Ode ao Camarada Vilela

 «A rosa de Maio, que gela o riso nervoso do patrão e do lacaio»

Tenho seguido atentamente todo o debate do 5 Dias, não porque não tenha opinião sobre ele, mas porque acho que “tricas à esquerda”, já temos demasiadas, direito à opinião e a expressá-la temos todos e todas, independentemente dos restantes concordarem, e se não houver pluralidade no discurso e falta de consenso, convençam-se, ninguém lê isto!

Por isso, mais do que reagir, a escrita, tal como a Esquerda, deve ser pensada, até, porque escrevemos sempre mais, esticamo-nos sempre mais, atrás de um monitor e o debate é sagrado, mas a unidade também o devia ser. Reflectimos, em muito, a Esquerda e é isso que faz de nós Esquerda: o debate aceso, a preocupação com “as vírgulas” da discussão, a luta acérrima por causas e questões, quando – e já aqui o disse – “é bem mais o que nos une que o que nos separa” (sou um disco rachado).

“Não estamos a lutar por uma concepção; estamos, com uma concepção, a lutar pela solução de problemas concretos da humanidade e por uma transformação da sociedade que os resolva.”, (dizia o Álvaro) e, por isso, os debates são extensos, morosos, cansativos. Ninguém se vende, ninguém se rende, ao desbarato.

Mas há outras coisas que definem aquilo que para mim é a esquerda: o companheirismo, a solidariedade, o comunitarismo, a igualdade e tudo aquilo que faz de nós pessoas de carne e osso, com o coração bem-posicionado à esquerda e essa união em prol de princípios e ideais e “na defesa dos interesses e direitos dos explorados e oprimidos, tendo como objectivo construir uma sociedade nova e melhor, o que implica confiança no ser humano”, também dizia o Álvaro – “Unidade, unidade, unidade”!

Conheço o João há dois anos – sensivelmente – e conheço os seus ataques acesos, a sua veia política empolgada e os argumentos “feios, porcos e maus” que muitas vezes utiliza. Conheço-lhe a escrita e sendo, em tudo, muito mais directa e incisiva que a minha, tem uma poesia muito própria. Conheço-lhe a ideologia, a força e absoluta dedicação com que a defende, sem nunca usar de desonestidade intelectual, mas sem cortesia ou simpatia numa discussão. Por tudo isto, sei que o último post dele, foi e será sempre, aquilo que faz de todos e todas nós, comunistas de coração.

Ao Vilela, tiro o chapéu: contigo, camarada, ia para a guerra!

E é só isto que importa mencionar, o restante, são questões internas!

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Sobre Paula Gil

Passion for politics and journalism, full-time worker, arts lover, complicated and excessive person! The thunder and the laughter, the last thing they heard!
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8 respostas a Ode ao Camarada Vilela

  1. João Vilela diz:

    Prestígio é isto!

  2. Timochenko diz:

    Saudações ao camarada Vilela. Resta saber desde quando é que o 5 dias acolhe a publicação de panegíricos.

  3. Argala diz:

    Haver uma “purga” sem desaparecer daqui a Paula Gil, o Labrincha e a Raquel Freire não me parece bem.. vá meninxs.. exclamem comigo: vivó Cunhal!! vamos embora daqui!!! Ia para a guerra com o Vilela? Desopile do blog que eu ponho-a na linha da frente.

  4. Rocha diz:

    Não enchas mais o ego ao gajo, que o ego dele já é grande. 😛

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