É tempo de agir. É tempo de aumentar a intensidade da nossa acção

Para os revolucionários que se preparam para sair da sua conta de facebook e dos blogues e derrubar o poder, isto não interessa nada. Para as restantes pessoas, aqui fica a intervenção final, aprovada por todos os cidadãos que estiveram no último plenário aberto para a construção da manifestação do passado dia 26 de Outubro:

É tempo de agir. É tempo de aumentar a intensidade da nossa acção.
A apresentação do Orçamento do Estado para 2014 reforça a ideia de que a austeridade tem dois objectivos: empobrecer-nos e desmantelar os serviços públicos que construímos. As mentiras do controlo do défice e da diminuição da dívida externa são artifícios para aumentar o desemprego, a pobreza e a miséria. Não nos querem apenas mais pobres, querem-nos cada vez mais dependentes.
Os sacrifícios que esmagaram a população do país no último ano e que forçaram à emigração centenas de milhares de pessoas não tiveram qualquer impacto no défice. O deste ano será exactamente igual ao de 2012. A dívida pública chegou, no final do 1.º trimestre de 2013, aos 131,4% do PIB. Quando a troika entrou em Portugal, essa dívida era de 97%. Durante mais de dois anos de troika, o desemprego disparou para os níveis mais altos de sempre e a dívida pública aumentou mais de trinta e quatro pontos percentuais. Esta dívida é impagável.
A gula dos especuladores não terminará no próximo ano, como nos pretendem fazer crer.
Passos Coelho anunciou esta semana um novo nome para o memorando: Programa Cautelar. Derrubar este governo é uma necessidade urgente. A denúncia da acção deste governo não nos deve fazer esquecer que estas mesmas medidas, com diferentes nomes, têm vindo a ser aplicadas por sucessivos governos. Do mesmo modo, também não nos podemos esquecer de que o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, é uma figura central, por um lado, na definição do estado a que o país chegou e, por outro, na aprovação de todos os ataques aos direitos sociais, à soberania, à Constituição.

Entre Educação para todos e Educação só para alguns, nós escolhemos Educação para todos. Hoje, aqui, afirmamos que erguemos uma barricada para defender a nossa Escola: a Escola Pública.

Entre Saúde pública e flagelo, nós escolhemos Saúde pública. Hoje, aqui, afirmamos que erguemos uma barricada para defender o Serviço Nacional de Saúde.

Entre transporte público e gueto, nós escolhemos transporte público. Hoje, aqui, afirmamos que erguemos uma barricada para defender o acesso de todos ao transporte público.

Entre a manutenção na esfera pública de sectores estratégicos e a sua privatização, nós escolhemos a manutenção da água, energia, transportes, florestas e correios na esfera pública. Hoje, aqui, afirmamos que erguemos uma barricada para lutar contra as privatizações.

Entre Cultura e ignorância, nós escolhemos Cultura. Hoje, aqui, afirmamos que erguemos uma barricada para defender o acesso de todos à Cultura.

Entre pensões e salários dignos e miséria permanente, nós escolhemos a Dignidade. Hoje, aqui, afirmamos que erguemos uma barricada não só para lutar contra a precariedade e contra o desemprego, mas, também, para defender os trabalhadores e os pensionistas, que, ano após ano, têm vindo a ser roubados nos seus direitos e rendimentos.

Entre a Constituição e o memorando, nós escolhemos a Constituição. Hoje, aqui, afirmamos que erguemos uma barricada para defender a Constituição da República Portuguesa em tudo aquilo que este governo a deseja aniquilar.

Nós ou a troika? Hoje, aqui, afirmamos que escolhemos resistir para existir.

Que se lixe a troika, não há becos sem saída.

O ataque a que o nosso povo e todos os povos da Europa estão a ser sujeitos exige uma resistência dura, articulada, solidária, persistente e internacional. O nosso combate é pela democracia e pela liberdade — e é feito ao lado de todos os que as defendam. O nosso combate é pela necessidade de cada povo decidir sobre o seu destino. O nosso combate é contra a guerra entre povos para a qual nos querem conduzir.
Hoje, sabemos que, pelo país fora, há milhares de pessoas que se manifestam.
Hoje, sabemos também que milhares de pessoas pelo mundo fora olham para nós com a esperança de poderem regressar ao país em que querem viver. É por eles, e com eles, que contamos para construir o nosso futuro. Cá e lá, resistimos.
Hoje levantámos barricadas.
A saída somos nós. O povo é quem mais ordena.

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46 respostas a É tempo de agir. É tempo de aumentar a intensidade da nossa acção

  1. Nuno Cardoso da Silva diz:

    Pequena lição de economia política para cripto-revoluconários:

    1. A razão pela qual não saímos da crise é o nível de juros sobre a dívida pública que nos é imposto.

    2. Impor a redução dos juros implica não precisarmos de nos endividar mais no exterior para nos libertarmos da chantagem.

    3. Deixamos de depender do exterior quando temos uma balança comercial equilibrada e colocamos no mercado nacional a dívida necessária a cobrir o défice orçamental corrente.

    4. Por causa do empobrecimento geral e graças ao crescimento das exportações, a balança comercial está ou equilibrada ou em vias de o estar.

    5. Há capacidade da popupança interna para financiar o défice orçamental corrente, nem que isso implique obrigar as empresas com mais lucros a aumentar o seu contributo.

    6. Alcançada a independência face ao exterior no que diz respeito ao funcionamento corrente da economia e do estado, impõe-se aos credores uma redução das taxas de juros para o nível exigido à Alemanha.

    7. Se os mercados internacionais recusassem refinanciar a dívida já existente a essas taxas de juros, Portugal alargaria unilateralmente os prazos de maturidade da sua dívida, até obter esse acordo.

    8. Posto um termo à sangria que é o pagamento de juros usurários haveria meios para financiar a modernização da nossa economia, no sentido da substituição de importações e alargamento das exportações.

    9. A economia voltaria a crescer, o desemprego diminuiria, o financiamento da segurança social ficaria assegurado.

    A saída da crise é possível, apenas temos de forçar o governo a fazer o que é necessário, ou o corremos a pontapé e elegemos quem o queira fazer.

    Os senhores cripto-revolucionários que se aprontem…

    • JgMenos diz:

      Traduzindo: mais um pouco de austeridade e chegamos lá.
      Que dizer-se: “…e colocamos no mercado nacional a dívida necessária a cobrir o défice orçamental corrente” só significa que a austeridade não chega.
      Quanto aos juros, só não descem porque sempre se garante insegurança e irresolução nas acções necessárias; se querem saúde e educação porque não se luta para acabar com quanta merda o Estado comporta de serviços inúteis e institutos da treta?
      Não, porque isso seria reformista e não ‘verdadeiramente revolucionário’ e para essa agenda faz sentido prosseguir nesta defesa do ‘tudo a todos’ que, sendo uma pretensão ridícula, sempre congrega uma vanguarda auto-sustentada pelos seus mitos!

      • De diz:

        Eis menos com o discurso da merda (utilizo o vocabulário em que menos chafurda) típico dos salazaristas ávidos de dar cabo do estado social.
        Se querem saúde e educação paguem-na dirá em português vernáculo , a demonstrar que esta sociedade está podre e putrefacta e que aos agiotas há que fazer o mesmo que já lhes fizeram outrora.

        Mas menos provavelmente receberá em géneros .E serve aqueles que serve

      • De diz:

        A “merda” que menos esconde:

        “Na apresentação dos resultados do Banco Espírito Santo o seu presidente respondendo a um jornalista
        afirmou com voz pesarosa : o chumbo do Tribunal Constitucional levaria a um segundo resgate e isso seria o pior que nos poderia acontecer….
        Mais um a fazer pressão sobre o Tribunal Constitucional numa postura de aparente consternação e neutralidade. O mesmo que se esqueceu pela terceira vez de declarar rendimentos no IRS… Que candura de criatura !”
        http://foicebook.blogspot.pt/2013/10/que-candura.html

      • De diz:

        Mas o desmontar desta conversa de “merda” do menos não acaba aqui.:
        De alguém insuspeito:
        http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2013/10/a-austeridade-nao-passa.html

        Também serve para o neoliberal samuel b aí em baixo e as suas “negociações com a troika”

        O cheiro é demasiado intenso.Cheira ao pinochetiano friedman e às botifarras de salazar

    • Nuno Cardoso da Silva diz:

      É curioso. Barafustamos – e com razão – contra o que está. Queremos políticas diferentes. Mas quando se faz uma proposta muito concreta sobre uma maneira de reduzir os juros agiotas e criar espaço para crescer, o silêncio é ensurdecedor… Imagino os marxistas-leninistas que por aqui andam a ir consultar a cartilha, para ver se é aceitável, ou ficarem à espera de ordens de cima – produto do centralismo democrático – para saberem se se pode aceitar ou combater… Pelo sim pelo não vão pensando em mais uma grevezinha de 24 horas acompanhada de uma passeata pela baixa de Lisboa, na esperança de que isso faça os governantes adormecerem de tédio e cairem de alguma cadeira providencial…

      Como de costume, parece que continuamos a ter os governos e oposições que merecemos…

  2. Samuel B diz:

    E eu a pensar que iam fazer um post sobre a essa coligação troca tintas em Loures!!!!

    • Dezperado diz:

      Uiiiiiiiiii…..fale baixinho sff, para ninguem ouvir que o Bernardino fez coligação com o PSD em Loures……há coisas fantasticas nao há?

    • De diz:

      Respigado do Bruno:
      “Hum?

      “1. Tal como é prática habitual do PCP e da CDU, sendo força maioritária (mas sem maioria absoluta), o PCP ofereceu pelouro na CM Loures a todas as restantes forças partidárias (PS e PSD). O PS não aceitou os pelouros e o PSD aceitou.

      2. Na Assembleia Municipal de Loures, o PCP convidou o PS para 1º Secretário da Mesa e o PSD para 2º Secretário. O PS não aceitou e o PSD aceitou.

      3. O PCP tem uma postura de valorizar o pluripartidarismo nos órgãos autárquicos, postura aliás traduzida também na defesa que faz do poder local contra a ofensiva PS e PSD que querem executivos monocolores.

      4. O PS, em Lisboa, por exemplo, chamou apenas o PSD para a Mesa da AM, sem sequer convidar ou comunicar o PCP.

      Recomenda-se, portanto, aos assanhados partidários da traição socialista, calma na manipulação anti-comunista porque onde não há coerência há sempre o risco de voltar a vós a ofensa como um boomerang.”

      Eu acrescentaria um pedido aos neoliberais de turno para não tentarem fazer o que é por demais evidente.Pelo menos que fossem mais discretos
      🙂

    • A.Silva diz:

      Tá descançado samuel e dezperado, o Bernardino e a CDU sabem o que fazem, são responsáveis e vão criar as condições para tornar Loures governável ,sem prescindirem dos seus compromissos com as populações.

      Isto de um tipo apanhar com ignorantes pela frente até dá galo, ó provocadorzinho dezperado, já há muito tempo que a CDU faz coligações com as mais diferentes forças politicas desde que dai advenham ganhos para as populações, a CDU é uma força responsável, mas isso são coisas que tu nunca perceberás

      • Samuel B diz:

        Vindo do meu caro estou muuuuuuuito mais descanso! Avante!

        • De diz:

          Não deixa de ser curioso como num excelente texto em que se apela à mobilização e à luta,e em que se reafirma que não há becos sem saída, os promotores dos becos e da ignomínia apareçam travestidos de samueis b ou de desperados numa outra tentativa para nos obrigar a falar na língua que eles amam e prezam – a do capital.
          Por este até a mãe vendiam.

      • Dezperado diz:

        ó A.Silva se não queres apanhar ignorantes pela frente, deixa de te ver ao espelho.

        Se dizes que a CDU é uma força responsavel, fico muito mais descansado.

  3. Dezperado diz:

    “Entre Educação para todos e Educação só para alguns, nós escolhemos Educação para todos. Hoje, aqui, afirmamos que erguemos uma barricada para defender a nossa Escola: a Escola Pública.

    Entre Saúde pública e flagelo, nós escolhemos Saúde pública. Hoje, aqui, afirmamos que erguemos uma barricada para defender o Serviço Nacional de Saúde.

    Entre transporte público e gueto, nós escolhemos transporte público. Hoje, aqui, afirmamos que erguemos uma barricada para defender o acesso de todos ao transporte público.

    Entre a manutenção na esfera pública de sectores estratégicos e a sua privatização, nós escolhemos a manutenção da água, energia, transportes, florestas e correios na esfera pública. Hoje, aqui, afirmamos que erguemos uma barricada para lutar contra as privatizações.

    Entre Cultura e ignorância, nós escolhemos Cultura. Hoje, aqui, afirmamos que erguemos uma barricada para defender o acesso de todos à Cultura.!

    Com este texto começa-se a perceber o porque das manifestações terem menos gente de dia para dia…..será porque as pessoas deixaram de lutar??? não…..as pessoas alem de estarem fartas de verem o seu rendimento diminuir, tambem percebem que não é com estas utopias que resolveremos os nossos problemas.

    Acho que qualquer cidadão, gostava de ter isto tudo gratis, ou será que alguem tem prazer em pagar educação, saude, transportes??? Mas para isso é necessario uma coisa que nao vejo referido em nenhum ponto deste texto…que se chama dinheiro!

    • De diz:

      A transcrição de uma parte do texto para a conclusão desperada de desesperado ( ou vice-versa)?

      Ora bem.
      Como já dito, um neoliberal vende até a própria mãe por um punhado de moedas.Por isso querem que tudo o que há à face da terra tenha o santo e a senha.Pensam que tudo bebe na mesma água que a seita neoliberal.E enganam-se

      Mas o que é cómico é a ignorância bacoca (será só isso?) que nem permite ler direito ao desperado desesperado.
      O “dinheiro” que parece que desperado não consegue ler neste excelente texto…

      Ora bem.
      Os números estão lá e desperado salta por cima deles como quem salta por cima de outra coisa.E são tenebrosos.
      Esfreguemos-lhos na cara:
      “Os sacrifícios que esmagaram a população do país no último ano e que forçaram à emigração centenas de milhares de pessoas não tiveram qualquer impacto no défice. O deste ano será exactamente igual ao de 2012. A dívida pública chegou, no final do 1.º trimestre de 2013, aos 131,4% do PIB. Quando a troika entrou em Portugal, essa dívida era de 97%. Durante mais de dois anos de troika, o desemprego disparou para os níveis mais altos de sempre e a dívida pública aumentou mais de trinta e quatro pontos percentuais.”

      O dinheiro roubado a quem trabalha para servir os interesses do capital e dos agiotas,aqueles tais que eram elogiados aí por um qualquer cúmplice?

      O dinheiro roubado para encher um sorvedouro enorme, sem pátria nem lei, a que desperado obedece dessa forma quase que desesperada?

      E perante os factos o que faz desperado?
      Fala no estado de alma dos portugueses pode ser que se engane) e oculta célere a frieza dos números, autêntico bofetão na face de um qualquer amante das politicas das troikas.

      Mas para isso era preciso que tivesse vergonha.
      E isso já demonstrou que não a tem

    • luis.graca diz:

      Curiosamente, no texto não aparece a palavra “grátis”, nem fala em “gratuito”, “sem custos” ou “à borla”…
      A não ser que ache que defender que “Educação para todos”, “Saúde pública”, “transporte público”, “esfera pública” ou “acesso de todos à Cultura” é o mesmo que defender que deve ser tudo “à borliu”, à grande e à francesa… se é isso, então talvez tenha sido o seu “desespero” que lhe toldou a visão.
      Ninguém tem prazer em pagar educação, saúde e transportes? Não sei se será verdade; o meu amigo não teria prazer em contribuir para uma sociedade justa e igualitária, sem miséria? Eu cá teria — desde que não fosse o único a contribuir, claro está…
      Um abraço.

      • Dezperado diz:

        luis.graça

        “A não ser que ache que defender que “Educação para todos”, “Saúde pública”, “transporte público”, “esfera pública” ou “acesso de todos à Cultura” é o mesmo que defender que deve ser tudo “à borliu”, à grande e à francesa… se é isso, então talvez tenha sido o seu “desespero” que lhe toldou a visão.”

        Eu acho mesmo isso que disse, que quem defende, defende que deva ser tudo “à borliu”….senao vejamos, por exemplo, na saude as taxas moderadoras sobem, vem logo N pessoas para a TV dizer que é um escandalo. Mas depois lemos que mais de metade da população continua isento…..quem tem rendimentos baixos continua isento, logo se vem contestar essa medida, estao a defender que mesmo quem tem rendimentos mais altos, nao deve pagar o aumento das taxas.

        “o meu amigo não teria prazer em contribuir para uma sociedade justa e igualitária, sem miséria? Eu cá teria — desde que não fosse o único a contribuir, claro está…”

        Teria….e tenho…..e para isso pago todos os meus impostos, e peço factura de todos os bens e serviços que consumo.

        Abraço

        • De diz:

          É mesmo um escãndalo as pessoas indignarem-se com o pagamanto das taxas moderadoras?
          Caladinhos e obedientes é como gostam que estejamos, não há mesmo dúvida

          É que nem pensar.
          É que há países em que o direito à saúde está garantido.Por cá o neoliberalismo quer fazer o que é habitual: quem quer saúde paga-a.

          De resto parece que desperado não lê as notícias sobre as taxas moderadoras.Então não é que por ordem superior estavam a cobrar taxas moderadoras a doentes com cancro?
          O ministro teve que ser chamado e tudo e teve que reconhecer o facto que antes desmemtira

          Eis o paradigma típico:”quem tem rendimentos baixos continua isento, logo se vem contestar essa medida, estao a defender que mesmo quem tem rendimentos mais altos, nao deve pagar o aumento das taxas”

          Quanto aos rendimentos considerados altos para o pagamento das taxas…será que desperado sabe do que fala ?
          A partir de quanto os neoliberais que nos governam consideram “rendimentos altos”?
          E desde quando a distribuiçao da riqueza se faz por medidas que apenas visam o lucro dos privados e a limitação do acesso à saúde
          Para que servem os impostos que pagamos?
          Para pagarmos à banca, a cavaco, a merkel e aos seus moços de frete?

          • Dezperado diz:

            Luis Graça

            Leio o comentario do De e veja se afinal nao tenho razão.

            Quem defende tudo isso…defende que seja à “borliu”.

            Obrigado De por confirmares a minha tese, afinal ainda serves para alguma coisa.

          • De diz:

            Três comentários breves:
            -Ficámos a saber que desperado não sabe qual a fasquia a partir da qual os rendimentos são considerados altos.A ignorância tem destas coisas.Ou a desonestidade intelectual obriga a estas fitas.

            -Ficámos a saber que desperado tem uma concepção miserabilista ,quiça assistencialista do estado.

            -Ficámos a saber que acha que os impostos são mesmo para pagar as PPP e Swaps e BPNs e BPP e submarinos dos seus amigos de classe sem classe nenhuma. O disfarce do “borliu” é mesmo isso.Um “borliu”de disfarce

            Quanto à questão da educação de desperado isso não ficámos a saber nada de novo.Continua o mesmo, já confirmado por uma longa lista de.
            Este foi (apenas) um pequeno exemplo da sua forma de agir:
            https://5dias.wordpress.com/2013/08/06/quando-o-liberalismo-nao-rima-com-capitalismo-o-corporativismo-da-uma-ajuda/

  4. Samuel B diz:

    Gosto particularmente do “impôr aos credores” e “unilateralmente”. Estas pessoas vivem onde? No país das maravilhas?
    PS: falta ainda o “exigir juros iguais aos da Alemanha” LINDO!!!!

    • Nuno Cardoso da Silva diz:

      E qual é o problema de tudo isso? Uma negociação baseia-se em relações de força e, numa situação de autonomia produtiva, é o devedor que tem força e o credor que é vulnerável. O devedor pode deixar de pagar, o credor não pode deixar de receber…Nós é que ainda não percebemos isso.

      • Samuel B diz:

        Caro Nuno, isso seria excelente se e só se o mundo acabasse depois. O problema é que nós ainda temos que pedir emprestado depois de dizermos aos que nos emprestam que vamos impôr e podemos decidir unilateralmente o que nos der na veneta. Além de que exigimos o mesmo tratamento e o mesmo prémio de juro a quem não tem estes tiques de estalinismo.
        Ainda não percebeu?

        • De diz:

          Um comentário de um neoliberal transcrito directamente do alemão para português quase que?
          A falta de coluna vetrebral tem destas ocisas.Rastejam os vermes perante a troika e rastejam em todas as línguas do mundo

          Os tiques estalinistas a demonstrar que a manha e os processos manhosos estão mesmo presentes no discurso neoliberal.

          Que cai por terra imediatamente
          A começar pelo discurso dos chefes deste samuel b que se vangloriavam de querer ir mais longe que a própria troika

          Pois é.A memória é mesmo uma coisa tramada.

          • Samuel B diz:

            E que tal começar a escrever sobre o que interessa a todos e não apenas ao meu caro De. Tá bem que a gente é livre, livre até de ver um comunista a coligar-se com um neoliberal, mas vale a pena ao menos escrever qualquer coisa que se queira ler. Agora isto?

          • De diz:

            Vamos lá a ver se samuel b percebe.
            O coitado, feito verme de merkel, posta que os credores são isto e aquilo e que não havia margem de manobra para etc e tal
            Ora para além de demonstrar a falta de coluna vertebral do dito cujo, nesta subserviência nojenta à troika , Samuel b esconde o que de facto merece realce.
            É que a canalha governamental nas ditas propostas avançadas, queria ir mais longe que a troika.A canalha neoliberal queria o ajuste de contas , nunca procurou qualquer negociação efectiva.
            A documentação está aí.
            Pode samuel b, naquele seu estilo peculiar, tentar esconder que afinal a questão da unilateralidade é apenas poeira que os neoliberais de turno usam para a protecção da mafia da direita que samuel b serve.
            Eles queriam ir além do acordado com a troika…
            Será que foi desta que esta coisa percebeu ou que tudo isto é fita?

            Porque samuel b) ainda tem a veleidade de tentar ocultar quem assim o desmascara.
            🙂
            Não consegue.
            Sorry samuel mas ainda há liberdade de escrita e de leitura
            Os sicários ainda não são donos disto

            Percebido ?

          • JgMenos diz:

            Acho que já ouvi tudo isso em qualquer lado…

          • De diz:

            É bom que assim seja.
            A coerência é uma coisa que deixa irritados os plimutivos do regime
            🙂

        • fartodevermes diz:

          Caro samuel b. ou lá oquê:eu NÃO quero pagar a dívida do BPN,BPP,BANIF,PPP’s,FDP(Sim,Filhos da Puta-essa granda empresa nacional).75% da chamada Dívida Pública,É PRIVADA seu ignorante,seu lambe botas-e vc. concorre para capacho desde q tenha umas migalhinhas não se importa de foder os outros,nesta grande farsa.É um omem(isso,sem H!) do caralho.Farto de gentinha como o xor,tou eu!Vá-se foder!

          • Samuel B diz:

            Caro fartodeorgas, desculpe… fartodevermes,
            Eu já percebi que o meu caro não quer pagar nada, nem o que deve nem coisa nenhuma. Bem sei que existem hábitos dificeis de se perder mas convenhamos que esse até dava um jeitinho, não vá quem nos empreste se aperceba disso antes de nos emprestar. É claro que se for depois a malta não liga… chama-lhe de neolibeirais e agiotas e temos o assunto arrumado. Mas vá, faça um esforço para ser honesto. É só desta vez!

          • De diz:

            Samuel b está incomodado.Fica incomodado quando alguém lhe lembra que as dívidas ao BPN,BPP,PPP,Banif etc e tal tiveram responsáveis.
            Tiveram responsáveis.Foram da mesma classe da classe sem classe dos que nos governam.Os amigos de cavaco,cavaco himself, os amigos de coelho,coelho himself.
            Os comensais de tropelias neoliberais de samuel.Os comparsas neoliberias da direita pesporrenta e neoliberal que samuel se apressa a defender.A que samuel pertence e por quem porfia

            “Faça um esforço para ser honesto” diz o advogado dos agiotas , enquanto tenta disfarçar aquilo que não dá resposta:
            Que a chamada dívida pública é de facto numa grande proporção …privada. Que o capitalismo a funcionar só produz esta trampa. inenarrável de fome e miséria.E que samuel b está em funções para esconder os responsáveis pela presente situação.

            “É só desta vez” dirá em voz camuflada de emoção pelo serviço que está a prestar aos agiotas que serve

          • De diz:

            Já agora alguém ouviu alguma resposta do samuel às PPP, instrumento bem conhecido da canalha neoliberal que nos governou e governa?
            http://fotos.sapo.pt/salvoconduto/fotos/?uid=m02T4A0guBzplDowW67G

            Não.O boy do friedman preferiu atirar a bola para Loures.
            Percebe-se porquê

      • Dezperado diz:

        Nuno

        “Uma negociação baseia-se em relações de força e, numa situação de autonomia produtiva, é o devedor que tem força e o credor que é vulnerável.”

        Não concordo em nada com esta afirmação, só teria sentido se Portugal nunca mais na vida precisasse de pedir emprestimos externos.

        Quem tem por exemplo um emprestimo habitação, tambem pode achar que esta a pagar juros a mais e deixar de pagar as prestações, o que poderá acontecer no futuro, é que nunca mais nenhum banco irá emprestar dinheiro para o quer que seja.

        Como é obvio, Portugal pode dizer que nao paga…..mas e no futuro?? quem nos empresta?

        • De diz:

          Não concorda?
          Mas a dívida não é em percentagem importante dívida privada? E quem a fez não foi a banca e os interesses privados à solta com a tutela a tentar chupar o sangue fresco da manada?
          Mas porque diabo havemos de pagar nós a factura feita pelos neoliberais que nos governaram e governam?

          Mas Portugal não paga?
          Mas a questão nem começou por ser essa.Vimos o governo dizer alto e bom som que não só pagava ( agora alguns até já falam em renegociação) como dizia que iriam mais longe que a troika…
          Pagar?Eles queriam sobretudo roubar.
          Como infelizmente os factos comprovam

    • A.Silva diz:

      Tu gostas é particulamente de baixar as calcinhas aos credores, mas de sabujos e cobardes não se faz Portugal.

      • Samuel B diz:

        A.Silva, que excelente resposta!!! Tiques e mais não sei o quê…

        • De diz:

          Mais uma vez há que explicar a samuel b que o que se pede a este é que esclareça de onde surgiu a dívida que samuel b insiste em fazer os outros pagar.
          E o silêncio de samuel b é esclarecedor..Que diabo ele tem que proteger os seus comensais de casa, mesa a provavelmente leito

        • De diz:

          Mas falava há pouco samuel b dos agiotas , naquele seu jeito de ser de olhar para esta cambada como quem olha para os seus heróis favoritos.

          E de repente percebemos a ligação entre samuel b e a ministra-swap:
          Ambos os servem,quais servos bem comportados do hayek e friedam, os neoliberais com afinidades ao extremismo de direita:mais peçonhenta:

          “A sra. ministra das finanças, com aquele ar de menina mimada que deve achar, como a D. Jonet, que os pobres só o são por gastarem de mais e não se esforçam de menos, ficou chocada por o deputado Paulo Sá ter referido os juros agiotas a que o país está sujeito.

          Para ela, e para o PSD, será muito justo e equitativo, juros de 6, 7% ou mais, nos empréstimos, porém, não é “justo nem equitativo”, os funcionários públicos não poderem ser despedidos da mesma forma que os empregados de empresas privadas nas palavras do sr. Luís Montenegro, uma das maiores banalidades retóricas que já passaram pelo Parlamento, mas também o que se esperava para “defender” este governo…Enfim, para esta gente justiça e equidade é a precariedade geral que está em marcha.

          Dizia então a sra. ministra:“o sr deputado está a chamar agiotas a fundos de pensões” de reformados. Vê-se que da vida só sabe o que aplicadamente – e com sucesso – decorou dos srs. Friedman e Hayek.
          É preciso muita “ingenuidade” para não saber que os tais fundos de pensões são uma mistura de produtos financeiros manipulados pelos agentes da finança, o que inclui conluios na fixação das taxas de juro, lavagem de dinheiro dos cartéis da droga, etc., ilegalidades e fraudes. Entre estes produtos incluem-se os chamados “derivados” e os empréstimos aos Estados, como o português. Entre a agiotagem e os “fundos” das reformas” há pois uma grande distância.
          Na prática, nestes fundos, os reformados não têm garantias quanto ao que vão receber no futuro e se vão receber, como já aconteceu, por exemplo nos EUA. Na melhor das hipóteses receberão o que lá colocaram com uma percentagem mínima à volta da inflação.
          Estes fundos, são na realidade uma forma (mais uma) de pôr uma massa enorme de capital na mão da finança para esta aplicar na sua economia de casino.
          Note-se ainda que a sra. ministra mostra-se mais preocupada em defender as reformas de uma certa camada abonada, sobretudo de alemães, holandeses, austríacos, etc., do que com os pensionistas e reformados do seu país. Estes podem empobrecer para que a especulação e a agiotagem se mantenha.
          A resposta da sra. ministra ou a diatribe do sr. Luís Montenegro, mostra o nível de degradação já não apenas ideológica, mas cívica que a direita atingiu.
          Note-se que, segundo o OE para 2014, o pagamento de juros incluindo Administrações Públicas, em 2013 atingiu 8 405,9 milhões de euros (86% do défice do Estado), prevendo-se em 2014, 8 174,8 milhões de euros, o que daria para o défice previsto (se fosse para acreditar) 120%.”

          Daniel Vaz de Carvalho

  5. Silva diz:

    Gente que destrói a vida de muitos, armados em mafiosos.

    A TRÍADE SALOIA DO CASINO ESTORIL

    3 Anos à espera de justiça, que está a levar as pessoas a ficarem cheios de dividas, sem casa etc.……. Tudo isto por deixarem um processo na gaveta e os trabalhadores é que pagam tanto social como moral por esta injustiça.
    Se a empresa Casino Estoril, quando fez o despedimento colectivo tivesse razão, porque iria os trabalhadores processar a empresa, visto por outro lado, se a empresa tem tanta razão o porquê desta demora.

    A lei para os casinos devia ser assim: quando um casino despedisse trabalhadores alegando que obteve reduções nos lucros, esse casino era encerrado.
    Seria a única forma de se acabar com os despedimentos prepotentes, oportunistas e vergonhosos. O casino Estoril anunciou o despedimento de 113 funcionários. E teve a desfaçatez de justificar o despedimento colectivo com a substituição de efectivos por outsourcings, e por diminuição verificada em um ano, repito, apenas em um ano, ou seja, de 2008 para 2009, nos seus lucros avultados. E há quantos anos o Casino Estoril tem lucros? Há que lembrar esses exploradores do dinheiro, do vício e da desgraça alheia que a sua indústria é a única que recebe antecipadamente os pagamentos. O jogador paga antes de obter o serviço. As fábricas e outras empresas chegam a estar três, seis e doze meses à espera do pagamento e se o credor nunca pagar, naturalmente que irá à falência. Nos casinos o caso é bem diferente “queres serviço? paga antes!”.
    A infâmia da exploração reinante nos casinos deveria começar a ser posta na ordem. Já é tempo de os políticos corruptos e os cartéis do tráfico de influências, que receberam fortunas para licenciarem a abertura de casinos darem lugar a pessoas sérias. É por estas, e outras pequenas coisas, que o país está nos últimos lugares da União Europeia

  6. anonimo diz:

    A coligação em Loures só vem confirmar que as eleições autárquicas (e a gestão das autarquias) não têm nada que ver com o plano nacional. E ainda bem.

    • De diz:

      Mas porquê?
      Em que se baseia esta afirmação?

      Mas coligação onde?
      E desde quando o que deve ter ilações a nível nacional ( a hecatombe do PSD explica o porfiado esforço das hostes para esconderem o facto) deixa de ter pelo facto de em Loures se passar isto ou aquilo?
      Mas a cegueira ideológica é tanta que?

      O próprio chefe do bando assim o declarou a 29/9:
      ” Passos Coelho admite fazer “leituras nacionais” dos resultados”.

  7. Samuel B diz:

    Claro anónimo, concordo perfeitamente. E diria até mais: E confirmam ainda que a coluna vertebral é apenas algo que alguns, repito alguns, politicos podem ter.

    Não obstante os dizeres anteriores, que tal refletir no executivo camarário o que as populações expressaram em voto? Mas isso é só para quem tem-na!

    • De diz:

      Pois é.
      E samuel b defensor intransigente da troika, do neoliberalismo e dos agiotas demonstrou, para grande pena nossa, não ter essa tal coluna vertebral.

      Do irrevogável portas ou do lambe-botas alemão do coelho já o sabíamos

  8. Deixemo-nos de piadas Tiago. Todas as acções nossas, toda a instabilidade interna na própria coligação, tudo isso embate contra uma parede – Passos Coelho. O homem é o nosso Adolph Heichman. Um funcionário medíocre, um cego cumpridor de um programa que para ele é lei e ordem e que o próprio não entende nem tem de entender; nem pode entender, porque ninguém lhe pode pedir mais do que as suas capacidades mentais permitem; é o zé-ninguém que executa as ordens do Fürher, dos fürhers financeiros. A sua reacção é a indiferença a tudo o que nos é caro: escola e saúde pública. Fazia-te bem ler a Arendt, o “Eichman em Jerusalém”, ou então ver o filme que sintetiza a coisa. Eichman, funcionáro medíocre que apenas mecanicamente cumpria. Nada mais. Em Jerusalém foi enforcado. E aqui, o que fazer a Coelho? Como lidar contra esta espécie de subespécie? Não se pode eternamente falar contra a parede. O indivíduo existe para cumprir e nada ouvirá. Este discurso para ele até não está mau, mas a sua missão é a de cumprir vontades superiores. Quem não percebe isto e bate nos “radicais” não percebe nada.

    • Tiago Mota Saraiva diz:

      Carlos, os radicais somos nós no dia em que o decidirmos ser. Nesse dia os “radicais” (com aspas) ficarão em casa pois não era para ir para o Parlamento, mas para a ponte, se formos para a ponte é por que era para ir para o porto, e se formos para o porto dirão que não vão porque se devia ter ido para a assembleia….

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