A Caminho das Autárquicas (V)

passos

Apesar de tudo nos parecer óbvio, de tudo nos parecer evidente, ainda assim apetece-me – mais por reflexão que por dúvida – perguntar: será que isto ainda resulta? Que gabinetes, que assessores, certamente bem pagos, se sentam hoje em dia numa mesa para decidir uma campanha, dizendo do alto da sua genialidade e originalidade: “vamos fazer inaugurações para ganhar votos”? Será que estas formas encapotadas de campanha, estas inaugurações de equipamentos em funcionamento há mais de um ano, se traduzem mesmo em votos? Será que o povo português ainda se deixa levar pelo espectáculo público da gabarolice e do pavoneio? Será que esta gente ainda se deixa convencer pelo aparato de cerimónias corta-fitas em vésperas de eleições? Será que estas estratégias velhas, de política velha, de políticos velhos, de estrategas velhos, de gente tão interesseira quanto vazia, será que ainda resultam e determinam eleições importantes para a vida das pessoas? Resumindo: será o povo assim tão estúpido?

Adenda: Carlos Abreu Amorim decidiu ir a Fátima, não para rezar pela conversão dos magrebinos, mas para se fazer presente numa peregrinação de idosos de Gaia. Parece que a coisa correu mal. Foi corrido e saiu com o rabo entre as pernas. Acontece…

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Sobre Ivo Rafael Silva

Mestre em Tradução e Interpretação Especializadas; Licenciado em Assessoria e Tradução; Investigador de História e Etnografia; Investigador do Centro de Estudos Interculturais (CEI) do ISCAP; Tradutor freelance; Secretário administrativo; Militante do PCP desde os 18; Membro da JCP desde os 16.
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4 respostas a A Caminho das Autárquicas (V)

  1. Rocha diz:

    Sinceramente acho que não, acho que não resulta. As principais estratégias de campanha são mais o porco no espeto nos bairros sociais e a velha e sempre eficaz estratégia do dividir para reinar (a cupla é dos professores… a culpa é dos funcionários públicos… a culpa é dos que recem RSI… etc)

    • Ivo Rafael Silva diz:

      Também é verdade…

    • De diz:

      Pois eu acho que ainda tem eficácia.Não propriamente nos locais onde se efectua a “função”, mas a nível nacional, à custa dos serviços de informação “generalistas” que até mostram que os homens até “trabalham”.
      E o que passa é o tal cerimonial,que não é acompanhado de qualquer comentário crítico, sendo antes servido num tom laudatório e das palavras da praxe da corte dos terroristas que nos governam…
      …embora considere que a tal estratégia do dividir para reinar é a que dá melhores frutos.Atente-se no poiares maduro e nas suas ameaças de mais impostos se…

  2. is zyggy diz:

    humm pois eu acho que são :/ caso contrário não tinha-mos esta classe política tão miserável de ideias e de carácter,depois há os canais de tv e os jornais que se encarregam de “mostrar o trabalho” desta trupe..

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