Isto é Reaccionarite Aguda

Já me habituei, com o tempo, às críticas mais obtusas ao PCP. Às mais repelentes mentiras. Às manipulações mais escabrosas. Ao preconceito mais primário. Ao comportamento mais deprimente. O anticomunismo, doença comum e todos os dias disseminada, não escolhe classe, nem idade, nem credo, nem cor. E vemo-la, insidiosa ou não, em toda a parte. Sendo que, a espaços, vem à tona particularmente abjecta.

Foi o caso neste episódio de um pretenso programa de divulgação científica, armado em engraçadinho. Não conheço o apresentador, Não sei se tem partido, se deixa de ter, se é simplesmente atrasado mental, se lhe pagaram chorudamente para isto, se achou que era muito engraçado. Nem sei, nem quero saber. Sei é que temos em Portugal um canal de televisão que, a pretexto de divulgação científica, faz pública, ostensiva, e nojenta propaganda anticomunista. Assim mesmo, com as letras todas. Um canal cujo dono, ressabiado, que em 1975 dizia que «Portugal não está pronto para a democracia», em pleno período eleitoral (a emissão é de 21 de Setembro), fez evidente campanha contra um partido político, servindo-se do seu hino de campanha, da forma de tratamento usada entre os seus militantes, de referências ostensivas à sua história. Espero pouco da SIC, sabendo quem nela manda, o mesmo homem que é dono de um Expresso que tem preto no branco, no seu estatuto editorial, que se reserva censurar os seus jornalistas «em nome do interesse nacional». Mas um comportamento tão baixo, mesquinho, e sinceramente sujo, até dele é inesperado.

Mas não pensem os Balsemões, os palhaços armados em divulgadores científicos, os lacaios e vendidos, os ressabiados com Abril e com o processo revolucionário, que é com isto que nos demovem. Cresceremos sempre. Mostraremos a nossa força nestas eleições, e nas próximas, e nas ruas, nas fábricas, nos bairros, nos locais de trabalho, contra toda a propaganda, toda a sordidez, todos os ataques que vierem. Não fomos vergados pela PIDE. Não fomos vergados pelo Tarrafal. Não vão ser estes imbecis, com piadolas de trazer por casa, com reaccionarite aguda (daquela que não se curava nos anos 70, nem hoje, nem nunca) a fazer-nos dobrar agora. E perante estes gestos de desespero impotente de quem sabe que cada vez seremos mais, recordo os versos de Ary dos Santos: «a cada novo assalto/Cada escalada fascista/Subirá sempre mais alto/A bandeira comunista».

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83 respostas a Isto é Reaccionarite Aguda

  1. Antónimo diz:

    claro que tem partido, qual a dúvida? e toma-o. só isso justifica a rábula sem graça e absolutamente deslocada num programa que se quer de divulgação científica embora a não faça. das vezes que vi, é tudo demasiado rápido para que o leigo perceba.

  2. Mário Estevam diz:

    Isto é um programa de matemática? Ou andam à procura de audiências da forma mais estúpida que podiam imaginar?

  3. Rita diz:

    Matemática para totós, só se for.

  4. tiago diz:

    é reaccionário, mas acima de tudo é idiota e sem qualquer pingo de humor. Tal e qual os Homens da Luta, mas como essa palhaçada foi incentivada por tanta gente de esquerda, agora está aí o resultado pá! estavam à espera de quê?

  5. Herberto diz:

    Há que ter paciência e pensar de forma construtiva, sem nunca se deixar levar pela provocação ou a violência.

    • João Vilela diz:

      Isto nada tem de construtivo. E estas provocações não ficarão impunes para sempre.

      • António Caldas diz:

        Ai que medo. É mais confortável para o PCP acreditar que existe uma conspiração anti-comunista do que reconhecer que os seus tiques são rídiculos, fazem rir.

        • João Vilela diz:

          Só se for o riso nervoso e acagaçado de quem, ao mesmo tempo, nem se veda.

          • António Caldas diz:

            Meu Caro, ninguém aqui está nervoso nem acagaçado (excepto, aparentemente, o João Vilela, a julgar pelo seu post em que quer extrapolar de um sketch fraquinho uma perigosa e “insidiosa” conspiração anti-comunista). O PCP dá vontade de rir, o que é que quer? E quanto mais ameaças faz, mais vontade de rir dá. Se algum dia passarem das ameaças aos atos, cá estaremos.

          • João Vilela diz:

            Diga isso muitas vezes. Talvez se convença.

  6. Luís Marques diz:

    E qual é punição?

  7. Também “tropecei” nessa pouca de bosta…

  8. JgMenos diz:

    Também há tótós comunas … e isto é matemática!
    O percentil é elevadíssimo entre os comunas … e isto é política!

    • João Vilela diz:

      Este comentário é idiota. E isto é JgMenos.

    • De diz:

      Eis um comentário duplamente revelador:
      Por um lado do posicionamento ideológoico de Menos.Já o sabíamos pois que mais não faz do que expressar o seu anticomunismo bacoco
      Mas por outro da ignorância do que são percentis.
      “O percentil é elevadíssimo entre os comunas”?
      Hummm
      Podemos dizer que se se utilizassem percentis aplicados aos conhecimentos matemáticos de Menos, os resultados seriam inferiores a 5% numa população de adultos com frequência universitária.
      O que poderia alguns malevolamente a pensar que o relacionamento entre Relvas e Menos seria mais profundo do que se poderia supor à primeira vista

  9. Rafael Ortega diz:

    “Cresceremos sempre”

    “de quem sabe que cada vez seremos mais”

    estão sempre a dizer isso, mas desde 1975 é sempre a cair.
    foi quanto na altura, 12,5%. alguma vez passou disso.

    pois, pois…
    são cada vez mais, não haja dúvida.

    • João Vilela diz:

      Engraçado. Os dados oficiais dizem que tivemos 18% em 1983 e em 1985. Para quem nunca passou de 12,5… Refira-se ainda que tivemos 4,4% em 1991, 8,6% em 1995, 9% em 1999, 8,7% em 2002, e apesar de descidas residuais em 2005, fomos a 9,8% em 2009 e estamos com 12,5/13 nas sondagens. Se isto não é uma dinâmica de crescimento, vou ali e já venho. O cagaço por vezes prega partidas.

      • Rafael Ortega diz:

        Há duas maneiras de mentir. A primeira é não dizer a verdade. A segunda é com estatísticas.

        Olha, até te faço um desenho parar perceberes como são cada vez menos:

        http://imageshack.us/photo/my-images/571/sye2.jpg/

        Engraçado disseste tu.
        Engraçado repito eu.
        Sempre a cair desde o início dos anos 80.
        Este fenómeno é interessante, sempre que os países ficam mais ricos a votação em comunas cai em flecha.
        A única altura em que recuperaram (pouquinho) foi a partir do final dos anos 90 com a crise e o pântano.

        De resto Vilela, a demografia é tramada. Os velhotes comunistas, pela ordem natural da vida, tendem a morrer. Isto não é fascismo, é mesmo assim as pessoas ficam velhas e morrem.
        Os novos não são tão ignorantes como os velhos e não querem experimentar gulags e grandes saltos em frente. Mantêm uma distância saudável do teu partido.

        Mas sim, vocês são cada vez mais.

  10. João. diz:

    Sou comunista. Achei graça ao sketch – tem um toque de Monty Python bem conseguido -. é pena que esteja deslocado num programa que se propõe a ser científico como o autor do post também indica. Como peça de humor está bem acima da média do humor de sketch que se faz em Portugal..

    • João Vilela diz:

      Não insultes os Monty Python…

      • João. diz:

        Ok, talvez me tenha esticado na referência aos monty python – em todo o caso o coro soviético a bombar dos pulmões do camarada puto foi o que achei mais engraçado e o que me lembrou dos monty python. A “mariosoarite” também está engraçado.

        O humor é fodido quando goza connosco de modo que não resta muito senão apreciar o que se pode.

        • João Vilela diz:

          Compreendo-te. Tens mais abertura de espírito que eu, visivelmente. 😉

          • João. diz:

            Eu não acho o teu post despropositado e muito menos discordo dele na medida em que o sketch está inserido num programa que, na realidade, não tem na sua definição a vocação para uma intervenção destas – ou seja, o que temos ali é um objecto fora do sítio, digamos assim, do que resulta uma atenção redobrada do espectador (nós sempre olhamos com mais atenção para, ou retemos mais na memória, um objecto que esteja fora do seu lugar natural – tipo entrarmos num elevador e encontrarmos no chão um copo com escova e pasta de dentes dentro…etc) de modo que não é exagerado dizer que estamos perante uma peça de propaganda política, independentemente de se achar ou não graça.

        • Rocha diz:

          Ó camarada (se me permites o termo) acho que o teu percentil de cérebro está muito baixo. Desculpa lá mas confundir esta propaganda suja de esgoto com humor ou é de idiotas ou é de mal-intencionados. E eu não subestimo os meus inimigos de classe ao ponto de pensar que eles são idiotas.

          O que é fodido é ser bobo da corte. Se sempre que o governo e burguesia nos fodem dermos uma gargalhada tamos bem fodidos tamos. E olha que o marxismo e a sua linguagem não é lenha para embrutecer pacóvios nestes programas didáticos para atrasados mentais. O marxismo é um guia para a acção.

          Se permites, discordar totalmente da tua opinião. Estás redondamente enganado.

          • João. diz:

            O marxismo e a sua linguagem não é nenhuma vaca sagrada.

          • João Vilela diz:

            A ofensa não é ao marxismo. Ninguém gozou os conceitos de mais-valia absoluta nem de alienação, na peça…

          • João. diz:

            Discordo ainda que o programa seja para atrasados mentais. Por mim acho o programa uma boa ideia mesmo que o apresentador possa ter um tom um tanto irritante. Concedo perfeitamente que o skeptch está deslocado do programa e que serve ali também como propaganda política mas em todo achei o sketch engraçado e não me vou eriçar com isso – até porque quando mais eriçados ficarmos mais enfraquecemos a nossa posição.

    • Antónimo diz:

      bem, para quem se ri de lugares comuns batidos há 40 anos não deve estar mal.

  11. De diz:

    Ainda por cima esta história dos percentis usados no acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil tem muitos anos.
    E infelizmente para o “artista” tal já era utilizado há muito tempo.A sua comprovação é fácil

    E infelizmente para o artista, foi o SNS que permitiu a generalização de tal metodologia nas consultas médicas, com os resultados que se conhecem.

    O “artista” não sabe do que fala.É sobretudo um canalha

  12. «A minha alma está parva»…
    Ainda há parvoeiras destas?!…

  13. Nuno Cardoso da Silva diz:

    “Não fomos vergados pela PIDE. Não fomos vergados pelo Tarrafal.”

    Pois não. A maior parte de vós nem sequer era nascida nos tempos em que a PIDE e o Tarrafal existiam. Uma coisa que me incomoda – apesar de não ser comunista – é a facilidade com que uns franganotes que nunca souberam o que era ser-se perseguido, assumem como lhes sendo devida a honra dos que realmente foram perseguidos e maltratados. Eles, e não vós, é que são merecedores do nosso respeito pela coragem e persistência demonstradas. Agora os profissionais da basófia, esses não!…

    • João Vilela diz:

      Só aprovei este comentário para poder, publicamente, mandar este comentador à merda.

      • José Sequeira diz:

        Caro João Vilela
        Ups… “Só aprovei este comentário” ??? Lápis azul era no outro tempo (que eu conheci muito bem). Uma das conquistas de Abril foi a liberdade de expressão.

        • João Vilela diz:

          A liberdade de expressão não é a liberdade de ofender, que foi o que o comentário aprovado fez. Nos meus posts, a opinião, mesmo contrária, é livre. O ataque pessoal ao autor, alto lá.

          • Nuno Cardoso da Silva diz:

            Ofendi? No meu primeiro comentário fiz uma referência geral a franganotes e a profissionais da basófia. No segundo chamei-te diletante e teórico. Na volta do correio mandaste-me à merda e chamaste-me imbecil… Mas não te preocupes que não me ofendeste. Não me ofende quem quer além de que, para ofender, é preciso ter uma agilidade mental que te falta. Mostraste apenas falta de educação, mas não há nisso nada de surpreendente.

          • João Vilela diz:

            A lata de ainda te fazeres de vítima é colossal. Questionas a coragem dos outros, chamas-lhes presumidos (referência geral o raio, que este texto está assinado), e tens desfaçatez de falar da falta de educação alheia. Mando-te, de novo, à merda.

        • Onde é que anda essa conquista da liberdade de expressão?

      • Nuno Cardoso da Silva diz:

        O uso da palavra “aprovar” já diz tudo. Como se as opiniões precisassem da aprovação de quem quer que seja, a não ser dos autoproclamados censores que tantas saudades têm do lápis azul… De resto não respondes ao essencial do meu cometário. Cobres-te de louros que não são teus, falas como se tivesses sido tu que foste perseguido pela PIDE ou deportado para o Tarrafal. Por muita simpatia que sintas por quem por isso passou não tens o direito de a eles te associares como se tivesses sido companheiro de sofrimento. Não foste, não sabes o que isso é, nem me parece que tivesses a coragem de resistir se fosses alvo dessas violências. És um diletante, um teórico, um mero figurante numa peça que te ultrapassa. Agora censura lá este texto como se isso evitasse que toda a gente perceba de que cepa és feito.

        • João Vilela diz:

          Não. Publico para que se veja a tua. A tua cepa, a tua imbecilidade, e a tua dor de cotovelo. Agora continua a responder no mesmo tom, que eu publico na mesma. Nada te falte, se precisas atacar com vileza e baixeza quem nem sequer conheces só para te sentir bem.

        • Rita Veloso diz:

          Uma das grandes características dos seres humanos é a capacidade de se identificar com as vivências alheias, sem precisar de passar por elas para saber o que significam. É o que nos permite, para dar um exemplo comezinho, não termos de estar sempre a inventar a roda para conhecermos as suas potencialidades.
          Há malta que parece estar só à espera de que morram os últimos perseguidos, presos e deportados para cantar vitória e tentar calar, com esse argumento falacioso, aqueles que se identificam com aquela luta e lhe dão continuidade. Não terão sorte nenhuma.

          Também nunca fui à Lua nem ganhei um campeonato, não descobri a penincilina nem passei o Bojador, mas termos ido à Lua emociona-me tanto como termos conquistado a liberdade no dia 25 de Abril de 1974.

          • Miguel Botelho diz:

            “Ir à lua” foi a maior mentira tornada realidade pelos americanos. Foi aquilo que Mário Soares disse sobre o comunismo. Eu diria mais: Ir à Lua foi um colossal embuste, porque o comunismo continua e continuará, enquanto a humanidade tiver esperança em pensar e sobreviver.
            Também é verdade que não só somos o país, onde se conquistou a liberdade, mas onde existiu uma inquisição (que deixou marcas na sociedade), Salazar e Pedro Passos Coelho. O espírito “controleiro” e matreiro vem dos tempos da inquisição, sendo depois instigado pelo salazarismo. Com Pedro Passos Coelho, noto ainda mais frustração nas pessoas aborrecidas e o regresso da chatice. A sensação de vazio em algumas pessoas, leva a explorar o território alheio. Tempos preocupantes, estes.

          • Nuno Cardoso da Silva diz:

            Rita,
            Até tens alguma razão. Mas ao João Vilela falta a componente de humildade necessária para que a tua reflexão se lhe pudesse aplicar. Ele quando diz “Não fomos vergados pela PIDE. Não fomos vergados pelo Tarrafal”, está a falar de si próprio, não está a referir-se aos que realmente passaram por isso. É ele o herói, o paladino, o exemplo vivo das virtudes que só outros, e não ele, manifestaram realmente. O que levou ao meu comentário foi a arrogância flagrante da rã que quer imitar o boi… É ridículo e em nada promove a imagem comunista, na sua versão actual em que tantas vezes o combate parece ter sido substituído pela verborreia oca e inconsequente. Como já disse, não sou comunista mas até vou votar na CDU no meu concelho de Loures. O que mostra que não sou anti-comunista. Não gosto é de “franganotes profissionais da basófia”…

          • João Vilela diz:

            Óbvio que quando digo «nós» me refiro ao colectivo a que pertenço. Eu també não gosto de imbecis de merda. Mas continuo a publicar o que escreves, embora a provocação persista.

      • A.Silva diz:

        Lololololol

  14. Cristina diz:

    Comparar o refinamento dos Monty Python, as suas críticas superiores, a sua inteligência, a esta triste, pobre, obscena (pornográfica, mesmo, de tão óbvia) e sem graça manipulação ideológica é comparar a merda com o céu. Isto é ideologia. E campanha eleitoral, já agora. Nós, os idiotas do reino, permitimos assistindo a tudo isto impávidos e serenos. E até há quem ache graça.O que está em cima é como o que está em baixo, lá dizia o Trismegisto, não é verdade?

  15. José Sequeira diz:

    Não vi o programa.
    A propaganda anti-comunista, num canal privado, é legítima; como é legítima a indignação dos comunistas e até dos que não o sendo acham que a luta política não se faz dessa maneira. Só vê quem quer e, mesmo vendo, só “engole” quem o deseja. Se fosse num canal público o caso mudaria de figura. João,acha que um programa como esse devia ter sido proibido? Penso que não.
    Lembro-me que, em 1975, o PCP, o MDP, a Intersindical e os elementos do MFA ligados ao PC ou ainda mais à esquerda, também achavam que o povo não estava ainda preparado para a democracia e até pugnavam pelo adiamento das eleições para a Assembleia Constituinte.
    Também há poucos dias ouvi Jerónimo de Sousa dizer uma coisa incrível, relacionada com o facto de, nos boletins de voto do Seixal e de Almada, aparecer o MRPP acima da CDU, retornando ao velho dilema do símbolo foice e martelo. Então, nesses dois concelhos, dominados pelo PCP desde as primeiras eleições ainda há gente capaz dessa confusão? Se assim fosse isso seria a falência total da doutrinação, esclarecimento e até educação cívica dessas pessoas, o que eu reputo de quase impossível.
    Enfim, todos temos direito à nossa maneira de fazer propaganda e também à indignação quando essa propaganda é nojenta.
    Cumprimentos.

    • João Vilela diz:

      Legítima, aí pára: a SIC define-se, na sigla, como Sociedade Independente de Televisão. Se é independente, não ataca toma partido.

      • José Sequeira diz:

        João, peço-lhe desculpa mas a opção anti-comunista num programa da SIC é legítima. É um canal privado, só vê quem quer. Ainda por cima a SIC não é anti-comunista em todos os programas. Basta ver o eixo do mal em que o actual governo é atacado, de alto a baixo em 90% das intervenções. A sua atitude (um bocado a quente, reconheço) pode levar alguém a pensar coisas estranhas.
        Explico melhor: O PCP, que é o Partido que você adora, teve mais de um milhão de votos em 1975 (junto com o MDP que era “os verdes” da actualidade); agora tem menos de metade (não chega a 500.000). Portanto a capacidade de aglutinar os verdadeiros comunistas está no limite. Para crescer tem de “proselitar” os democratas, não comunistas, ou até muitos proto-fascistas que colocam em primeiro lugar a honestidade, o patriotismo e a ascese na vida política, demonstrada por muitos dirigentes do PC, quando comparadas com o regabofe que tem sido a prestação deste centrão corrupto que nos governa.
        Muita dessa malta ainda se lembra do lápis azul, dos filmes em que um simples beijo na boca era cortado, do receio que a liberdade de expressão acabe.
        Há uma história exemplar sobre um facto dos anos 60: o leão de Rio Maior.
        Um leão fugiu do circo e foi dominado por um popular. O “Diário da Manhã” (o jornal oficial do regime da ditadura) entrevistou-o. Deram-lhe os parabéns e perguntaram-lhe: Você é um herói. Certamente pertence à Legião Portuguesa? Nem por isso, retorquiu o fulano. Pois, mas, pelo menos gosta do trabalho do Professor Salazar em prol da Pátria. Falando verdade,não me diz assim muito. No dia seguinte o jornal trazia uma pequena notícia de pé-de-página: “leãozinho inofensivo barbaramente assassinado em Rio Maior por perigoso comunista”.
        Sabe João, posts como o seu podem espantar a caça…
        Cumprimentos.

  16. João Vileda diz:

    é fodido quando brincam connosco. o que este post demonstra – e seus comentários – é que os seus autores são gente que se leva demasiado a sério e não aceita qualquer brincadeira. se o sketch gozasse com o Papa, eram os maiores, como apresenta dois indivíduos saídos do prec já é propaganda anti-comuna. não sejam ridículos. todo este post é uma ridicularia atroz.

    • João Vilela diz:

      Este post provém do mesmo IP e do mesmo e-mail do Jorge, que desesperado por não ter ninguém que concorde com ele inventa novos nicknames para fingir um coro que não é capaz de promover.

      • João Vileda diz:

        lol, olha o pormenor. se pudesses ias-me buscar a casa e mandavas-me para um campo de trabalho. mas não podes nem nunca vais poder. porque nunca saberás quem eu sou. mas eu estou sempre atrás de ti. nada de pessoal. até gosto de ti.

        • João Vilela diz:

          O pormenor esclarece sobre a tua natureza e o teu atraso mental. Quanto aos trabalhos forçados, homem, tu nem trabalhar sabes.

  17. Jorge diz:

    Vocês são tão ridículos quanto ficam todos encanitados com um sketch de humor. podem não gostar, podem até não achar piada, mas daí a extrapolar para uma suposta propaganda anti-comuna, só mesmo nas vossas cabecinhas.

  18. “o Trismegisto?” (lol) é engraçado como a erudição bacoca leva alguém a citar um tipo que nem sequer existiu – para ilustrar cenas que não têm a ponta dum corno a ver com o debate politico

  19. Luís Marques diz:

    Apesar de comuna este Vilela parece-me um gajo divertido, agora ficar fechado num quarto consigo tenha paciência, arranje-me uma camarada e talvez me converta.
    Luís Marques, um ultra neoliberal empedernido.

  20. dora diz:

    Estes estupores destes idiotas que se arrogam o direito de fazer piada com a saúde dos outros, nem percebem que uma das maiores conquistas do 25 de abril foi a implementação do SNS, que agora querem destruir… que ainda bem, que havia um camarada doutoo a atender um camarada qq e tratava do camarada puto!!! Agora, como diz o fascista matemático: “ainda bem que tudo mudou.” Para pior, digo eu. Quero lá saber de percentis!!!! Quero é uma saúde pública como deve ser e acabar com as publicoprivadas, onde, para já, se paga 3.50 euros por uma consulta ADSE. Chamativo, não?

    • João Vileda diz:

      Dora, se quer isso, veio bater á porta errada. aqui toda a gente defende a ADSE como uma conquista dos funcionarios públicos.

  21. dora diz:

    João Vilela, exprimi-me mal. Não quero acabar com a ADSE (usufruo dela). Coloco é a questão: porque é que, indo ao hospital pago 5 euros e indo ao privado pago 3?!! Quanto à existência ou não da ADSE, essa é outra discussão.

  22. CausasPerdidas diz:

    Só vi os primeiros segundos, e chegou. O suficiente para perguntar ao filho-da-puta [está convencionado há muito que o adjectivo não tem nada a ver com mãe de cada um, certo?] se saberá que foi só depois do 25 de Abril de 1974 que os “camaradas putos” passaram a ter direito a irem ao “camarada doutor”?
    Poderia dizer que a peça é ignorante mas a ignorância em Televisão é sempre, sempre deliberada. Vindo de um canal televisivo que despenalizou a ignorância e o exibicionismo gratuitos e que tomou como norma cultural o que de mais nauseabundo repousava nas estrumeiras da “tradição”, conhecido por manipular e não ter qualquer independência em relação às “boas famílias”… só será novidade para quem anda distraído.
    Por outro lado. A campanha contra o SNS não se faz dizendo “olhe, vamos reduzir médicos e enfermeiros, arranje-se, vá ao privado”. Assim é melhor, palmadinha antes da injecção. E quem ainda se lembra do aparecimento do primeiro médico na aldeia, no posto médico lá do bairro criado num palacete abandonado? Os mais jovens só se apercebem que não têm médico quando estão doentes e vão parar à bicha, medicina preventiva, “ké isso?”, e destes os que vão ao privado acham que o “tendencialmente gratuito” é uma rábula do Viera à laia da bailarina russa para cada português.
    Está tudo no ponto. Primeiro sabota-se, depois desqualifica-se, e critica-se muito, normalmente os desgraçados que se têm de haver com o trabalho dos outros. É disso mesmo que se fala quando se fala no “emagrecimento da Função Pública”, de menos contínuos, almeidas, médicos e enfermeiros, não de acabar com as encomendas colocadas pelos partidos nas câmaras municipais nos ministérios… cretinos de um raio! …
    E depois… “prontos”, umas “reportagens” sobre trabalho de “solidariedade” com muitos cheques à mistura (dentários, de ensino, o que for) com lucros garantidos para quem a pratica.
    Para que se saiba: um povo conformado e estúpido mantém-se com “mel” deste.

    Já agora: camarada, a coisa está bem para além do “anti-PCP” – a Revolução Portuguesa não tem direitos de autor -, a peça é sobretudo anti-civilizacional.

  23. Bento diz:

    Isto é lacoste. Já repararam que o indigente só veste lacoste?

  24. Paulo Lopes diz:

    A ligação não está funcional. Qual o programa?

  25. Herberto diz:

    Também reparei que a ligação não está funcional. Qual o título do video no You Tube? Abraço.

  26. Estas reacções apenas demonstram como na generalidade, os comunistas convivem muito mal com conceitos como tolerância e liberdade de expressão. Penso que o facto da vossa doutrina não ter resultado minimamente em nenhum país do mundo vos deixa um bocado aziados. Bem, azar. E ainda vos deixa mais aziados o facto do Chile ser a economia mais próspera da América Latina. Felizmente nasci e cresci em Aveiro onde não me deixei contaminar por estas ideias.

    • João Vilela diz:

      Olha, outro idiota chapado a comentar. Vocês são como os cães, andam sempre em matilha e a cheirar o cu um dos outros?

      • Nuno Cardoso da Silva diz:

        A elegância das reacções do João Vilela fazem o meu encanto! Que sentido do humor! Que agudeza de espírito! Que inteligência de análise! Espero bem que o PCP não ignore esta estrela ascendente e lhe atribua as altas funções que ele merece… Com João Vilela o futuro do partido – e do país – está garantido! Força, camarada!…

        • João Vilela diz:

          Há certamente melhor que eu. E eu não corro atrás de tachos nem de cargos. Não confunda o que me vê fazer com o que vê ao espelho. Quanto a elegância, com gente da sua laia nunca a tive nem terei. A elegância é para quem a merece, não é para coisas como o Nuno.

          • Nuno Cardoso da Silva diz:

            Vamos lá ver. Mesmo num blogue como este, que é de combate e necessita de dinamismo e polémica, tem de haver alguma contenção. O Emanuel Lopes – que não conheço de lado nenhum, e cujas opiniões estão longe das minhas – fez alguns comentários que, embora discutíveis, não eram agressivos. Responder-lhe:

            “Olha, outro idiota chapado a comentar. Vocês são como os cães, andam sempre em matilha e a cheirar o cu um dos outros?”

            não só é inadequado e ineficaz, como é estúpido e ordinário. Quem não consegue ter um mínimo de contenção verbal e de respeito pelos contraditores, não só não devia falar/escrever em público, como merecia estar numa jaula qualquer num sítio bem longe da vista dos outros. O estilo do João Vilela só pode prejudicar os ideais e projecto que diz defender, e devem ser um incómodo permanente até para quem está do mesmo lado da barricada. É por haver gente assim que não conseguimos fazer uma frente de esquerda capaz de correr com esta direita ranhosa. Ninguém está disposto a ser insultado pelos Joões Vilelas cada vez que se propuser alguma coisa que divirja da sua tão querida cassete. Ser-se radical é uma coisa, ser-se estupidamente agressivo é outra completamente diferente. Ser-se como o João Vilela é a mesma coisa que votar no PSD, pois só pode incentivar o apoio aos nossos adversários. Isto é assim tão difícil de perceber?…

          • João Vilela diz:

            No dia em que a tua opinião pesar um miligrama para o Partido, saio.

    • De facto o Chile é uma economia muito próspera… Uma espécie de extensão territorial (agricutlura e minas) dos Estados Unidos… O seu presidente até mandou fechar a luxuosa prisão reservada para agentes da ditadura (de Pinochet – um perigoso comunista…).
      http://noticias.terra.com.br/mundo/america-latina/chile-vai-fechar-luxuosa-prisao-para-agentes-da-ditadura,b1f4ac5411b51410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html
      Um outro exemplo de prosperidade capitalista é a Guiné Equatorial…
      É só um dos países mais ricos do mundo!

    • Tu estás é contaminado pela estupidez e ignorância. Lamento que sejas tão limitado.

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