Enquanto os nossos colegas do 5 Dias se entretêm com questões secundárias, o ministério de Nuno Crato vai levando a cabo o seu trabalho de sapa de destruição da Escola Pública.
O passo decisivo está dado e chama-se cheque-ensino. No próximo ano lectivo, num momento em que há cortes em todos os sectores, em nome do emagrecimento do Estado, aí vão mais 20 milhões de euros para os amigos dos colégios.
Alunos que já estão na Escola Pública e que aí continuariam sem custos acrescidos para o Estado são desviados para que o dinheiro vá parar directamente às mãos dos amigos do Governo. Não se sabe com que critérios, mas também não interessa. O que interessa é que o dinheiro vá parar aos bolsos dos mesmos de sempre. Aqueles para quem as crises são sempre excelentes oportunidades de negócio. Aqueles a quem a crise nunca chega.
O Governo mais liberal de sempre entende que determinadas empresas privadas devem subsistir com a ajuda do Estado. O pretexto é o mesmo de sempre, a liberdade de escolha. Mas a liberdade de escolha de quem? Só se for a dos colégios, que vão continuar a escolher os alunos que muito bem entendem. Obviamente, escolherão apenas os que têm melhores notas e os que não têm problemas de comportamento. Os outros ficam para a Escola Pública.
Quanto a mim, da mesma forma que filha minha nunca entrará num dos maravilhosos Centros Escolares de José Sócrates, embora por razões diferentes, posso garantir que também nunca entrará numa escola privada. Mesmo que depois o Alexandre Homem Cristo venha dizer que eu sou mau pai por não pôr os meus filhos num colégio…
Mais 20 milhões para os amigos dos colégios
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