Marcharemos adiante

Que a direita e o Governo têm problemas com a ponte já sabemos. E o Ricardo explica-o aqui mais do que bem.

Enquanto forem feijoadas, anúncios de TV’s, corridas (já agora com prémios substancialmente diferentes entre mulheres e homens), o Governo até patrocina. Mas se forem manifestantes, das duas uma: ou são agredidos pela polícia, ou são encurralados e identificados ou há manobras políticas bafientas que se escondem em pretextos proto-técnicos (ui as linhas ferroviárias!!!!) para impedir que o povo avance sobre as troikas.

A verdade é que engarrafamentos sobre a ponte à conta das portagens nunca preocuparam a comissão de segurança ou o MAI.

Ficamos nós entregues à nossa segurança e avançaremos, não se preocupem tanto. A CGTP já afirmou que não vai parar. Nós afirmamos que não nos deterão. E seguiremos na ponte que se chama 25 de Abril, o povo que se ergue na luta e marchará contra estes bandalhos que nos oprimem.

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16 respostas a Marcharemos adiante

  1. José Sequeira diz:

    Lúcia, se este governo não fosse constituído por atrasados mentais deixava que a manifestação se realizasse. Claro que tinha que meter ao barulho os presidentes da Câmara de Almada e Lisboa, quanto mais não fosse para os meter entre a espada e a parede. Depois não colocava polícia a controlar, evitando as provocações. Ao contrário do que se passa nas ruas de Lisboa, a ponte 25 de Abril não tem fuga a não ser para suicidas, nem sequer caixotes do lixo para incendiar ou montras para partir. O que depois passava nas televisões era a luta entre os “gorilas”, perdão, a segurança da CGTP e os desenquadrados anónimos que não conseguem fazer dois quilómetros a gritar “CGTP,unidade sindical” sem ficarem cheios de comichão. Só que os otários do governo preferem proibir. É a vida…

    • Lúcia Gomes diz:

      Mas a verdade é que não proibiram nem o vão conseguir fazer. E a análise que faz é, de facto, interessante.

    • antoniocarlos diz:

      “Só que os otários do governo preferem proibir.”
      Também acho. Com sorte, e sem “polícia a controlar”, no final da manifestação controlada pela CGTP alguns “desenquadrados anónimos” mantêm um bloqueio por tempo indefinido, apedrejam polícias durante algumas horas e o governo demonstra que a “rua” é dominada por vândalos. Se algum polícia ficar seriamente ferido (ou pior) então era ouro sobre azul. São mesmo otários.

      • Lúcia Gomes diz:

        Proíbam-se todas, então. É isso?

        • antoniocarlos diz:

          Claro que não. O problema não está na manifestação da CGTP (que comportaria sempre alguns riscos apesar da organização e segurança proporcionada pela CGTP). O problema está no local específico que potencia esses riscos e torna mais atractivos ainda os actos de violência.
          A Lúcia sabe, porque lê o blog onde escreve, que independentemente de todos os apelos da CGTP (explícitos, claros e múltiplos) à não-violência e de toda a organização e segurança que a CGTP proporciona, que há pequenos grupos que esperam apenas pelo discurso final de Arménio Carlos para fazer avançar a sua própria agenda. Esses pequenos grupos nunca teriam capacidade, sozinhos, para provocar o efeito que vão provocar. Nomeadamente porque as suas opiniões são extremamente minoritárias na sociedade portuguesa (condenadas até pela CGTP) e não conseguem mobilizar mais de meia dúzia de pessoas. O que a CGTP vai fazer, conscientemente, é servir de “barriga de aluguer” para esses grupos.
          O que eu acho estranho é que a CGTP se dê ao trabalho de organizar uma grande manifestação, cujos efeitos mais uma vez serão ofuscados pelos actos de meia dúzia de pessoas.
          E a Lúcia repito, que lê o blog onde escreve, sabe isso e sabe que é isso que vai acontecer e mesmo assim continua a fazer de conta que não sabe.

          • Lúcia Gomes diz:

            Não creio que sirva de grande coisa à luta dos trabalhadores deixar de fazer manifestação porque meia dúzia (alguns infiltrados, pois) provoca desacatos.

            Além do que aqui já foi dito, a ponte é um espaço amplo, sem “poços da morte” como S. Bento, onde dificilmente se criam condições tão favoráveis a esses acontecimentos.

            De qualquer forma, quem adere a uma manifestação da CGTP torna-a sua. Eu não finjo que há coisas que não acontecem, simplesmente não tenho a pretensão de as controlar. E penso que hoje em dia, apesar de a comunicação social fazer questão de relevar muito mais as pedradas do que as greves gerais e as manifestações, cada dia em que não estivermos na rua, é um dia mais que o governo manda.

          • Rafael Ortega diz:

            “Além do que aqui já foi dito, a ponte é um espaço amplo, sem “poços da morte” como S. Bento, onde dificilmente se criam condições tão favoráveis a esses acontecimentos.”

            Lúcia, tenha juízo!

            A ponte é um rectângulo com 2 km de comprimento e 20 metros de largura com uma queda de 70 metros para o rio Tejo.

            Se alguma coisa correr mal (e vai correr) é bem pior na ponte que em qualquer outro lado.

          • Lúcia Gomes diz:

            Veremos, Rafael. Alguma coisa a cair, é o governo.

          • De diz:

            Sorry mas o facto de achar estranho que a CGTP convoque uma manifestação é também ( benefício da dúvida) uma outra coisa.

            E é precisamente por se pesarem os prós e os contras que se chega a esta simples conclusão:
            Por cada dia que este governo estiver no poder ” é um dia mais que o governo manda”.
            E os terroristas sociais têm que ser detidos .Custe o que custar.E devidamente responsabilizados.

            A bandalheira do governo do capital e da troika tem que acabar.

          • antoniocarlos diz:

            “apesar de a comunicação social fazer questão de relevar muito mais as pedradas do que as greves gerais e as manifestações”
            Esse é que é o ponto. Eu concordo com o 1º e o 3º parágrafo da sua resposta.
            Mas lembre-se do que já aconteceu quando se bloqueou a ponte (era Cavaco Silva primeiro-ministro). É o que vai acontecer, não pelos manifestantes da CGTP, mas pelos que lá ficam depois do último discurso de Arménio Carlos. E o resultado final, em termos de imagem pública, é o que resulta da frase que sublinhei.

          • De diz:

            Mas o que é isto?
            Opinião pública?
            Aquela que é formatada pelas entrevistas encomendadas ao protegido do Cavaco,aquele que na ponte soltou os esbirros contra quem ousava denunciar-lhe as políticas criminosas?

            Será que aquando do 25 de Abril o MFA estava preocupado com a “opinião pública” ou com a restituição da dignidade a um povo e a sua libertação do fascismo?

            Um tipo de nome JCsantos,escrevia algumas valentes idiotices servindo os propósitos do seu partido,
            Foi eficazmente denunciado aqui:
            http://otempodascerejas2.blogspot.pt/2013/10/nao-vas-ao-medico-nao.html#links

  2. De diz:

    🙂
    (este é também para o Ricardo M. Santos)

  3. CiberPress diz:

    Reblogged this on CiberPress Info.

  4. Herberto diz:

    Dia 19, lá estarei, em Almada, para me unir à manifestação.

  5. Augusto diz:

    Ainda me recordo de uma manifestação dos operários da Lisnave , no inicio de 1975, e nessa altura quem tentou proibir foi um governo PCP-PS-PSD

    Mudam-se os tempos….

    • De diz:

      Mas o augusto mantém-se igual a si próprio.E o que se vê é algo assim para o repelente.

      E não aprende.

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