Às pontes!

Às pontes!

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25 respostas a Às pontes!

  1. Isabel PBP diz:

    Porquê uma manifestação sobre a ponte?

    Em 1994, está na memória colectiva, que a propósito do buzinão, outros trabalhadores de levantaram fecharam fábricas, e outras formas de luta.
    Em resposta o 1ª Ministro Cavaco Silva demitiu-se.

    Essa é a simbologia e através dela chamam os trabalhadores à manifestação na ponte, ao logro. queimar o rastilho, fazer de cada um géiser para o vulcão acalmar.

    Porque é que a CGTP faz isto?

    Será para cansar, desmotivar, enfraquecer a fúria que as massas têm e que as podem levar a algum acção que não controlem?

    Sabem que ninguém se demite, a Troika continua a mandar nos Portuguese, os cortes nas pensões e reformas não param, os nossos (cada vez mais impostos) vão pagar juros de uma dívida que o povo não tem e deve rejeitar, o desemprego a aumentar. Que temos com mais de 900 milhões do BPN, a capitalização da Banca, as PPPs, os muito mais negócios milionários dos corruptos que nos dominam?

    Quer outro elogio do Ministro da administração Interna?

    O sindicato, onde sou dirigente é sócio da CGTP, eu vou:

    Mas os trabalhadores estão a abrir os olhos, estão a começar a ficar saturados de ir às manifestações, dizerem todos as mesmas palavras e voltarem de “mãos vazias” para casa.

    Que acontece depois do Arménio Carlos discursar?

    Dispersar

    • A.Silva diz:

      Fica em casa menina, fica em casa que ao menos assim podes ser roubada à vontade e não te cansas nada!

      Que miséria de discurso.

    • De diz:

      ?
      A ponte feita simbologia e como tal os trabalhadores transformados em geiseres individuais para acalmar a fúria do vulcão e como tal dar cabo da simbologia?
      E é isto dirigente?Alguém que anda à cata dos elogios alheios a outrém como se procurasse aí a justificação das suas impotências discursivas?
      Ou das suas precoces certezas?

      Eu vou. E a tudo o que..Sem lamúrias do estilo e sem galões nos ombros.
      Ponto final parágrafo

      • Isabel PBP diz:

        Já leu Marx?
        Veja lá o que o sr escreveu sobre factos históricos repetidos provocados.
        A história é dinâmica, assim como a luta de classes , nada se repete porque os contextos nunca são iguais.
        Isso é na Igreja Católica Apostólica que uma Srª virgem teve um filho de uma pomba, o miúdo andou a falar com Drs por aí e no ensino especial para precoces porque falava muito bem e de coisas esquisitas, depois desapareceu e voltou com 33 anos para andar aos peixes e ao pão, fez vinho e uns maus crucificaram-no todo pregado com Pregos/cravos de 20 cms enquanto, sem ninguém saber por onde andou.
        Esta história está igual há 2 mil anos, mas o Marx não era parvo nenhum 🙂

    • Herberto diz:

      Fica em casa a ler a “Mafalda” e a falar com o Manelinho e o Filipinho.

    • Argala diz:

      Isabel,

      O problema não está na existência de manifestações, mas na inexistência de luta revolucionária. Toda a gente sabe que as manifestações são insuficientes para mudar o que quer que seja. Elas cumprem um outro papel.

      “Mas os trabalhadores estão a abrir os olhos, estão a começar a ficar saturados de ir às manifestações, dizerem todos as mesmas palavras e voltarem de “mãos vazias” para casa.”

      Os trabalhadores que não fiquem à espera da CGTP. Ela não pode fazer mais do que isto. Organizem-se e preparem-se para uma guerra aberta de classes.

      Cumprimentos

    • Isabel PBP diz:

      Esta tarde estive na concentração dos Trabalhadores dos CTTs, solidária e contra todas as privatizações.
      Tive oportunidade de falar com o Arménio Carlos e entre outros assuntos de 1ª ordem falamos na Manifestação na Ponte. Como não nos andamos a enganar um ao outro, ele disse logo que o problema político estava na simbologia e na memória colectiva da demissão de Cavaco.
      As CMs não se metem no assunto são problemas de segurança que são postos uns atrás dos outros: onde passam as ambulâncias, os carros da polícia, etc.
      Até referiu (não estou de acordo) que a Lusoponte ia ganhar mais dinheiro porque as pessoas iam para a ponte V da Gama e a portagem é mais cara (mas a volta contabilizada em tempo e combustível….é argumento dispensável)

      Marx disse , a história é dinâmica e nunca se repete. Os contextos são sempre diferentes. Quando se força a repetição da história é um fingimento, uma farsa, e quem o faz são os aparelhos e os seus burocratas, porque a luta de classes está num estadio muito mais avançado.

  2. Isabel PBP diz:

    Uma manifestação não é uma maratona.
    Não fecham o transito nem os acessos.
    Vão crianças, velhos e suicidas….
    Basta pensar um bocado.

  3. João diz:

    Eles, os que me espezinham e escravizam, não me querem na Ponte? Eis uma razão absoluta para eu lá estar.

  4. José Sequeira diz:

    Por princípio não participo nestas formas de luta.
    No entanto respeito quem o faz. Neste caso concreto concordo que o tal conselho apresente objecções uma vez que elas têm razão de ser e é o seu papel. Ao contrário das maratonas, em que as pessoas vão mais dispersas, ocupam a totalidade do tabuleiro e têm uma intenção de puro divertimento, este caso é diferente: em princípio só um dos lados será ocupado (o sentido Almada-Lisboa) o que pode gerar conflitos com as pessoas que se deslocam no sentido Lisboa-Almada; pode haver qualquer tipo de provocação (venha de dentro ou de fora) que gere agitação ou correrias com o consequente perigo daí resultante. Enquanto numa manifestação em rua normal há sempre fuga para outras ruas neste caso não; pode haver elementos não controlados que escapem à segurança da CGTP e tentem, por exemplo, bloquear as outras faixas de rodagem. No entanto concordo com o Arménio Carlos, é uma decisão política. O normal seria o Ministro reunir com os Presidentes de Câmara de Lisboa e Almada e passar-lhes a batata quente, responsabilizando-os politicamente pela autorização ou não e obviamente por alguma desgraça que venha a suceder.

    • Bruno Carvalho diz:

      Não percebeu. Todas as faixas de rodagem vão ser ocupadas pelos manifestantes.

      • José Sequeira diz:

        Tem a certeza? Como a manifestação é entre o Centro-Sul e Lisboa, pensava que só ocuparia metade da ponte. Se for como diz, obviamente que o meu comentário deixa de ter sentido da forma como o coloquei. Se for como você diz a coisa torna-se mais grave porque representa uma imposição aos muitos milhares que se deslocam para Lisboa todos os dias (basta ouvir a rádio a partir das 6 da manhã). Isso pode ser mais complicado em termos de apoio popular à manifestação. Nesse caso o Passos Coelho vai agradecer à CGTP (acho eu… que não percebo nada disso).

      • antoniocarlos diz:

        Em quantas maratonas realizadas em Portugal houve distúrbios, atirar de pedras, lançar de petardos, …?
        E no final de manifestações políticas, inclusivamente convocadas pela CGTP e bem organizadas?
        O que acontecerá se o que se passou em frente à Assembleia da República acontecer no meio da ponte cheia de gente (idosos, crianças, …)? Era bom que a CGTP reflectisse melhor porque acho que no final da marcha/manifestação vai ser responsabilizada pela opinião pública pelo que de certeza vai acontecer. É isso que a CGTP honestamente quer?

    • Caxineiro diz:

      as objeções que você apresenta podem (com um arranjinho ali outro acolá) servir para proibir qualquer tipo de manif
      tal como as greves

  5. Mário diz:

    “Eles, os que me espezinham e escravizam”

    como é que consegues escrever no teclado com o colete de forças vestido ?

  6. Manuel Mendes diz:

    Oh Isabel PBP diz aqui ao pessoal o que se deve então fazer. Luta armada? Como? Explica para aprendermos com a tua elevada experiência revolucionária. As fábricas já fecham sem ser os trabalhadores a tomar essa atitude.

    • Isabel PBP diz:

      A notificação dos comentários só chegou hoje ao meu e-mail, por isso a resposta tardia.
      Em alternativa às manifestações nunca propus luta armada e as fábricas já fecharam sem pré aviso de greve dos sindicatos.
      O que devemos fazer? Em em de andarmos a perder tempo com locais de manifestações, o governo está na AR, é deixarmos-nos de “quintais” dividir os trabalhadores por cores e unirmos-nos, o governo acaba por ceder.
      A oposição que está na AR, podia por-se ao lado do povo, em vez de lá estar para dizer uns desabafos e por o dedo no ar para votar contra e mais nada e votares umas menções de censura para quando o governo anda desnorteado, dar-lhes uma chance para se unir contra a agressão.
      Venham para a Rua com o povo no dia da votação do OE e não fiquem lá dentro a pactuar com a morte dos trabalhadores.
      Onde estão os revolucionários?

  7. maria diz:

    Bora Lá!! A PONTE(A)PÉ!!!
    será lindo ver a ponte 25 de Abril coberta de Bandeiras Vermelhas!!! e muitos manifestantes!!!
    deve ser ISTO que os assusta….

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