da banalização do mal ou de como a desumanização e o totalitarismo são filhas da austeridade

retrocesso social desumanização praxeonde é que estão os reitores? e professores? demitiram-se todxs? e xs colegas que não estão no 1º ano porque é que não fazem frente a este crime? gostam de ser cúmplices de tortura?
“Saló, ou Os 120 Dias de Sodoma. Guarda. Setembro de 2013. Os caloiros são obrigados a comprar leite, farinha, ketchup, maionese, etc. Levam com papas que contêm urina, fezes, vomitado e por aí adiante…vergonhoso! A maioria das vezes praxam os caloiros no chafariz da Dorna por ser um sitio escondido”

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Sobre raquel freire

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31 respostas a da banalização do mal ou de como a desumanização e o totalitarismo são filhas da austeridade

  1. João diz:

    E citar a fonte, não? O 5 Dias começa a ser todo assim. Reptos endoidecidos sem sabermos a quem/a que se deve a indignação. Pesquisar a imagem não deu em nada. O Facebook também não. Não sei bem porque é que insiste no uso do ‘x’ (já percebemos), mas esqueceu-se de algumas palavras. Caloirxs, por exemplo.

    • raquel freire diz:

      há 3 processos judiciais. 2001, e seguintes. um estudante de arquitetectura foi morto por espancamento. as outras estudantes foram violadas e torturadas.a minha questão agora é mais grave. até quando? quantas mais pessoas terão que morrer para que ache que se calhar é preciso como sociedade pensarmos sobre este assunto? até a sua criança ser espancada? é que eu começo a ficar farta deste egoísmo primário.

      • João diz:

        Não sei a que está a responder, portanto vou ignorar. Não podemos discutir posições sem saber sequer de que estamos a falar. Meter uma imagem sem linkar para uma situação concreta é errado. Exorta ao confrangimento de quem a lê, e todavia não sabemos que situação é, se é uma em Beja a que alude a Raquel Varela, ou se não há situação nenhuma, e só está a falar do assunto porque estamos na época dele. Guarda 2013? O que aconteceu? Podemos saber? Não devia ser este o a priori da indignação, ou temos que confiar em si e largar os cães?

        • raquel freire diz:

          é na guarda, este ano. o link está na foto.
          quanto ao aluno que foi torturado e assassinado à porrada pelos colegas que o praxavam, a notícia esta aqui publicada.

      • Isabel Lobo diz:

        A violência, os abusos e consequências da praxe são conhecidas. Toda a informação deve ser divulgada e denunciada. No entanto gostava de saber se esta fotografia é da Guarda e a data em que foi tirada. Obrigada.

  2. Jesus Pereira diz:

    Olá Raquel, partilho da tua indignação e acho que as praxes podem ter uma extensão absurda… mas também é uma escolha feita pelos caloiros. Quando fui praxado explicaram a todos que quem fosse anti-praxe podia assinar um papel sem ser discriminado mas que não iria ser convidado a socializações fora das aulas organizadas pelos alunos mais velhos (jantares, festas, etc) durante as praxes. Mas claro, vi pessoas que foram anti-praxe que se inseriram muito bem com os colegas e até alunos de anos superiores, e vi colegas serem praxados que no curso todo só falavam com 4 ou 5 pessoas da turma.
    Acho que se trata de perceber o sistema interno. Os alunos que praxam têm uma boa papelada para se darem como responsáveis por cada caloiro, se houver alguma queixa, por parte do aluno ou da comissão organizadora da recepção ao caloiro ou do tribunal de praxe, são esses alunos que assinaram que levam nas orelhas. Eu tive essa responsabilidade e acredita que és mais controlado do que um politico corrupto em Portugal pela PSP, GNR, PJ e serviços secretos juntos.
    O que estou a dizer é que de fora parece uma coisa. De dentro é algo dificil de alguém explicar, muitas vezes parece “peer pressure” por vermos que temos colegas a quererem ser praxados e nós não queremos ser postos de lado então vamos também, mas acaba por tudo valer a pena pela socialização. Quando se é praxado, não se está sozinho, estamos com outra dezena de colegas no mesmo barco e rimos da nossa situação (acredita que quando estás a ser praxado é extremamente difícil parar de rir) e estamos todos mais humildes perante os outros caloiros porque estamos ao mesmo nível. Sinceramente fui mais discriminado pelos meus colegas anti-praxe porque eles consideravam-se superiores e mais inteligentes por não quererem ser praxados e ainda tive de aguentar com eles a andarem de nariz no ar durante algum tempo…
    Bem, Raquel acho fantástico seres activa na tua opinião, mas é sempre preciso perceber o outro lado da moeda. Neste caso, é o lado posítivo de ser praxado e a ligação que se cria. Há sempre alunos que têm um bom carisma a praxar, outros não têm tanta criatividade e são mais chatos.
    Basicamente, é um acordo entre alunos para acolher outros alunos, fora das condutas e regras da universidade, mesmo assim cada vez mais os conselhos pedagógicos fecham cerco às praxes, mas acredito que essas pessoas serão as primeiras por alcóol à venda dentro das universidades no horário escolar só para ganhar mais dinheiro, logo eles não são coerentes.

    Espero que te possa ter esclarecido alguma coisa de um ponto de vista diferente.

    Cumprimentos.

    • raquel freire diz:

      obrigada pelo teu contributo para esta esta discussão.

    • João Santos diz:

      E nesse papel explica ao caloiro que vai andar a chafurdar em merda e mijo, ou isso estragava o efeito surpresa?

    • Diana C. S. diz:

      Concordo plenamente com o que diz Jesus Pereira. Tenho apenas que acrescentar um ponto não assente em lugar algum deste tópico:
      Nem todas as praxes são abusadoras e humilhantes assim. Fui praxada o ano passado e praxo este ano, porém qualquer aluno pode recusar.se a fazer parte de uma praxe que considere humilhante (ou outros motivos, sejam eles saúde ou pessoais, desde que justifique minimamente, ou seja, desde que nao dê respostas parvas apenas para evitar partir as unhas ou sujar o cabelinho). Tenho ainda que acrescentar que uma praxe como a que vem acima descrita é rara, e só participa nela quem quer. No que toca a violações, mortes, etc, são maioritariamente (se não sempre) vindas de faculdades privadas que nunca são proibidas de praxar porque os meninos são filhos de papás ricos.
      Eu praxo na Universidade de Lisboa, e garanto-vos que á minima coisa que possa deixar alguém minimamente humilhado,ou que possa envergonhar o nome desta instituição, é dado o corte da gravata á/ás pessoas em causa.
      Portanto, antes de dizerem que é tudo igual e que qualquer género de praxe deveria de ser proibida, procurem mais exemplos e certifiquem-se que não são só faculdades privadas.

      • raquel freire diz:

        ó diana, mas vive em que mundo? eu fui estudante nos anos 90 e já faziam praxes violentas, assassinaram estudantes do 1º ano à porrada.
        não sou só universidades privados há muito tempo.
        viu o documentário práxis? é em universidades públicas, em lisboa e já foi filmado há 3 ou 4 anos. saia da sua bolha e olhe à sua volta, porque a situação é grave e não se compadece com egoísmos.

  3. Bolota diz:

    Raquel,

    Há coisas que me confudem…mas alguem obriga alguem a ser praxado??? Pelas praxes nunca passei, mas passei ao longo da minha vida que já vai longa, por processos semelhantes ( vida militar por esmplo) a que uns aderi outros que recusei quando era suposto ter de aceitar.
    Nem nos que aderi tive algum proveito para alem da pandega, dos que recusei nenhum mal veio ao mundo e muito menos fui de alguma forma prejudica ou beneficiado por ter recusado ou não.

    Raquel, não percebo que homens e mulheres adultos se deixem subjugar a praticas humilhates.

    • raquel freire diz:

      boloto, há pessoas que não tiveram a sorte de poder dizer não. ignorá-lo é viver dentro duma bolha de pessoas privilegiadas. eu, embora tenha nascido lá, nunca achei que o mundo em geral tinha a mesma sorte que eu. é preciso pensar fora da nossa bolha.

      • Bolota diz:

        Raquel,

        Não tem nada a ver com bolhas e muito menos com privilegios mas sim com o tamanho das pessoas.
        Homens e mulheres, universitarios que serão os homens de mulheres do futuro não podem estar condicionados por uma praxe por muito promissora que ela seja. Estes homens e mulheres do amanhã tem de poder e saber dizer NÃO.

  4. imbondeiro diz:

    Continue a bater no ceguinho, que ele, à custa de tanta bordoada, é vivente para começar a enxergar melhor do que uma águia. E, de caminho, graças à boa serventia do vai-e-vem do cacete que se quer llegislativo, arranjam-se, literalmente, mais umas quantas cornucópicas “causas fracturantes” tão do agrado de uma certa “esquerda” ilustradamente clarividente. Ditoso é este país em diminutivo onde até o “mal” é grafado com letra inicial minúscula.
    Essa de falar em “totalitarismo” a propósito da praxe não lembra, como dizem os nossos amigos brasileiros, ao capeta. E é coisa para fazer toda e qualquer ossada de resistente assassinado no Tarrafal dar voltas na tumba. Temos agora uma independente “República Portuguesa da Praxe”, com um aparelho policial e militar repressor, com prisões ( Peniche e o Aljube já foram reactivados? ), campos de concentração ( os caboverdeanos reconheceram, finalmente, o seu histórico erro independentista e o campo de concentração de Chão Bom do Tarrafal voltou a ser nosso? Os angolanos idem, pelo que S. Nicolau também já cá canta? ), polícia política ( olha aí os nóveis pides todos vestidinhos a preceito de preto, com a refrescante novidade de as meninas serem, agora, amplamente acolhidas na corporação ),
    torturas e assassinatos a esmo ( serão os caloiros martirizados uns momentaneamente ressuscitados Dias Coelho e Humbertos Delgado? ) e uma revista e actualizada Constituição de 33 que dá agora pelo nome de “Código da Praxe”. Enquanto este catastrófico dilúvio fascista-praxista estende os seus tenebrosos tentáculos na pátria de Camões, na Grécia dão-se os factos menores de um jovem de esquerda ser assassinado a facadas por um nazi da “Aurora Dourada” e na nossa tão querida, civilizada, democrática e progressista UE ( onde, civilizadamente, as praxes são punidas por lei ) os grupelhos nacionalistas de natureza fascista e racista proliferarem e irem-se aproximando, mais e mais, do Poder. Coisas de menor importância, certamente… É o que dá o “relativismo eumesmista”: tudo é igual a tudo, tudo equivale a tudo, e abismos de origem, tempo, natureza, grau, extensão, gravidade e consequência dos fenómenos são meros e risíveis pormenores a nunca, mas mesmo nunca, ter em conta. E qual a razão deste enviesamento analítico? Essa razão é nada menos nada mais do que o individualismo: as coisas têm importância, porque, tendo-a ou não a tendo, “EU” lhes dou importância. É a chamada “esquerda caleidoscópica”: um multipolar conjunto de “euzinhos” muitíssimo clarividentes e altamente atentos à realidade que os circunda. De “euzinhos” absolutamente imunes ao sentido do ridículo, claro está.

    • von diz:

      Vamos deixarnos de merdices. Sem mais quês, o senhor aprova a situação inerente à fotografia deste post?

      • imbondeiro diz:

        “Merdice” é fazer as analogias que algumas pessoas aqui puerilmente fizeram entre a praxe e a tortura generalizada e, pasme-se, entre a praxe e um hediondo crime de guerra dentro de outro hediondo crime de guerra como o foi o do centro de tortura e de extermínio de Abu Ghraib. A essas pessoas só aconselho ( e os conselhos, ouve-os e segue-os quem a isso estiver disposto, claro está ) que cresçam: já não andam em alegres passeatas anti-praxe pela Rua da Matemática, na Alta coimbrã. Que a direita portuguesa é digna do Portugal dos Pequenitos, isso já eu sabia. Que parte não negligenciável da “esquerda” nacional por lá também assentou arraiais é constatação que profundamente me entristece, e me não dá grandes esperanças para o futuro mais próximo. Quando o senhor estiver disposto a discutir assuntos sérios de forma séria, terei o maior gosto de consigo o fazer e, então, diga qualquer coisa. Entretanto, releia o que escrevi anteriormente e perceba, por favor perceba, que as coisas, sejam elas quais forem, não se compreendem com abordagens epidermicamente voluntaristas, com descerebradas fobias e com analogias banalizadoras que só branqueiam pretéritos e actuais carrascos e aviltam ( para cúmulo, muitas vezes postumamente ) as suas desgraçadas vítimas de todos os tempos. Numa só expressão: TENHAM JUÍZO, PORRA!!!

        • a sua frase final é dum salazarismo delicioso: porque não concordamos consigo, somos desqualificadxs e não temos juízo.
          por enquanto, ainda não fui censurada aqui. já fui na rádio, na antena 1, pelo actual governo, onde o relvas teve uma opinião bastante parecida consigo.
          está em boa companhia.

  5. Maria Martins diz:

    EM TODAS AS UNIVERSIDADES E ESCOLAS ONDE SE FAÇAM PRAXES DEVIAM DE SER ENCERRADAS POR FALTA DE RESPEITO PARA COM O SEMELHANTE QUE HUMILHAM, NÃO ME VENHAM CONVENCER QUE MUITAS DAS PESSOAS PRAXADAS O FAZEM DE LIVRE VONTADE, SÓ SE FOR ESTE ANO PORQUE EM ANOS ANTERIORES FORAM PESSOAS VIOLADAS E MORTAS E NÃO O FORAM DE LIVRE VONTADE, QUEM PENSA QUE ISSO ACONTECE DEVIA DE SOFRER AS MESMAS PRAXES. EU PESSOALMENTE PRESENCIEI UM DOS PRAXANTES A FORÇAR UMA DAS PRAXADAS A IR A SUA CASA PARA SE SERVIR DELA FISICA E MORALMENTE, ISTO É UM NOJO, MUITAS NÃO SE QUEIXAM POR VEREGONHA E COM MEDO DE SOFREREM REPRESÁLIAS POR PARTE DESSA MÁFIA ESCOLAR.

  6. olga miranda diz:

    partilho desta revolta. Vivo em Braga e para os desmemoriados ,um jovem aluno de arquitetura foi assasinado .há já alguns anos….neste momento os jovens estão a ser praxados no espaço universitário de forma grosseira e com alto grau de coação à vista de todos…

  7. Filipe Falé Nobre diz:

    Bom dia a todos ! A minha opinião é que os caloiros também gostam / se prestam a estas coisas…eu também fui caloiro, há muito mais tempo ( 1987 ) quando as coisas eram bem piores e ninguém me praxou desta maneira…o primeiro que tentou foi logo avisado que lhe partia o focinho e afins…acreditem que mais ninguém se chegou perto de mim com estes propósitos…estes que se queixam muito para o ano estão a fazer o mesmo a outros desgraçados tótos como eles…

    • raquel freire diz:

      e consegue pensar para além do seu umbigo ou é pedir demais para alguém que até teve acesso a estudar no ensino superior?

  8. cara raquel varela,
    eu faço uma pergunta concreta. tu ainda não respondeste.
    desviaste o assunto.
    eu não falei da polícia, nem do estado. falei de ti, que és professora universitária, falei de mim, falei de nós enquanto sociedade.
    responde-me à pergunta, duma forma honesta que eu estou fartinha de manobras de diversão, e a discussão política ou é séria, ou então não vale a pena. o que é triste.
    repito a pergunta:
    “- onde que estão os reitores? e professores? demitiram-se todxs? e xs colegas que não estão no 1º ano porque é que não fazem frente a este crime? gostam de ser cúmplices de tortura?”
    respondendo à tua pergunta:
    – a próxima vez que ouvir uma mulher a gritar e pedir ajuda porque está a ser espancada até à morte, cago no assunto porque ela é “crescidinha e se quiser que chame a mamã”, como tu sugeres?
    – a próxima vez que vir umx emigrante a ser agredidx por um grupo de extrema direita cago no assunto porque elx é crescidinhx e se quiser que chame a mamã” como tu defendes?
    – a próxima vez que vir uma pessoa duma minoria sexual ser agredida por skinsheads cago no assunto porque a pessoa “é crescidinha” e é cada um por si, como tu dizes?
    a tua posição é neoliberal. e comodista.

  9. imbondeiro diz:

    Depois do sofisma puro e duro, a tautologia sofística. Onde estão os reitores?! Onde estão os professores?! Demitiram-se todos?!!! Não: foram desapossados de toda e qualquer autoridade que, outrora, era inerente à actividade que exerciam. Aquilo que, até há bem pouco tempo, era anátema para certa “esquerda” libertária é, agora, reivindicado, alto e bom som, por essa mesma “esquerda”: um pulso forte dos corpos docentes no controlo dos ( reais ou imaginários ) desvarios da petizada, dos mencebos e das moçoilas. E eu pergunto: esse controlo será feito com que consequente base legal, uma vez que todo o edifício legislativo que enformava as relações dentro dos espaços escolares foi sistematicamente destruído a golpes do camartelo de uma neovoltairiana teoria do bom selvagem e pela dinamite de uma niilística maiêutica que vê em qualquer verdíssimo vivente um inato poço de genialidades a pacientemente serem dadas a conhecer ao agradecido e embasbacado Mundo? Não fosse o ameno clima deste início de Outono, e eu diria que poderíamos estar em Praga, pois não deixa de ser um pasmoso e kafkiano ricochete vir, agora, acusar aqueles que, juntamente com os alunos, foram as principais vítimas da instauração da Idade do Ouro das baboseiras pedagógias supostamente progressistas nas escolas portuguesas de serem aqueles que nada fazem para remediarem um desastre de fabricação alheia. Acrescendo a isto, entre a degradação de salários, de condições de trabalho e de vida e a sempre presente possibilidade de despedimento, deve haver e sobejar nesses agentes educativos força anímica para actuarem sob uma pífia cobertura legal que é mais do que ambígua e muito amiga e garantista do “empreendedorismo” vandalista e sociopata de muitos dos “meninos” e das “meninas” que se arrastam pelas nossas escolas de todos os níveis de ensino. Perdoe-me a dureza das palavras – elas não se dirigem à sua pessoa; dirigem-se, isso sim, às ideias por si expressas – mas o raciocínio por si desenvolvido é de um cinismo retórico e de uma desonestidade intelectual difíceis de qualificar.
    Concluíndo, não falarei de perguntas feitas e não respondidas, mas de desvios falarei: é que há por aí uma minha resposta a uma pouco cordata interpelação de “Von” que se deve ter perdido por alguma internética gaveta. Espero que o mesmo não aconteça a este meu comentário: seria mau sinal.

    • os comentários são sempre aprovados a menos que sejam rascistas, xenófobo, machistas, homolesbotransfóbicos, misóginos, ou puro insulto.
      mesmo assim, depois de me insultar de cinismo, desonestidade e mais não sei o quê, aqui está publicado o seu comentário.
      se se recusa a ver a realidade a reflectir sobre ela, é uma opção sua.

      • imbondeiro diz:

        E a realidade é aquilo que a senhora diz ser. E nada mais. E a reflexão, essa, far-se-á nos termos e nas conclusões que a senhora desejar. E não de outra forma. Chama-se a essa sua peculiar postura uma caricatura de democracia. E, mais uma vez, a senhora deviou a coisa para o campo da fulanização: acusei as suas ideias ( argumentos expressados ) de “cinismo” e de “desonestidade” ( o “mais não sei quê” é da sua exclusiva lavra ), que não a sua pessoa a qual não conheço de lado nenhum, nem faço gala em conhecer. E voltarei a fazê-lo sempre que, conscientemente, assim achar necessário. Se a senhora tiver bagagem e vontade para argumentar, argumente. Caso contrário, deixe de armar-se em vítima: ter pena de alguém é o mais baixo sentimento que se pode ter por alguém. E eu não quero ter pena de si, mas já estou lá muito perto. E não gosto da sensação.

        • eu não tenho nenhuma de si, nem me parece que isso me vá acontecer.
          detesto pieadesinhas e hipocrisias e insultos como os que faz. se quiser ter um debate sério, faça por isso.

  10. jcastro diz:

    essa de “neoliberal deu-me imensa vontade de rir. thx. as praxes continuam e as universidades assobiam para o lado porque ninguém quer perder as graças dos estudantes com tudo o que isso implica (e o dinheiro não é a menor das considerações). só isso. Quanto a praxados e praxantes, o meu respeito é zero. só lamento ainda sentir vergonha por existirem.

  11. Elisabete Miranda diz:

    Pois eu fui caloira em 1983 e consegui fugir às praxes mas não me foi fácil. Não me admira nada que isto seja em Braga mas é indiferente. Tenho um filho que foi caloiro há 2 anos e passou por humilhações horríveis em Lisboa! Ele podia ter dito que não? Sim podia, mas isso acarretava ser humilhado também, vexado, e pior perdia o direito em participar em actividades, em fazer parte de comissões na faculdade, entre outras perdas. Por isso, a quem acha que eles podem dizer que não, pergunto: acham mesmo e com conhecimento de causa? Isto parece a Teoria das Janelas Quebradas (pesquisem na net se quiserem saber o que é). Obrigada por esta notícia!!!

  12. Eu andei em duas universidades diferentes e, em ambas, recusei entrar no jogo da praxe. Não tive consequências absolutamente nenhumas ao nível da integração e mantive excelentes relações com todos os meus colegas. Ou seja, a ideia que sem praxe não há integração é manifestamente falsa.

    Depois, é verdade que a praxe integra. Mas não por causa dos jogos de poder e de autoritarismo bacoco. Integra porque junta muitas pessoas numa actividade comum, o que leva, naturalmente, a uma maior socialização entre as pessoas. E, como me parece manifestamente lógico, esta integração poderia ser atingida perfeitamente através de outros mecanismos que não o exercício de poder. É sobretudo isto que tem de ser revisto.

    Depois, a ideia que é uma escolha acaba por ser uma verdadeira falácia. A maioria dos miúdos de 18 anos não tem consciência que pode escolher e que não tem de assinar papel nenhum (a ideia de assinar um papel para não ser praxado é das coisas mais absurdas que já li). A maior parte dos miúdos entra num ambiente que não conhece e a praxe acaba por ser o único mecanismo que conhecem para se integrar. Portanto não é uma escolha, é uma necessidade.

    Sob a praxe em si, é uma pseudo-tradição que não tem qualquer sentido nos moldes actuais e especialmente em sítios que deveriam estimular o conhecimento, a liberdade individual e rejeitar qualquer tipo de subserviência. As faculdades deveriam ser um espaço para rejeitar qualquer tipo de ideias feitas e para estimular o pensamento individual, como tal a praxe nunca deveria ser permitida dentro dos espaços académicos. A praxe não passa de um ritual onde um aluno exerce autoridade sobre outro sob um pretexto absurdo: o maior número de matrículas.

    Em suma: quando se permite o exercício de poder sem justificação, a consequência natural é o excesso. E é isso que acontece nas praxes.

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