As últimas quarenta e oito horas

Parece que todos já sabem tudo. Talvez tenha sido eu o único a não saber aquele argumento final que me permitiria julgar a decisão da Intersindical. Creio não cometer uma inconfidência se disser que a notícia da manifestação de rodinhas me chegou pelo Renato aqui da tasca. Assim mesmo, visto de fora por quem sente que lhe falta o dado que todos os outros têm, permito-me apenas constatar que são dias exuberantes para o anti-sindicalismo.

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20 respostas a As últimas quarenta e oito horas

  1. Dias exuberantes da pior face do sindicalismo: a cobardia.

    • A.Silva diz:

      Dias exuberantes dos esquerditóides, onde explanam e espraiam toda a sua estupidez e sacanice.

      • jose diz:

        Vá, tranquilos… entre esquerditóides e anarco-fascistas nem todos seremos tão reaccionários como nos acusam.
        É verdade que CGTP só há uma e é genial, e que o sindicalismo é a única forma de organização que qualquer ser vivente digno de respirar poderia assumir neste mundo onde todos os outros estão a mando do capitalismo e, como não poderia deixar de ser, da Troika. Mas calma. Além de formal e verbalmente, importa seguir os líderes emocionalmente: a exaltação sempre levou a riscos, momentos inesperados, confrontos e descontrolo. Há que cuidar do coração, e emoções fortes podem, digamos, fazê-lo bater com mais força!
        Ou como diziam noutros tempos, “retour à la normale”..!

      • Lá tinha que aparecer o Sr. Silva para dizer disparates.

    • Bento diz:

      Gente terrivelmente revolucionária. Força camarada! a revolução esta já ali! Peguemos em armas!

    • Bento diz:

      AH! Valente!

  2. Tineh diz:

    Anti-Sindicalismo?! Eh pá, debater e ter opinião é bom, é salutar. O seguidismo e o não questionar atitudes é que é grave. Urge um sindicalismo diferente, mais horizontal, nenhuma conquista dos trabalhadores foi conseguida a obedecer. Fácil de constatar.

    • A.Silva diz:

      Os trabalhadores estão ansiosamente à espera desse “sindicalismo diferente”, apressa-te rapaz e companhia… por via das duvidas é melhor esperarem sentados porque de gente como vocês nunca veio nada de jeito para quem trabalha.
      Aliás, nenhuma conquista dos trabalhadores foi conseguida a obedecer e quase todas elas foram conseguidas por sindicatos da CGTP e é isso que vos faz espécie.

  3. António Fonseca diz:

    Renatinho epá faz tu pá. A CGTP n faz? porque n fazes tu? mobiliza os trabalhadores ávidos de confronto. Serão certamente muitos. Faz, junta-te ao granjo e desampara a loja (por falar nisso: granjo tá-se tudo a cagar para onde é que vais arrastar a peida no sábado). Penetra-te disto: no sábado (nos sábados, ou seja, na luta dos trabalhadores portugueses) não fazes falta nenhuma. Aliás, não és bem-vindo. Tu sabes porque é que n fazes: ao contrário do Arménio, nenhum trabalhador te reconhece. Falas do que se sentia ou não sentia nos locais de trabalho: sabes lá tu pá. Deixa-te de merdas que toda a gente sabe para quê e quem te paga.

  4. Nuno Cardoso da Silva diz:

    Não estamos contra o sindicalismo. Estamos contra a CGTP e o falso sindicalismo que pratica. Parece-me que vamos ter de redescobrir o anarco-sindicalismo à maneira da Catalunha de 1936…

    • A.Silva diz:

      Que gente ridicula: “vamos ter de redescobrir o anarco-sindicalismo à maneira…”, mas ó Nuno o que é que têm andado a fazer este tempo todo, desta forma um tipo ainda pode pensar que diarreia mental têm vocês muita, fazer alguma coisa é que tá quieto.

      • Nuno Cardoso da Silva diz:

        Há quem faça…

        ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES – SECÇÃO PORTUGUESA (AIT-SP)

        ” 1. A AIT-SP é uma associação independente de trabalhadores que procuram intervir directamente, isto é, sem representantes ou intermediários de qualquer espécie, na defesa dos seus interesses económicos, sociais e culturais.

        Com esta aliança os seus aderentes pretendem constituir, em Portugal, uma vasta e forte Confederação de Sindicatos baseada efectivamente no respeito pela dignidade de cada produtor, uma união de sindicatos que não sejam meros apêndices ou correias de transmissão de forças exteriores ao mundo laboral (partidos políticos, por exemplo), nos quais os trabalhadores não sejam substituídos, no âmbito da defesa dos seus interesses particulares, por uma burocracia sindical.

        2. A prática desta aliança baseia-se nos problemas concretos e nos interesses, imediatos e mediatos, dos trabalhadores. A sua acção visa, simultaneamente, a melhoria, no quadro do sistema social vigente, das condições de vida dos trabalhadores e a total emancipação desta classe social.

        Não deixando de lutar pela melhoria imediata das condições em que vive a população laboriosa, esta aliança procura que os trabalhadores adquiram, através da sua prática sindical, a capacidade de proceder a uma transformação completa do actual meio social. A edificação de uma sociedade assente no COMUNISMO LIBERTÁRIO, a substituição da organização autoritário-capitalista por uma CONFEDERAÇÃO DE COMUNAS LOCAIS, ECONÓMICAS, IGUALITÁRIAS E LIBERTÁRIAS, constitui o objectivo final ou global da AIT-SP.

        (…)

        10. Esta aliança baseia-se nos princípios do federalismo libertário. A AIT-SP rejeita todo e qualquer tipo de coacção ou imposição, de minorias ou maiorias, ou seja, baseia-se no princípio da autonomia dos indivíduos e suas associações livres, e assenta no princípio da liberdade de associação e de desassociação, na ajuda-mútua voluntária, na livre conjugação de esforços e na solidariedade entre todos os seus membros.

        (…)”

    • Rocha diz:

      Nuno Cardoso esse seu idealismo faz-me sorrir. Os avôzinhos dos comunistas no movimento operário português eram anarco-sindicalistas. Tenho muita estima por esses camaradas.

  5. carneirada diz:

    O A. Silva para tão grande defensor do sindicalismo fofinho e seguramente exemplar trabalhador parece-me é que passa demasiado tempo na internet. A obcessão em responder a comentários no 5dias é preocupante, não se esqueça de levar o smartphone quando for a gritar palavras de ordem dentro do autocarro no sábado.

  6. um anarco-ciclista diz:

    No dia em que me cortaram 8,6% do salário, o Arménio baixou as calcinhas!
    ANTI-SINDICALISMO? Vai-te f@d€r Tiago

  7. Argala diz:

    Caro Tiago,

    A seguir à gloriosa e revolucionária concentração debaixo da ponte, vamos ajudar os arruaceiros de extrema-direita que trabalham no porto de Lisboa. Isto porque, concordando com o que escreveste, chega de anti-sindicalismo.

    Cumprimentos

  8. Bento diz:

    De repente apareceram centenas de sindicalistas. Receio no entanto que nunca tenham aparecido numa reunião sindical.

  9. vasco diz:

    Querem formar outra central sindical, revolucionária, anarcoqualquercoisa? De que estão à espera?

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