sound bites

Anda por aqui um espectro perigoso – o de que os académicos são desnecessários porque são desvinculados da realidade, só falam de teoria, já os homens práticos que enchem as televisões de sound bites e mentiras são homens pragmáticos que conhecem a realidade. Passámos de um servilismo triste ao Sr. Doutor – próprio de um país onde estudar era um privilégio – ao desprezo pelos trabalhos científicos. É assim que trabalho num Instituto que tem 200 investigadores que trabalham com tempo, teoria, metodologia e sujeitos a avaliações cada vez mais apertadas e os jornais portugueses estão repletos de comentadores que dizem mentiras, ignoram o que é escrito e estudado, mas fazem-no com convicção, gestos apalhaçados e num estilo «tu cá tu lá», populista e com pouco chá porque assim se aproximam do coração do povo. Alguns deles podiam ser escribas de um partido fascista. E estão claro com o apoio de partidos democráticos, e seus jornais, a espalhar a suave ideologia.

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3 respostas a sound bites

  1. Graza diz:

    Eu acho que estou cada vez com menos cabelos por causa deles na TV. “E não de pode exterminá-los?” era uma peça da Alicia Guerra que deveria ter visto: fiquei sempre sem saber quem eram eles.

  2. Graza diz:

    “E não se pode…” óbviamente. Óbviamente a rectificação do “de” para “se”!

  3. E digamos que os investigadores não têm propriamente aquilo a que se chama de emprego. Segundo consta vivem de bolsas, o que para mim é errado, pois são trabalhadores como outros.

    No fim do seu texto devo dizer que não é podiam, é podem, e tanto podem como são, são fascistas e escribas de uma união nacional fascista que engloba o ps psd e o cds. Penso não estar enganado, se juntarmos todas as peças do puzzle, de vigarices, namoros, conivências, acordos, vemos que desde 25 de Novembro de 75 esses três partdos têm trabalhado em conjunto para voltarmos para 24 de Abril de 74.

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