Entrevista de Ricardo Antunes no Público, a ler

Karl Marx é um autor  magistralmente actual. Com 26  anos, este jovem constatou que,
se pudesse, o trabalhador, e eu  acrescentaria a trabalhadora, fugiria. Se pudessem, os trabalhadores e as trabalhadoras fugiriam do trabalho como se foge de uma peste. Mas se saio do trabalho infernal e vou para o desemprego infernal, então eu quero voltar ao trabalho infernal.

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2 respostas a Entrevista de Ricardo Antunes no Público, a ler

  1. João diz:

    A ideia de que será no contexto global, não limitado pelas fronteiras de cada Estado nacional, que a luta dos trabalhadores encontra as condições propícias ao seu desenvolvimento, é um erro de dimensões colossais. Por muito que a internacionalização seja, como de facto é, uma realidade, ela não contem possibilidades efectivas de se assumir como contexto alternativo do palco das lutas que importa desenvolver. A américa latina, por exemplo, fornece-nos hoje algumas pistas para o que pode e deve ser a luta revolucionária num quadro em que a afirmação nacional é um ponto de partida incontornável.
    Evidentemente que todos os que anseiam pela efectiva libertação dos povos, anseiam também, no domínio da utopia, a uma espécie de “clique” global, instantâneo e imediato, despertador da consciência de classe a uma escala planetária, esta por sua vez detonador de movimentos revolucionários avassaladores. Mas isso, infelizmente, não é uma possibilidade, é apenas um devaneio.

  2. $$$ diz:

    Quando li a entrevista, li até duas vezes, fiquei com a sensação que os trabalhadores são equivalentes a escravos.

    Explico: parece que, nós, trabalhadores estamos no mercado. O nosso mercado é um leilão de escravos, onde nós trabalhadores somos objecto de licitação. Não me parece nada pateta esta observação, uma vez que estamos numa bolsa de especulação de trabalho, seja em Wall Street, seja na City, seja em Singapura, onde for.

    Nós, os trabalhadores somos as próprias acções cotadas numa bolsa mundial de trabalho, consoante os países também somos objecto de «rating». Há as «sociedades simples primitivas» que somos nós sul da Europa e depois há as «sociedades complexas civilizadas», como os EUA(?), a Alemanha(?), etc. O valor das nossas acções, os nossos «corpos biológicos e valor cognitivo» está muito baixo…

    O contexto histórico é que é diferente, mas parece-me que a intenção, propósito e acção são equivalentes ao tempo da escratura (só que agora me parece que não está tão dependente da côr da pele e da força braçal)…

    Isto é tão primitivo… De facto, isto só mesmo à estalada.

    SOLUÇÃO: Em Portugal, para já, sair do Euro e da União Europeia. Novo Código de Trabalho. SINDICATOS.

    Não gosto do David Cameron mas concordo quando ele diz: “The Euro was a bad idea”.

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