Uma mentira dita muitas vezes não se torna verdade

Vejo que subsiste aquela tese da esquerda se ter aliado à direita para derrubar o PS em 2011. Provavelmente alimentada por “socialistas” com o mesmo perfil de Francisco Assis ou Luís Amado.

Deixem-me dizer-vos que já nem José Sócrates corrobora da vossa opinião, como podem ler na sua entrevista ao Expresso. Os factos são indesmentíveis em relação a todos os PEC’s. Cada um deles foi aprovado com a conivência do PSD e os votos contra dos partidos à esquerda. Portanto, se o PEC IV caiu foi porque o partido liderado por Passos Coelho traiu o governo e tanto PCP como BE mantiveram-se coerentes.

O simples facto de ressalvar a traição do PSD diz muito do que se passou nesse período. É que a traição pressupõe o rompimento de uma relação de confiança. Uma relação que, pelos vistos, dará em casório na Alemanha. O matrimónio entre a social-democracia falida e a direita liberal.

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13 respostas a Uma mentira dita muitas vezes não se torna verdade

  1. Sócretinos, inSeguros, soaristas e o resto da Direita, têm todo o direito de tentar arrumar os dois Partidos de Esquerda … nós é que temos de abrir os olhos, e pensar …

  2. De diz:

    Notável esta capacidade de síntese, colocando os pontos nos is desta forma documentada.

    Acho que este post pode e deve ser usado sempre que surja a “tese” acima citada

    • Frederico Aleixo diz:

      Obrigado, caro De.

      Preparemo-nos para o regresso activo de Sócrates e para a recuperação da tese sobre uma suposta aliança entre esquerda e direita para capitalização política do PS e para justificar o falhanço do memorando com a não aprovação do PEC.

      Grande Abraço

    • JgMenos diz:

      Eu não tenho culpa!!!! Eu disse primeiro.
      (isto sim, isto é síntese!)

      • De diz:

        ?
        Mias uma vez os problemas de quem desceu das berças para a manifestação de apoio à troika e pasmado viu que só mais um sujeito lá estava pelo mesmo motivo de Menos.?

        A manifestação silenciosa gorada e ainda por cima denunciada desta forma genial, obviamente que deixa mossa entre os apoiantes troikistas.Reduzidos a isto…

        Ou será só o reflexo condicionado pavloviano a actuar tendo como pano de fundo um despeito e uma arruaça persistentes?

        • Muitos parabéns pelo artigo. Só gostava de acrescentar que a traição foi feita porque o Sócrates e o governo estão completamente gastos. Que não houve, nem há litígio entre os três partidos da união nacional pspsdcds.

          • Também na minha opinião o PSD e o CDS não são de Direita, e o PS de Esquerda, são os 3 de extrema-direita. Veja-se o que estão a fazer. Uma verdadeira chacina escondida nos números que não se falam…

        • JgMenos diz:

          Ficaste incomodada!
          Ainda bem, era essa a intenção.

  3. Dezperado diz:

    “Portanto, se o PEC IV caiu foi porque o partido liderado por Passos Coelho traiu o governo e tanto PCP como BE mantiveram-se coerentes.”

    Concordo em absoluto com esta frase….o PCP manteve a sua coerencia que é chumbar tudo o que lhe aparece à frente. Como sabem que nunca na vida irão ser governo, podem prometer o mundo cor de rosa (na teoria), porque nunca vai ser preciso mete-lo em pratica

    • De diz:

      A aldrabice baratucha tem (devia ter) limites.
      Por exemplo aqui:

      Eu sei que este tema é um tema pesado e profundamente desconfortável para os troikistas.

  4. josé sequeira diz:

    Frederico.
    Por acaso fui dos que defendi essa tese. O PSD foi aprovando os PECs porque as coisas ainda não estavam maduras para o assalto ao pote. Quando se colocou a questão do último PEC esse partido achou que “estava na hora” e deu a machadada. Não se tratou propriamente de traição mas de estratégia ou táctica, nem sei bem.
    A “coerência” do BE (não me interessa, é irrelevante) e do PCP (essa sim actualmente interessa-me) colocam-me uma dúvida: Será que poderemos ter um governo PS/PCP (obviamente sendo o PS maioritário nessa coligação, com cedências do mais pequeno, como já aconteceu na CML, embora não seja a mesma coisa), ou a “coerência” vai manter-se apenas com a mudança de palavra de ordem (A luta continua [Seguro/Costa] para a rua!)?
    É que se assim for arriscamo-nos a uma de duas coisas:
    – Maioria absoluta do PS por via do voto útil.
    – Vitória da actual coligação por algum tipo de pequenos bónus no último ano.

  5. josé sequeira diz:

    Lamentavelmente não escrevi, para finalizar, Cumprimentos. As minhas desculpas.

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