Do estado da arte

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Sob o lema «O Estado e a Economia, Um Orçamento pós-troika» a Antena 1 e o Diário Económico realizam, em parceria com o Instituto Superior de Economia e Gestão, uma conferência para analisar o papel do Estado no desenvolvimento da economia.

Dizem convidar personalidades ligadas à economia, finanças, política, etc. Destaco as intervenções e o encerramento: Paulo Portas e António José Seguro, respectivamente.

Duas faces da mesma moeda. Como se a economia fosse feudo de fazedores de opinião e não algo de concreto que se liga profundamente ao trabalho, à produção, à criação de riqueza e mais valia. Os trabalhadores raramente, para não dizer nunca, têm voz nestas conferências de insignes personalidades que dificilmente saberão, sequer, como se faz um sapato. À eterna contradição entre trabalho e capital, os donos da comunicação social dão resposta atrás de resposta. Convidando a tornar públicas as reflexões apenas e só do capital, esperando um país vergado.

Ontem, durante a manifestação pró-troika em que os únicos apoiantes foram os meios de comunicação social que acorreram em peso, ouvia-se “a democracia não é competitiva”.

Evidentemente, não é nas conferências que o combate se faz, mas também é. Seria interessante um debate entre Portas e um operário (coisa proposta em tempos pela CDU, numas eleições legislativas em que Portas se candidatou, como sempre, por Aveiro e o cabeça-de-lista da CDU era um operário, Joaquim Almeida, debate a que prontamente Portas se furtou). Não, Portas não debate com pobres. Quando muito fala para os pobres. E cria pobres. E empobrece os pobres.

Com uma grande ajudinha de quem lhe amplifica a voz e a mão dura que o CDS tem mostrado com quem trabalha.

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4 respostas a Do estado da arte

  1. E aquilo já foi?… Vai ser? Quando?… É (foi…) de «entrada livre»?…
    Esta eu não gostava de perder… 😎

  2. m. diz:

    Um debate entre Paulo Portas e elementos da Igreja Católica sobre a questão da pobreza também seria interessante. A Igreja Católica gosta dos seus pobres porque eles (os pobres) são a razão da sua existência e do vastíssimo património de esmolas. Não é assim?

    P.S. Não quero ofender ninguém. Para algum curioso digo que já que fui educada segundo a doutrina católica – não quero ofender ninguém – nasci num ano Mariano, daí o meu nome próprio, e também sou filha de Maria. Nada disto me impede a agir com pedras na mão.

  3. Eu só tenho a dizer que morreu o Portas errado, este é uma besta nazifascista.

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