«A ritalina e os riscos de um ‘genocídio do futuro’»

Imperdível. Uma entrevista fabulosa neste mundo que prende crianças em casa, fechadas em espaços, agarradas a máquinas de TV e computadores, caladinhas para não chatearem, sem cuidado com a educação e, finalmente, drogadas com ritalina. Maria AparecidaAffonso Moysés é professora titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp e recusa-se a receitar ritalina a «qualquer criança» porque «jamais o faria a um neto» dela: «A gente corre o risco de fazer um genocídio do futuro». É de gente assim, gente com esta coragem, que um melhor será feito.

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5 respostas a «A ritalina e os riscos de um ‘genocídio do futuro’»

  1. RC diz:

    É engraçado que me chegaram a chamar de reaccionário em reuniões de professores porque sempre mostrei o meu desagrado em relação à solução ritalina a que os “especialistas” tanto recorrem para “domesticar” os comportamentos de alguns alunos.

  2. m. diz:

    Por iniciativa da minha irmão, o meu sobrinho aos 14 anos deixou de tomar os remédios prescritos pelo Nuno Lobo Antunes do Cadin e está muito melhor (só os tomou durante 4 meses). Muito melhores notas. Mais calmo, atento e concentrado. E também mais alegre. É dislexico, mas também eu.

    Mais um grande negócio das farmacêuticas. Nuno Lobo Antunes é accionista?

  3. JgMenos diz:

    Ter filhos começa por ser um empecilho a ‘viver a vida’, e acaba numa maçada cheia de contrariedades!
    Dar a droga ao puto é tão só a expressão dessa busca da felicidade fundada em ócio e irresponsabilidade.

  4. Isabel diz:

    Eu tenho 28 anos, e fui diagnosticada com TDAH com 9. Minha mãe jurou que era falta de vergonha na cara. Eu comecei a tomar ritalina faz 4 meses e fui promovida pela primeira vez na minha vida. Pela primeira vez eu consegui começar e terminar uma tarefa sem interrupções. Hoje vejo minha filha sendo identica a mim e me questiono o que fazer. Não quero droga-la, mas só eu sei o que passei na minha vida, mais ninguem. Vou tentar tratamentos alternativos, psicopedagogicos etc. Mas acho que o grande x da questão é: o diagnostico. É uma doença séria e não é tão comum quanto todos acham. É genetica e eu herdei do meu pai, que hoje é uma pessoa muito infeliz pelo erros que cometeu e eu estava indo pelo mesmo caminho. A Clara tem 6 anos e ela é a unica criança da sala que não lê, simplesmente por que não quer. Sinceramente não sei o que faço, pois o tratamento alternativo tbm é bem mais caro e olha que a ritalina não é barata. Vejo todas essas criticas e fico confusa, por que se eu for dixavar a minha história eu saio como a vilã, mas é bem mais cimplicado do que parece. Só eu sei o quanto.

    • m. diz:

      Estive vários dias a pensar o que havia de dizer. Quando o meu sobrinho foi diagnosticado (aos 14 anos, demasiado tarde e muito «mal» já havia sido feito) com o ADHD juntamente com dislexia, a minha irmã quase que desmaiou. Recuperou logo a seguir porque não podia ficar desmaiada, não é? Retirou o filho do colégio privado (onde o miúdo andava desde os 6 anos, mas também já não aguentava a despesa) no fim do ano escolar e foi para a escola pública. Ele fez todos os testes para apresentar na escola para comprovar que tinha o ADHD e dislexia. Às tantas, ele, até andava complexado! O miúdo gostava muito de cantar ópera. Assim, foi logo para um coro (penso que da câmara municipal onde vivia), para ele aprender a acalmar-se e a libertar a ansidedade através do som: um trabalho feito através do controlo e da concentração da respiração. Começou a aprender guitarra para também começar a concentrar a sua atenção nos seus gestos e a partir daí tudo ficou um bocado mais fácil. A minha irmã também começou a «cantar» com ele sempre que podia (ela escolheu os mantras tibetanos), o que o miúdo adorou. Teve bom resultado. Mas cada caso é um caso …

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