A Caminho das Autárquicas (VI)

solid

Nunca numa campanha se usou tanto o termo solidariedade. E talvez isto baste. São e querem vir a ser todos muito solidários. Todos muito preparados para apoiar o pobre, os idosos. E qual é a prioridade? A área principal de actuação, clamam, será o apoio social. Será a área social. O verbo ajudar está espalhado em tudo o quanto é programa. Ajudar e apoiar, sim, apoiar muito e quem precisa. Querem combater a desigualdade, combater a pobreza geral, sobretudo, a falta de meios. E destas mensagens, do que elas espelham do país, o que é que se poderá concluir? É evidente. Que “já saímos do fundo e agora é saber a que ritmo vamos crescer.”

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Sobre Ivo Rafael Silva

Mestre em Tradução e Interpretação Especializadas; Licenciado em Assessoria e Tradução; Investigador de História e Etnografia; Investigador do Centro de Estudos Interculturais (CEI) do ISCAP; Tradutor freelance; Secretário administrativo; Militante do PCP desde os 18; Membro da JCP desde os 16.
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7 respostas a A Caminho das Autárquicas (VI)

  1. Pascoal diz:

    O Portas já chegou ao fundo?
    Tapem o buraco antes que ele saia de lá.

    • De diz:

      Lol.
      Bem achado.

      Lembram-se do post do Tiago Mota Saraiva em que este focava o quase desaparecimento das siglas PSD/PP dos cartazes dos candidados destes partidos? Numa tentativa destes esconderem o seu vínculo partidário?Alguns “bons rapazes” tentaram negar o facto…

      Entretanto dois dos figurões maiores da quadrilha deixaram mesmo cair os ditos simbolos.
      http://www.dinheirovivo.pt/Buzz/Artigo/CIECO164772.html

      Luís Filipe Menezes e Moita Flores
      Como qualificar tal gesto e tal gentinha

  2. Herberto diz:

    Vejam bem o dinheiro gasto nas campanhas políticas do PS, PSD e CDS-PP. Dinheiro gasto com fartura, cores lindas e um “borrego” de gravata, a prometer solidariedade.

  3. josé sequeira diz:

    Ainda está toda a gente lembrada da polémica sobre a existência de uma estátua ao Eduardo Melo em Braga?

    Não lhe chamo Cónego porque sou católico e não o considero digno de ter sido membro da hierarquia da minha Igreja.

    Hoje há esta notícia fresquinha:
    “António José Seguro apelou esta tarde em Braga à concentração de votos da esquerda no PS durante uma arruada que juntou o candidato à câmara, Vítor Sousa, e o histórico presidente da autarquia, Mesquita Machado. “Aqui em Braga, como em vários concelhos do país, a escolha é entre o PS e os partidos do Governo [PSD/CDS]. Por isso faço um apelo aos eleitores de esquerda para que votem e concentrem os seus votos no PS”, desafiou Seguro.”

    Portanto, eleitores da CDU e do BE, não se esqueçam de fechar os olhos, engolir o sapo e votar no Vítor apenas para impedir que o Passos Coelho possa festejar a vitória do Ricardo Rio.

  4. «Não tenho Medo!!!» diz:

    Nas últimas duas semanas tenho quase andado com a televisão, O canais portugueses públicos e privados parecem-me que se tornaram Maria Luises Albuquerques de tanto, tanto que mentem.

    Só para começar, gostava de dizer que passei a votar no Partido Comunista Português ou CDU ou na foice e no martelo conforme quiserem chamar.

    As notícias que venho a saber do meu país não passam pela imprensa ou televisão de cá de Portugal.

    Como já trabalhei em países em guerra sei que isso é abolutamente normal. É por causa da desinformação.

    Acontece que esta conversa dos variadíssimos comentaristas/politicistas etc. porta-vozes dos partidos CDS/PSD e PS que defendem o «interesse nacional» acaba por bater sempre na mema questão da solidariedade social «deles»: «apoiar socialmente», «ajudar socialmente», esbater as «desigualdades», «promover a mobilidade social». São tudo conversas da «treta». É bom não esquecer que a larga «maioria» das pessoas que precisam de «apoios», não o precisariam se tivessem acesso a um emprego, logo, à habitação, educação, saúde e reformas mesmo mínimas.

    Esta conversa dos partidos à direita tem na sua génese um conceito racista de classes sociais de ricos e pobres. Esta dicotomia pressupõe necessáriamente um conflito de classes. É claro que esse conflito entre ricos e pobres sempre existiu e é especialmente promovido pelas ditas classes sociais dos ricos. Reforça o estereótipo racista de «pobre».

    Mas pessoas dos partidos da direita «banqueira» (CDS/PSD/PS) que vêm para a imprensa e televisão vender a «banha da cobra» de um Estado assistencialista e reforçar o «medo» nas camadas de populações cada vez maiores de pessoas sem recursos, melhor dizendo, de pobres, é de uma falsidade, hipocrisia e traição como eu nunca tinha visto.

    São péssimos comunicadores porque se sente à distância que são um grandessíssimos mentirosos e que nunca tiveram no desemprego, passaram noites sem dormir porque não sabiam como arranjar comida para sobreviver no dia a seguir. E agora não me venham com tretas de redes de solidariedade social da «direita banqueira». Estou famliarizada com as «caridades» desde miúda e é uma questão que irrita particularmente.

    O Ricardo Salgado (BES) fugiu com os seus impostos – foi convenientemente apanhado pelo fisco -, mas tem a sua mulher à frente a Associação assistencialista Novo Futuro, parece-me de um cinismo inaceitável. Faz-me lembrar da Isabel Jonet a quem nunca lhe deve ter faltado comida no prato. Até aposto que comem bifes «Chateaubriand» várias vezes por semana. (eu como não como carne estou-me absolutamente nas tintas; ficou-me o hábito de não comer carne nem peixe desde a minha adolescência quando, de facto, passei fome). Mas os meus médicos dizem que gozo de uma excelente saúde e que estou cá para ficar. O que me apraz porque espero pela oportunidade de dar umas grandessíssimas «bastonadas» nesta «direita política banqueira».

    Não tenho medo de GUERRAS. Na minha família já houveram vários «mortos em combate». Agora chegou a vez da minha geração, dos 50, apanhar com uma «Guerra» provocada mais uma vez pela Alemanha.

    Tenho sangue alemão. O pai da minha mãe era metade alemão. Como os tempos eram muito próximos da II Guerra, do sangue alemão na família nunca se falou. De onde vem? Foi escondido. Senti que a minha mãe e os meus tios tinham vergonha de falar nisso por causa das «equimoses» sociais e culturais provocadas pelos campos de concentração nazis. Ou seja, ter sangue alemão confunde-se com nazis. Dessa marca os alemães não se livrarão nos próximos 1000 anos. E agora vêm com esta «GUERRA» sonsa económica, para já.

    Gostava de saber se é a «direita política banqueira» que nos vai defender a nós portugueses quando estalar a GUERRA. Vão fugir para onde? A Riviera Francesa? O Monaco? Os EUA? O Norte de África como durante a II Guerra?

    Espero termos militares portugueses à altura dos interesses da população portuguesa e que não estejam rendidos à «direita política banqueira», a gente da massa e do capital que quer baixar a massa salarial e privatizar para fazer mais lucros, mais dinheiro e promover a desigualdade entre ricos e pobres para poder «explorar» o conflito. É gente que vive de «conflitos». Vão buscar e sugam a sua energia a bases de conflitualidade social depois de as provocarem. Depois vão todos à Missa. O Papa Francisco resolveu repescar as indulgências e a noção de purgatório. O Pde Carreira da Neves até ficou admirado com esse retrocesso. Isto para dizer que a «direita política banqueira» que nos governa é muito bem capaz de «liquidar», melhor dizendo, «matar» as pessoas «pobres» e não só, e depois fazem uma procissão não sei bem aonde – não devem faltar sítios – para obter a «bula papal».

    Vivi em Londres nos tempos dos ataques à bomba pelo IRA. Os «bomb scares» (ameaças de bomba) aconteciam todos os dias, eu estava-me nas tintas. Também senti a explosão da Embaixada do Irão durante os anos 70, em casa dos meus pais. Os vidros de alguns quartos estalaram. Vi o Bobby Sands na sua greve de fome. Passei duas semanas com frio por causa da greve dos mineiros (eu estava do lado dos mineiros).

    Não, não. Não tenho medo de Guerras. Estou-me nas tintas. O «medo» que a «direita política banqueira» do CDS/PSD/PS está a tentar transmitir ao povo português é uma mentira.

    Esta crise, recessão teve na sua génese uma «golpada» dos «accionistas» dos «bancos». A procissão ainda vai no adro. Mas eu não tenho nenhum Medo.

  5. «Não tenho Medo!!!» diz:

    No princípio do que escrevi quis dizer que ando com a televisão desligada.
    Para finalizar, se houver aí malta para partir os «bancos», eu sou uma candidata. Pedras de calçada não faltam na zona onde vivo.

    O Ulrich manda a malta da sua manutenção retirar os graffities à noite que andam espalhados pelas agências do BPI.
    Agora que o Ulrich anda a patrocinar cursos de inglês na escola pública, certificado no 9º ano, com uma qualquer escola de Cambridge que custa €20.00, talvez ensine o que os ingleses fazem quando se irritam mesmo à séria.

    Mandam bombas que explodem mesmo e conseguem organizar-se rapidamente em grupos de guerrilha (IRA, por exemplo).

    Os ingleses têm uma tradição parlamentar de 200 anos. A Constituição não foi suspensa, nem durante a ii Guerra Mundial!!!

    Cá em Portugal estamos a precisar de explosivos e de bombas! Já não deve faltar muito. E não me venham com conversas da treta de paz porque isto só vai mesmo com explosões de bombas em carros armadilhados. Espero que não acerte em civis, mas que acerte na «direita política banqueira» do CDS/PSD e PS.

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