cinco dias

encanzinar tudo

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então, deixem ver se eu percebi: 300 autocarros, 50 pessoas por autocarro, uma concentração da (olhem-que-bem-A-central-e-não-uma) central sindical,  300 estivadores  e  um número indeterminado de pessoas a querer parar o funcionamento de um porto, em apoio a uma batalha quase perdida (na assembleia da república, com PS, PSD e PP pela precarização, pois claro) com implicações internacionais (os portos em espanha são o próximo alvo na cadeia, quando todos à volta já tiverem só trabalhadores precários) de uma profissão que tem demonstrado uma notável resistência e que o governo ultraliberal tomou de ponta, como os autoritários sempre tomam quem diz ‘não’, qual filme da dama de ferro e dos mineiros, versão sequela horrível, querendo esmagá-los com uma campanha de propaganda cheia daquela conversa dos privilegiados (estivadores, não banqueiros, sim? vá lá você mexer nos contentores se tá tão cheio de conversa, ou preocupe-se com o que a gente paga à banca que isso é que é dinheiro a sério e páre lá de meter veneno, sim? afaste daí esse olho gordo que assim é que chegamos aqui, uns contra os outros) … luta que a central sindical apoia

…é isso? … mais ninguém vê nisto um elevado potencial de encanzinamento? não queremos todos, encanzinar? não poderíamos encanzinar, em conjunto? … tenho grande fé nas nossas capacidades e criatividade e acho que encanzinar, com jeitinho, ainda nem tem moldura penal. é preciso é gente.

fazer pontes – ocupar as ruas – parar o porto 

 

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