ida do autor à aula magna só acontece porque o pcp resolveu ter lá um participante. Caso o pcp tivesse decidido não participar o escrito deste autor seria totalmente diferente,ou nem acontecia. E isto para todos os escreventes pensantes alinhados directamente com o pcp. Não há pachorra para isto,e só por causa disso qualquer comunista não alinhado ou pseudo-revolucionário como lhe chamam se torna mais interessante.

  9. Rocha diz:

    Aquilo que se passou na Aula Magna foi um espetáculo triste e um desvio de direita por parte do Partido. Lembro-me como conferências destas tipo “todos juntos pela esquerda democrática” acabaram no passado, com o Bloco de Esquerda, o PS e a bafienta “renovação comunista” a apoiarem a corrida presidencial do Manuel Alegre. Hoje temos o Partido a entrar numa dessas carruagens que não vão para nenhum lado senão para uma encenação de uma alternativa supostamente anti-austeridade e supostamente por Abril do PS. O que é mentira, completamente mentira.

    O que o PCP devia estar a dizer ao povo é que o PS vai se entender com o PSD e o CDS para a reforma do Estado e para o golpe final nesta já débil e pálida constituição através de mais uma revisãozinha contitucional mal se apanhe no poder seja por maioria relativa ou absoluta.

    E tudo isto é muito mais importante do que gostar ou não da Raquel Varela e do que ela escreve.

  10. RVPi Viana Pereira diz:

    O somatório deste artigo mais os comentários respectivos (7 neste momento) é impressionante. Aconselha-se uma ida urgente ao médico, porque tanto fel graciosamente derramado não pode ser sinal de boa saúde. Estimo as melhoras.
    Vamos por partes.
    1. Os srs. acham que o estudo da realidade concreta e a produção teórica são coisas separadas da práxis, é isso? Que existe uma cesura entre ambos? Que a Raquel Varela, por ser historiadora e não convocar piqueniques de operários em S. Bento, está desligada e divorciada da prática revolucionária? Isto é confuso, tanto mais que eu estava convencido que vocês se reivindicavam do pensamento marxista.
    2. Parece haver aqui uma palavra que não me é desconhecida – populismo -, mas é evidente que lhe foi atribuído um significado completamente novo, que me é totalmente desconhecido. Deve ser uma brilhante polução teórica vossa. Podem explicar?
    3. Se porventura existem em Portugal apenas 2 pessoas que sabem como fazer a revolução (desculpem os leitores se invoco este argumento tão pueril exposto pelo Tiago), então estamos tramados, porque existem muito mais pessoas especializadas em impedi-la, como demonstram os artigos e comentários em apreço.
    4. Vocês significam o quê exactamente, quando se referem a «mobilizar os trabalhadores»? Eu desconfio confundem «mobilização» com «mobilidade», com autocarros de 40 lugares, mas como não gosto de fazer julgamentos de intenção, agradecia que me explicassem tintim-por-tintim.
    5. Acusar uma pessoa de usar os meios de comunicação ao seu alcance para divulgar e bater-se pelas suas ideias é o argumento mais soez que tenho ouvido nos últimos 60 anos. Aliás, era exactamente por isso que existia uma comissão de censura, durante o Estado Novo. Os vossos antagonistas deviam usar o quê, exactamente? Pombos correio?
    6. Esclareço que as universidades, apesar de poluídas pelos bancos e debilitadas pelos últimos governos, ainda são (ligeiramente) abertas. Até eu, que nunca fui estudante universitário, frequento os debates, colóquios, congressos e outras iniciativas que envolvem o público (houve bastantes e muito interessantes, este mês, espero que vocês tenham lá estado – e uma delas, retomando o ponto anterior, foi precisamente sobre a censura no passado e no presente).
    Termino afirmando, com toda a sinceridade e sem sombra de dúvida, que se eu pertencesse a alguma estrutura directiva do PCP, proporia a vossa expulsão e a emissão de uma declaração contrária à prática de comportamentos fratricidas, à utilização de argumentos soezes, à calúnia, ao desnorteamento mental e à deturpação teórica – a bem da imagem do Partido.

    • luisreis30 diz:

      Pimba, na mouche!!! Muito bem escrito, Viana Pereira. O fanatismo destes meninos dá nojo! Vergonha…

    • De diz:

      Este comentário começa por apelar a uma urgente ida ao médico e acaba com um apelo urgente à tomada de posições disciplinares, tendo como base argum argumetário que faria inveja a quem, tem tais práticas como rotineiras.
      Daí que não saiba se apele a que chamem Viana Pereira como disciplinador dos comentários alheios se lhe pergunte mais prosaicamente se Viana Pereira tem um caderninho encardenado com a informaçao de quem é ou não militante do PC para depois poder exercer o seu mister censório.
      (quem o não for que seja obrigado a sê-lo para que Viana Pereira possa ter um metier adequado)

      O mais do resto é a legítima defesa de Varela mais as suas posições teóricas alicerçadas na praxis ou vice-versa. Acrescida das velhas acusações purguistas de quem não é por aqueles dois – raquel Varela e Renato- é contra eles, logo é contra a revolução
      Quanto à interessante polémica sobre o populismo remete-se o prezado Viana Periea para um comentário adequado ao tema do anarco-ciclista no post do Tiago Mota Saraiva que tem como título “Estimada Raquel Varela”.

      Já quanto à soez acusação de censura (palavras utilizadas por Viana Pereira) vou tentar não responder da mesma forma que Antónimo o fez aqui há dias quando um tipo qualquer veio da mesma forma falar em censura.
      Ó Pereira,censura é com a Varela e há por aqui muita gente a poder testemunhá-lo
      Agora ide lá fazer uma de órgão dirigente do que quer que seja para poder dar brilho à sua frustrada ambição

      • Rui Viana Pereira diz:

        «Ó» [se me permite a citação deste maravilhoso pedaço de português e de cortesia] De: o meu caderninho não é vermelho, é azul-escuro à bolinhas amarelas.
        Quanto a fazer de Órgão, agora não estou com disposição, se me permite. «Ó» que pena.

        • De diz:

          Ó Viana Pereira mas quem quer saber qual a cor do seu caderno ou que este seja às bolinhas, cinzentas ou azuis ou que tenha órgãos reproduzidos na capa ou que esteja sebento ou não?
          Perante o desmontar do seu pedaço de prosa colorida tem apenas isto para dizer? A falta de cortesia e o órgão para o qual parece que tem disposição?

          Isso passa-lhe quando cair em si e verificar a falta de objectividade do seu livrinho,perdão do seu comentário

  11. De diz:

    Registe-se que Varela tenta responder ao Tiago com uma espécie de choradinho em que quase pre-anuncia o seu abandono etc e tal.
    “Estimado Tiago Mota Saraiva”
    Posted on Novembro 22, 2013 por Raquel Varela

    Porque não tolera a má-criação e o termo “populismo” caiu-lhe mal? O termo “populismo”?
    Mas o que vem a ser isto? (E um dicionário para explicar para não corrermos também os riscos de juízos ad hominem?)

    Esta sensibilidade liliputiana está em completo desacordo com o que escreve a própria dita. Com as suas insinuações, as suas manipulações, os seus juízos de cátedra, a sua arrogância.Já escalpelizados por vários e por bastas vezes abordados.
    Será que o juízo (para mim malévolo do amigo do povo líbio, o Serras Pereira) tem pernas para andar?
    A defesa da “honra perdida” de RV?
    Adiante que o tema já cheira mal e que só é aqui abordado por impossibilidade de o ser no sítio adequado

  12. De diz:

    Foquemos o tema concreto do debate e deixemos os tristes comentários sobre “a esquerda parlamentar a aplaudir o 25 de Novembro”, figuras de retórica imprecisas e que consubstanciam o “rigor histórico de”

    Deixemos também os comentários sobre a idade dos intervenientes que fazem lembrar uns juízos canalhas sobre as “gerações grisalha” e coisas do género.A luta entre o que é velho e o novo é fonte de tensões dialécticas, mas ainda não caracteriza a luta de classes.

    Deixemos também os comentários sobre as pontes, a “força incontrolável de” e os aplausos de qualidade ( “aplaudido entusiasticamente pela esquerda parlamentar” dirá Varela, com aquela precisão “entusiasta” que caracteriza uma historiadora do ramo).Não abordemos os comentários sobre a orfandade total dos pobres trabalhadores que mais uma vez atesta o rigor académico de Varela.( confesso que gosto sobremaneira da expressão “os trabalhadores estão totalmente órfãos de partido ou organização, programa ou ideias”. Mais um contributo importante para a linguagem “científica” académica

    Nem foquemos a canalha manobra de identificar o que se passou na aula magna como uma tentativa de” disputar os capitais retirados ao trabalho,um gigante combate sobre se o salário deve ir para a dívida pública ou para isenções ficais a empresas «produtivas» que «criam emprego» a 432 euros líquidos”
    Uma intervenção precisa e concreta está aqui.

    (Deixemos a Varela a tentativa de colar a generalização “académica” do que afirma com a realidade.Repito,foi uma manobra canalha que obriga a olhar mais atentamente os métodos e escritos de Varela mas também de quem a avalizou cientificamente)

    Chamemos ao debate dois posts que eu tenho por paradigmáticos sobre a presente situação e que me parecem dizer com muito mais propriedade e de forma mais sintética o que penso sobre esta questão:
    -“Nem todos os gatos são pardos mas tudo o que isolar mais este governo é bem-vindo”
    http://otempodascerejas2.blogspot.pt/2013/11/nem-todos-os-gatos-sao-pardos-mas-tudo.html#comment-form

    -“a esquerda presta pouca, mas muito pouca, atenção às contradições internas da classe burguesa. Consequentemente é incapaz de antecipar o seu devir. Mas tenho ido mais longe: num momento em que a hegemonia da burguesia está mais ou menos estabilizada, as contradições internas da classe burguesa se tornam mais importantes que as contradições de classes”.
    http://falaferreira.wordpress.com/2013/11/13/a-importancia-da-conjuntura/.

    Sabendo que José Ferreira iria mais longe e aprofundaria este meu comentário:
    “A arte da Guerra” foi lida por muita gente que não era nem de perto nem de longe marxista.
    Mas também foi lida por Vo Nguyen Giap

    ( e não,não há motivos para regozijos ou para triunfalismos).

    • De diz:

      Mas há-os todos para continuarmos uma luta sem quartel contra esta sociedade podre e sem perspectivas.

    • Nuno Cardoso da Silva diz:

      Isto é divertido!… O PCP cai na esparrela de se associar à reunião convocada pelo Mário Soares, talvez para responder à crítica de que o PCP não colabora com ninguém, e agora, face às fragilidades evidentes da iniciativa, vem tentar explicar o erro táctico. Aquilo foi uma manifestação do pior frentismo, aquele que não se baseia num projecto mas numa associação de colunáveis da política bafienta de sempre. Há em Portugal milhares de pessoas mais competentes, mais inteligentes, mais sérias, mais dedicadas e mais capazes do que o bando que se sentava do outro lado da mesa. Milhares que nunca têm a menor oportunidade de contribuir para a defesa do bem comum porque são sistematicamente preteridos em benefício dos colunáveis inúteis. A primeira revolta que pode abrir a porta a uma ruptura a sério com esta cloaca que é a política portuguesa, será a revolta contra os bonzos de todos os quadrantes, inclusive do PCP.

      • De diz:

        Divertido será talvez para o Nuno da Silva mais a sua esparrela assada no forno.
        Eu por exemplo acho mais divertido ver o Nuno da Silva a fazer que sim-sim no post de Varela ( tem sorte, ela geralmente costuma abrir-lhe as portas aos seus comentários).Só para os amigos né?

        Mas as opiniões concordantes do Silva e de Varela no actual presente são o que são e não me cabe a mim pô-las em causa.Apenas repito que as acho divertidas.mais o seu espumar acerca dos mais capazes e dos colunáveis.
        Parece-me mais uma birra de quem se achou preterido do que outra coisa qualquer. Porque não se oferece como se ofereceu aqui para ser colunista, daquela forma patética como o fez?Poderia ser que. 🙂

        Entretanto…para que se se saiba…estou-me positivamente nas tintas para os tais colunáveis.
        Apenas tenho em vista os objectivos a alcançar… e mais algumas coisas!

        • Nuno Cardoso da Silva diz:

          Quando sugeri participar neste blog como colunista e não apenas como comentador, foi porque achei – e o tempo tem-me dado razão – que a minha visão da esquerda ajudaria a preencher um espaço vazio neste blog – o do libertarismo de esquerda. Face à profusão de militantes do PCP e do BE, com uns trotskistas à mixtura, talvez fosse interessante. Não me envergonho da sugestão, como não estranhei a recusa. Assim as minhas opiniões têm de ficar dependentes de haver posts a propósito e ficam igualmente dependentes do bom ou mau humor dos autores desses posts. Mas, até agora, não me impediu de dizer o que queria, e de ser também alvo das ordinarices ou simples deselegâncias de alguns de vós. Mas isso também era de esperar dado que a violência faz parte do cardápio ideológico de alguns… Vai-se fazendo o que se pode, com os meios que se têm…

          • Tiago Mota Saraiva diz:

            Nuno, creio que ninguém terá reparado que se tinha auto-proposto, contudo, parece-me que já tem lugar aqui: http://oinsurgente.org/2013/11/22/uma-esquerda-sobre-outra-esquerda/
            Cumprimentos

          • Nuno Cardoso da Silva diz:

            Tiago,
            Não me incomoda nada que transcrevam o que eu escrevo, seja no Insurgente ou noutro lado qualquer. Como professor que sou estou habituado a falar tanto para quem concorda comigo como para quem discorda. Sempre na esperança que isso gere reacções estimuladoras de reflexão. O que, infelizmente, não acontece muito por aqui, onde a discórdia é quase sempre acompanhada de tentativa de agressão. É a consequência deste espírito de seita religiosa – do tipo Opus Dei – que convive muito mal com quem põe em causa os dogmas queridos dos sectários. Eu, que sou agnóstico e me dou mal com fundamentalismos religiosos ou laicos, patenteio isso nos meus comentários, e por isso não me admira que a minha ingénua disponibilização para colaborar no 5dias tenha sido ignorada. É claro que a transcrição do meu comentário no Insurgente vai agora servir de alibi para justificar, a posteriori, essa nega… Valha-nos São Vladimir…

          • De diz:

            Cardoso da silva.
            Pode ser que o não incomode ser citado por aquele antro.Já vossemecê aqui disse que tem a casca grossa e que patati-patata etc e tal,escondendo-se atrás da qualidade de… professor,veja-se bem
            Mas tal não serve para justificar as suas permanentes agressões saídas lá do seu casulo , que veja-se, parece que são bem recebidas pelo insurgente ou pela ópus dei.

            O que, por muito que lhe custe engolir, demonstra o seu nível peculiar.
            Há mais

          • De diz:

            Cardoso da Silva parece assim que se sente menos incomodado com o facto do insurgente lhe apanhar as calhandrices do que o “putativo mal” que lhe fazem aqui, no 5 Dias.
            Independentemente da interrogação do porquê então andar a papar “missas”,verifica-se que Cardoso da Silva é useiro e vezeiro no fazer afirmações gratuitas,quantas vezes quase que provocadoras (os exemplos estão aí e podem ser objectivados por quem tenha um mínimo de atenção).E se é justo que exponha os seus pontos de vista,mesmo os provocadores, também é justo dizer-lhe frontalmente que não conte sair indemne daquilo que eu considero alarvidades. Nem o seu habitual ponto de fuga para o “professorado” permite-lhe-á escapar por entre os pingos da chuva.
            (E, registe-se,quantas e quantas vezes escreve Cardoso da Silva sem contraditório, porque o que é demais cansa mesmo e não vale a pena o apontar sistemático das contradições dos escritos)
            A sua repetição temática é confrangedora.Os seus ódios de estimação turvam-lhe o raciocínio.O seu ego revela-se na calúnia.

            O que disse Cardoso da Silva sobre o ocorrido na aula magna é demasiado mau e exemplificador do que é de facto Cardoso da Silva. Infelizmente este colocou num lugar “protegido ” o seu comentário,ou seja, num post de Raquel Varela.Protegeu-se assim,dada a vertente censória da dita, de ver o seu nojento texto devidamente qualificado.

            Nuno Cardoso da Silva, o dandy burguês a qualificar outros de o serem.O bonzo com tiques de protagonismo a acusar outros de o terem.Vai ao ponto de repetir o discurso da horda neoliberal governativa sobre “as benesses perdidas” como mola impulsionadora da contestação. Chega até quase a se solidarizar com cavaco, pelo facto de este ser legitima e merecidamente apupado.
            Não vale a pena sequer citar a filha da putice sobre a “afinação do coro”,logo sublinhada pelo seu amigo insurgente, o lopes do comité do friedman.
            O “rapaz” esmerou-se de facto.
            E tem a lata suprema de se lastimar pelo facto de dali não ter “saído nada”.Mas era expectável? Era para surgir? Mostra assim ao que vem,mostra o que o move e mostra outras coisas mais.
            Porque também Cardoso da Silva caracteriza da forma como o faz a audiência.Calunia quem lá esteve.Qualifica quem lá foi de forma soez.Cardoso da Silva parece que reconheceu os colunáveis, quanto outros reconhecendo estes, não identificaram muitos mais.Eu não estive lá e tenho que dar como legítimos os testemunhos de muitos outros que me merecem muito mais veracidade do que o de Cardoso da Silva.

            Silva quando comenta o meu comentário nem se apercebe que nem o comenta.Diz, naquela prosápia que o caracteriza, que o “PC vem explicar o erro táctico”.
            O coitado nem se apercebe que nem sou o PC nem vim explicar nenhum erro táctico.Porque não o qualifiquei como tal .Porque nem considero que tenha sido tal.Pelo contrário permitiu evidenciar mais contradições no PS, acentuou-as e pôs a canalha (incluindo o insurgente, com o prestimoso apoio do Cardoso da silva), a bramar contra o sucedido e a salivar o seu ódio característico aos que lhe fazem frente.Mesmo que tal ocorra duma forma conjuntural e temporal

            O seu desejo que os bonzos de todos os quadrantes sejam levados pela enxurrada da primeira revolta diz muito da posição ideológica de Cardoso da Silva.Todos ao molho e fé em S.Vladimir

            Para terminar e sobre o pedido (ingénuo nas suas palavras) de colunista no 5 dias registo aqui o comentário de alguém a tal propósito:
            “Há em Portugal milhares de pessoas mais competentes, mais inteligentes, mais sérias, mais dedicadas e mais capazes do que o bando do Cardoso da Silva que se senta do outro lado do teclado. Milhares que nunca têm a menor oportunidade de contribuir para a defesa do bem comum porque são sistematicamente preteridos em benefício dos colunáveis inúteis.
            Tal qual cardoso da silva?

          • De diz:

            ( já agora…do encontro da Aula Magna saiu bastante mais do que eu estava à espera…Estou de acordo com o Francisco Furtado
            Ainda bem.
            Pesem os insurgentes, o comté do lopes e os Cardoso da Silva)
            🙂

          • Nuno Cardoso da Silva diz:

            Então o De tirou um diazinho de folga para bolsar a sua má disposição aqui no 5dias? Mas serviu para perceber que o De gostou da palhaçada da Aula Magna e que achou que serviu de muito… Mas devo confessar a minha perplexidade. Que terá o PCP achado de interessante em mais uma manifestação das vaidades de gente que lhes deve merecer muito pouco respeito, pelo menos político? O que pode sair daquela feira? Ouvir a Helena Roseta apelar à violência e depois vir logo como que a pedir desculpa da ousadia, valeu-me mais uma barrigada de riso. Não é que a violência não se justifique contra os trastes que nos desgovernam, mas é a Helena Roseta que vem reclamar essa violência? E que forma assumirá essa violência, na opinião da senhora arquitecta? E o PCP embarca nesta comédia? O lamentável é que a dita sessão não fez mais do que patentear a total impotência de uma esquerda anémica, mais interessada em necrofilia ideológica e em lançar anátemas contra quem não alinha pelo seu diapasão do que em combater este governo e este sistema. Tal como em 1974, estarão à espera que seja a tropa a tirar-lhes as castanhas do lume? Mas agora a tropa é outra. Em 1974 era um exército de cidadãos, agora é a guarda pretoriana do regime, bando de profissionais que fazem o que o patrão mandar. Quando são os seus interesses sobem a escadaria da AR de roldão, quando somos nós somos corridos à cacetada. Como é que o PCP resolve este problema? Indo às corridas à antiga portuguesa do Mário Soares? O PCTP/MRPP também anunciou ter lá estado, com um numeroso grupo de operários sob o comando do Arnaldo de Matos, o que não deixou de me entristecer um pouco. Et tu Brutus?… Será que enloqueceu tudo?…

          • De diz:

            “tirou um dia de folga para bolsar”?
            O sr. silva deve estar enganado.
            Tanto como o paleio com que nos presenteia a seguir a tentar limpar-se um poucochito da trampa que fez.
            Para as suas dúvidas vá perguntar ao PC.
            Porque o motivo desta troca de palavras com Cardoso da Silva não resultou em nada do “discurso”floreado cheio de interrogações a que este agora se remete., monte de lugares comuns repescados entre a drª Varela e o amigo insurgente, chegando ao ponto de copiar grosseiramente o que outros amigos escrevem aqui mesmo no 5 dias
            Teve as suas origens noutras questões.Questões também éticas.Ética a que hipocritamente recorre noutros casos,comportando-se aqui como um boçal burguês,”esquecido” dos pergaminhos que tenta mostrar alhures.
            O que no mínimo revela hipocrisia.A juntar ao que já tinha demonstrado antes.

            Cardoso da Silva nem coragem tem para manter o que disse .Figurinha impotente e rancorosa, destilando a sua bílis sobre quem não lhe apara as golpadas de presunçoso personagem ,medíocre e parasitário copista.
            Entre o insurgente e Varela,entre o argala e cavaco.Eis onde faz equilibrismo este personagem esconso e triste.

          • De diz:

            E cá para nós não se envergonha do seu nível de compreensão do que é escrito?
            Onde leu que eu achei que o que se passou na Aula Magna valia de muito?
            Onde leu que a roseta era o alfa e o omega do acontecido?
            Perguntas que sublinham o seu silêncio pungente, comprometido e cobarde sobre o que eu de facto escrevi.
            Não tem vergonha mesmo?

          • Nuno Cardoso da Silva diz:

            “( já agora…do encontro da Aula Magna saiu bastante mais do que eu estava à espera…Estou de acordo com o Francisco Furtado
            Ainda bem.”

            Mas quem é que terá escrito isto?…

          • De diz:

            “( já agora…do encontro da Aula Magna saiu bastante mais do que eu estava à espera…Estou de acordo com o Francisco Furtado
            Ainda bem.”

            E isto:” Mas serviu para perceber que o De gostou da palhaçada da Aula Magna e que achou que serviu de muito”

            Vai a distãncia entre o grau de expectativas e os resultados obtidos.
            Até mesmo um tipo como cardoso da silva tinha obrigação de saber isso.

    • Rocha diz:

      Explorar as contradições da burguesia a este nível (do evento da Aula Magna) claramente político, mediático e institucional foi o que o SYRIZA fez na Grécia. Mas é isso que os comunistas portugueses querem ser, reconstrutores da social-democracia portuguesa?

      O que se passou na Grécia não foi uma mera substituição de um partido social-democrata por outro, PASOK por SYRIZA. Foi uma verdadeira lavagem de cara à social-democracia. É claro que o PASOK, tal como o PS em Portugal, já não têm nada de social-democratas nem sequer entre os seus elementos que estiveram na Aula Magna. E é claro que não há qualquer indício que o BE venha a transformar-se num fenómeno tipo SYRIZA (que é o único partido que podia fazê-lo em democracia burguesa).

      Então o que é que se passou na Aula Magna senão uma nova tentativa de fazer uma corrida presidencial tipo Manuel Alegre (com o Carvalho da Silva como provável destinatário) só que agora tristemente apoiada pelo PCP?

      • De diz:

        Hummm.
        Terá sido por isso que o PC apoiou o Alegre não ? Por causa dessas reunioezinhas a ver se caiam na esparrela,não?
        A lavagem do rosto da chamada social-democracia tem outros pressupostos.. .económicos até.Mas isso é marxismo e não quero estar a dar lições a ninguém

        Quanto à chamada ao debate do pasok,do syriza … tal constitui uma espécie de fuga aquilo que se disse.Tal como os sonhos húmidos em volta de quem quer que seja
        E como tais coisas não me interessam mesmo para nada dou por encerrada a discussão.

  13. Antónimo diz:

    Só mais um esforço Tiago, só mais um esforço.

  14. moby diz:

    por alguma razão o PCP nunca passará de um partido com importância residual.

    • De diz:

      Gosto.Da varela do Nuno da Silv e do moby todos juntos e a gritarem o mesmo.Em tons diferentes como é óbvio.Mas a ensaiarem as vozes para o próximo concerto.
      🙂

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