À atenção da esquerda autoritária

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E meter isto na coluna da direita aqui na tasca, não?

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22 respostas a À atenção da esquerda autoritária

  1. Dadinha diz:

    A esquerda autoritária a colocar isto no porta-chaves da porta de saída (do beco)

  2. JP diz:

    Dá-lhes Renato!

  3. JP diz:

    Depois da “esquerda caviar” temos a “esquerda florzinha”.

    Pessoas adultas, com idade para votar, ter licença de porte de arma, conduzir e beber não têm coragem e personalidade para responder a uma praxe? Se não querem, não participam. É simples. Se a pessoa participa na praxe sem querer, então não passa de um carneiro e nisso nem o estado nem a polícia podem ajudar.

    Esta história já faz lembrar a do piropo. Por qualquer coisita que esta gente não gosta, logo vem pedir a intervenção do estado e da polícia. Mas quem é que define o que é uma praxe aceitável e inaceitável se não forem as pessoas que lá estão e que – é bom recordá-lo – são ADULTAS. Ninguém está acorrentado nem preso logo aquela relação (por muito mal que nos pareça de fora) é consensual pelo que não faz qualquer sentido envolver o estado ou a polícia nisto.

    Já chega de políciamento de costumes!

    Eu ainda me lembro quando as pessoas de esquerda arriscavam a vida por causas nobres, honravam o seu nome e o das suas famílias por enfrentarem perigos maiores que o que qualquer um de nós consegue imaginar.

    Aliás, é bom lembrar e sublinhar que enquanto esta malta anda entre o Bairro Alto e o Principe Real muito entretida com a última micro polémica e a discutir o “não-assunto” das praxes, há outra esquerda, outros jovens, que arriscam a sua vida a lutar por aquilo que verdadeiramente interessa e que sofrem na pele as consequências disso (ver casos dos jovens da CDU detidos pela PSP e dos piquetes de greve na última greve geral).

    • Antónimo diz:

      Há a esquerda caviar, a esquerda florzinha e também “a esquerda burra e armada ao pingarelho” que não percebe como o capitalismo actua na praxe domando mentalidades e cérebros em formação e isolados para o mercado de trabalho e como bem ganhava em dar aos futuros licenciados.o exemplo de união, solidariedade e resistência.

      • Claro que actua. Não se combate isso é a gritar pela guarda.

        • antónimo diz:

          Pois não. Mas há um grupo aqui dentro (que engloba a Raquel Varela e infelizmente gente do PCP) que vai metendo tudo no mesmo saco e equipara o exigir que reitores e associações combatam a coisa a gritar pela guarda.

          Sei bem como foi incentivada a praxe no regresso da JSD à AEIST pouco antes do ano 2000, e o chico furtado, que às vezes anda por aqui, tb há-de saber, com a secção de pedagogia a investir a fundo nos códigos de praxe e nas batinas em vez de investir na qualidade de ensino e sei do peso que bandos de trajados (de modo assumido e e discutido aproveitando politicamente este caso http://www.educare.pt/educare/Atualidade.Noticia.aspx?contentid=10376231324C3A1FE0440003BA2C8E70&channelid=0&schemaid=&opsel=1) tiveram na primeira eleição de santana lopes para a CML.

          Há coisas que se insinuam e andam ligadas, embora haja quem as não veja. A única coisa que tem saído de jeito nesta questão por estas bandas é o apelo de Raquel Varela a que se passe ao confronto físico – mas não tenho dúvidas de que a este só se passará pelo exemplo. Se a JCP e os BE fossem aqui vanguarda, democracia, escola pública, direitos laborais e sociedade agradeciam.

          • Eu só vi uma ala radical, e elogiava a regência policial do assunto.

          • Antónimo diz:

            Tem de ler Raquel Varela e comentários com atenção.

            De qq modo, existe também praxe e bem violenta dentro da escola superior de polícia ou lá como é que aquilo se chama agora assim como nos estabelecimentos militares de ensino superior.

            Obviamente, embora esteja lá pessoal voluntário, os antigos alunos da coisa estarão em muito melhores condições para repercutir a violência sofrida e exercida em cenários de guerra e policiais.

          • C Vidal diz:

            O antónimo sempre foi e é aqui um dos leitores mais interessantes e argutos: põe o dedo na ferida, seja, no sítio certo: acção. À selvajaria de débeis mentecaptos que organizam as praxes, em Lisboa ou Guarda, deve dar-se resposta violenta sem chamar a polícia (que não é da nossa família, ou só é da bonitona que abraçou o bófia na manif de Setembro, tendo assim ganho os seus 15 minutos de fama). Eu nunca assisti a praxes nas Belas-Artes, onde trabalho, e desde há 2 ou 3 anos elas lá aparareceram. Foda-se, era o que faltava, mas lá estavam. Vi e não chamei a polícia, e sozinho agi como pude: no largo fronteiro, ía a passar para o trabalho e vi a paisagem estúpida. Fiz umas perguntas, mandei umas bocas e disse aos praxados para não odedecerem às “ordens”, a nenhuma “ordem” de quem nem eu sequer conhecia (não, os mandantes não eram da minha área). À frente de todos, muitos dos “mandados” abandonaram a cena e foram para melhor lugar, café, cervejaria, e convidei os praxados que quisessem a vir comigo (nem sei para onde, nem interessa). O que fiz foi muitíssimo soft, mas se os antipraxe se organizarem e agirem à porrada contarão com o meu apoio. Mas que se lixem as autoridades, institucionais e policiais, não é verdade?
            Há tempos, um camarada deste blogue dizia, “se vires um trajado manda-lhe um ovo”. Agora, as florzinhas que aqui andam dizem, “se vires uma praxe chama a polícia”. Foda-se, é demais e um retrato do estado actual deste blogue. Pró caralho!

          • Rafael Ortega diz:

            Aqueles indivíduos anti-praxe que querem partir para o confronto físico não sabem o que dizem.
            Não percebem nada de números.

            Não percebem que estão a querer atacar um grupo maior e regra geral unido.

            Até podem ter a sorte de conseguir juntar 10 anti-praxe e bater em 3 ou 4 praxistas.

            Mas no dia seguinte estão em inferioridade numérica de 5 para 1 e levam-nas todas de volta.

            É engraçado que gente tão moderna e tão democrática, perante uma actividade que não é crime e que se passa perante duas partes que a fazem de sua própria vontade, queira terminá-la à porrada.

          • Gambino diz:

            Quem acha que o número de praxistas é algo a ter em conta na hora de lhes dar porrada está bastante enganado. Os cobardes escondem-se sempre na multidão, mas basta a existência de uma qualquer resposta para eles romperem as fileiras. Não se deve esperar muito de cobardes. O que não faltam são exemplos, mas, para não sair do tema, basta recordar os muitos praxistas que já tiveram o prazer de levar com um balde de porcaria na entrada de uma República. Contam-se pelos dedos de uma mão os que tiveram coragem de entrar pela porta para pedir satisfações.

          • Rafael Ortega diz:

            Amigo Gambino venha ao IST e depois falamos.

          • Antónimo diz:

            No IST, Ortega, já acabei eu, sozinho, com a praxe dentro de uma sala no pavilhão central, recheada de praxistas, alguns dos quais bastante maiores que eu e um dos quais – um reles cabeça de porco com o dobro do meu tamanho – bem cresceu para mim, mas na hora H desistiu e eu só falei tão alto como ele. E até tive tive uns anos antes o prazer de ver o laranja António Prôa levar um murro no focinho por chamar comunistazeca de merda à Valentina Garcia, que concorria a presidente da DAEIST – e ganhou. Se acha que a minha escola é um antro onde os da sua laia saem sem troco desiluda-se.

          • De diz:

            E com estas duas intervenções (soberba esta última de Antónimo) se mostra à evidência que também a escola é atravessada pela tão negada luta de classes

          • Rafael Ortega diz:

            Antónimo, pelos frouxos do seu tempo e do seu curso não falo.
            Venha às praxes do meu curso e baixa logo a bolinha.

            Se acha que a minha escola é um sítio onde os ditadorzecos da sua laia fazem o que lhes apetece desengane-se.

      • De diz:

        Perfeitamente de acordo caro Antónimo.
        Parece que se desconhece Marx e os conceitos de infraestrutura e de superestrutura enquanto as justificações pseudo-dialécticas giram à volta da “maioridade” e coisas assim do género.

        Parece que o debate está acantonado agora à volta de tão tormentosos assuntos.
        Lá fora entretanto um militante anti-fascista é assassinado por um nazi do aurora dourada e o sr draghi faz um ultimato em plena campanha eleitoral sem (quase) ninguém dar por isso.

        E sobre a Alemanha o silêncio é quase de chumbo.

        (Mário Moura chama a atenção para um “Cartaz de uma agência de viagens em Karlsruhe anunciando viagens a Portugal, Grécia, Espanha, Itália e Irlanda. A tradução é “Vá visitar os seus impostos!”
        E dá-lhe a resposta adequada
        http://ressabiator.wordpress.com/2013/09/24/turismo-de-crise/ )

        Por aqui …

  4. C Vidal diz:

    Porra, excelente proposta, Renato. Porque é que não me lembrei disto para afixar na porta da Reitoria?? Ah, e além disso, se fores caucasiano, pequeno ou médio-burguês (e remediado também conta) e heterossexual pertences à classe repressora, és heterofacho, sabias (e se fores pai, então…………vais para o inferno do dante)? Labrinchada dixit. Cuidado, cuidado, ó Renato!! Isto está mesmo mau.

  5. Rocha diz:

    Imagino que a próxima “causa fracturante” será contra o bullyng nas escolas. Imagino que vão propor enviar putos de 12 anos para a cadeia porque os putos pobres – e são os putos pobres evidentemente os mais violentos nas escolas – andam a infernizar a vida dos filhos da “classe média” falida (já que não gostam que lhes chame pequeno burguesia) que agora não tem dinheiro para meter os filhos nos colégios privados.

    Em vez de irmos à raiz dos problemas combatendo a miséria que origina os comportamentos de marginalidade podemos eventualmente com esta deriva moralista começar a culpar os pobres por se comportarem como pobres e querer vê-los reprimidos e engaiolados.

  6. imbondeiro diz:

    Aqui há uns anos atrás, estando eu a tomar um cafézinho num tasco de uma grande superfície, aproximou-se de mim um caloiro de uma das magníficas E.S.E. que nasceram que nem cogumelos depois de uma chuvada por todos os recantos deste país. Vinha convenientemente escoltado por um grupo de trajadíssimas mocinhas ( vejo eu aqui alguma violência de género? ). Pediu-me o rapazinho uma contribuiçãozita monetária para “beber um copo”. Desconfiei que, a dar-lho, quem beberia o copo seriam a parasitárias mocinhas que o obrigavam ( obrigariam deveras? ) a fazer tal pedinte figurinha e que ele, na melhor das hipóteses, ficaria a vê-las beber. Face à caricata situação, poderia optar por uma fácil solução, talvez aquela que 90% das pessoas escolheriam: mandá-los, a ele e às caprichosas e mandantes donzelas, à merda. Mas não o fiz. Percebi que seria a solução mais fácil e a menos pedagógica. Ao moço disse-lhe: « A si, tenho o maior gosto em pagar-lhe um copo, caso queira sentar-se e bebê-lo; quanto àquelas senhoritas, do meu bolso não sai nem um cêntimo para se emborracharem». As meninas sanguessugas ( ou cripto-proxenetas? ), concluíndo que dali nada “pingava”, chamaram o moço à torre de controlo e levantaram, elas e ele, voo para outras paragens. Chama-se a polícia? Não, camaradas: apela-se à inteligência, à argúcia e à sensatez. Sem histerismos securitários do género “ó papá, anda cá, que aqueles meninos bateram-me!” Haja tino, porra, haja tino!!!

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