Porque juntos somos mais fortes!

Porque juntos somos mais fortes!

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2 respostas a Porque juntos somos mais fortes!

  1. Maria diz:

    Já era tempo de deixarmos de fazer de conta e de nos zangarmos a sério. Mas o condicionamento mental dos cidadãos, fruto de uma multiplicidade de factores – que condensaria sob a designação genérica de doutrinamento neo-liberal permanente – coloca-nos palas nos olhos muito semelhantes às que se colocavam nos animais que tiravam água à nora e que assim, impedido de ver para o lado, seguiam interminavelmente pelo caminho circular e sem saída,onde vertiam toda a força do seu trabalho.
    Há-de mudar um dia. Mas porque é que havemos de o adiar tanto tempo, meu Deus?
    Por mim, não deixarei de dar o necessário contributo a essa força transformadora.

  2. m. diz:

    Não gostava absolutamente nada de ver Portugal outra vez de fora.

    Arrepia-me os tempos em que vivíamos fora e que as pessoas que vinham ficar em nossa casa, frequentemente à procura de tratamentos médicos, nós, as crianças, costumávamos ficar no sofá da sala e não nos importavamos nada. Era absolutamente arrepiante. Éramos crianças mas tínhamos a noção que qualquer coisa ia mal em Portugal.

    Depois cresci e apercebi-me porque o meu pai tinha nos anos 50 ido embora (trabalhou sempre em multinacionais de petróleo) de Portugal para poder ter uma vida decente. E teve-a. Quando vinhamos cá de férias, só algumas vezes, o meu pai leváva-nos a visitar amigos dele. Alguns viviam muito mal. Ele não nos dizia nada, não comentava, não dizia nada e ficava calado. Mas nós crianças víamos e ficávamos tristes.

    Víamos pessoas na rua vestidas de preto, não percebíamos porque não usavam cores. Víamos as pessoas com camisolas com cotoveleiras, senhores de luto com braçadeiras pretas. Nós crianças, não percebíamos nada, só que havia qualquer coisa que ia mal em Portugal.

    São lembranças que tenho e que nunca pensei relembrá-las.

    Sobre Salazar falava-se pouco em minha casa. Só sabíamos que ele era uma pessoa muito má. Não gostávamos nada dele.

    Estávamos fora. No dia 25 de Abril de 1974, lembro-me perfeitamente que o meu pai suspirava e dizia sem parar: «até que enfim, até que enfim, até que enfim». Nós, já adolescentes ficámos contentes.

    Espero que isto não venha a suceder novamente. E para isso é preciso relembrar tudo isto para que não volte a acontecer. Que o povo português não tenha que passar outra vez pelo impensável…

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