Descortiçadores e corticeiros

«Censuram-nos, a nós, comunistas, o querer abolir o direito à propriedade pessoalmente adquirida como fruto do trabalho do indivíduo, propriedade que é considerada base de toda liberdade pessoal, de toda a actividade e independência.
… Não há necessidade de aboli-la; o desenvolvimento da indústria já a destruiu em grande parte e continua a destruí-la diariamente.»

Karl Marx e Friedrich Engels
Manifesto do Partido Comunista, 1848

Produzido pela Revista Rubra, este documentário mostra um claro exemplo da proletarização de um sector fundamental da economia portuguesa  – a cortiça. Neste processo, não só os trabalhadores com contrato de trabalho são convertidos em “empreendedores”, eufemismo usado para ocultar o trabalho precário, como também os pequenos produtores de outrora são, de facto, convertidos em trabalhadores precários. A Ana Rajado e a Inês Castro foram da companhia das lezírias às fábricas do norte ouvir e seguir os passos de quem trabalha.

Corticeiros

REALIZAÇÃO
Ana Rajado e Inês Castro

IMAGEM E SOM
Tiago Cravidão

MONTAGEM
Justine Lemahieu

MISTURA DE SOM
Miguel Cabral

CORRECÇÃO DE CORES
Francisco Costa

PARTICIPARAM
Os descortiçadores da Companhia das Lezírias                       

as empresas Sá & Irmãos e Corper                                                  

os corticeiros de São João de Ver

PRODUÇÃO
Colectivo Revista Rubra

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4 respostas a Descortiçadores e corticeiros

  1. JgMenos diz:

    O trabalho precário é o resultado de o Estado somar direitos aos trabalhadores à custa de somar deveres e custos para as empresas.
    Transformar as empresas em IPSSs e o criar emprego num custo fixo é o grande ‘progresso’ de Abril, um em muitos factores que nos trouxeram até aqui!!
    Entretanto o Estado aplicou-se a fundo em cimentar o país…até que afundou!

  2. JgMenos diz:

    A promessa de trabalho seguro a tempo inteiro,anunciava um mundo que nunca existiu e que se pretendia criar por decreto.
    Os ludibriados criaram um modo de vida adaptado a uma falsa promessa.
    Agora, os responsáveis solidarizam-se com as vítimas sem se reconhecerem como autores de muitos dos seus infortúnios!

  3. E o vídeo foi feito em 2011, hoje a situação deve estar bem pior para os trabalhadores.

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