Por muito jeito que dê vender tal ideia…

Nem a CDU se coligou com o PS em Sintra, nem a CDU se coligou com o PSD em Loures. 

Aceitação de pelouros numa vereação em que se está em franca minoria, ou a atribuição de pelouros num executivo municipal de maioria comunista, não é “coligação”. É honrar uma posição de princípio: o PCP foi, é e será contra executivos camarários de partido único. E já o diz há muito tempo, por motivos que sempre defendeu e sempre explicitou.

Rui Vasco Silva, no 10 mil insurrectos.

Comunicado CDU Loures.

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Sobre Ivo Rafael Silva

Mestre em Tradução e Interpretação Especializadas; Licenciado em Assessoria e Tradução; Investigador de História e Etnografia; Investigador do Centro de Estudos Interculturais (CEI) do ISCAP; Tradutor freelance; Secretário administrativo; Militante do PCP desde os 18; Membro da JCP desde os 16.
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22 respostas a Por muito jeito que dê vender tal ideia…

  1. De diz:

    Antes de mais nada.
    Bem re-vindo caríssimo Ivo

  2. Vasco diz:

    Mas dá-lhes jeito – aos super-hiper-revolucionários e aos xuxalistas que de diferentes do PSD têm apenas o «D» – passar esta ideia…

  3. De facto, é incrível e desavergonhada toda esta chinfrineira. Dir-se-ia que há pessoal que só agora descobriu que, no poder local, desde 1976, que há dezenas e dezenas de casos com os mais variados protagonistas políticos em que quem está em situação de maioria apenas relativa discute a atribui pelouros a vereadores de outras forças.E depois não se vê semelhante escândalo por Pizarro e o PS no Porto terem aceite pelouros mas já em Loures é um ver sete avias de «ai, jesus».
    Ao menos, se tivessem memória e vergonha, deviam lembrar-se do caso do (meu amigo) João Soares, do PS, que andou anos nas televisões a criticar o facto de o PCP ter pelouros em Sintra com maioria PSD e que, depois, entre 2005 e 2009 foi vereador com o pelouro do Turismo na Câmara presidida por Fernando Seara.

    • O Xuxa do João Soares não pode servir de exemplo e muito menos de desculpa. Eu esperava do PCP que, coerentemente com a sua ideologia, nunca aceitasse ligações perigosas com os PPD’s. Desculpe lá a franqueza, mas a mim que não sou militante do PCP, mas me sinto comunista desde sempre, custam-me estes arranjinhos. Os PPD’s são quem nos está a levar à ruina e os que estão no Governo a fazê-lo não são diferentes dos de Loures.

      • A.Silva diz:

        Replicar mecânicamente os confrontos politicos a nivel nacional para o nivel local, é não perceber nada do poder local.
        Por todo este país há presidentes de câmara das mais diversas forças politicas que protestam contra os diferentes governos (PS/PSD/CDS) pelos roubos praticados através das leis de finanças locais, que protestam pela falta de investimento do estado nas suas regiões, que protestam, pelo encerramento de postos de correios, de finanças, de escolas, de esquadras da GNR/PSP, de postos de saúde, de maternidades…Não perceber isto é pôr uma pala a frente dos olhos e debitar preconceitos.

  4. Eduardo Rocha diz:

    Claro que essa ideia de ser contra os executivos de partido único só serve para disfarçar a coligação. No meu concelho a CDU tem maioria absoluta e nunca se desamontou para dar pelouros à oposição. Tudo isto acontece porque os vereadores da oposição devem ser todos “toscos”. Mas para mim não é novidade estas coligações, na minha freguesia fizeram o mesmo no mandato anterior. O Psd só tinha 1 eleito na assembleia de freguesia que foi para o executivo e entrou o nº 2 para a assembleia, o Psd elegendo só 1, passou a ter 2 elementos nos órgãos da junta. A santa aliança já vem de longe, é triste mas é a realidade.

  5. Prefiro ver os Comunistas ao lado do BE, do que dos Outros, mas desde que o nosso “papel” não seja de embrulho, acho bem !

    • Joaquim sá diz:

      Eu por acaso prefiro os Comunistas ao lado dos outros que o be. Obviamente desde que o nosso “papel” não seja de embrulho. O be foi criado para combater os comunistas e durante algum tempo parecia ter conseguido, felizmente os seus poucos eleitores já lhes viram o cu e mandaram-nos aquela parte. O futuro encarrega-se de os eliminar, tal a udp, a lci e outros esquerdelhos tais.

  6. Rocha diz:

    Começou a campanha dos que querem desviar a atenção dos seus próprios problemas.

  7. Augusto diz:

    PCP chamou o PSD para o ajudar a governar a Camara de Loures.

    Como o PSD diz que o seu programa e o do PCP não são assim tão diferentes, e até têm muita coisa em comum, é natural esta aliança.

    Que estas mocambilhas, nada têm de ESQUERDA, e se os eleitores de Loures, soubessem que o PCP se iria aliar ao PSD, certamente lhe teriam recusado o voto, disso não tenho dúvidas.

    Mas o PCP tem uma longa tradição de alianças contra-natura, esta só é mais uma.

    • De diz:

      Os eleitores sabem o que se passou em Loures. E já agora o augusto que leia aí a posição do BE em Loures.

      Devem ter vergonha duma coisa como este augusto.
      (É por isso também que infelizmente está como está)
      O augusto tem uma longa tradiçao destas “coisas” .Olá se tem

  8. Esse texto é uma tentativa despudorada de demagogia que o escriba faz ao tentar misturar duas coisas distintas para justificar a “coligação”. O que o Jerónimo defende, e eu também, é a manutenção do actual sistema de governo camarário. Os vereadores, isto é os “ministros” municipais, ao contrário do governo do país, são eleitos directamente pelo povo em método de hondt. Na verdade temos no governo municipal quase sempre ministros dos partidos da oposição. Esses ministros podem é ter ou não pelouro atribuído. Mas podem sempre participar nas reuniões do governo, propor medidas, contestar medidas e votar a favor de outras medidas. Era isso que o PSD e o PS queriam alterar e colocar as câmaras a funcionar com vereadores exclusivamente do partido mais votado, tal como o governo do país, eliminando a presença da oposição no governo municipal. Outra coisa é dar um cargo a um vereador da oposição para que ele passe sempre a votar a favor das medidas propostas pelo presidente e pela maioria vigente que é o que a CDU está a fazer em Loures. E não é um vereador qualquer. É só um vereador do partido do odioso Cavaco Silva. A propósito: quantos vereadores da oposição têm pelouros atribuídos nas câmaras de maioria comunista no Alentejo?

    • De diz:

      Este post já foi repetido no 10 000 insurrectos. (curioso).
      Aí teve a resposta adequada.

      A luta continua

    • A.Silva diz:

      Replicar mecânicamente o combate politico a nivel nacional para o nivel local é não perceber nada do país em que se vive, é não perceber nada do poder local.

  9. De diz:

    Postado pelo Bruno Carvalho:
    Hum?

    “1. Tal como é prática habitual do PCP e da CDU, sendo força maioritária (mas sem maioria absoluta), o PCP ofereceu pelouro na CM Loures a todas as restantes forças partidárias (PS e PSD). O PS não aceitou os pelouros e o PSD aceitou.

    2. Na Assembleia Municipal de Loures, o PCP convidou o PS para 1º Secretário da Mesa e o PSD para 2º Secretário. O PS não aceitou e o PSD aceitou.

    3. O PCP tem uma postura de valorizar o pluripartidarismo nos órgãos autárquicos, postura aliás traduzida também na defesa que faz do poder local contra a ofensiva PS e PSD que querem executivos monocolores.

    4. O PS, em Lisboa, por exemplo, chamou apenas o PSD para a Mesa da AM, sem sequer convidar ou comunicar o PCP.

    Recomenda-se, portanto, aos assanhados partidários da traição socialista, calma na manipulação anti-comunista porque onde não há coerência há sempre o risco de voltar a vós a ofensa como um boomerang.”

    A que alguém ( “5ª coluna” ) acrescentou um quinto item
    “Falta o 5º ponto, que foi o representante do BE votar a favor da coligação PCP/PSD. O PCP podia governar sozinho com o apoio da Assembleia, mas não quis”

  10. Joaquim Narciso diz:

    Alguns quando se candidatam, têm logo à partida como certeza vencerem e nesssa altura tudo prometem. Quando isso não acontece, porque, como diz o povo o “tiro saiu-lhes pela colatra”, ainda tentam “quase obrigar” os vencedores a dar-lhes os pelouros mais importantes e decisivos da gestão. Ora, uma vez que os municipes quiseram mudar, por diversas razões é natural que os prededores não venham a ter pelouros importantes e decisivos, senão tudo ficava na mesma e o voto do povo era insignificante ou não valia nada, não havia mudança. Assim, não aceitam qualquer pelouro. Temos por isso de questinar, será que todos os concorrentes estão ao lado do povo e queerem de facto trabalhar? Porque não aceitam os pelouros que lhes são propostos? Penso que aconteceu em Loures. Será?

  11. João Varela diz:

    Já agora gostava de saber quais os pelouros atribuídos a vereadores da oposição onde a CDU tem maioria absoluta, por exemplo em Almada e Seixal.

    • A.Silva diz:

      Em Almada já por diversas vezes, desde que se realizam eleições livres, a CDU atribuiu pelouros a eleitos do PS e do PSD e não foi por isso que deixou de levar a cabo o seu programa e não foi por isso que nas últimas eleições, mesmo mudando de presidente, deixou de ganhar a câmara COM MAIORIA ABSOLUTA.

      Quem critica esta posição da CDU, ou não conhece nada do poder local, ou está só empenhada numa campanha anticomunista, cujo tiro lhes há-de sair pela culatra.

  12. josé sequeira diz:

    O PCP foi mandatado pelo povo para governar a Câmara de Loures. Como não tem maioria absoluta necessita de fazer coligação com outros partidos; prefere fazê-lo (e bem) à partida para não andar sujeito aos humores da oposição. Calhou ao PSD (neste caso o facto do Fernando Costa, ex-Caldas da Rainha, ser a principal figura do PSD pode ter ajudado). Deixem-nos governar. Daqui a 4 anos há novamente eleições. Quem não gosta meta a viola no saco e espere para ver se a Câmara é ou não bem governada. Isto é a democracia.

  13. Ricardo diz:

    Às vezes, fazer uma pequena pesquisa na internet, pode evitar dizermos disparates e espelharmos os nossos preconceitos.

    “A presidente da Câmara já atribuiu os pelouros para o mandato 2009-2013. Foram também escolhidos os nomes para os Conselhos de Administração dos SMAS e da ECALMA.
    A Presidente da Câmara Municipal de Almada, Maria Emília de Sousa, no âmbito das suas competências, determinou, por despacho, a repartição dos serviços municipais, tendo em consideração a decisão, por parte dos eleitos do PS, PSD e BE, de não assumirem pelouros na administração autárquica.”
    05/11/2009
    em http://www.m-almada.pt/xportal/xmain?xpid=cmav2&xpgid=noticias_detalhe&noticia_detalhe_qry=BOUI=27159023&noticia_titulo_qry=BOUI=27159023

    “PSD/Setúbal não aceita pelouros
    O presidente da Comissão Política Concelhia de Setúbal, Paulo Valdez, adianta que o PSD não vai aceitar pelouros. Internamente, “foi decidido ocupar os três lugares da vereação que o partido conquistou nas eleições autárquicas de 9 de Outubro, mas sem assumir qualquer pelouro”. Paulo Valdez afirma que na base da decisão está o facto da CDU “ter ganho, ainda que por maioria relativa, e ser esse o projecto que os eleitores escolheram”.
    A tomada de posse dos eleitos para a autarquia será esta noite, pelas 21 horas, e já é ponto assente que o PSD não assumirá pelouros. Paulo Valdez esclarece que o projecto da CDU “é muito diferente daquele que o PSD defende para o concelho de Setúbal” e que, por isso, “não é possível assumir funções na forma executiva”. Ainda assim, Valdez reafirma a intenção do PSD de ser “uma oposição construtiva”.
    “O PSD está disposto a colaborar e a encontrar formas de entendimento para viabilizar os bons projectos “não só com a CDU, como também com o PS”. “A postura será a do diálogo permanente”, afiança. A decisão já foi comunicado a Carlos de Sousa, o presidente reeleito, por Fernando Negrão, cabeça de lista do PSD à câmara.”
    25-10-2005
    em http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&rec=2701

    “PSD é única força da oposição a aceitar pelouros no Seixal
    O PSD foi a única força da oposição com lugar na vereação na câmara do Seixal a aceitar o convite do presidente, Alfredo Monteiro, para assumir pelouros. O vereador social-democrata, Paulo Edson Cunha, que fica com o pelouro da Protecção Civil, justifica a sua decisão com o facto de terem ficado “reunidas as condições políticas e pessoais necessárias para um trabalho com dignidade”. Por sua vez, enquanto o bloquista Luís Cordeiro revela que a sua recusa se deveu a “motivos pessoais, políticos e profissionais”, Samuel Cruz, vereador do PS, considera que a proposta feita ao seu partido “não foi honesta”.
    12-11-2009
    em http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&rec=11574

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