A bulhosa vai pagar.

A livraria Bulhosa deve salários aos trabalhadores, pagamentos aos editores e vergonha à cara, por isso as Edições Antipáticas e amigos foram visitar a livraria de Entrecampos para relembrar que A Bulhosa Vai Pagar. Com participação especial da PSP, no seu habitual papel inefável de defensora dos gatunos de todas as espécies.

É incrível, verdadeiramente incrível, como a polícia se comporta sempre que é chamada. Em vez de justificar qualquer intervenção numa base legal, toma sempre o partido de quem a chama ou de quem está mais bem vestido. Decide identificar pessoas só porque sim, usa de força porque pode e não actua sobre quem infringe: que seria neste caso sobre quem é caloteiro, sobre quem não paga o que deve a funcionários e editores.

De referir ainda que desta vez umas simpáticas pombas, de forma totalmente inesperada, decidiram aparecer e espalhar a poesia no coração da cidade. Eu vou telefonar aos hipopótamos para aparecerem na próxima jornada de luta. A bulhosa vai pagar! Ai vai, vai!

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9 respostas a A bulhosa vai pagar.

  1. José Sequeira diz:

    Resultado: A Bulhosa pagou, vai pagar, ou vai encerrar? Gostava de saber porque, desde que abriu, fiz lá a totalidade das compras dos meus livros.

  2. A Pide nunca esteve do lado do povo, e quais são as diferenças? Tendo em conta que este governo/presidência/fmi/bancos utilizam a ditadura de outra forma.

  3. juca diz:

    o que é a bulhosa, caralho? um bar de gueis comunas?

  4. JgMenos diz:

    Vai ler o artº 53º da Lei das sociedades, e logo percebes porque pode não pagar quase indefinidamente – conquistas de Abril!!!

    • De diz:

      Um exemplar típico este Menos.
      Até pela boçalidade como interpela os outros

      E claro está, pelo ódio a tudo o que cheire a Abril
      São estes que ainda sonham com o regresso ao 24 de Abril.

      • JgMenos diz:

        Ai. ai, os maus-da-fita!! A pieguice de sempre!
        Mas argumentos nunca aparecem. Sabes dizer alguma coisa que se entenda sobre o 35º, suspenso à nascença?

      • De diz:

        Pieguice?
        Menos,por favor não estamos a falar nem de relvas nem de machete e dos seus arrufos indignados feito piegas em torno de.

        (sorry menos, mas ainda não o autorizwi a essas familiaridades próprias de marialvas pútridos de nascença.
        Fica em branco para da próxima vez não aparecer ébrio pelo descalabro eleitoral dos seus)

  5. Daniel Marques diz:

    Agora temos as massas a fazer de cobrador do fraque? Um dos riscos do capitalismo é que o cliente nao pague. Há que fazer uma avaliaçäo dos riscos antes de tomar a decisao da venda. Ou vender a pronto. Há obviamente entidades que nao necesitam fazer essa avaliacao. A mafia por exemplo tem um forte dispositivo de recuperacao de dividas que lhes poupa o processo de avaliacao de riscos. Outra coisa sao os trabalhadores que obviamente há que proteger e cujas dividas nao se podem comparar com as dos editores/fornecedores. A mistura é perigosa se realmente nao há dinheiro. Neste caso os trabalhadores tem intereses bastante diferentes dos fornecedores que estao sobretudo interesados em cobrar enquando os trabalhadores estao interesados num perdao que permita a empresa laborar… Nao é isso que o PCP defende para Portugal?

  6. josé sequeira diz:

    Infelizmente nesta trama as “Edições Antipáticas” representam “os mercados”. Emprestaram à Bulhosa os seus livros, não sei foram vendidos ou à consignação. A Bulhosa, sem dinheiro para tudo, por diversas razões, incluindo a de os patrões andarem de AUDI, não paga aos trabalhadores nem às pequenas editoras, na esperança de, pagando às majors, continuar a ter os livros mais procurados. Das duas uma: ou os livros das “Edições Antipáticas” se vendem como pãezinhos quentes e então essa editora pode prescindir da Bulhosa vendendo pela NET, por passa-palavra entre os potenciais interessados ou em comícios ou manifestações (são poucas dezenas de livros o que deve ser fácil), ou então há alguma falta de solidariedade e de interesse pelos temas tratados e é necessário a colaboração dessas livrarias, com os riscos inerentes.

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