Filhos de um país(?) menor

À entrada da escola as crianças são confrontadas com salas cheias (ou contentores, como em Santa Maria da Feira) e convivem, sob a batuta de um só maestro, com 1º, 2º, 3º e 4º anos.

Os filhos dos pobres, não podem estudar. O Governo destrói a escola pública e financia os privados.

Os filhos dos outros que estudaram, têm doutoramentos até, trabalham há doze anos a recibos verdes. Ela, com um filho. Desempregada, sem direito a nada.

Os hospitais públicos (por exemplo S. José, Capuchos, Sta. Marta) fecham para dar lugar a um em Chelas, ali..escondido, para os pobres e os velhos. No centro da cidade de Lisboa nascem hotéis de luxo.

É esta a «ajuda financeira»?

Enquanto espero horas pela minha consulta, no Hospital de Santa Maria, ouço os voluntários (porque não são trabalhadores…) que se questionam sobre um velho numa cadeira de rodas:

«Onde o pomos?»

«Encosta-o aí a um canto».

É esta a «ajuda financeira» a um país cujos governantes julgam menor: encosta-o aí a um canto. Pode ser que nem se dê por nós.

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4 respostas a Filhos de um país(?) menor

  1. De diz:

    É preciso mais e mais denúncias do descalabro a que estes terroristas sociais estão a levar o país.

    Que a voz não vos doa.

  2. Herberto diz:

    Enquanto isso, os “laranjinhas” da zona, onde resido, gastam o dinheiro do estado nas suas campanhas políticas, porque como ouvi dizer hoje, «são democratas» e também têm o direito a defender o seu partido. A actriz Lídia Franco juntou-se ao bando e também o actor Ruy de Carvalho (e não Rui de Carvalho). Riem-se e fazem de conta que nada se passa no país, como se isto da política fosse uma ida ao banho. No panfleto do PSD da minha zona, prometem mais educação, mais habitação e mais saúde. O candidato pelo PSD, na Amadora, defende os medicamentos comparticipados pela câmara. Se no país retiram, nas eleições autárquicas voltam a prometer aquilo que não podem dar. No PSD e CDS-PP, não há limite para as mentiras e o descaramento.

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