Que raio se passa com os partidos de esquerda?

É preciso ser o Màrio Soares a dizer isto, com base neste argumento?

Anúncios
Esta entrada foi publicada em 5dias. ligação permanente.

9 respostas a Que raio se passa com os partidos de esquerda?

  1. Está a dar tempo de antena a um canalha por alma de quem?

    • paulogranjo diz:

      Precisamente porque os não-canalhas, de acordo com a sua classificação, estão de biquinho calado, quanto à legitimidade de um Senhor Presidente que não cumo´pre nem faz cumprir a Constituição.

  2. Rocha diz:

    Na mesma notícia em que Soares faz a “oportuna homenagem” a Ramalho Eanes como comandante do 25 de Novembro, é precisamente essa a data que ele vai celebrar com os seus compinchas. E já agora o Soares fez o 25 de Novembro para quê se não isto que temos agora? Tava a espera de outra coisa? Pois, pois… lágrimas de crocodilo conheço eu bem.

  3. Vítor Dias diz:

    Meu Deus, caro Paulo, há almas que anseiam pela chamada «frase forte». Estamos todos fartos de abrir o bico para que demita o governo e ele nicles e se reclamarmos que seja ele a demitir-se (o que só depende da sua vontade), está-se mesmo a ver que ele nos ia fazer a vontade. Sinceramente não creio que a passagem para primeiro plano da exigência da demissão do Cavaco fosse inteligente porque deixaria a exigência da demissão do governo mais na sombra.

    • paulogranjo diz:

      Vítor:

      Quando (para além das desgraças que cria) um governo não tem apoio social para as suas políticas e não tem sequer legitimidade democrática (por ter sido eleito com um programa eleitoral contrário às medidas que toma), sem que haja formas institucionais de correr com ele sem que impluda ou sem que seja corrido por um presidente que anda com ele ao colo e que, para o fazer, não cumpre e não faz cumprir a Constituição (com isso perdendo a legitimidade para o desempenho do seu cargo, sem que tão pouco existam instrumentos institucionais para correr com ele), as questões não são apenas de táctica de luta. As questões são também de regime e de ausência de mecanismos para garantir a sua democraticidade, quando maioria e presidente desrespeitam e perdem a legitimidade democrático.

      Numa situação tão crítica como a que atravessamos, esta questão (desconfortável, bem sei) deveria estar a ser posta em cima da mesa pelos partidos de esquerde.
      Pelo que representa institucional e democraticamente, e pela enorme importância que tem para a desmobilização na luta contra o governo. Porque este nó górdio institucional é agudamente compreendido pelo monsieur-tout-le-monde, tal como o inquebrantável empenhamento do Cavaco em levar o governo até ao fim do mandato, proteste-se o que se proteste. A combinação dos dois factores é, estou convicto, mais desmobilizadora do que o medo e as crescentes dificuldades da vida.

      Contrariá-lo passa, também, por apontar sem tibiezas que o principal garante da continuidade do governo, o PR, não tem legitimidade para se manter em funções, pois não cumpre os deveres mais essenciais do seu cargo.

      Ou seja, dada a interacção que mantêm, não questionar a legitimidade do PR (para não desviar atenções do governo) não apressa a queda do governo; atrasa-a.

      Por isso me impressiona que só aquela figura que não irei qualificar o diga.

      • Kasky diz:

        “Ou seja, dada a interacção que mantêm, não questionar a legitimidade do PR (para não desviar atenções do governo) não apressa a queda do governo; atrasa-a.”

        “Por isso me impressiona que só aquela figura que não irei qualificar o diga.”

        Até se poderá apreciar se é preferível concentrar as baterias no governo ou no palhaço que o sustenta, agora afirmar o que afirma, é de quem tendo participado em manifestações não olhou nem para os cartazes nem ouviu as palavras de ordem.

        Não questionar a legitimidade do PR?

    • Antónimo diz:

      Mostrar a ilegitimidade de Cavaco – exigindo-lhe a demissão por indecente, má figura e garante do Governo – é mais que urgente. Soares esteve mais que bem.

  4. xatoo diz:

    que “partidos de esquerda”?
    Soares promove um encontro para onde convidou tudo: “comunistas”, “socialistas”, “sociais democratas” (todos comprometidos com o paradigma neoliberal) liberais e “democratas” cristãos. É um saco de gatos, mais uma tramóia com que o P”S” (soaristas, os do Carlucci e da Fundação Ebert) historicamente engana quem ainda tem paciência para ser “eleitorado”

Os comentários estão fechados.