Cunhal fez xixi nas cuecas da revolução

Renato podes escrever este post? Não me ocorre dizer muito mais do que o título e se calhar já várias pessoas provaram o ridículo da história da delação – também não ajuda postares uma imagem antiga do Avante com um texto que não confirma a tese. Agora, o que importa, é lançar um novo tema para os teus debates. O título não me parece mal. Estou em crer que não desiludirás a Helena Matos!

Anúncios
Esta entrada foi publicada em 5dias com as etiquetas . ligação permanente.

19 respostas a Cunhal fez xixi nas cuecas da revolução

  1. Tima diz:

    Eu acho que o caminho não é por aí Tiago. Continua-se a dar importância a um sujeito que há muito tempo devia ter saído se não pelo próprio pé pelo menos com um pé no seu traseiro. Faz-me lembrar uma lista que concorreu à Associação de Estudantes da minha escola onde uma sujeita que foi convidada depois da lista já estar formada aos poucos foi tomando conta daquilo até ficar sozinha à frente da AE. No fundo o Teixeira mal, está a viver o culminar da sua vidinha patética. Entrou num blogue de esquerda, subverteu rasteira e sabujamente toda a discussão contra o principal inimigo da Esquerda e de Portugal que é a DIREITA QUE NOS DESGONERNA e está a fazer uma “purga” nojenta e inqualificável e a nomear como seus reais inimigos toda a Esquerda que não pensa como ele. Alguém que dê um par de estalos na criatura e a meta com um guia de marcha se faz favor, pela sanidade social e política deste blogue!

  2. PCG diz:

    «Mário Machaqueiro diz:
    Novembro 11, 2013 às 8:49 pm

    O “Até Amanhã Camaradas” é a única verdadeira obra contra o salazarismo. Sem dúvida! E aproveito para acrescentar que, recentemente, se descobriu ter sido Álvaro Cunhal o autor das pinturas da Capela Sistina (pelo menos a parte do Juízo Final), da 9.ª Sinfonia, erradamente atribuída a um tal de Beethoven, e das obras completas de Karl Marx e Marcel Proust.»

    😀

    • Khe Sanh diz:

      Estes são os “méritos” que atribui a A Cunhal. E quais os defeitos que lhe encontrou ?

      Tenho duvidas que qualquer Salazarista assumido não pensa de maneira diferente da tua.

  3. I.Tavares diz:

    Essa tal de Matos. Não é a que queria fazer a revolução a partir da serra da Estrela.

  4. B.P. diz:

    Não é para comentar, só para avisar que talvez haja aqui vírus….
    Abre-se o blogue, no iPad pelo menos, e ele fecha logo a seguir, em questão de segundos.
    Podem ver isto?

  5. um anarco-ciclista diz:

    Toda a gente sabe que, na cisão entre bolchevique e mencheviques, Cunhal ficou do lado dos amarelos…
    Toda a gente sabe que o Cunhal queria prosseguir a Iª Grande Guerra, recusando assinar a paz de Brest-Litovsky…
    Toda a gente saber que o Cunhal era um fura-greves que queria militarizar o trabalho na URSS…
    Toda a gente que Cunhal esmagou Kronstad…
    Toda a gente sabe que, no Xº Congresso do Partido Bolchevique, Cunhal votou favoralvemente a proibição de correntes internas… (eh lá… esta talvez poucos saibam…!)
    Toda a gente sabe que Cunhal foi citado no testamento de Lenine como um arrogante megalómano…
    Toda a gente sabe que Cunhal se opôs á renovação do partido bolchevique, querendo impedir a entrada de nova militância, porque os “puros e duros” da velha guarda é que sabiam da cêpa…
    Toda a gente sabe que Cunhal se aliou à esquerda e à direita bolchevique na luta plo poder…
    Toda a gente sabe que Cunhal exigia a industrialização acelerada e colectivização dos campos apenas para se lhe opor quando estas foram implementadas…
    Toda a gente sabe que Cunhal defendia a democracia dos sovietes, mas enquanto comissário do Povo para a Guerra, aplicou massivamente a pena de morte, entregou o exército à liderança de 50.000 oficiais czaristas da “Guerra do Ultramar” e a uma hierarquia de “comissários” escolhidos a dedo por si e não plos soldados…
    Toda a gente sabe que, durante 20 anos, Cunhal acertava sempre no totobola à 2ª feira…
    Mas o que até hoje ninguém sabia, é que Cunhal tinha mijado as quecas da revolução!!!
    Obrigado, Tiago! Sem esta lisura e veracidade de postadas, não haveria um debate sério à esquerda da esquerda…

  6. Leitor Costumeiro diz:

    Olá.
    Esta conversa já chateia…Claro que o Álvaro Cunhal não era limpinho limpinho, fez coisas andou por aí e foi influenciado por pessoas e situações, fez coisas bem outras pior, só não erra quem não faz nada. Chega de viver no passado, deixem de viver em caixinhas ideológicas, estamos a ser aniquilados pelos cabrões, e a esquerda não parece ter resposta. Os desafios são novos e os mais complexos de sempre, as lições que estudámos já não servem. Ninguém se organiza e quem se organiza vem com a perspectiva que a cidadania tem alguma resposta lálálallalrilelallriilala…Por enquanto não tem, nem terá se primeiro não for feita uma purga aos inimigos do povo, destituir o poder económico que impera desde sempre e que é a única coisa que nos liga ao antigo regime. Soluções violentas serão sempre tristes e penosas mas nós já estamos a ser atacados há muito e ninguém se quer defender.
    Mais do que estas conversas de tchachacha, interessa pensar em quem tem de ser abatido pra se andar prá frente. Enquanto alguns continuarem vivos, a guerra está aberta contra nós e mesmo sem ligar-mos ao assunto a questão será sempre ou eles ou eles, o resto não lhes interessa e bem pode morrer de fome dentro de um caixote numa esquina qualquer..

  7. Leitor Costumeiro diz:

    Ali é “ligarmos” e não o que lá tá…

  8. Augusto diz:

    Em vez de debaterem , assistimos a uns jogos florais….

    Para quem se interessa por estas coisas, alguns apontamentos DE MEMORIA, por isso sujeitos a correcção.

    Aquilo que o PCP pretendeu no tal Avante de 1965, era cortar pela raiz qualquer veleidade de debate sobre o que se passava no Movimento Comunista Internacional, e por isso a vergonhosa delação, a que se seguiu a pseudo autocritica.

    O que estava em causa eram textos do Francisco Martins Rodrigues, Luta Pacifica ou Luta Armada, Luta de Classes ou Unidade de Todos os Portugueses Honrados, que eram uma alternativa ás teses de Cunhal no Rumo á Vitória, hoje tão insensado,

    A fraca organização, a infiltração do provocador , que foi tratado de forma bem diferente daquela que o PCP tratou o Verdial, a quebra perante a tortura do Chico e do Ruy d Espinay, ao contrário da postura do Joáo Pulido que resistiu de forma estóica á tortura da Pide, foram factores que levaram á quase extinção daquela a que foi a primeira cisão de esquerda no PCP, mas a semente estava lançada e frutificou nos anos seguintes, mas isso já é outra parte da história,

  9. Orlando diz:

    Gabo-te a paciência para ainda dares resposta a “pessoas ” como Renatos e Varelas etc. Já que não saem pelo próprio pé, porque não dar-lhes um empurrão, puff caíram, eu agora só ligo mesmo a trampa quando estou distraído. Abraço Tiago.

  10. samuelquedas diz:

    Um dia, só porque tentei entrar no elevador da velha sede da António Serpa antes dele… o Cunhal bateu-me e partiu-me a guitarra!!!
    Claro que só tenho uma testemunha ocular da agressão. Adivinharam! É o Renato!!! 🙂 🙂 🙂

    Espero que ele um dias escreva sobre isto! 🙂

  11. Victor Nogueira diz:

    Não me parece que posts deste género sirvam para elevar o nível da discussão ou do debate, se é que isso existe como regra no 5 dias

    Se isto é um blog de amigalhaços como se fosse a mesa do café, então escrevam isso no subtítulo para que os leitores (m/f) não venham ao engano

  12. Adolfo Dias diz:

    Não é Virus… é a doença infantil do Comunismo!

  13. O fmi tomou o poder com acumplicidade do governo, o seguro não deu por nada,a blogosfera anda distraída,cunhal não nos pode ajudar nem o francisco martins vamos ter de ser nós que lemos o 5 dias a ajudar a resolver a coisa (aqui está preta)!

  14. Pingback: Fora daqui | cinco dias

  15. xatoo diz:

    Augusto:
    O Avante em causa que publica a tal famosa delação dos dissidentes pró-maoistas do P”C”P com o titulo “Cuidado com Eles” é de Dezembro de 1964 (e não de 65)

  16. Bento diz:

    Depois da Raquel Varela e do Renato , Alvaro Cunhal foi o maior revolucionário português.
    Esta escrito!

    • samuelquedas diz:

      Não sei Bento…
      Só se for na variante “física”… pois em termos teóricos, não sei se um tipo que copiou quase tudo o que escreveu desses dois faróis da “revolução falada” pode ter um lugar no sofá! 🙂

      • João Medeiros diz:

        No Verão de 75 tratava-se de saber se a classe operária era capaz de enfrentar o desafio que a História inesperadamente lhe apresentava: reconhecer a morte do MFA, uma vez esgotada a tarefa democrática que lhe dera origem e levar audaciosamente o confronto a um plano superior: pelas nacionalizações, pela reforma agrária à escala nacional, pelo castigo dos contra-revolucionários, pela solução da crise económica – todo o poder às comissões de trabalhadores, soldados e moradores, dissolução da Constituinte, formação de um governo revolucionário, armamento do povo, controlo operário, expropriações sem indemnização, ruptura com a NATO.
        Para se poderem manter, as conquistas de Abril tinham que ser levadas mais longe. O próprio desenrolar dos acontecimentos demonstrava que não havia lugar para qualquer “revolução democrática e nacional”, “revolução socialista de todo o povo” ou “revolução democrático-popular”, todas elas imaginadas na base de um impossível bloco unido operário-burguês. Os factos mostravam que a revolução só se tornaria realidade se rompesse o casulo da aliança Povo/MFA e ganhasse a envergadura de uma luta definitiva dos produtores contra os exploradores, dos soldados contra os oficiais, das comissões contra as instituições – em suma, uma revolução do proletariado contra a burguesia, uma revolução socialista.
        Poderia essa revolução triunfar sobre a ameaça de guerra civil e de cerco e invasão imperialistas? Pode-se duvidar. Mas não restam dúvidas de que era essa a única revolução que havia para fazer. Fora dela, só ficava o que efectivamente ficou – a reorganização da ordem burguesa.
        Saber se a revolução era ou não possível não era questão que tivesse resposta antecipada. Dependia da capacidade do proletariado para assumir a direcção dos acontecimentos, disposto a vencer a todo o preço, e nesse processo arrastar para o seu lado as grandes massas semi-proletárias e retirar margem de manobra à pequena burguesia.
        Essa situação não chegou sequer a esboçar-se . Acima de tudo porque faltou ao proletariado um partido revolucionário, comunista, capaz de se assumir e fazer reconhecer como a direcção política da revolução. Esta é naturalmente a conclusão imediata que se impõe a todo o marxista. Mas é preciso ir mais além e perguntar por que não chegou esse partido a formar-se, nem sequer como embrião, numa situação tão propícia, que não só favorecia como exigia o seu aparecimento.
        E aqui entramos na questão-chave das relações políticas entre proletariado e pequena burguesia. Enquanto o proletariado procurava às apalpadelas o caminho da revolução, a pequena burguesia, dividida num arco-íris de tonalidades, tratou, toda ela, de lhe bloquear esse caminho. Criticar as “vacilações” da pequena burguesia, como habitualmente se faz, é ainda uma maneira de dourar a realidade. A pequena burguesia não vacilou nunca no essencial para a sociedade estabelecida, que era salvar o Estado.
        Isso ficou evidente quanto à massa pequeno-burguesa alinhada atrás do PS e da direita contra a “anarquia”. Mas já não ficou claro quanto à fracção radical da pequena burguesia, precisamente pelo seu comportamento pseudo-revolucionário. Guiada pelo instinto seguro de que o mais vital era ficar junto das massas revolucionárias para evitar uma convulsão irreparável, a pequena burguesia de “esquerda” montou uma fraude política de grandes proporções.
        Todas as reivindicações revolucionárias dos operários e restantes trabalhadores foram por ela esvaziadas em palavras de ordem de fantasia: aliança Povo/MFA em vez de aliança dos operários, camponeses pobres e soldados; “poder popular” tutelado pelos quartéis em vez de poder popular autêntico; “batalha da produção” em vez de expropriação da burguesia; respeito pelos compromissos internacionais em vez de saída da NATO; unidade popular em vez de partido operário revolucionário; “transição para o socialismo” em vez de revolução violenta.
        Face ao bloco da ordem, comandado pela burguesia, forte do apoio imperialista, alinharam-se assim as hostes desgarradas de um “exército operário-pequeno-burguês, cujas energias se esgotaram nas mãos de chefes de empréstimo, mais receosos da vitória do que da derrota.
        Em vez de ser o proletariado a encostar a pequena burguesia à parede e forçá-la a escolher entre dois campos, foi a pequena burguesia que se arvorou em árbitro da crise. O resultado estava traçado de antemão. Nem chegou a haver batalha.
        Hoje, a dez anos de distância, é evidente que a missão histórica da pequena burguesia “revolucionária”, agrupada no PCP e na ala gonçalvista do MFA, era promover a transição do regime fascista-colonialista defunto para a democracia burguesa, afastando o perigo de uma revolução. O que fez com êxito.
        Naturalmente, uma vez cumprida essa missão, a pequena burguesia “revolucionária” foi empurrada sem cerimónia para fora do poder que lhe fora dado provisoriamente pelas forças do Capital. Álvaro Cunhal, Vasco Gonçalves, Costa Gomes têm boas razões para se sentir vítimas de uma injustiça histórica. O serviço que prestaram à “democracia” jamais será reconhecido.
        Resta-lhes uma consolação. É que a sua sabotagem da revolução pôde manter-se oculta aos olhos das grandes massas graças à incoerência e fraqueza da esquerda revolucionária. Ao cair pelo ultimato da direita e não ultrapassado pela esquerda, o V Governo santificou-se com uma enganosa auréola revolucionária que permanece até hoje no espírito do movimento operário. Não admira a crise ideológica em que este se debate: todo o sentido da luta de classes em 75 lhe permanece oculto.
        Tornar claro o antagonismo de interesses entre proletariado e pequena burguesia de “esquerda” é afinal a lição de Abril que continua por tirar. Admitir ou não a necessidade do proletariado se libertar da hegemonia pequeno-burguesa, como questão central da luta de classes nacional, é o que distingue, em última análise, o marxismo revolucionário do reformismo.

Os comentários estão fechados.