No dia 29 de Outubro de 1936, chegaram à Colónia Penal do Tarrafal, criada por Salazar alguns meses antes, os primeiros 153 deportados. Mais exactamente, desembarcaram no local onde eles próprios foram obrigados a construir o campo de concentração que os encarceraria. Durante a existência deste «Campo da Morte Lenta», por lá ficaram 32 vidas, 32 pessoas cujos corpos só foram transladados para Lisboa em 1978.
Encerrado em 1954, devido a pressões internas e internacionais, o Campo foi reaberto na década de 60 (e permaneceu ativo até ao 25 de Abril), com o nome de «Colónia Penal de Chão Bom», para albergar os lutadores pela independência de Angola, Guiné e Cabo Verde.
1978 – transladação e cortejo para o cemitério do Alto de S. João, em Lisboa:
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Dossier sobre o Tarrafal no Avante!: http://www.avante.pt/pt/1717/emfoco/16637/
Obrigado pelo post.
Sinceramente
Se a memória não me falha,a segunda versão do Tarrafal, teve a benção de um muito solicitado
comentador televisivo,que se chama:Adriano Moreira.
Não falha a memória, não senhor. Tem aqui alguma informação sobre isso:
http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/2011/12/adriano-moreira-doutor-honoris-causa-em.html
Trinta e duas são algumas vidas, vidas de lutadores da liberdade e da democracia. Muitas mais foram afectadas. Mas… quantas ficaram nos gulags do comunismo soviético?
E isso prova exactamente o quê? E quantos morreram nos campos nazis? E no genicídio dos arménios? Etc., etc.
Eles, os que morreram no Terrafal, de má memoria lutavam por PORTUGAL, e não sou um grande nacionalista.
Lutavam pela liberdade e pela justiça, que são um valores universais.