encanzinar tudo

encanzinar

então, deixem ver se eu percebi: 300 autocarros, 50 pessoas por autocarro, uma concentração da (olhem-que-bem-A-central-e-não-uma) central sindical,  300 estivadores  e  um número indeterminado de pessoas a querer parar o funcionamento de um porto, em apoio a uma batalha quase perdida (na assembleia da república, com PS, PSD e PP pela precarização, pois claro) com implicações internacionais (os portos em espanha são o próximo alvo na cadeia, quando todos à volta já tiverem só trabalhadores precários) de uma profissão que tem demonstrado uma notável resistência e que o governo ultraliberal tomou de ponta, como os autoritários sempre tomam quem diz ‘não’, qual filme da dama de ferro e dos mineiros, versão sequela horrível, querendo esmagá-los com uma campanha de propaganda cheia daquela conversa dos privilegiados (estivadores, não banqueiros, sim? vá lá você mexer nos contentores se tá tão cheio de conversa, ou preocupe-se com o que a gente paga à banca que isso é que é dinheiro a sério e páre lá de meter veneno, sim? afaste daí esse olho gordo que assim é que chegamos aqui, uns contra os outros) … luta que a central sindical apoia

…é isso? … mais ninguém vê nisto um elevado potencial de encanzinamento? não queremos todos, encanzinar? não poderíamos encanzinar, em conjunto? … tenho grande fé nas nossas capacidades e criatividade e acho que encanzinar, com jeitinho, ainda nem tem moldura penal. é preciso é gente.

fazer pontes – ocupar as ruas – parar o porto 

politiconaolegal

 

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6 respostas a encanzinar tudo

  1. Graza diz:

    Bem! Que boneco espetacular! Quem fez isto? a Gui? Tendo sido ou não aqui vai uma grande pala. E eu que me ia surpreender com esta do encanzinar e tive que a deixar para o fim. Isto é termo já dito, ou estou a ler pela primeira vez? Ou então há circuitos que não tenho feito, e este da Gui é um deles. Parabéns. 🙂

  2. Graza diz:

    Pois Gui! Vinha aqui trazer as minhas novas: “Emperrar; obstinar-se; enraivar-se. = ENCANZOAR-SE”
    Eh pá! Esta língua portuguesa é um espetáculo! Já não sei se não gosto mais do “encanzoar-se”! Ahh 🙂 Isto é bonito é repetido: eeencanzoar-se!
    Obrigado pelo bom momento, e desculpa a paródia.

  3. Kasky diz:

    então deixa lá ver se percebi o que perguntas se percebeste: querias tu confirmar se no dia 19 se vão juntar em Alcantara um conjunto muito diverso de vozes dispostas a por de lado diferenças e “arreliar-se” “em apoio a uma batalha quase perdida”?

    Eu nem me atrevo a responder… tenho medo, tanto da salada de português como da baralhação de identidades e propósitos constantes em tamanha pergunta.

    “Why simplify when you can complify?”

    Vamos lá estar contra esta política sociopata! Tanto os que lá estiverem como os que não lá estiverem com esse objectivo.

  4. JgMenos diz:

    Os estivadores são um ‘encosto’ seguro, mas a sua história não é do mais edificante,
    Quer eles quer os patrões vêm abusando de usufruírem de uma situação de monopólio regional e sempre sobem custos e preços até que ao importador/ exportador compense o desvio para outro porto (o que sempre acresce o custo e o tempo de deslocação).
    O que se trata é de pôr por fim à concertação estivadores/ patrões de maximizarem ganhos a partir de uma posição de domínio, transformando-se em portageiros de um bem público, uma vez que os portos não lhes pertencem, e foram construídos para serviço da comunidade e não de uma classe profissional e seus patrões.
    Toda a dramatização dos riscos da profissão é um cenário ridículo, pois pior riscos existem na construção civil ou nas minas e não vejo ninguém a tecer loas aos trolhas e aos mineiros!

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