Para quem está realmente disposto a lutar, as vitórias são de todos, mas as derrotas são para assumir, analisar e rectificar.

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“Pelo governo. Pelo BCE. Pelo FMI. Pela UE. Pela troika. Pela austeridade. Pelos juros. Pelo Euro. Pelo crédito. Pela dívida que outros contraíram em nosso nome. Pela direita que faz o seu trabalho. Pela esquerda que não faz o seu. Pela vida. Pela falta dela. Pela radicalidade que queremos mas não temos. Pela igreja. Pelas igrejas. Pelo parlamento. Pelas demais instituições. Pela combatividade a que tardamos a nos habituar. Pela petição. Pelos hábitos que temos e pelos que não conseguimos criar. Pela rotina. Pela CGTP, que ladra mas não morde. Pelo QSLT, que morde mas não ladra. Pelo PCP, o BE, o MRPP, o MAS, o POUS, a RUBRA, o RDA, os INDIGNADOS, a DEMOCRACIA VERDADEIRA, e várias mãos cheias de grupos que acham que ladram e mordem mas não há maneira de apresentarem uma única cicatriz na pele dos adversários.

Derrotados pelo medo até de chegar a sentir medo. Pelo vício e pelo mau jeito nas horas de ócio. Pelo shopping center e pelo cinema dentro dele. Pela comida e pela droga de merda. Pela falta de sementes. Pela total, completa e absoluta ausência de fantasia. Pela ilusão do amor. Pelo amor à ilusão. Pela insensatez dos sensatos. Pela ebriedade dos sóbrios. Pela teimosia. Pelas capelas e os capelães. Pelas quadrilhas. Pela incapacidade de atravessar pontes ou de fazer ouvir as margens. Pelas vitórias a fingir. Pelas derrotas que ainda hão-de vir. Pelo pavor a fazer a luta toda. Por nós próprias.

 Venceremos apenas quando for tudo ao contrário.”

E é isto, mais coisa menos coisa como diz a Leonor Guerra, numa tasca aqui ao lado.

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22 respostas a Para quem está realmente disposto a lutar, as vitórias são de todos, mas as derrotas são para assumir, analisar e rectificar.

  1. Paco diz:

    Está esclarecido! comentário de frequentador de tasca. É por asim dizer, um comentário “atasqueirado”. Vamos longe, vamos!!!!

  2. João. diz:

    Pessoal que ainda não acordou. Esta merda é difícil. O adversário (o capitalismo) é poderoso. Simplesmente domina o mundo. Quem pensa que a coisa muda por se atravessar ou não uma ponte ainda não sabe onde está metido. Vejam lá se o Cavaco não caiu por no seguimento de uma ponte e VEJAM LÁ ONDE ESTAMOS AGORA. Vejam lá se não está aí o Cavaco de novo, mais nocivo ainda do que então? Foi aquela ponte que mudou Portugal? Seria baseado naquela ponte que esta, de dia 19, iria mudar? Tolos do caraças que sequer conseguiram reconhecer o poder do adversário.

    E se ter tentado atravessar a ponte à força tivesse resultado num aumento de popularidade do governo? Alguém desta maltinha já considerou este risco?

    Enfim, um post de gente que sonha que está acordada: o extremo oposto de estar acordado.

    • proletkult diz:

      “E se ter tentado atravessar a ponte à força tivesse resultado num aumento de popularidade do governo? Alguém desta maltinha já considerou este risco?”

      E continuas com esta patranha da “popularidade”, tão típica de indivíduos e organizações que não vêem para lá do jogo do eleitoralismo e do parlamentarismo. A “popularidade” da ditadura burguesa (independentemente da facção partidária que a lidera no momento) é um dado adquirido. Acalentar a esperança de que um dia a maioria “da população” virá a apoiar um projecto revolucionário é meio-caminho andado para a erosão desse projecto revolucionário. De resto, tenho para mim que as vagas de quadros e militantes que fugiram, desde os anos 80, do PCP para a direita (falamos de centenas, não de casos isolados) são um produto dessa ilusão vendida pelo cunhalismo aos militantes, mas adiante. Uma análise marxista-leninista, apoiada pela tese de Gramsci sobre a hegemonia cultural, demonstra-nos que não só essa almofada da “popularidade” não existe, como a única possibilidade de ela poder vir a existir somente se dará quando os partidos e organizações de trabalhadores se desligarem dessas concepções eleitoralistas que os ligam à ditadura burguesa. Em suma, se formos esperar pelo apoio da maioria “do povo” a um projecto que, na prática, não vem apresentar ruptura nenhuma com a ordem burguesa, então mais vale esperarmos deitados. É que “o povo” vai sempre preferir quem dá “garantias” e “estabilidade”. Sobretudo num país em que a maioria do “povo” pertence à pequena-burguesia e não ao proletariado.

      Se a “popularidade” do governo aumenta com uma acção contra ele dirigida, a culpa não só não é de quem faz essa acção como isso pouco interessa. Se estamos com medo dos indíces de “popularidade” ou de “sondagens” mais vale passarmos todos para o lado deles. Ao menos aí nunca nos desiludimos com esses barómetros. A luta revolucionária é a luta liderada por uma minoria esclarecida contra uma ditadura que se apoia na passividade ignorante da maioria. Nunca na História uma revolução foi apoiada pela “maioria”, nem nunca na História o proletariado tomou o poder sem ser pela ruptura violenta e pela luta encarniçada. Não perceber isto é não perceber o que é o Leninismo.

      Para terminar:
      “Só os canalhas ou os tolos podem pensar que o proletariado deve conquistar primeiro a maioria em votações realizadas sob o jugo da burguesia, sob o jugo da escravidão assalariada, e depois conquistar o poder. Isso é o cúmulo da estupidez ou da hipocrisia, é substituir a luta de classes e a revolução por votações sob o velho regime, sob o velho poder.”

      • Khe Sanh diz:

        Camaradinha Proletkul.

        O que estás a propor não é a revolução, as teses que apresentas nunca e jamais podem terminar numa vitória dos trabalhadores e das classes oprimidas na conjuntura atual.

        Camarada não te chamo demagogo porque encontro nas tuas opiniões algum sentido de realismo.

        Camarada as tuas propostas resumem-se a um tipo de aventureismo cego que a história já mostrou onde vai levar.

        Acreditas mesmo que na Europa capitalista atual existem quaisquer condições para um levantamento popular?

        Não sabes o que aconteceu aos dirigentes mineiros na Roménia? Alguns estão encarcerados há quase vinte anos.
        Pergunto onde está a tua soiidariedade com esses homens que à frente dos trabalhadores invadiram a capital e fizeram tremer o regime fascista sustentado por o grande capital?

        Na Albânia também já houveram três levantamentos populares, o ultimo abafado por as tropas da NATO.
        Qual foi o destino dessas pessoas que dirigiram as revoltas? Nem se ouve falar delas.

        Portanto camarada se gostas de aventureismo , então avança.

        Não podes pensar só no confronto e na desobediencia presente, tens que pensar no que vai acontecer no dia seguinte.

        Por isso mesmo primeiro temos que criar as condições para enfrentar os poderes burgueses tendo a certeza que os vamos vencer.

        Porque de outra forma é o caminho do desastre. E é isso mesmo que eles querem.

        No 25 de Novembro se PCP tivesse decidido ir para o confronto, talvez ainda hoje os comunistas tivessem que viver na clandestinidade.

        • proletkult diz:

          Se formos à luta só quando sabemos que vamos ganhar, então vamos perder sempre. É claro que na Europa actual não há condições para uma sublevação massiva do mundo do Trabalho, nem foi minha intenção deixar essa ideia. Mas é conveniente analisar porque razão falham essas condições. E uma das, talvez a principal razão para essa ausência de condições subjectivas imediatas para um levantamento dos trabalhadores é a merda, assim mesmo, a merda em que mergulharam as organizações que os representam e deviam liderar. Não vamos mais longe que nos casos de Portugal e Grécia, onde PC’s e sindicatos sempre foram muito influentes no mundo social e político e hoje – num contexto que mais favorável ao crescimento das forças operárias, só mesmo de encomenda – são forças que não andam , nem deixam andar.

          Eu não considero “aventureirismo” a luta revolucionária. É mais um termo usado pelos revisionistas para mascarar as suas posições social-democratas. Para mim, a luta revolucionária é o objectivo de qualquer organização que se reclame comunista. Se no partido das “liberdades democráticas” acham que não (e toda a acção histórica do PCP nos indica isso), então não partilhamos quase nada.

          Para terminar, quando se dá o 25/11 o PC nem colocou a hipótese de ir “a jogo”. O golpe servia as suas intenções, acabava com o “esquerdismo” e punha o país, rumo à “consitituição de abril”, num ambiente social calmo com o PCP a surgir “responsavelmente” como o grande defensor dos trabalhadores e dos “pequenos proprietários”, tudo sem tumultos nem “provocações”. A única hipótese real que o PC teve de chegar ao poder poder via armada, e que duvido que tenha considerado seriamente, tinha sido muito antes, no 11 de Março, quando por breves momentos parece que isto vai dar em socialismo. Mas lá está, o PCP nunca se mostrou interessado numa revolução violenta. Nem para punir exemplarmente os fascistas e expropriar os burgueses,quanto mais para colocar os trabalhadores no poder. Por isso a discussão sobre o PCP “no 25 de Novembro” – tal como no resto do PREC – é tão complexa, porque foi, de facto, actor principal e mero figurante, ao mesmo tempo.

          • Khe Sanh diz:

            Camarada desculpa que te diga. És um utópico com grandes sonhos , mas de visão muito curta.

            Depois como revolucionário tens outra particularidade tremendamente perigosa, és muito apressado. Então querias que o PCP no 11 de Março elimina-se de vez o grande capital e retira-se todo o poder à burguesia? Pretendes discutir as coisas a sério ou fazer demagogia?

            Ho camarada se achas que o PCP fez tudo mal ( sim cometeu alguns erros, mas tens que admitir acima de tudo que os comunistas não são bruxos nem profetas) porque razão a organização com que pertences não aproveitou os erros , as indecisões e as traições do PCP para mobilizar os trabalhadores e o povo e avançar para a luta?

            Camarada, pára com essa rétorica estridente, porque começas a desacredidar-te a ti próprio.
            A tua linguagem pouco ou nada difere dos revolucionários/contrarevolucionários ao serviço da burguesia que têm como objetivo unico confundir e dividir o povo e os trabalhadores menos esclarecidos afastando-os dos partidos e organizações que lutam por os seus direitos.

            Quando acusas os PCs e sindicatos de Portugal e da Grécia de cometerem traições, devias pensar primeiro nas condições de desigualdade em que a luta está a ser travada.
            Ignoras essa situação? Se não sabes então por favor não venhas para aqui cagar larachas, porque ao contrário daquilo que propalas, estás a prestar um péssimo serviço aos povos e aos trabalhadores desses países.

            Camarada as contradições da tua argumentação revelam práticas seguidas por a maioria dos tais revolucionarios/contrarevolucionáris que fiz menção atrás.
            Porque se seguir-mos a tragetoria dessas figuras verificamos que começaram por acusar as forças mais ativas e mobilizadoras dos trabalhadores e dos povos, de cometerem traição e praticarem o imobilismo para depois eles próprios cometerem a traição colocando-se ao serviço do grande capital.

            O discurso que usas revela isso mesmo. Em nada se distingue do palavreado de Durão Barroso nos seus momentos mais ativos ao serviço da contrarevolução.

            Acusaste o PCP de não ser solidário com as lutas dos povos, até citas-te o exemplo da guerrilha Naxilista.

            E onde está a tua solidariedade com o povo de Porto Rico? Com os independentistas do Alasca? Os que não foram assassinados, estão presos ou tiveram que fugir!

            No comentário anterior citei dois casos Roménia e Albânia. Onde foi que já manifestaste o teu apoio a esses povos.
            Quando denunciaste as restrições politicas e as perseguições que são vitimas os comunistas e outras organizações de esquerda nesses países?

            Onde foi que informaste quem te lê acerca das ditaduras criminosas que governam a maioria dos países da Ásia Central depois da desgregação da URSS? Que mantém muito boas relações com o capitalismo ocidental!

            O criminoso que mandou fazer isto contra trabalhadores em greve , era membro do Politburo do PCUS. Hoje é um ditador que tem como conselheiro um tal Tony Blair e faz grandes negócios com empresas ocidentais, é visitado por a senhora Merkel e o senhor Obama.

            A ti e a outros que usam o mesmo discurso verrinoso contra os comunistas nunca os vi denunciar as situações que acabo de referir.

            No entanto são muito lampeiros em filarem-se na China com garras e dentes de aço.

            Portanto camarada o teu discurso só convence quem não está devidamente informado, é perverso é desonesto, procura atingir fins opostos àquilo que afirmas.

            Pretendes ultrapassar os comunistas por a esquerda para fazer o frete à direita.

  3. m. diz:

    «Portugal criou a geração mais bem preparada para obedecer sem questionar» é o que li, se não me enganei, no outro blogue que referiu no seu texto. Vou-lhe dizer uma coisa que o meu pai me dizia (emigrante durante 50 anos, desde o princípio dos anos 50, muitíssimo bem sucedido profissionalmente): dizia-me ele repetidamente e de uma maneira desesperada como quase nunca lhe ouvi dizer nada, que o povo português iria pagar caríssimo pelo desinvestimento na Educação que foi dado ao povo português por Salazar; e que o povo português pagaria por essa brutalidade durante os próximos 100 ou mais anos. Achei sempre que ele exagerava e que estava a ser um bocadinho visionário. Se ele estivesse hoje em dia vivo, dir-lhe-ia que tinha toda a razão.

    Do meu ponto de vista, não se trata de um problema desta geração mais bem preparada. Trata-se de várias gerações que foram alvo de uma monstruosidade que não tenho palavras para a descrever: a do desinvestimento na Educação. Como se resolve? Bem, eu tenho ideias sobre isso mas são demasiado radicais para escrever, mas que a violência estrutural veio para ficar em Portugal, não tenho muitas dúvidas. Entenda a violência estrutural como quiser. Muito obrigada pelo seu post.

  4. Ai, adorável Leonor, não sejas sovina, dá-me a receita mágica para proveito português e dos povos de todo o mundo que ao longo da história por vezes lutaram décadas e décadas e, falta de imaginação sua, não ganharam.

    • Argala diz:

      “povos de todo o mundo que ao longo da história por vezes lutaram décadas e décadas”

      Pois é, mas esse não é o nosso caso. Nós não lutámos durante décadas e décadas, nem estamos a lutar. Não fomos a jogo. Não corremos o risco de vencer. Nós simplesmente, desde o PREC, temos vindo a gerir a derrota. É que se tivéssemos lutado, correríamos o risco de morrer.. de morte matada.

      Cumprimentos

      • Não percebo se o comentário valoriza ou desvaloriza o PREC. Eu, modestamente, valorizo, até porque não há nada mais para valorizar. De um lado está o PREC, do outro a democracia parlamentar. Ganhou esta, perdemos todos, mas fomos a jogo.

      • Deves ter nascido anteontem, vai às hemerotecas ler o que temos lutado mesmo depois do 25 de Novembro.

      • Vasco diz:

        Se tu não lutaste o problema é teu, mas dizer que não se lutou é no mínimo idiota. Onde é que andaste, pá? Queres uma listinha, queres?

        • Argala diz:

          A palavra ‘listinha’ é bastante apropriada.
          Não, não quero a sua listinha de pic-nics e excursões pela unidade das classes antimonopolistas, pela democracia avançada e pelo abrilismo constitucional. Até porque a conheço, participei nela e aprendi a odiá-la. Guarde a listinha, portanto..

  5. António M P diz:

    Uma coisa é rezar contra a seca, outra coisa é juntar água e com ela e abrir sulcos na terra seca, o tempo que for preciso – com a paciência e a persistência de quem sabe que a Natureza nem sempre ajuda.

  6. Vasco diz:

    Avança, Renato e a tua vanguarda revolucionária do 15 de Outubro. As massas esperam pela vossa palavra!!!

  7. proletkult diz:

    Khe Sanh, respondo aqui em baixo porque no meu browser não aparece a opção de resposta directa ao teu comentário a mim dirigido, lá mais acima.

    Vamos por partes. Já farta um bocadinho esse teu hábito de vires tirar do chapéu, a cada comentário, novas lutas operárias, acusando os outros, (no caso eu próprio) de não demonstrarem solidariedade com essas lutas. Isso, para além de desconversa, é desonestidade. É claro que estou ao lado com qualquer luta operária e popular, onde quer que ela se situe. Mas tenho algum cuidado em escolher para o meu lado os casos de lutas de libertação nacional. Já tu que, aparentemente, apoias os independentistas do Alaska, pareces não te importar em ter escumalha de extrema-direita ao teu lado. Porque não, também, os padrecos medievais do TIbete?

    Depois, em relação à historieta dos “revolucionários/contra-revolucionários que fazem jogo da direita como o Durão Barroso” nem merece grande comentário. É uma conversa tão bafienta e tão fraquinha que já nem vale a pena replicar. Bem sei que no PC adoram essa conversa, talvez para enterrarem o facto de que é esse o partido quem mais quadros e militantes perdeu para a direita nos últimos 30 e tal anos. Deviam ser todos “esquerdistas” e “aventureiros” também. Tal como o “patriota” Namora, que quando era um dos sacerdotes da jotinha tinha sempre a postos o dedo inquisitório. Se havia coisa que o gajo adinhava era o futuro de muita gente com o famoso “daqui a uns anos está no PS”. Pois, ele realmente para o PS não foi.

    Quanto ao 11 de Março, se não era ali que se devia avançar para a expropriação violenta da burguesia e para o início da implementação da ditadura dos trabalhadores, então elucida-me sobre outro momento tão favorável. Ou foi melhor deixar andar o barco até às eleições de mês e meio depois, que redundaram no início da contra-revolução?

    “Quando acusas os PCs e sindicatos de Portugal e da Grécia de cometerem traições, devias pensar primeiro nas condições de desigualdade em que a luta está a ser travada.” Desigualdade na luta contra o capital? Mas algum dia na História alguma organização revolucionária enfrentou o capital em pé de igualdade? É cada buraco retórico que vocês cavam para camuflar o reformismo…

    Para terminar, o ditador Cazaque que matou os trabalhadores no vídeo que aí colocas era, de acordo contigo, dirigente do PCUS. Pois, lá está. Devia ser mais outro “esquerdista”, concerteza. Quanto à China, eu não escolho atacar o capitalismo Chinês por mais nenhuma outra razão que não seja a de haver quem considere que aquela aberração é “socialismo”.

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