Pontes (a pé) à volta do Mundo

Seul - Coreia do Sul

Seul – Coreia do Sul

Sidney - Austrália

Sidney – Austrália

NYC - EUA

NYC – EUA

Istambul - Turquia

Istambul – Turquia

São Francisco - EUA

São Francisco – EUA

Portland - EUA

Portland – EUA

Paris - França

Paris – França

Detroit - EUA

Detroit – EUA

Dresden - Alemanha

Dresden – Alemanha

Londres - Inglaterra

Londres – Inglaterra

Pequim - China

Pequim – China

Cairo - Egipto

Cairo – Egipto

Santa Catarina - Brasil

Santa Catarina – Brasil

Auckland - Nova Zelândia

Auckland – Nova Zelândia

“Eu não sou eu nem sou o outro,
Sou qualquer coisa de intermédio:
Pilar da ponte de tédio
Que vai de mim para o Outro.”

Mário de Sá-Carneiro, 1914

Compreende-se a miúfa do Ministro da Administração Interna ao proibir a manifestação convocada pela CGTP para as principais pontes do país (25 de Abril em Lisboa e Infante no Porto), uma vez que quando os protestos passam a dirigir-se para as zonas estratégicas das cidades eles costumam sair vencedores. O que já não se compreende é a argumentação, que procura camuflar uma proibição política com motivos relacionados com a Segurança Pública. Nada mais infame. É conhecido que pensa o governo sobre “Segurança Pública” quando se dispõe, alegremente, a deixar o Serviço Nacional de Saúde em agonia, quando destrói o Estado Social ou quando aniquila o Sistema Público de Educação. A única segurança que prezam, sabemos bem, é a segurança do capital e a tranquilidade dos “credores” que nos agiotam uma dívida espúria que nunca decidimos contrair.

Com ampla adesão popular e com o entusiasmo de dezenas de movimentos, esta será, além do mais, a primeira grande manifestação em que sindicatos, movimentos sociais e pessoas sem qualquer organização política vão confluir. A ponte será testemunha da confluência dos rios que tanto fez tremer as pernas a Pacheco Pereira e será expressão, possivelmente, de um dos actos de resistência mais significativos dos de baixo neste país.

Não há, portanto, rigorosamente nada para negociar sobre a jornada do próximo dia 19 de Outubro. No Sábado, queira ou não o governo, o MAI, a PSP ou a Troika, nada tirará a ponte às centenas de milhares de pessoas que se estão a mobilizar. A cada espasmo proibicionista mais uma mão cheia de pessoas se juntará e não será melhor ideia fecharem militarmente o acesso à ponte. Isso, que sabemos bem que passa nas cabeças de insuspeitos democratas, terá que ser lido como mais um acto de guerra a juntar ao cadastro austeritário e autoritário do executivo.

Depois de Auckland – Nova Zelândia; Santa Catarina – Brasil; Cairo – Egipto; Pequim – China; Londres – Inglaterra; Dresden – Alemanha; Detroit, Portland, São Francisco e NYC – EUA; Paris – França; Istambul – Turquia; Seul – Coreia do Sul; Sidney – Austrália; chegou a nossa hora. Às pontes!

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15 respostas a Pontes (a pé) à volta do Mundo

  1. Mário de Sá-Carneiro*

  2. Herberto diz:

    Bem podem os mandatários de Cavaco Silva segurar o governo. A seguir às jornadas de 19 e 26 de Outubro, o governo estará de rastos, pronto para cair.

  3. Antónimo diz:

    Se eu soubesse mandar links do 5dias aos amigos, mandava-lhes este post sobre pontes. Desde que mudaram o sistema nem pelo permalink lá chego.

    • Basta usar os botões de partilha ou enviar o url. 😉

      • Antónimo diz:

        dos botões de partilha, fui ver agora, só o send mail me serve. e mesmo assim dá demasiado trabalho

        o url não dá desde que vocês mudaram o hospedeiro. a única coisa que aparece, mesmo que só tenha este post aberto, é sempre e exclusivamente o url “blog.5dias.net”. o mesmo se abrir o permalink. o url reverte sempre, mas sempre “blog.5dias.net”.

  4. Luis Moreira diz:

    Mas cá não costumam ser 300 000 manifestantes?

  5. Pingback: Há qualquer coisa de hitleriano no Miguel Macedo | cinco dias

  6. Henrique Santos diz:

    DIA 19 de OUTUBRO Vamos amandar abaixo este governo que se faz passar por socialista democrata, e de socialismo e democracia não temos nada é só ladrões e Troikas.
    O povo portugues devia unir-se e causar a maior revolução da estoria, so assim o governo caia de vez.

  7. Henrique Santos diz:

    Artº 22º
    1. A crítica e a autocrítica devem ser estimuladas e praticadas em todos os organismos e
    organizações do Partido como método de aperfeiçoar o trabalho, vencer as deficiências,
    corrigir os erros, formar os militantes e reforçar o colectivo.
    2. A crítica e a autocrítica individuais e colectivas devem constituir uma prática habitual e
    natural e não actos obrigatoriamente formalizados.
    3. Não pode ser impedido o exercício do direito de crítica conforme com as normas de
    funcionamento do Partido nem praticada qualquer discriminação por motivo do seu
    exercício.

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