Violenta é a austeridade

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Daqui a poucas horas os trabalhadores com e sem emprego mobilizam-se para Alcântara e, como tem sido a regra, os Estivadores, também com e sem emprego, lá estarão. Uma das questões essenciais pelas quais lutamos é do mais elementar bom senso. Ou seria, se fosse o senso a nortear quem nos desgoverna. Como é possível que no porto de Lisboa se despeçam 47 trabalhadores e se force os restantes a cargas semanais superiores a 80 horas? Como respeitar uma patronal e um governo que destrói o emprego de 47 trabalhadores para escravizar os restantes estivadores que ainda mantêm o posto de trabalho? Como justificar o despedimento de trabalhadores que teriam trabalho todos os dias desde que foram despedidos e simultaneamente se processem disciplinarmente os trabalhadores que não aguentam física e psicologicamente a brutal sobrecarga que lhes é imposta?

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Uma resposta a Violenta é a austeridade

  1. Repito…
    Para quando a luta consolidada, persistente e generalizada, «nas ruas» e nos «locais de trabalho», PELA REDUÇÃO DRÁSTICA DOS TEMPOS DE TRABALHO?????
    A pergunta que faço sempre que «palestro» e costumava fazer na «abertura das minhas aulas» ( de “Economia Política”) é basicamente esta:
    «Quando as máquinas fizerem quase tudo, o que farão “eles” com as pessoas»?…
    Chiça, que até um dos meus netos já percebeu!
    Ah, já me esquecia; os economistas de aviário vêm logo com a conversa da «fallacy of the lump sum of labor»…
    Já não tenho idade para «isto»…

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