A troika mata – recepção à comitiva de representantes do FMI, do BCE e da CE

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«Por todo o lado se anunciava o regresso da troika a Portugal no dia 16 de Setembro. Mas, na verdade, ela nunca de cá sai. Da educação à saúde, dos salários às pensões, novos e velhos, todos sentimos na pele a sua presença, em cada momento das nossas vidas.

Permanentemente troikados.

Na noite de 15 para 16 de Setembro, vários activistas antitroika prepararam a recepção à comitiva de representantes do FMI, do BCE e da Comissão Europeia.

Em seis pontos da cidade – Rotunda do Aeroporto, Praça do Areeiro, Praça de Londres, Saldanha, Largo do Rato e Amoreiras -, apareceram enforcados a simbolizar o efeito nefasto que as políticas da troika e deste governo troikista têm sobre as nossas vidas. A troika mata.»

No blogue do Que se lixe a troika!, fotos e vídeos da acção.

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14 respostas a A troika mata – recepção à comitiva de representantes do FMI, do BCE e da CE

  1. José Sequeira diz:

    Ora aí está uma acção inteligente.
    Ao contrário de “manifes” ditas grandiosas e greves ditas “gerais” que não levam a nada e só chateiam quem necessita dos transportes públicos para se deslocar, esta ideia atinge os objectivos de colocar as pessoas a pensar.
    Parabéns aos autores e aos executores.

  2. Rita Veloso diz:

    A acção é inteligente, concordo.
    Discordo em absoluto que as manifs e as greves não levem a nada. Muito do que conquistámos deveu-se sobretudo a greves. Se não chateassem não serviam para nada.

    • José Sequeira diz:

      Rita, diga-me o que é que você “conquistou” devido a uma greve.

      • De diz:

        Francamente…desculpe a frontalidade mas isso é não saber a História.

        …e não foi só Uma greve…
        Algumas originaram até enforcamentos…e mais tarde a consagração do primeiro de Maio como dia do trabalhador
        …vejamos algumas conquistas das greves:
        …melhores condições de trabalho…jornada de 8 horas..direito a férias pagas… contestação ao avanço do fascismo (em França por exemplo) nos idos anos 30, contestação ao regime fascista (em Portugal)…

        Fazem falta provavelmente é mais.E outras formas de luta …

        • José Sequeira diz:

          Caro De
          Não precisa de pedir desculpa.
          Sabe que aprecio a sua frontalidade, embora nem sempre estejamos de acordo.
          Claro que você tem razão em tudo o que escreve.
          Só que eu não falei em greve em termos gerais ou históricos. Claro que essas formas de luta foram importantes e você, tal como refere, só apresenta algumas; perguntei concretamente à Rita o que é que ela conquistou com uma greve, nomeadamente no século XXI.
          De, refiro as suas últimas palavras: “outras formas de luta…”, quanto a mim têm de ser diferentes porque as greves já foram… E aí enquadram-se estes “enforcados” que aparecem pela cidade. Pessoas com quem falei sobre esses “bonecos” ficaram a pensar sobre o seu significado.
          Isto claro, é a minha opinião, que vale o que vale.
          Aceite um abraço.

      • Herberto diz:

        Por acaso, a última greve geral deu na demissão do ministro Vítor Gaspar, por muito que isso lhe custe a engolir.
        Conheço até muita gente ligada ao PSD ou CDS-PP que defende esse seu ponto de vista, a de que «“manifes” ditas grandiosas e greves ditas “gerais” (…) não levam a nada…»

        • José Sequeira diz:

          Herberto, acha mesmo que o Gaspar se demitiu por causa da última “greve” geral?
          Já agora também lhe pergunto: Acha que toda a gente ligada ao PSD e ao CDS é má e toda a gente ligada ao PC ou ao BE é boa?

          • Herberto diz:

            Há que pensar nos resultados dessa greve geral que crê ter sido infrutífera.
            Em relação à questão da mentalidade, não tenho dúvidas que existe uma clara diferença entre pessoas neste país. Veja o exemplo entre o deputado Artur Rego (CDS-PP) e o deputado António Filipe (do PCP). Basta ver estes dois exemplos e pensar, qual deles o mais preocupante, em termos de generosidade humana?

  3. josé sequeira diz:

    Esta resposta é para o Utilizador Herberto.
    Apesar de ter votado mais vezes no CDS-PP que no PCP (em boa verdade só uma vez votei no Carlos Carvalhas, quando as opções eram Soares ou B.Horta) também acho que o António Filipe é muito superior ao Artur Rego. Infelizmente não posso votar no António Filipe porque ele não se pode apresentar “uninominalmente” aos eleitores. No entanto estou disposto a votar PCP (pela honestidade que sinto existir nos candidatos desse Partido) sem, no entanto concordar com o nosso “regime democrático”. Mas saliento que você não teve coragem para responder à minha pergunta, o que é compreensível. Eu sou um tipo ideologicamente livre, você provavelmente tem grilhetas nos pulsos.
    Cumprimentos.

    • Herberto diz:

      Não era necessário o Sr. José Sequeira terminar a sua exposição em tom tão agressivo e cheio de ódio (uma particularidade que, por acaso, encontro em muitas pessoas que votam ou votaram no CDS-PP).
      No entanto, posso responder que encontro mais cinismo e hipocrisia em pessoas que representam os chamados partidos do arco (PS, PSD e CDS-PP) que na CDU e BE.
      Por último, não tenho qualquer antipatia pelo Sr. José Sequeira. Tenha um bom sábado.

      • José Sequeira diz:

        Um bom sábado também para si; se “viu” algum tipo de ódio no que escrevi é porque não consegui exprimir-me porque, obviamente, não é verdade que tenha esse sentimento, muito menos para si que não conheço pessoalmente. É evidente que o maniqueismo ataca muita gente. Penso que o futuro não passa por aí.
        Cumprimentos.

  4. Rita Veloso diz:

    Eu conquistei muitas coisas com greves, sobretudo no meio académico. As greves sectoriais costumam produzir muitos resultados.

  5. José Sequeira diz:

    Rita
    Pensava que falávamos de “classe operária”. Como só entrei na Universidade já muito tarde, em horários nocturnos, nunca fiz parte do chamado meio académico. Por acaso, em 73, até furei uma greve universitária porque necessitava desse exame para precaver a ida para o SMO. Cada caso é um caso.
    Cumprimentos.

  6. Rita Veloso diz:

    Bem, não me referia apenas às greves de alunos, mas também às de professores. Se calhar temos de ver bem o que se entende por classe operária…

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