Lançamento de livro e debate O que vale hoje o trabalho? Emprego e relações laborais, de Ricardo Antunes

16 de setembro de 2013, 18h00, Auditório do Centro de Informação Urbana de Lisboa (Picoas Plaza, Rua do Viriato)
Lançamento de livro e debate com o autor: “Os Sentidos do Trabalho: Ensaio sobre a Afirmação e a Negação do Trabalho” de Ricardo Antunes (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas).
Comentários: Raquel Varela (Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa) e Manuel Carvalho da Silva (Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra)


Gostaríamos de convidar-vos para participarem neste debate sobre o valor do trabalho em Portugal, com a presença do sociólogo Ricardo Antunes. Somos hoje confrontados com um mundo complexo, heterogéneo e profundamente instável: precarização, terceirização, mudanças na sindicalização, novas formas de protestos sociais. Enquanto se assiste a políticas que proletarizam largas camadas da população e a um desemprego histórico, há autores que argumentam o fim da centralidade do trabalho. Esta não é a opinião do sociólogo brasileiro Ricardo Antunes, autor de várias obras cimeiras que argumentam que o Trabalho tem uma centralidade na sociedade moderna capitalista e que devemos olhar para este com a complexidade com que surge hoje – trabalho autónomo, sub contratualizado, em cooperativas, empreendedorismo – para compreender o papel das classes trabalhadoras na sociedade actual.
Com os melhores cumprimentos
Manuel Carvalho da Silva, CES Lisboa
Paulo Marques Alves, ISCTE
Raquel Varela, IHC-FCSH
Resumo de Os Sentidos do Trabalho, Almedina, 2013

Contrariamente às teses que advogavam a perda do significado do trabalho na sociedade contemporânea, Os Sentidos do Trabalho apresenta uma nova morfologia do trabalho, cujo elemento mais visível é seu desenho multifacetado, onde convivem precarização e qualificação, instabilidade e desemprego, labor intelectual e esforço manual. São as/as terceirizados, subcontratados, temporários, part time, imigrantes etc, homens e mulheres que se ampliam segundo a lógica da “empresa flexível”, especialmente nos serviços, nas tecnologias de informação e comunicação, de que são exemplos as trabalhadoras de telemarketing e call center, dentre tantos outros. O livro procura oferece uma concepção ampliada de trabalho, explorando a hipótese de que uma nova morfologia do trabalho significa também uma nova morfologia das lutas sociais globais.

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