«Tenho dúvidas que se possa dizer que existe hoje um Serviço Nacional de Saúde»

«Se há listas de espera, se há racionamento de medicamentos (exportados), se há racionamento e não racionalização de meios, se se vai terceirizar nas misericórdias os cuidados continuados e paliativos – seguindo as directrizes do Banco Mundial -, se há domínio dos custos tecnológicos e maquinaria absoluto sobre o valor da força de trabalho (médicos e enfermeiros), ou seja, se é mais importante comprar o «último grito» de uma máquina de TAC Siemens em vez de contratar enfermeiros, se 1/3 dos idosos da região de Lisboa com mais de 65 anos deixou de se deslocar aos cuidados de saúde e 13% deixaram de comprar medicamentos, se é mais barato ir a uma urgência privada do que a uma pública, se caiu o número de análises feitas no público (9%) mas subiu o número realizado no privado mas pago pelo público (12%)…tenho muitas dúvidas que, com este cenário, se possa falar da existência de um Serviço Nacional de Saúde». Entrevista dada ao SEP (Sindicato Enfermeiros Portugueses).

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Uma resposta a «Tenho dúvidas que se possa dizer que existe hoje um Serviço Nacional de Saúde»

  1. JgMenos diz:

    O que é verdadeiramente crítico é manter eaumentar empregos no público.
    É um contributo importantíssimo para a ‘sossega’ da classe trabalhadora, que isto da privada é inaceitável!
    isto de despedirem quando não há trabalho é insuportável!
    Essa cena de não haver artº 2º, artº 22º,artº x,y,z é importantíssimo para a eficácia de qualquer serviço digno desse nome.
    Viva o emprego público! Viva!!

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